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  1. Formandos do Modatex reinventam Disney
  2. Doce Páscoa para a Next
  3. Munich Fabric Start lança Manufacturing Area
  4. Mango supera expetativas nas vendas online
  5. Moda “Camp” da gala Met já dá frutos
  6. Todos a bordo para a estreia de Virginie Viard na Chanel

1Formandos do Modatex reinventam Disney

O polo de Barcelos do centro de formação da indústria têxtil, vestuário, confeção e lanifícios acolhe, esta tarde, pelas 15h, um desfile dos formandos do Curso EFA de Costureiro/a Modista. O desfile, aberto à comunidade, tem como título “As Princesas Disney do Século XXI”. O principal objetivo do projeto foi que os estudantes recriassem o vestuário de algumas das princesas do universo da Disney, adaptando-o ao século XXI.

2Doce Páscoa para a Next

Um primeiro semestre do ano invulgarmente mais quente impulsionou o crescimento das vendas da Next. No entanto, a subida não foi suficientemente alta para melhorar as estimativas anuais da gigante do Reino Unido. As vendas a preço total nas 13 semanas até 27 de abril cresceram 4,5% em relação ao ano passado e ficaram acima das previsões da empresa, que eram de 3,3%, afirma a Next. A gigante britânica, que gere uma rede de mais de 500 lojas no Reino Unido e na Irlanda e cerca de 200 lojas em cerca de 40 países estrangeiros, revela que o crescimento das vendas foi impulsionado por temperaturas anormalmente mais altas no período de Páscoa, o que «foi particularmente benéfico para as nossas lojas de venda a retalho». Contudo, a Next avisa estes números podem ser atenuados no resto do ano. «Esta performance positiva no primeiro trimestre fez com que as vendas ascendessem a cerca de 10 milhões de libras (cerca de 11,7 milhões de euros). Dado que este é um número relativamente baixo tendo em conta o contexto das vendas anuais, acreditamos que é muito cedo para rever as estimativas para as vendas e lucros anuais», indica a retalhista. Para o corrente ano, a Next antecipa que as vendas a preço total cresçam 1,7%, com as vendas a retalho a caírem 8,5% e as vendas online a aumentarem 11%. Sofie Willmott, analista sénior da GlobalData, afirma que, apesar das iniciativas estratégicas para melhorar a comercialização, os hábitos de consumo dos consumidores serão sempre, de algum modo, impactados pelas condições meteorológicas. «Fevereiro foi o mês que mais se destacou, com as vendas a preço total a crescerem 7,2% em relação ao mesmo mês do ano passado, no qual nevou, de um modo geral, no Reino Unido. Apesar disso e do crescimento de 4,7% [nas vendas a preço total] em abril, com um fim-de-semana de Páscoa mais ameno, os valores não foram suficientemente altos para compensar as descidas nas lojas físicas», resume.

3Munich Fabric Start lança Manufacturing Area

O salão de Munique irá inaugurar uma nova área totalmente dedicada à confeção, na próxima edição da feira, entre 3 e 5 de setembro de 2019. O novo espaço ficará localizado no recém-inaugurado Business Club Munich, junto ao Munich Order Center, onde se realiza a Munich Fabric Start. Segundo a organização, trata-se de um passo decisivo para a estratégia do salão de Munique. O edifício que albergará a Manufacturing Area, construído em 1926, reaviva o estilo industrial Bauhhaus, tendo sido recentemente remodelado, fazendo do mesmo «o local ideal» para a organização da Manufacturing Area. O espaço contará com cerca de 70 produtores de vestuário, nos segmentos de Mulher e Homem, Acessórios, Vestuário Corporativo, Alta Costura e Vestuário à Medida, no novo Hall 8. «Com esta nova área, criámos uma espécie de um espaço de coworking, para a apresentação de produtos e empresas. O objetivo é proporcionar um ambiente revigorante e eficiente, para oferecer oportunidades de comunicação e um ambiente de trabalho inspirador. Vamos surpreender os expositores e os visitantes com um formato completamente novo», garante Sebastian Klinder, diretor geral da Munich Fabric Start.

