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  1. Incerteza domina algodão
  2. Euratex saúda acordo entre UE e Mercosul
  3. Next compra Fabled by Marie Claire
  4. Restrições comerciais continuam a crescer
  5. Levi’s dá mais um passo ecológico
  6. Robots vão destruir 20 milhões de empregos

1Incerteza domina algodão

O aumento dos stocks e as incertezas em relação à procura estão a perturbar as estimativas para o mercado mundial do algodão no próximo ano, segundo o International Cotton Advisory Council (ICAC). Na última atualização mensal, ICAC refere que, no período 2018/2019, o consumo mundial de algodão deverá ultrapassar a produção em 1 milhão de toneladas. Prevê-se que a produção seja de 25,7 milhões de toneladas e o consumo de 26,7 milhões de toneladas. Grandes produtores da matéria-prima, como os EUA, Paquistão e Austrália, sofreram perdas de produção devido às condições meteorológicas e à escassez de água, porém, tanto a Turquia como o Brasil terão resultados positivos na época 2018/2019, com o Brasil a definir um valor recorde de produção de 2,7 milhões de toneladas. Entretanto, o ICAC antecipa que os stocks finais para temporada 2018/2019 sejam de 17,8 milhões de toneladas, com a estimativa de que o valor atinja as 18,7 milhões de toneladas até ao final da próxima temporada – com o inventário fora da China a atingir o recorde de 10,5 milhões de toneladas. Se o consumo aumentar na temporada 2019/2020, provavelmente dever-se-á às economias emergentes na Ásia.

2Euratex saúda acordo entre UE e Mercosul

A Confederação Europeia de Têxtil e de Vestuário acolheu positivamente a conclusão das negociações do acordo de comércio livre entre a União Europeia (UE) e o bloco de países sul-americanos Mercosur (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai). Em comunicado, a Euratex afirma ter estado envolvida nas negociações para garantir um acordo adequado às empresas têxteis e de vestuário, garantindo igualmente o cumprimento de normas relacionadas com aspetos ambientais e sociais na produção de produtos de alta qualidade. «Apesar do desafiante ambiente negocial, estamos contentes por o acordo ter sido bem-sucedido», afirma Alberto Paccanelli, presidente da Euratex. Trata-se do maior acordo alguma vez concluído pela UE, abrangendo cerca de 780 milhões de cidadãos. Segundo a UE, o acordo irá poupar às empresas europeias cerca de 4 mil milhões de euros em impostos. «Em 2018, as exportações de têxteis e vestuário da UE para o Mercosur atingiram os 460 milhões de euros e a eliminação das tarifas irá abrir novas oportunidades de negócio para o sector. Esperamos pela aprovação da Conselho Europeu e do Parlamento Europeu», acrescenta o presidente da Euratex.

3Next compra Fabled by Marie Claire

A gigante do Reino Unido comprou a marca de beleza Fabled by Marie Claire, que pertencia ao grupo Ocado. A Fabled by Marie Claire, fundada em 2016, vende artigos de beleza premium online através do seu próprio website e através de uma rede de lojas em Londres, operadas pela Marie Claire Beauty. A Next comprou a Marie Claire Beauty com um acordo que tem como base as vendas anuais entre janeiro de 2021 e janeiro de 2024, com um pagamento mínimo garantido de 3 milhões de libras (cerca de 3,35 milhões de euros), segundo o grupo Ocado. «A recente joint-venture com a Marks & Spencer fez com que o centro de gravidade do grupo Ocado mudasse. Tendo em conta a nossa evolução estratégica, decidimos que seria benéfico para todas as partes passar o testemunho, para que a Next leve a Fabled by Marie Claire mais longe», explica o CEO do grupo Ocado, Tim Steiner. A Marks & Spencer e o grupo Ocado criaram em fevereiro uma joint-venture para lançar um serviço online de entrega de produtos alimentares. No website da Fabled by Marie Claire é possível encontrar produtos de marcas de beleza como La Mer, Tom Ford, Estee Lauder, Lancome e Bobbi Brown.

