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  1. Wacoal invade a Índia
  2. Etam regista um bom ano
  3. Paco Rabanne regressa ao retalho
  4. Mulheres pagam mais do que os homens
  5. Pharrel Williams no leme do Billionaire Boys Club
  6. México e Canadá: destinos do dinheiro americano

1Wacoal invade a Índia

A marca de lingerie de luxo japonesa Wacoal planeia abrir 75 lojas na Índia nos próximos cinco anos, em conjunto com o parceiro local Periwinkle Fashions. «A Índia sempre esteve no nosso radar bem como o sector de retalho de luxo local, especialmente em cidades como Mumbai, que têm crescido tremendamente nos últimos 10 anos», justificou o diretor Yuzo Ide ao Economic Times. Com preços entre os 294 e 588 dólares (aproximadamente entre 272 e 544 euros), a marca também será vendida online e através de retalhistas multimarcas. A Wacoal, sediada em Quioto, está presente em mais de 66 países e regiões, incluindo América do Norte, Europa e Ásia.

2Etam regista um bom ano

Houve sobretudo boas notícias para a retalhista internacional de moda feminina Etam Développement na última sexta-feira. As vendas na Europa e na China estiveram em alta no ano encerrado a 31 de dezembro, enquanto o quarto trimestre subiu na Europa, mas sofreu um ligeiro desvio na China. A empresa também conseguiu manter uma boa matemática na França, apesar das temperaturas amenas para esta altura do ano e dos ataques terroristas, em Paris. Outras notícias positivas são relativas às vendas na Europa, que têm vindo a crescer desde do início do ano, e os negócios na França, que têm superado os dos seus pares. No geral, a Etam informou que as vendas líquidas do grupo aumentaram 2,8% para 347,4 milhões de euros, enquanto as vendas comparadas em loja desceram 0,5% nos seus 4098 espaços. O total de vendas anuais subiu 6,2%, para 1,29 mil milhões de euros e 1,6% numa base comparada. Na Europa, as vendas líquidas do quarto trimestre aumentaram 4,5% para 236,3 milhões de euros, 1,7% em vendas comparadas em loja, As vendas totais anuais aumentaram 4,9% para 879 milhões de euros, com um aumento de 2,9% em vendas comparadas em loja. As vendas no mercado interno também subiram 4,8% para 209,9 milhões de euros com numa base comparada de 1,9%. «As vendas ainda estão a crescer, apesar da desaceleração induzida pelos atentados de novembro em Paris e por temperaturas muito amenas para a temporada, o que afetou as vendas de calçado e das coleções de inverno», informou a marca. As vendas líquidas do quarto trimestre na China caíram 0,7%, para 111,1 milhões de euros e as vendas comparadas subiram 7%. As vendas líquidas do ano saltaram 9,1% para os 417,4 milhões, com as vendas comparadas a apresentarem uma queda de 2,5%. Em 2015, o grupo alargou a sua rede internacional, abrindo unidades de retalho no México e no Chile sob a marca Etam e na Arábia Saudita sob a marca Undiz.

3Paco Rabanne regressa ao retalho

A Paco Rabanne vai regressar ao retalho, também via online, depois de uma ausência de 14 anos. A casa de moda do grupo Puig abriu já uma loja em Paris, a que se seguirá a abertura de uma unidade em Londres ainda este ano e uma possível loja em Los Angeles. A loja de Paris, situada na Rue Cambon, coincide com uma nova loja online e a primeira campanha publicitária desde a chegada do novo diretor criativo Julien Dossena. Numa entrevista exclusiva ao WWD, Dossena e Anouck Duranteau-Loeper, diretora de moda, explicaram como a abertura deste espaço se configura como forma de posicionamento da empresa numa plataforma de crescimento mais rápido. O plano é ter três a quatro lojas abertas ao longo dos próximos dois ou três anos, adiantou Duranteau-Loeper. A receita de cerca de 5 milhões de euros deverá dobrar nos próximos 12 a 18 meses, com a loja de Cambon a contribuir com cerca de 1 milhão, de acordo com Duranteau-Loeper, que foi recrutada da Céline para revitalizar a casa de moda. «É importante ter uma loja de retalho, porque é possível aprender mais sobre o cliente», sublinhou. «Além disso, é muito importante quando se relança uma marca que a variedade seja representativo da visão do designer», acrescentou Duranteau-Loeper. A diretora de moda adiantou ainda que a loja online vai estrear com entregas para a Europa e Reino Unido, com os clientes na América do Norte a serem direcionados para o site da Barneys, e a Farfetch.com a cobrir o resto do globo.