4Mango supera expetativas nas vendas online

As vendas através da plataforma digital da retalhista espanhola continuam a crescer. Em 2018, estas representaram 20% do total da faturação, um objetivo que foi alcançado dois anos antes do previsto. Em 2018, as vendas na plataforma digital da Mango aumentaram mais de 30% em relação a 2017. As compras realizadas através de dispositivos móveis superaram, uma vez mais, as efetuadas por computador e representaram 59% das vendas online totais. Depois de conquistado o objetivo, a Mango definiu um novo desígnio: que as vendas online representem 30% da faturação até ao final de 2020. «Em 2018, superámos as nossas melhores estimativas. Conseguimos crescer o dobro daquilo que crescemos em 2017 e isso permitiu-nos atingir o objetivo de 20% em dois anos, em vez dos quatro anos que previmos em 2016. Estamos a colher os frutos de um trabalho árduo e de importantes investimentos. Agora, já estamos a trabalhar no horizonte de 30% para 2020», revela Elena Carasso, diretora de comércio eletrónico da Mango. O website da Mango recebeu mais de 550 milhões de visitas em 2018, o que significa um aumento superior a 22%, relativamente ao ano anterior. 73% destas visitas foram feitas através de dispositivos móveis.

5Moda “Camp” da gala Met já dá frutos

Ainda em contagem decrescente para a edição de 2019 da gala Met, que se realiza esta noite, em Nova Iorque, a temática definida para este ano já está a afetar o comportamento dos consumidores, segundo a Lyst. O evento, que irá contar com a presença de celebridades de renome mundial, servirá para inaugurar a exposição “Camp: Notes on Fashion” – o tema desta edição – no Metropolitan Museum of Art. De acordo com a plataforma, a temática já teve impacto nos comportamentos de compra online. As pesquisas por termos como lantejoulas, folhos, plumas ou brilho subiram em relação a igual período do ano transato. O número de pesquisas por peças com folhos aumentou 20% e o interesse por artigos com plumas cresceu em cerca de 93%. Já as pesquisas por lantejoulas e brilho subiram 199% e 132%, respetivamente, em relação ao período homólogo de 2018. A Lyst também designa a casa de moda italiana Gucci como “a rainha do Camp”, citando o desfile de outono-inverno 2018/2019, no qual as modelos carregaram réplicas em tamanho real das suas próprias cabeças, o que motivou mais de mil pesquisas online pelo termo “cabeças da Gucci”. A Lyst destaca ainda o facto de a colaboração da Balenciaga com a marca de calçado Crocs ter esgotado online antes de terem sido oficialmente lançadas provas de que o tema “Camp” está na moda, assim como o facto de o gigante chapéu “La Bomba”, da Jacquemus, ter esgotado em todo o mundo e acabado por lançar uma tendência nas redes sociais. De igual forma, a plataforma aponta para o facto de os modelos de calçado “ugly”, ainda serem os mais populares, como o modelo Fila Disruptor ou o Nike M2K Tekno, que permanecem no top 10 de calçado em todo o mundo.

6Todos a bordo para a estreia de Virginie Viard na Chanel

A nova diretora criativa da Chanel mostrou, na última sexta-feira, a sua primeira coleção a solo para a casa de moda francesa, seguindo os passos de Karl Lagerfeld, com um desfile que bebeu inspiração de antigas viagens de comboio. A coleção resort 2020 foi apresentada entre verdadeiras linhas de caminho de ferro e espectadores prontos para embarcar no “comboio Chanel”, no Grand Palais, em Paris, local favorito de Karl Lagerfeld. Para esta coleção, Virginie Viard manteve vivo o legado do designer alemão, tanto no palco como no estilo, apresentando uma linha com muita cor, coordenados a preto e branco e vestidos com folhos. Viard, que se juntou à Chanel em 1987, e trabalhou junto de Karl Lagerfeld até ao seu desaparecimento em fevereiro deste ano, aos 85 anos, revelou a sua própria visão dos famosos tweed da Chanel, em rosa vivo ou em tons pastel. Os modelos desfilaram ainda uma versão mais longa do cardigan da Chanel, entre calças mais justas ou mais largas, e calçado em dois tons. Como tributo a Karl Lagerfeld, a coleção inclui colarinhos brancos no cimo de leves vestidos e laços oversize na zona do peito. «Acho que nova designer fez um trabalho maravilhoso. Apresentou um conjunto de diferentes estilos», afirmou Christine, compradora da China, à Reuters.