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  1. ModaLisboa abre candidaturas para o Sangue Novo
  2. O verdadeiro preço do denim
  3. C&A lança ação infantil de sustentabilidade
  4. América Latina luta pela utilização de “.amazon”
  5. Gateway apresenta novas soluções para reduzir perdas
  6. Famalicão adere ao MyMachine

1ModaLisboa abre candidaturas para o Sangue Novo

Até ao dia 5 de julho estão abertas as candidaturas para a próxima edição do concurso Sangue Novo. Dirigido a todos os alunos finalistas de cursos superiores e profissionais em Design de Moda, de escolas nacionais e internacionais, assim como a jovens designers que estejam a iniciar a sua marca, o Sangue Novo terá duas fases de avaliação. Numa primeira fase, o júri, constituído por Miguel Flor, Felipe Oliveira Baptista e Lidija Kolovrat, selecionará 10 projetos para serem apresentados no desfile Sangue Novo de outubro de 2019. Nessa apresentação, serão selecionados seis designers finalistas para apresentarem uma nova coleção no desfile Sangue Novo de março de 2020. Cada finalista receberá um prémio monetário de 1.000 euros. Em março de 2020, o júri elegerá os vencedores dos quatro prémios ModaLisboa. O Prémio ModaLisboa em parceria com a Polimoda permite ao vencedor frequentar ou um Master em Fashion Design ou em Collection Design na Polimoda, além do prémio de 3.500 euros. Já o Prémio ModaLisboa, em parceria com a Tintex Textiles, consiste numa residência de três semanas na Tintex, além de um prémio monetário de 2.000 euros. Serão também atribuídos os prémios Fashionclash Festival e The Feeting Room (atribuído em ambas as fases do concurso), que passa pela venda da coleção premiada na loja The Feeting Room de Lisboa ou Porto. «O Sangue Novo vive da energia e da ambição de jovens designers com projetos onde se destaque individualidade, criatividade, originalidade, qualidade, conceptualidade e vestibilidade», afirma Miguel Flor, presidente do júri. «Estou extremamente feliz por a Polimoda poder apoiar designers emergentes através da sua colaboração com o Sangue Novo. O Sangue Novo acontece dentro do contexto mais amplo da ModaLisboa, que para mim é um palco essencial, proporcionando um ponto de vista diferente sobre a moda», acrescenta Danilo Venturi, diretor da Polimoda.

2O verdadeiro preço do denim

Numa altura em que o segmento do denim está sob pressão devido às quantidades de água consumidas, um novo relatório revela que os retalhistas deveriam pagar mais 33 euros por par de jeans para compensar os «custos escondidos» do denim, relacionados com o seu impacto climático e os direitos dos trabalhadores que, atualmente, não são tidos em conta. O relatório do Impact Institute e do ABN Amro, denominado “The Hidden Costs of Jeans”, analisou o típico processo produtivo de um par de jeans, desde as plantações de algodão até à venda em loja. Segundo o relatório, a fase de produção de algodão é uma grande contribuidora para as grandes diferenças, maioritariamente no que concerne à água utilizada, mas no denim, em particular, os custos sociais são um sério problema, tendo em conta a generalidade dos baixos salários dos trabalhadores.

3C&A lança ação infantil de sustentabilidade

A retalhista holandesa prepara-se para lançar uma ação em Portugal, com foco na sustentabilidade e consciencialização ecológica junto do público infantil. A iniciativa decorrerá nos dias 1 e 2 de junho, em todas as lojas no país, no âmbito do dia da criança, que se celebra a 1 de junho. O evento envolverá a realização de atividades com base nas noções básicas de reciclagem. «A consciência ambiental e sustentável é essencial para a C&A e acreditamos que estes valores devem ser continuamente passados e reforçados também junto dos mais pequenos», justifica Domingos Esteves, diretor-geral da C&A para Portugal e Espanha.

