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  1. Preço do vestuário sobe em 2019
  2. Prada foca-se no canal online
  3. Turquia perde entrada livre nos EUA
  4. Retalho obrigado a mudar
  5. Mango recua aos anos 90 com a Mistral
  6. Alibaba lidera top das marcas chinesas mais valiosas

1Preço do vestuário sobe em 2019

Os produtores americanos de vestuário revelaram que os preços subiram nos primeiros quatro meses do ano e preveem um aumento para 2019 – com a maioria a apontar o dedo às taxas à importação. A conclusão é proveniente de um estudo do Institute for Supply Management junto dos responsáveis de compras e aprovisionamento, tanto nos sectores produtivos como não produtivos. De uma lista de 16 indústrias, os produtos têxteis, de vestuário e de pele foram os que registaram um aumento nos preços no primeiro quadrimestre de 2019, segundo o mais recente Spring 2019 Semiannual Economic Forecast. Quando solicitado para preverem as mudanças nos preços em 2019, 44% dos inquiridos indicam esperar uma subida de 4,8% em 2019 em comparação com o final de 2018. Apenas 17% antecipam diminuições, em média de 4%. Incluindo os 39% que não esperam mudanças nos preços, os inquiridos apontam para um aumento médio dos preços de 1,5% este ano. Contudo, a indústria de vestuário, couro e produtos semelhantes também acredita que o volume de negócios vai crescer em 2019. 45% dos inquiridos sugerem um crescimento de 4%, enquanto 11% revelam esperar um declínio de 11%. Há ainda 34% que não antecipam mudanças no volume de negócios em 2019. Quando questionados sobre os maiores desafios que enfrentaram nos últimos seis meses,76% referem dificuldades na contratação de pessoas e 53,7% afirmam que tiveram de aumentar os salários para recrutar novos trabalhadores. 59,1% dizem acreditar que as taxas aumentaram o preço dos bens que produzem e entregam aos clientes – com os inquiridos a darem conta de um aumento médio de 6,8%. Mas apenas 29,8% acreditam que as taxas causaram atrasos e interrupções na cadeia de aprovisionamento. «Com 17 das 18 indústrias manufatureiras a preverem um aumento de volume de negócios em 2019, a produção nos EUA continua a avançar numa direção positiva», afirma o presidente do Institute for Supply Management, Timothy Fiore. «Contudo, encontrar e contratar mão de obra qualificada e ser capaz de passar os aumentos das matérias-primas vão, em último caso, definir as receitas e a rentabilidade da produção», acrescenta.

2Prada foca-se no canal online

A casa de moda anunciou que irá focar-se no mundo digital, diminuindo a aposta nas vendas por grosso, com o objetivo de uniformizar os preços e a sua imagem. Nesse sentido, a Prada planeia encolher a rede de vendas por grosso não só em Itália, mas também no resto da Europa. A estratégia passa não só por diminuir o número de parcerias com lojas multimarca, como até substituí-las por novos parceiros digitais de comercio eletrónico. A notícia surge depois de, em março, a empresa italiana ter revelado que irá pôr fim aos descontos de final de estação na sua cadeia de lojas próprias, numa altura em que luta por proteger a sua imagem de luxo e reduzir o nível de descontos no geral. A Prada explicou que o conselho de administração «tendo analisado em detalhe a estrutura dos seus canais de venda por grosso e observado a crescente complexidade e fragmentação do mercado, decidiu racionalizar a sua rede de parceiros».

3Turquia perde entrada livre nos EUA

Os EUA retiraram o estatuto de país em desenvolvimento à Turquia sob o programa GSP (sistema generalizado de preferência). A ação, que foi anunciada em março, entrou em vigor com a sua proclamação no Registo Federal no passado dia 16 de maio e elimina a elegibilidade de milhares de produtos importados da Turquia entrarem no mercado americano sem pagarem taxas. Embora o GSP exclua a maior parte dos produtos têxteis e de vestuário exportados para os EUA, a designação de um país como elegível envia uma forte mensagem de que está a dar passos para melhorar os direitos dos trabalhadores e da propriedade intelectual. Os EUA afirmam que a saída da Turquia do programa segue-se à conclusão de que é suficientemente desenvolvida em termos económicos e não deve beneficiar de acesso preferencial ao mercado americano. Os EUA concederam o estatuto de beneficiário do GSP à Turquia em 1975. Um aumento no produto interno bruto per capita, redução das taxas de pobreza e diversificação exportadora, por parceiro e por sector, são provas do nível de desenvolvimento económico mais elevado da Turquia, consideram os EUA. A Associação de Exportadores de Têxteis e Vestuário de Istambul refere que o impacto na indústria provocado pela perda deste estatuto será «mínima» e que o país «não precisa de condições preferenciais de acesso ao mercado dos EUA». De acordo com a ferramenta de sourcing estratégico re:source by just-style, as exportações de vestuário da Turquia para os EUA estão sujeitas, em média, a uma taxa de 14,4% para vestuário em malha e de 10,8% para vestuário em tecido.

