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  1. Inditex continua imparável
  2. Lã merino sob alta vigilância
  3. Polartec passa para as mãos da Milliken & Company
  4. Chanel quer pintar luxo de verde
  5. Crocs tira produção da China
  6. Pantone cria catálogo de cores para poliéster

1Inditex continua imparável

O grupo espanhol registou uma subida de 10% nos lucros líquidos no primeiro trimestre de 2019, na sequência do crescimento das vendas. Os lucros líquidos aumentaram para 736 milhões de euros, enquanto os lucros operacionais cresceram para 980 milhões de euros, em relação aos 851 milhões de euros do ano passado, já que, neste período, houve menos despesas operacionais. As vendas líquidas do grupo aumentaram para 5,9 mil milhões de euros, face aos 5,7 mil milhões de euros do ano anterior, apesar de as condições meteorológicas terem afetado a segunda metade do trimestre. No primeiro trimestre do ano, a Inditex abriu lojas em 23 mercados, o que significa que atualmente tem 7.447 lojas a nível mundial. Elisha Carter, especialista de moda e retalho da The Cherry Moon, afirma que «o crescimento de 10% nos lucros líquidos revela que o grupo Inditex é resiliente e adaptável, capaz de se manter firme diante dos gigantes online. Não há dúvidas que a internet mudou a forma como fazemos compras, mas isso não significa que as lojas físicas morreram. Os que estão disponíveis para trabalhar com as novas tecnologias, em vez de se posicionarem contra elas, serão bem-sucedidos num mercado onde os consumidores confiam mais do que nunca na internet, mas ainda preferem experimentar as peças e comprá-las nas lojas físicas».

2Lã merino sob alta vigilância

A Oritain, especialista em rastreabilidade, uniu-se à retalhista australiana Country Road para certificar que as fibras na sua nova coleção, a Traceable Merino Knit, foram aprovisionadas na Austrália. A Country Road garante ser a primeira no país cujas fibras foram rastreadas comprovadamente em produtores locais da Austrália, numa medida que pretende garantir a qualidade e autenticidade das suas peças. «Há um grande historial acerca da rastreabilidade no mundo da moda e o consumidor da Country Road está cada vez mais interessado em conhecer a origem das suas compras», assegura a diretora geral da Country Road, Elle Roseby. «Na Country Road valorizamos a origem dos nossos produtos e esforçamo-nos por mostrar onde e como as nossas matérias-primas são cultivadas. Estamos orgulhosos não só de conseguirmos monitorizar todas as fibras desta gama, mas também por verificarmos que todas as peças são 100% feitas de lã merino da Austrália», explica. A Country Road é a primeira retalhista australiana a unir-se à Oritain. O diretor-geral da Oritain Austrália, Sandon Adams, garante que verificar a origem das matérias-primas é um processo rigoroso. «A geoquímica do ambiente difere tendo em conta o local onde estamos. Alguns ambientes são ricos em nutrientes, outros são pobres, uns têm vários elementos, outros têm menos. Estas são as diferenças que conseguimos analisar e usamos os resultados para criar uma impressão digital química. Mapeamos a impressão digital da Austrália, que usamos para verificar onde as matérias-primas foram aprovisionadas», revela.

3Polartec passa para as mãos da Milliken & Company

A produtora de têxteis vai ser adquirida pelo grupo Milliken & Company, numa decisão que pretende reforçar as capacidades do grupo norte-americano e incluir categorias como têxteis para alta performance e vestuário de trabalho e equipamentos para militares. A venda, por parte da Versa Capital Management, deverá ficar concluída este mês, embora os detalhes financeiros ainda não tenham sido revelados. Sediada em Andover, Massachusetts, a Polartec inclui um portefólio de tecnologias têxteis para vestuário outdoor, têxteis de alta performance, vestuário de trabalho e uniformes militares. «A Polartec traz um vasto conhecimento de têxteis inovadores e conceituados para outdoor que vão complementar a força da Milliken», revela Halsey Cook, presidente e CEO da Milliken & Company. O CEO da Polartec, por sua vez, considera que «com mais de 150 anos de inovação no mundo têxtil, a Milliken é a melhor “proprietária natural” possível de uma empresa com a identidade da Polartec. Estou entusiasmado para apoiar esta integração».

