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  1. Museu dos Lanifícios celebra Dia Internacional dos Museus
  2. CEO da Amazon desafia rivais a aumentar salário mínimo
  3. LVMH lança Fenty com Rihanna
  4. Ikea instala-se com pompa e circunstância no metro de Paris
  5. Millennials: compras online superam físicas em 18 meses
  6. Ordem para trocar… plástico por biomaterial

1Museu dos Lanifícios celebra Dia Internacional dos Museus

É já no próximo sábado, dia 18, que se celebra o dia internacional dos museus, instituído em 1977 pelo ICOM – Conselho Internacional de Museus para promover «uma reflexão sobre o papel dos museus no desenvolvimento da sociedade». Subordinado ao tema “Os museus como plataformas culturais – museus e cidadania”, o objetivo este ano é lançar a discussão sobre o papel dos espaços museológicos na «transposição das necessidades e opiniões das populações no seu território para um contexto global», numa sociedade sujeita a constantes transformações. O Museu dos Lanifícios, na Covilhã, associa-se à efeméride e propõe um programa à medida de miúdos e graúdos, com estradas gratuitas e portas abertas entre as 9h30 e as 12h e das 14h30 às 18h. “Da Manufactura à Industrialização dos Lanifícios” é a exposição permanente patente na Real Fábrica de Panos – Tinturarias Pombalinas no século XVIII (Rua Marquês d’Ávila e Bolama) e na Real Fábrica Veiga – Industrialização dos Lanifícios nos séculos XIX-XX (Calçada do Biribau). A não perder há também duas exposições temporárias: “Sana Vinculum ou o vínculo que soa”, exposição de esculturas têxteis de Ana Rita de Albuquerque, e “Paisagens rurais: interioridades“, uma mostra de fotografia de Diana Guerra e Glaucia Benites, alunas do mestrado em “Estudos de Cultura” da UBI, ambas na Real Fábrica Veiga. Já a Oficina Têxtil da Real Fábrica Veiga está preparada para acolher crianças com mais de 3 anos, que poderão ficar a conhecer o processo artesanal da transformação da lã em tecido «de forma lúdica e muito prática», assim como o próprio museu «enquanto lugar de memórias sobre a indústria de lanifícios», afirma a entidade cultural da Beira Interior.

2CEO da Amazon desafia rivais a aumentar salário mínimo

Jeff Bezos incentivou a sua concorrência no retalho a aumentar os salários mínimos até aos 16 dólares por hora (cerca de 13 euros). «Desafio os nossos principais competidores retalhistas – vocês sabem quem são – a igualar os benefícios que oferecemos aos nossos funcionários e o nosso salário mínimo de 15 dólares. Façam isso!», escreveu o empresário numa nota aos acionistas. «Melhor ainda, cheguem até aos 16 dólares e devolvam-nos o desafio», acrescentou. A gigante do retalho online aumentou seu salário mínimo para 15 dólares por hora em novembro último, para os trabalhadores nos EUA, como resposta às críticas salarias e de condições de trabalho da empresa. O aumento dos salários na Amazon ocorreu num momento em que o desemprego nos EUA se encontrava ao nível mais baixo em quase duas décadas. O CEO da plataforma de comércio eletrónico referiu ainda, na mesma missiva, que a subida de salário beneficiou mais de 250 mil trabalhadores diretos e mais de 100 mil sazonais que trabalharam durante a quadra natalícia nos centros da Amazon nos EUA.