4América Latina luta pela utilização de “.amazon”

Os presidentes do Peru, Colômbia, Equador e Bolívia não concordam com a recente decisão da Autoridade para Atribuição de Números de Internet (na sigla inglesa ICANN), que garantiu à gigante mundial Amazon os direitos exclusivos para gerir o domínio .amazon. Os responsáveis políticos dos quatro países alegam que devia ter sido dada prioridade à região geográfica (Amazónia, que se traduz para Amazon em inglês) e que a exploração do domínio não deveria ser monopolizada por uma empresa. Martin Vizcarra do Perú, Ivan Duque da Colômbia, Lenin Moreno do Equador e Evo Morales da Bolívia prometem unir esforços para proteger os seus países do que descrevem como uma gestão inadequada da internet. A ICANN, que monitoriza a atribuição de endereços na internet, decidiu autorizar o pedido da Amazon. A gigante online tinha pedido a exclusividade do domínio em 2012. A decisão «abre um grave precedente ao priorizar interesses comerciais privados acima de considerações políticas públicas estatais e dos direitos dos povos indígenas e da preservação da Amazónia», destacaram os líderes dos países numa declaração conjunta. O Brasil também lamentou a decisão da ICANN.

5Gateway apresenta novas soluções para reduzir perdas

A especialista em soluções de segurança eletrónica para o retalho está a apresentar novas ferramentas para reduzir perdas no sector farmacêutico. No leque de soluções surgem as câmaras de segurança, nomeadamente os sistemas de videovigilância CCTV, que permitem a gravação do que se passa dentro da farmácia. Acrescentam-se as antenas antifurtos, que se instalam nas entradas das farmácias, que, com os seus sensores antifurtos de tecnologia AM, avisam os colaboradores caso algum cliente queira sair com um produto que não foi pago. Para completar o sistema, apesentam-se as etiquetas AM, que, apesar do tamanho reduzido, são altamente eficazes, segundo a Gateway Portugal. «Todos os espaços de retalho estão vulneráveis a furtos ou roubos, mas o caso das farmácias tem as suas particularidades. Com produtos que são amiúde dispendiosos e de pequena dimensão, o sector farmacêutico é considerado um alvo muito apetecível para meliantes», revela Ricardo Mestre, diretor de marketing da Gateway Portugal.

6Famalicão adere ao MyMachine

Vila Nova de Famalicão foi o terceiro município português a implementar o projeto MyMachine, que nasceu em Kortrijk (Bélgica) e que permite às crianças do 1º Ciclo verem concretizadas as suas ideias, através da construção de “máquinas”. O resultado do projeto “MyMachine”, que envolveu cerca de 150 alunos, pode ser visto, até ao final da manhã do dia 5 de junho no espaço dos Serviços Educativos do Parque da Devesa. Este ano foram concretizadas ideias de máquina para limpar o quadro, máquina distribuidora de leite, máquina das coisas perdidas, máquina caixa de música, máquina mensageiro, máquina desinfetadora, máquina da escala de utilização do campo de jogos. No âmbito do projeto, as crianças do 1º Ciclo pensaram num problema do seu dia a dia e numa máquina que ajudasse a resolvê-lo. O projeto foi entregue à Universidade Lusíada que, através dos seus alunos de Design e Engenharia, elaborou o desenho as características técnicas. Depois, os alunos do ensino profissional, da CIOR e da FORAVE, concretizaram o projeto. Pedro Reis, professor da Universidade Lusíada e coordenador do projeto naquela universidade, indica que a implementação do MyMachine «obrigou» os alunos de Design a unirem esforços com os de Engenharia. Segundo o docente, disso resultou não apenas o concretizar as máquinas do MyMachine como nasceu um projeto inovador que poderá resultar na criação de dispositivos terapêuticos para pessoas com necessidades especiais. A responsável do MyMachine Portugal, Ana Godinho, adiantou que, na última reunião internacional, apresentou aos parceiros uma das máquinas em execução pelo MyMachine Vila Nova de Famalicão, concretamente, a máquina distribuidora de leite, que foi pensada pelos alunos do 3º ano da EB Luís de Camões. «Ficaram encantados com o que viram. Portugal é o país com mais máquinas a nível internacional» e, no computo nacional, «Vila Nova de Famalicão está muito bem posicionado», elogiou Ana Godinho.