4Chanel quer pintar luxo de verde

A casa de moda francesa investiu numa startup batizada Evolved by Nature, no âmbito do seu objetivo de tornar os artigos de luxo menos prejudiciais para o planeta. Tanto o vestuário como a cosmética são duas grandes fontes poluidoras e os químicos usados para produzir têxteis e produtos dermatológicos são nocivos para o meio ambiente. Startups como a Evolved by Nature, à qual a Chanel irá pagar uma quantia desconhecida por uma participação minoritária, pretende substituir os aditivos sintéticos com um novo tipo de seda que, um dia, poderá chegar aos produtos da Chanel. Esta não é a primeira vez que a casa de moda aposta num negócio sustentável. No ano passado, investiu na Sulapac, que desenvolve um material totalmente biodegradável que pode ser usado em embalagens. A Evolved by Nature, com sede em Boston, foi criada por Rebecca Lacouture e Gregory Altman em 2013. O produto que criaram é seda na sua forma líquida, feita a partir de casulos de bichos da seda descartados. «Para a Chanel acreditar em nós o suficiente para realizar um investimento financeiro é porque estamos a fazer a coisa certa», acredita o cofundador Gregory Altman.

5Crocs tira produção da China

A empresa norte-americana revelou que o potencial impacto de novas taxas sob o calçado importado da China conduzirá a uma diminuição da quantidade de produtos aprovisionados no país asiático no próximo ano. Delineando os passos que irá tomar para proteger o negócio do impacto da atual guerra comercial entre os dois países, a Crocs afirmou que vai diminuir a produção na China, atualmente nos 30%, para 10%, em 2020. Porém, a empresa não espera que as possíveis taxas tenham um impacto negativo sobre as matérias-primas usadas, dada a diversidade dos seus destinos de aprovisionamento. Na mais recente divulgação de resultados, a Crocs reportou um aumento anual de 4,5% nas receitas, para 295,9 milhões de dólares (aproximadamente 262,35 milhões de euros) no primeiro trimestre de 2019. Os lucros líquidos cresceram para 24,7 milhões de dólares. «Tendo como base o que sabemos atualmente, esperamos que a quantidade de produtos dos EUA aprovisionados na China corresponda a menos de 10% em 2020. Estamos a avaliar várias medidas que serão implementadas para diminuir o impacto das taxas na Crocs», adiantou a empresa. Recorde-se que, no mês passado, o presidente dos EUA ameaçou impor taxas adicionais de 25% sobre produtos chineses na ordem dos 300 mil milhões de dólares, que abarcarão artigos de vestuário e calçado.

6Pantone cria catálogo de cores para poliéster

A Pantone lançou um novo catálogo com opções de cores para poliéster, que podem ser usadas facilmente e com precisão em fibras sintéticas. O novo Pantone Fashion, Home + Interiors Polyester Swatch Book tem como público-alvo designers que trabalham nos segmentos de calçado, athleisure, swimwear, acessórios de moda e artigos para o lar. O catálogo propõe 203 cores, desde neutros intemporais a tons mais saturados e néons que não podem ser usados no algodão com o mesmo grau de clareza e intensidade. Criar um sistema especial usando cores especificamente para o poliéster diminui o tempo de testes e aumenta a velocidade de chegada do produto ao mercado, permitindo uma reprodução precisa destas cores no poliéster, assim como noutras fibras sintéticas, garante a Pantone. «O mercado vive um período de inovação nos materiais, algo que, por sua vez, está a impulsionar a procura por maior intensidade nas cores e cores relevantes além das definidas para as fibras naturais», indica Laurie Pressman, vice-presidente do Pantone Color Institute. O Pantone’s Polyester Standards and Swatch Book complementa o existente Pantone Fashion, Home + Interiors, acrescentando cores com maior saturação e intensidade.