Início Breves

Breves

  1. Première Vision lança novo salão
  2. Retalho italiano reverte declínio
  3. Adidas encurta contrato com a IAAF
  4. M&S online na Austrália e Nova Zelândia
  5. Turistas caem em Hong Kong
  6. Carrefour desliza dentro e fora de casa

1Première Vision lança novo salão

A Première Vision está a lançar um novo salão, cuja primeira edição terá lugar a 6 e 7 de julho no Palais Brongniart, no centro de Paris. O certame pretende ser o ponto de partida do lançamento das coleções, antes da Première Vision Paris, que terá lugar em setembro, e na primeira edição irá revelar as coleções para o outono-inverno 2017/2018. «Concebida para estar alinhada com as primeiras coleções da estação (as pré-coleções) e como complemento do calendário da Première Vision Paris, que se direciona para as coleções principais, a feira irá oferecer às marcas criativas premium e de luxo dois dias de inspiração, descobertas, reuniões e interações com cerca de 60 expositores internacionais de gama alta das feiras Première Vision», sublinha a organização em comunicado.

2Retalho italiano reverte declínio

Em novembro, as vendas no retalho em Itália aumentaram 0,3%, após ajuste sazonal mês-a-mês, depois te terem caído 0,3% em outubro, de acordo com dados divulgados esta semana. As vendas no retalho caíram 0,1%, sem ajuste ano-a-ano, revelaram as estatísticas do ISTAT. As vendas de produtos não-alimentares ficaram estáveis em relação ao mesmo período no ano passado, enquanto as de alimentos caíram 0,2% Nos primeiros 11 meses de 2015, as vendas no retalho subiram 0,8% em termos homólogos.

3Adidas encurta contrato com a IAAF

A marca desportiva vai terminar o seu contrato de patrocínio à Federação Internacional de Atletismo Rescisão (IAAF) quatro anos mais cedo, depois de escândalos de “doping” e corrupção. A Adidas assinou um contrato de 11 anos com a IAAF, em 2008, cujo valor rondará os 32,8 milhões de dólares (aproximadamente 30,2 milhões de euros). A decisão surge depois de um relatório da Agência Mundial Antidoping (WADA na sigla original) que expunha que os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, terão sido alvo de «sabotagem» por “doping” russo «patrocinado pelo Estado». De acordo com a informação divulgada pela BBC, a decisão irá resultar numa perda de dezenas de milhões de dólares em receitas para a IAAF. Um porta-voz da Adidas recusou-se a comentar, mas explicou que «a Adidas é contra toda e qualquer forma de “doping” e é por isso que está em contacto próximo com a IAAF para saber mais pormenores sobre o processo de reforma em curso sobre esta temática». Um porta-voz da IAAF disse também à BBC que «a IAAF está em contacto estreito com todos os seus patrocinadores e parceiros» sobre o processo de reforma em curso. A Adidas, que é um dos patrocinadores oficiais da IAAF, juntamente com Canon, Toyota, Seiko, TDK, TBS e Mondo, também é o mais antigo parceiro comercial da entidade máxima do futebol mundial, a FIFA, também ela envolvida num escândalo de corrupção.

4M&S online na Austrália e Nova Zelândia

A M&S lançou recentemente os seus primeiros sites exclusivamente pensados para os mercados fora da Europa, nomeadamente Austrália e Nova Zelândia, oferecendo opções de pagamento conformes e conteúdo editorial adaptado às estações locais. Os novos portais de comércio eletrónico são os últimos esforços de expansão da retalhista britânica, que serão apoiados por uma campanha publicitária sob o slogan “British style for Australian life” (estilo britânico para uma vida australiana). David Walmsley, diretor da M&S, disse ao jornal The Guardian que a Austrália se apresenta como um dos mercados internacionais de alta performance para a empresa e que o novo site será uma oportunidade de crescimento chave para o seu negócio online internacional. Não obstante, para já não há nenhum plano de abrir lojas físicas, acrescentou um porta-voz da marca. A M&S tem encontrado algumas dificuldades na sua expansão internacional ao longo dos últimos anos, que incluem as taxas de câmbio flutuantes do euro, as questões políticas na Rússia e uma desaceleração económica na China. A retalhista tem websites em nove mercados internacionais, incluindo Alemanha, Irlanda e Espanha. Fora da Europa, vende online na China via Alibaba e na Índia nos sites Flipkart e Myntra.