3LVMH lança Fenty com Rihanna

O conglomerado de luxo LVMH confirmou o lançamento da casa de moda Fenty, que irá expandir a colaboração da cantora Rihanna. A marca ficará sediada em Paris e deverá apresentar a primeira coleção ainda este mês na capital francesa. A Fenty irá abranger vestuário, calçado e acessórios, incluindo óculos de sol e joalharia, e «está centrada em Rihanna, será desenvolvida por ela e moldada à sua visão», segundo um comunicado do LVMH. A cantora deverá ainda ser a cara da casa de moda no lançamento. «Toda a gente sabe que Rihanna é uma cantora fantástica, mas através da nossa parceria na Fenty Beauty, descobri uma verdadeira empreendedora, uma verdadeira CEO e uma líder extraordinária», afirma Bernard Arnault, presidente do conselho de administração e CEO do LVMH. «Para apoiar Rihanna a começar a Fenty Maison, criamos uma equipa talentosa e multicultural apoiada pelos recursos do grupo», acrescenta. Para Rihanna, «desenhar uma linha como esta com o LVMH é um momento incrivelmente especial. Bernard Arnault deu-me uma oportunidade única para desenvolver uma casa de moda para o sector do luxo, sem limites artísticos. Não posso imaginar um parceiro melhor, tanto em termos criativos como de negócio, e estou pronta para o mundo ver o que construímos juntos». Não há informação sobre se a Fenty Maison terá lojas próprias, mas há a referência ao site fenty.com, que poderá indicar que o foco inicial será digital. Rihanna, que tem mais de 60 milhões de seguidores no Instagram e 91 milhões no Twitter, irá tornar-se na primeira mulher a criar uma marca original no LVMH, a primeira mulher de cor na liderança de uma casa de moda no LVMH e a sua linha será a primeira marca nova criada no grupo desde a Christian Lacroix em 1987. Os analistas esperam que a Fenty encarne o espírito sportswear que tem sido bem sucedido em marcas como a Off-White e a Balenciaga. Apontam ainda que a colaboração com Rihanna introduz um lado mais ousado no portefólio do LVMH, numa altura em que os grupos de luxo procuram atrair consumidores mais jovens, para quem a abordagem tradicional do luxo significa pouco.

4Ikea instala-se com pompa e circunstância no metro de Paris

Numa altura em que está a abrir lojas mais pequenas em França, onde inaugurou a 6 de maio, na zona de La Madeleine, uma nova concept store, a empresa sueca Ikea transformou a estação de metro mais próxima num showroom, com 1.500 produtos individuais pendurados nas paredes. Cadeiras, cortinas, artigos para a cozinha e até peluches fazem parte da mostra patente na estação, que conta ainda com a sinalética típica do Ikea, com os nomes e os preços de cada produto. Esta não é a primeira vez que a retalhista usa o metro como veículo de divulgação. Em janeiro de 2012, a Ikea construiu um apartamento na estação de Auber, equipado com os seus produtos, que foi habitado por cinco voluntários durante quase uma semana. O objetivo era mostrar que os produtos de arrumação da Ikea podem transformar qualquer pequeno espaço e torná-lo confortável, mesmo uma estação de metro. A loja de dois pisos na La Madeleine tem cerca de um quarto do tamanho habitual das lojas Ikea e faz parte da nova abordagem da empresa sueca ao retalho urbano, que se foca em localizações mais pequenas que funcionam mais como showrooms. Os consumidores podem visitar as lojas para ver os produtos e depois fazer a encomenda, que será entregue em casa. A estratégia pretende responder às necessidades dos jovens urbanos que não têm muitas vezes automóvel para transportar as suas compras. A Ikea anunciou que vai despender 400 milhões de dólares (cerca de 356 milhões de euros) para abrir lojas como esta em Lyon e Nice. A retalhista sueca abriu ainda a sua primeira loja de pequeno formato nos EUA, em Manhattan, no passado mês de abril.

