Início Breves

Breves

  1. Joaps recicla o calor humano
  2. Oportunidade de tamanho grande na China
  3. Plástico ganha segunda vida
  4. As prioridades da geração Z
  5. Hyena oferece novas peças para personalizar
  6. Casas estão cada vez mais inteligentes

1Joaps recicla o calor humano

Uma malha que se propõe aumentar o rendimento desportivo e acelerar a recuperação física dos atletas é a mais recente inovação da Joaps, revela o município de Famalicão em comunicado. Desenvolvida em parceria com a norte-americana Celliante, trata-se de uma malha que absorve o calor libertado pelo corpo durante a atividade física, transforma-o em energia infravermelha, devolvendo-a aos músculos. A tecnologia resulta de uma mistura de poliéster, liocel e elastano. O objetivo é reutilizar a energia libertada pelo corpo, que seria desperdiçada e é assim redirecionada para os músculos. Quando é de novo absorvida pelo corpo, a energia infravermelha acelera o fluxo sanguíneo localizado e aumenta os níveis de oxigénio em 7%. Deste modo, aumentam os níveis de força e resistência, diminui o impacto da fadiga muscular e, em casos de recuperação, acelera-se a cicatrização natural e reduz-se a dor durante os exercícios. «O vestuário torna-se assim num aliado cada vez mais preponderante para o rendimento desportivo», sublinha Carla Araújo, responsável de desenvolvimento de produto e de marketing da Joaps.

2Oportunidade de tamanho grande na China

A moda de tamanhos grandes na China valerá, este ano, aproximadamente 4,8 mil milhões de dólares (aproximadamente 4,3 mil milhões de euros), segundo as estimativas da Coresight Research. Mais de 36 milhões de mulheres chinesas cumprem os critérios de obesidade definidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS), de acordo com o relatório “The Opportunity in Women’s Plus-Size Apparel in China: A Potential $10 Billion Market”, da Coresight. A OMS estima que cerca de 6% da população chinesa seja classificada como obesa, ainda que em cidades mais desenvolvidas, onde as pessoas têm um maior acesso a cadeias de fast food, a taxa pode atingir os 20%. Há um pequeno grupo de retalhistas emergentes que serve este mercado, que tentam chegar aos consumidores com líderes de opinião e comunidades na aplicação WeChat. Os consumidores de tamanhos grandes na China tendem a ser leais às marcas e retalhistas, em grande parte porque as suas opções são limitadas, quando comparado com o mesmo segmento noutros países. Algumas retalhistas, como a startup Garden Lis – que angariou 1,4 milhões de dólares desde o seu lançamento em 2017 –, apenas contratam designers com experiência mínima de quatro anos no design de vestuário para mulheres de tamanhos grandes. Além de vender online, a Garden Lis também tem lojas físicas onde vende as suas peças, cujos tamanhos variam entre o L e o 6XL. Outro exemplo é a MsShe, por exemplo, que aposta em influenciadoras para chegar às consumidoras. A marca, que foi a que mais vendeu para o segmento de tamanhos grandes na plataforma Tmall entre 2011 e 2018, inclui mulheres de tamanhos grandes na sua equipa, que são responsáveis por testar as peças e mostrar aos consumidores como as podem incorporar nos seus guarda-roupas.

3Plástico ganha segunda vida

O Reform Studio, do Egito, resgatou, até ao momento, mais de 10 mil sacos de plástico de aterros. Anualmente, os cidadãos deitam foram entre 500 mil milhões e um bilião de sacos de plástico, segundo um artigo de 2008 do jornal Waste Management. Nesse sentido, o Reform Studio desenvolveu uma forma de transformar os sacos de plástico num têxtil, com o objetivo de prolongar o ciclo de vida desse plástico usado. O Plastex, um dos vencedores do Ro Plastic Prize, da semana do design de Milão, é feito nos tradicionais teares egípcios. Os designers usaram o material para peças de mobiliário, incluindo numa cadeia que pode já ser encontrada em muitos cafés no Egito, por exemplo. «Quisemos mudar a perceção do que é um saco de plástico, para que não seja vista como lixo, mas sim como um recurso, um material em plástico que pode ser usado para criar produtos únicos», descrevem os designers no seu website. Os produtos com Plastex só estão disponíveis para compra no Cairo, Egito, mas o trabalho do Reform Studio pode ser encontrado na mais recente coleção africana da Ikea, na qual os designers ajudaram a retalhista sueca a incorporar materiais reciclados nos seus produtos.