4Retalho obrigado a mudar

A grande maioria dos retalhistas está a sentir a pressão de um mundo cada vez mais digital e muitos reconhecem que os seus modelos negócio têm que evoluir para permanecerem relevantes no mundo atual. Um novo estudo da OC&C Strategy, denominado “High Velocity Retail”, revela que 76% dos «líderes mundiais do retalho» acreditam que vão perder a sua relevância ao longo dos próximos cinco anos, caso os seus modelos de negócio não se alterem. Além do mais, 21% dos retalhistas admitiram que têm dúvidas em relação à sustentabilidade dos seus atuais modelos de negócio. Apenas 3% dizem acreditar que os esforços que têm levado a cabo irão manter a sua empresa ao longo dos próximos cinco anos. O relatório da OC&C, elaborado em parceria com a empresa de comercio eletrónico EShopWorld, também inclui um conjunto de recomendações com base nos dados recolhidos e em entrevistas com retalhistas altamente bem-sucedidos. «O retalho tem aumentado o seu ritmo há algum tempo, mas no tal mundo de “High Velocity”, não estamos a falar apenas de velocidade, mas sim de combinar a mesma com uma estratégia bem definida e relevante», explica James George, sócio-gerente internacional da OC&C. O relatório aconselha aos retalhistas que «escolham as suas batalhas», alertando que tentar competir com gigantes do comercio eletrónico como a Walmart ou a Amazon em entregas gratuitas é um erro. «A Amazon gasta anualmente mais de 20 mil milhões de dólares (cerca de 17 mil milhões de euros) em tecnologia. Já a Walmart despende 5 mil milhões de dólares, por ano, em comercio eletrónico e tecnologia. Simplesmente não é possível jogar este jogo», afirma a OC&C. O relatório indica que os retalhistas devem apostar no comércio eletrónico além-fronteiras. A conectividade criada pelas redes sociais gerou um «efeito de homogeneização», segundo o estudo. A geração Z e os millennials estão a partilhar as suas ideias e tendências preferidas globalmente. As marcas devem disponibilizar os mesmos produtos e serviços entre mercados e segmentar as bases de dados dos consumidores por atitudes e gostos, em vez de confiarem apenas nos tradicionais dados demográficos, de cordo com o relatório.

5Mango recua aos anos 90 com a Mistral

A Mango Man uniu-se à Mistral para a primavera-verão 2019. A marca suíça, do sector dos desportos aquáticos, tem como referências as suas cores garridas, os materiais técnicos e a originalidade dos estampados. Com o intuito de criar uma coleção inspirada nos anos 90, a Mango olhou para as peças da Mistral, no sentido de desenvolver uma colaboração que exaltasse o espírito da altura, com um toque contemporâneo, explica a empresa espanhola em comunicado. A coleção, de edição limitada, inclui mais de 30 peças, como calções, t-shirts, camisolas e artigos para a praia, assim como capas de telemóvel resistentes à água e acessórios como bolsas de cintura, correntes para os óculos de sol e chapéus. Como referência aos anos 90 e à Mistral incluem-se o vermelho vibrante, o azul luminoso, o amarelo néon e os estampados. «A Mistral é um parceiro natural e perfeito para lançar esta nova linha. Unimos forças para criar uma coleção inspirada nos anos 90 que contará com as peças ideais para a praia e para o dia-a-dia», destaca Jan Rivera Bosch, diretor de imagem da Mango. Já Ado Huisman, CEO da Mistral, considera que «o resultado da coleção é uma obra composta por peças e acessórios com cores vibrantes, da qual a Mistral pode estar orgulhosa. A marca foi pioneira no seu tempo e, atualmente, continua a ser uma fonte de inspiração no que refere a cores vibrantes e estilo, da rua à praia, passando pelo surf e pelo oceano». A coleção estará disponível a partir do dia 3 de junho, online e em lojas selecionadas.

6Alibaba lidera top das marcas chinesas mais valiosas

As mais valiosas marcas chinesas cresceram, em valor, 30%, atingindo, este ano, os 889,7 mil milhões de dólares (cerca de 795,12 mil milhões de euros), segundo o ranking “Top 100 Most Valuable Chinese Brands”, da WPP e da Kantar BrandZ. Em primeiro lugar, pela primeira vez, figura o grupo de comércio eletrónico Alibaba, que detém a Tmall. No ano passado, o grupo registou um crescimento de 59%, para 141 mil milhões de dólares. Embora seja um gigante do retalho a liderar a lista, o entretenimento foi a categoria que registou o maior crescimento, de 186%. Depois do Alibaba, surge a Tencent, dona da WeChat, com uma subida de 4%, para 138 mil milhões de dólares, o que revela não só a importância das redes sociais, mas também o poder da WeChat no mercado chinês. O resto do top 10 inclui o banco ICBC, a gigante das telecomunicação China Mobile, as bebidas da Moutai, a Huawei (com uma subida de 38% para mais de 33 mil milhões de dólares), a seguradora Ping Na, a gigante tecnológica Baidu (que cresceu 7% para 26,7 mil milhões de dólares), o China Construction Bank e o gigante de comércio eletrónico rival da Alibaba, o JD, que subiu 45% para 21,17 mil milhões de dólares. Apesar do abrandamento da economia chinesa e das tensões comerciais com os EUA, o valor total das marcas subiu consideravelmente. Este crescimento foi impulsionado pela expansão das marcas em cidades menos populosas da China, «que verificaram um rápido desenvolvimento e provocaram o aumento do poder de compra e, ainda, as atitudes positivas das marcas globais para com o consumidor chinês», pode ler-se no relatório. 13 das 24 categorias subiram em valor, com o entretenimento a liderar, seguido da educação (57%) e do retalho (55%).