5Millennials: compras online superam físicas em 18 meses

Um novo estudo da plataforma de cupões CouponFollow concluiu que o ritmo rápido da digitalização e ferramentas mais fáceis para o consumidor, como extensões de motores de busca e assistentes de voz, estão a tornar-se a norma para os millennials e que as compras online «finalmente ultrapassaram o retalho físico em popularidade», com 79% dos millennials a afirmarem que procuram online antes de fazerem qualquer compra, nas lojas ou pela Internet. O estudo Millennial Shopping Report concluiu ainda que as transações em dispositivos móveis aumentaram 20% em 18 meses, substituindo os computadores de secretária como o método preferido para fazer compras online desta geração. A Amazon é o destino preferencial, com 97% dos millennials a usarem a gigante online nas suas compras. Esta geração é ainda atenta aos preços, procurando cupões eletrónicos antes de fazer uma compra, estando ainda a passar mais tempo em busca de descontos do que o indicado nos estudos anteriores. Cerca de 73% dos millennials admitem experimentar um produto de uma marca concorrente à sua marca favorita se tiverem um desconto entre 20% e 40%. Esta geração é ainda muito dependente da tecnologia e 55% deles têm um dispositivo de voz inteligente e, embora ainda não tenham desenvolvido o hábito de fazer compras por este método, 5% dos millennials usaram-no para fazer mais do que uma compra no ano passado. «Os millennials cresceram oficialmente e o mesmo aconteceu com as suas compras e hábitos de consumo», afirma Marc Mezzacca, CEO da CouponFollow. «À medida que os millennials avançam para uma experiência de compra completamente digital, os retalhistas online, como a Amazon, têm uma enorme oportunidade para aumentar, ainda mais, a sua quota de mercado, ao dar prioridade à rapidez, conveniência e poupanças ao longo de toda a jornada do consumidor», acrescenta. Mezzacca destaca ainda que «nos estudos anteriores, os millennials ainda estavam agarrados às lojas físicas como a forma mais utilizada para fazer compras. Desde então, em apenas 18 meses, as compras digitais ultrapassaram as compras em loja».

6Ordem para trocar… plástico por biomaterial

Um conjunto de empresas e associações ambientais criou uma associação com o objetivo de guiar a economia mundial para produtos e embalagens mais sustentáveis e responsáveis através da utilização de materiais à base de plantas como alternativa a plásticos e sintéticos. O Plant Based Products Council está focado especificamente em promover a adoção de produtos derivados de biomassa renovável. O grupo vai ainda promover iniciativas privadas e governamentais para encorajar a utilização de matérias-primas renováveis. A sua atividade estará direcionada para a diminuição das emissões de carbono, melhoria da qualidade da água e dos solos e redução dos resíduos enviados para aterro, através de estratégias para fechar o ciclo, como a reciclagem e a compostagem. Uma porta-voz destacou que quase 80% dos plásticos acabam atualmente em aterros ou a poluir o ambiente e que, mesmo entre as versões recicláveis, a maior parte dos plásticos não chega às entidades responsáveis pela reciclagem. «Vamos estar focados na indústria têxtil enquanto oportunidade para substituir alguns dos materiais com base em plástico por bioplásticos biodegradáveis e compostáveis», explicou a porta-voz. «Sabemos que estes podem ser usados na produção de tecido para reduzir a pegada de carbono e fazer avanços na economia biocircular», acrescenta, citada pelo Sourcing Journal. Ralph Lemer, vice-presidente sénior de desenvolvimento comercial da Virent, sediada no Wisconsin, garante que a empresa, que faz parte deste grupo, desenvolveu um processo catalítico que pode usar diferentes matérias-primas à base de plantas, como açúcares, e convertê-las em biomateriais. «O principal produto em que nos estamos a focar-nos atualmente é o bio-p-Xileno, que é uma matéria-prima essencial para a produção de poliéster renovável». Lerner afirma que «os produtos são idênticos ao poliéster convencional, mas tem uma pegada de carbono mais baixa, menos emissões de gases com efeito de estufa e um perfil mais sustentável». O Plant Based Products Council está ainda a introduzir uma base de dados abrangente com mais de 480 produtos à base de plantas ou de origem biológica que já se encontram no mercado. Os membros fundadores do grupo incluem produtores, distribuidores e vendedores americanos, nomeadamente a Georgia-Pacific, Archer Daniels Midland, Cargill, Tate & Lyle, Ingredion, WestRock-Multi Packaging Solutions, Stone Straw, Loliware, Visolis Biotechnology, Newtrient, Future iQ, Emerald Brands, Hemp Road Trip, Hemp Industries Association e Tree Free Hemp.