4As prioridades da geração Z

Segundo o relatório “Gen Z: Exile on Mainstream?”, do Instituto de Profissionais de Publicidade (na sigla inglesa IPA), do Reino Unido, nem todos os membros da geração Z querem ser influenciadores no Instagram. Na verdade, procuram um trabalho gratificante, gostam de planear o seu futuro e de passar tempo com os seus amigos e família. Essencialmente, não estão assim tão preocupados com os “gostos” que têm nas redes sociais ou em adquirir as últimas tendências. O inquérito, que abordou cerca de mil jovens britânicos, entre os 16 e os 23 anos, revela que o bem-estar e a saúde mental é o grande foco de uma geração que está mais exposta a grandes pressões, nomeadamente dos exames ou do cyberbullying. Damian Lord, diretor para o conhecimento do IPA, afirma que a geração Z é «complexa e, muitas vezes, contraditória. Se os queremos envolver, temos que os compreender e abordá-los com base nos seus valores». O estudo listou as prioridades da geração Z, com o valor 100 a representar o valor médio. O bem-estar e a saúde mental atingiram os 168 pontos. A necessidade de estar com amigos e família obteve 171 pontos e a possibilidade de ter um trabalho que se goste atingiu os 149 pontos, um valor mais alto do que a opção de ter um emprego vitalício, que atingiu os 104 pontos. Poupar para o futuro também é importante para os mais jovens, tendo atingido os 130 pontos. Na verdade 34% dos inquiridos admitem planear o futuro em vez de viver para o momento. Ter muitos “gostos” nas redes sociais obteve 8 pontos e estar a par das novas tendências teve 15 pontos. Os membros da geração Z olham para si mesmos como indivíduos multifacetados, com apenas 4% a admitirem «seguir as massas». 64% dos inquiridos descrevem-se como ativistas e preocupam-se com vários assuntos, nomeadamente alterações climáticas (38%), saúde mental (29%), desigualdades económicas (19%), Brexit (19%) e o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (17%). Os jovens sentem-se sobrecarregados com as todas as escolhas disponíveis atualmente, com 60% a frisarem que o facto de terem demasiadas possibilidades torna as decisões mais difíceis, o que sugere que as marcas com opções de personalização podem ser bem-sucedidas com esta geração. Cerca de 69% gostam da ideia de comprarem artigos customizados no futuro.

5Hyena oferece novas peças para personalizar

Para a nova estação primavera-verão, a marca portuguesa acrescentou novos modelos à coleção, mantendo a sua estética intemporal, contemporânea e feminina. O conceito principal da Hyena baseia-se na personalização de peças, como num puzzle, onde todos os elementos se encaixam para produzir peças ao gosto de cada cliente. Vestidos, macacões e fatos são as peças-chave da insígnia, produzidas à mão no atelier instalado na Lx Factory. Online, a partir de um modelo base, cada cliente escolhe os componentes de cada peça: a cor, o material, a cintura, as mangas, o comprimento, o decote e o fecho. Segundo a Hyena, as novas peças são «perfeitas para a mulher que procura um visual que se adapte a todos os momentos do dia e em várias ocasiões da sua vida». Os novos modelos já se encontram disponíveis no site da marca e no atelier na Lx Factory.

6Casas estão cada vez mais inteligentes

De acordo com a edição de inverno de 2019 do inquérito bianual da HomeServe, muitos dos norte-americanos utilizam algum tipo de equipamento inteligente, seja assistente de voz ou iluminação inteligente. O inquérito, que abrangeu mais de dois mil consumidores, revela que um terço dos proprietários de habitações usam pelo menos uma aplicação móvel para gerir a sua casa, sendo que as aplicações que gerem os equipamentos inteligentes são as mais comuns. Assistentes controlados por voz, como a Alexa da Amazon ou a Google Home, lideraram a lista com 35% das escolhas, enquanto 20% dos proprietários de habitações optam por lâmpadas inteligentes. A aposta na monitorização por vídeo, através da Cloud Cam da Amazon, a Nest Cam, Ring, ou Arlo também está a aumentar e é usada por 17% dos inquiridos, enquanto tecnologias inteligentes de controlo de temperatura são utilizada por 16%. Acrescente-se que 36% dos inquiridos utilizam pelo menos uma aplicação móvel e aplicações que gerem aparelhos/eletrodomésticos ou dispositivos eletrónicos (como a Alexa, a Sonos, a Nest, a Philips Hue e a SmartThings da Samsung) lideram a lista com 27%. Além disso, 9% admitem estar a usar aplicações para reparos domésticos, como a Centriq, a WikiHow, a DIY Tip Genius e a BrightNest, enquanto 8% utilizam aplicações para gerir o calendário de limpeza e tarefas de casa, em aplicações como a Tody, a OurHome e a HabitHub. «A tecnologia inteligente para as habitações irá continuar a crescer, numa altura em que os proprietários de habitações se sentem mais confortáveis a usar estas tecnologias», afirma o CEO da HomeServe, John Kitzie.