4Restrições comerciais continuam a crescer

As medidas restritivas ao comércio impostas pelos países pertencentes ao G20 atingiram o segundo nível mais alto desde que há registo, 2012, e ameaçam a economia global, devido à crescente incerteza, a menores investimentos e a um menor crescimento da economia, de acordo com o mais recente relatório da Organização Mundial do Comércio (OMC). O estudo da OMC mostra, entre outubro de 2018 e maio de 2019, que o G20 impôs medidas restritivas no comércio internacional quase 3,5 vezes acima da média. O relatório revela que as restrições abrangeram cerca de 335,9 mil milhões de dólares (aproximadamente 297,32 mil milhões de euros), durante este período, o segundo valor mais alto desde que há registo. Roberto Azevêdo, diretor-geral da OMC, apela aos países do G20 que trabalhem em conjunto para resolver as tensões comerciais. «Este relatório dá mais provas de que a turbulência gerada pelas atuais tensões comerciais mantém-se, com as flutuações do comércio a serem atingidas por novas restrições», revela. «A estabilidade que registámos ao longo de quase uma década desde a crise financeira foi substituída por um forte aumento no número de medidas restritivas ao longo do último ano. Estas descobertas devem ser uma preocupação seria para toda a comunidade internacional», alerta.

5Levi’s dá mais um passo ecológico

A gigante do denim assinou um acordo com a Corporação Financeira Internacional (IFC na sigla inglesa), que faz parte do Banco Mundial, visando o financiamento de iniciativas para reduzir emissões de dióxido de carbono e a utilização de água nas suas empresas fornecedoras. A decisão faz parte do objetivo da Levi’s de reduzir o impacto da sua cadeia de aprovisionamento no meio ambiente. Como parte da nova colaboração, a IFC irá trabalhar com 42 fornecedores da Levi Strauss em 10 países para identificar e implementar ações ecológicas, diminuindo emissões, melhorando a eficiência na gestão de água e conduzindo à adoção de soluções mais abrangentes relacionadas com energias renováveis. O trabalho será efetuado junto de fornecedores no Paquistão, Bangladesh, Sri Lanka, Índia, México, Lesoto, Colômbia, Turquia, Egito e Vietname e irá incorporar a estratégia Partnership for Cleaner Textiles (PaCT) da IFC, com o objetivo de reduzir o consumo de recursos e a poluição da água. O acordo surge no seguimento do acordo entre a IFC e a Levi’s em 2017, que ajudou seis fornecedores da Levi’s de quatro países – Bangladesh, Índia, Sri Lanka e Vietname – a diminuir a sua pegada ecológica em 19% e a reduzir a energia e água consumidas, conduzindo a grandes poupanças nos custos operacionais. «Esperamos que este programa possa também beneficiar outros agentes da indústria do vestuário e ajude a reduzir a pegada ecológica coletiva», sublinha Liz O’Neill, vice-presidente executivo da Levi Strauss.

6Robots vão destruir 20 milhões de empregos

A Oxford Economics revela que, até 2030, os robots vão fazer desaparecer 20 milhões de postos de trabalho no sector da produção. O relatório mostra que, desde 2000, a automatização destruiu 1,7 milhões de empregos. Por outras palavras, nos próximos 10 anos, os robots irão retirar 11 vezes mais postos de trabalho do sector produtivo do que nos últimos 20 anos. O país que será mais afetado pela revolução da automatização será a China, em mais de 11 milhões de postos de trabalho. Na União Europeia, segundo o relatório, serão afetados 2 milhões de empregos, enquanto nos EUA serão 1,7 milhões de postos de trabalho e, por fim, 800 mil de empregos na Coreia do Sul. A Oxford Economics aponta que, em média, nas 29 economias mais avançadas do mundo, um robot retirará 1,6 postos de trabalho. No entanto, os robots afetam de forma desproporcional as zonas menos desenvolvidas dos países analisados, nas quais um robot pode levar à perda de 2,2 postos de trabalho. Nas áreas mais desenvolvidas, um robot apenas conduz ao desaparecimento de 1,3 postos de trabalho.