5Turistas caem em Hong Kong

Os números dos grupos de turistas em Hong Kong poderão sofrer um corte de até dois terços no primeiro semestre deste ano, o que consubstancia mais um golpe para os retalhistas e uma economia pressionada pela desaceleração do crescimento na China. A China representa quase três quartos de todos os visitantes de Hong Kong, que depende do turismo em cerca de 5% do seu PIB. Os números do turismo, no entanto, caíram no ano passado pela primeira vez em mais de uma década e Ricky Tse, presidente da Hong Kong Inbound Tour Operators Association, disse à agência Reuters que espera uma queda ainda maior este ano, uma vez que o forte dólar de Hong Kong continua a direcionar os chineses para destinos relativamente mais baratos, como Japão e Coreia do Sul. «A queda vai continuar, com certeza. O inverno está apenas a começar», referiu Tse, acrescentando que espera que o número das visitas chinesas caia até 60% no primeiro semestre deste ano, depois de terem sido reduzidas para metade em 2015. Os dados do governo mostram que as chegadas de turistas a Hong Kong caíram 2,5% ao ano, o primeiro declínio desde 2003, quando a cidade foi atingida por um surto de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS). Essa queda atingiu os retalhistas do luxo, incluindo a Chow Tai Fook Jewellery, a Richemont e o Burberry Group PLC, com os últimos dados disponíveis a mostrarem que as vendas globais no retalho caíram pelo 9º mês consecutivo em novembro, o mais longo período de declínio em 13 anos. A Chow Tai Fook, a maior retalhista de joias da China anunciou já este mês que vai fechar 5 a 6 lojas este ano fiscal, devido à quebra no turismo. «O afastamento de viagens de compras é um dos principais motivos que levaram à desaceleração em Hong Kong», afirmou a corretora CLSA num relatório recente. «Ao olhar para 2016, acreditamos que a tendência vai continuar».

6Carrefour desliza dentro e fora de casa

A gigante francesa do retalho Carrefour viu as suas vendas reduzidas com performances mais fracas na China e no Brasil. Os números de franceses a entrarem nos seus espaços comerciais (footfall) também caiu, depois dos ataques terroristas em Paris. As vendas caíram 0,8% nos três meses encerrados a 30 de dezembro para 22,43 mil milhões de euros face ao ano anterior, em parte devido aos efeitos negativos do câmbio. Em termos orgânicos, as receitas cresceram 2,4% para 22,4 mil milhões. Na França, as vendas cresceram 1%, atingindo os 10,67 mil milhões de euros. A empresa disse que o footfall nas suas lojas francesas tinha sido afetado na sequência dos ataques franceses em novembro e que o crescimento de vendas também tinha sofrido com o clima excecionalmente quente. O CEO Georges Plassat citou as empresas europeias da retalhista, onde as vendas cresceram 0,5%, graças à modernização dos estabelecimentos e ao acrescento de pontos de recolha de encomendas online. As vendas subiram 1% na Bélgica e 3,1% na Itália. O desempenho na China foi mais fraco, onde as vendas caíram 7,5%, afetadas pela desaceleração do consumo no país. As vendas caíram 6,5% na América Latina, pressionadas por um declínio de 13,5% no Brasil. O analista da Sanford C. Bernstein, Bruno Monteyne explica que este é, no seu conjunto, «um resultado sólido para a Carrefour», ressalvando que «a principal preocupação permanece na China, onde as vendas continuam em queda».