4Mulheres pagam mais do que os homens

As lojas do Reino Unido estão a cobrar até duas vezes mais às mulheres em produtos praticamente idênticos, revelou uma investigação do jornal The Times. O preço das roupas, produtos de beleza e brinquedos para as mulheres e crianças é superior ao dos itens equivalentes comercializados para homens e rapazes, de acordo com uma análise feita com centenas de produtos. Os preços “sexistas” podem ser encontradas em muitos dos maiores retalhistas da Grã-Bretanha, incluindo a Levi’s, Tesco, Boots e Amazon, informou o relatório. As Levi’s 501 para mulheres são, em média, 46% mais caras do que a sua versão masculina, mesmo que tenham a mesma cintura e comprimento de perna. Já a Tesco dobra o preço para as suas lâminas descartáveis, simplesmente porque são cor-de-rosa. Na Argos, as scooters infantis idênticas são 5 libras (aproximadamente 6,60 euros) mais caras em rosa. Depois da divulgação destes dados, os responsáveis do retalho enfrentam a possibilidade de serem chamados ao parlamento para justificarem a diferença de preço depois da presidente de uma comissão de deputados ter apelidado a prática de «inaceitável». O The Times analisou centenas de produtos para encontrar itens equivalentes comercializados para homem e mulher. A investigação descobriu apenas um exemplo de um item masculino mais caro do que um item feminino – a roupa interior de rapaz era mais cara do que a de rapariga – mas houve dezenas de exemplos em que os preços eram mais elevados para o sexo feminino. Em todos os produtos equivalentes com preços diferentes, os produtos comercializados para as mulheres eram, em média, 37% mais caros. Houve também diferenças de preços em produtos de beleza e roupas de marca – em particular t-shirt, jeans e brinquedos.

5Pharrell Williams no leme do Billionaire Boys Club

Pharrell Williams tem agora o controlo total da marca Billionaire Boys Club que cofundou em 2005. O cantor/músico/ produtor e os seus parceiros da BBC Miami recuperaram os 50% relativos à participação do Iconix Brand Group na BBC Ice Cream LLC, proprietária das marcas de streetwear Billionaire Boys Club e Ice Cream, de acordo com o WWD. Os termos financeiros não foram divulgados. Um porta-voz Iconix informou que «a venda da participação na BBC e Ice Cream foi uma decisão estratégica para racionalizar ativos não essenciais na carteira da Iconix, permitindo que se concentrem tempo e recursos nas marcas que geram mais lucro». «A BBC e a Ice Cream representavam menos de 1% do total dos nossos negócios», acrescentou.

De acordo com o porta-voz de Williams, o músico e os seus parceiros readquiriram o controlo total das marcas para continuarem a sua expansão, crescimento e oportunidades de licenciamento. A BBC é vendida em lojas e grandes armazéns a nível mundial e tem lojas em Nova Iorque, Londres e Tóquio.

6México e Canadá: destinos do dinheiro americano

O México é o destino preferido entre os viajantes mais ricos da América, para os quais o dinheiro não é problema. Isto de acordo com os resultados de um novo estudo que analisou as tendências de viagem dos americanos mais ricos do país. Para o relatório, a consultora de viagens e turismo internacional Resonance Consultancy analisou dados relativos a mais de 1660 viajantes com uma renda familiar de, pelo menos, 200 mil dólares ou um património líquido de 2 milhões de dólares. Em comparação com o viajante médio americano, que faz cerca de cinco viagens por ano, os americanos endinheirados fazem cerca de 14 viagens por ano, divididas entre negócios e lazer. Da mesma forma, enquanto o viajante típico gasta uma média de 1.347 dólares (aproximadamente 1.247 euros) por pessoa, por férias, o viajante rico vai gastar cerca de 3.115 dólares. Com esse tipo de orçamento, que significa, também, estadias em hotéis de primeira linha, como o Four Seasons e o Hilton – marcas preferidas destes americanos. E, enquanto a classe média e outros viajantes de baixo orçamento podem passar horas a analisar ofertas de voos e hotéis online, os analistas referem que os viajantes ricos são mais propensos a reservar diretamente com o hotel ou companhia aérea.

Eis os 10 melhores destinos de viagem para estes americanos:

  1. México (26%)
  2. Canadá (24%)
  3. Itália (24%)
  4. Inglaterra (22%)
  5. França (22%)
  6. Alemanha (14%)
  7. Bahamas (14%)
  8. Anguilla (13%)
  9. Austrália (12%)
  10. Ilhas Virgens Americanas (11%)