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  1. Baseville e Raquel Strada criam t-shirt sustentável sem género
  2. Jolie Su lança Palha Collection feita em Portugal
  3. Confiança dos consumidores dos EUA em queda
  4. Bonmarché reconsidera proposta de compra
  5. Tmall Global fala inglês
  6. Guerra comercial EUA-China afeta comércio mundial

1Baseville e Raquel Strada criam t-shirt sustentável sem género

A marca portuguesa Baseville uniu-se a Raquel Strada para criar uma t-shirt para ambos os géneros. Uma t-shirt unissexo, 100% produzida em solo nacional e amiga do ambiente foi o resultado do trabalho desenvolvido ao longo do último ano, desde o primeiro contacto com a apresentadora até à execução do conceito. «O processo de criação começou por pensar no essencial que mais falta me fazia no guarda-roupa, estendendo-se depois para a aventura das cores, pois era importante trazer alguma vibração aos produtos que usam algodão orgânico, e daí a escolha destas cores tão atuais como a malva e o amarelo néon», explica Raquel Strada. Para a marca, o desafio continuou na conciliação da utilização destas cores num universo de sustentabilidade. «[Algumas técnicas] obrigam à utilização mais intensiva de químicos no processo de tingimento. Contudo, a escolha dos parceiros certos, responsáveis na utilização dos químicos, com processos de redução de consumos de água e energia, com tratamento de águas residuais a jusante, esta questão foi ultrapassada», garante Ana Costa, fundadora da marca. A t-shirt No Gender já se encontra disponível no website da marca e em lojas selecionadas.

2Jolie Su lança Palha Collection feita em Portugal

A marca da criadora polaca Jolie Su lançou a coleção “Palha Collection – Handsculptured Hats”, que combina técnicas modernas e artesanato tradicional. O objetivo da coleção foi criar chapéus com formas teatrais e esculturais, usando a técnica tradicional de tecer palha. Em comunicado, a criadora conta que embarcou numa viagem por Portugal em busca do material perfeito e de artesãos experientes, onde também encontrou conhecimento e inspiração. A Palha Collection inclui três modelos que aparecem na versão regular e grande. Cada chapéu da Palha Collection é feito à mão com palha portuguesa. No geral, os chapéus de Jolie Su são fabricados a partir de materiais portugueses e italianos de alta qualidade e estão já à venda na Fair Bazaar, na Chapelaria d’Aquino e no Bowls&Bar.

3Confiança dos consumidores dos EUA em queda

De acordo com a Conference Board, a confiança dos consumidores norte-americanos atingiu, em maio, o nível mais baixo dos últimos 21 meses, devido a preocupações relacionadas com a guerra comercial. São cada vez mais os cidadãos dos EUA que defendem que se está a tornar mais difícil encontrar emprego no país. Está também a crescer o número de norte-americanos que prevê que as condições económicas vão piorar nos próximos seis meses. O inesperado enfraquecimento na confiança dos consumidores surge depois de dois meses de crescimento e poderá provocar um abrandamento nas vendas a retalho no final do segundo trimestre. O índice de confiança dos consumidores desceu quase 10 pontos para os 121,5, o seu valor mais baixo desde setembro de 2017, e ficou bem abaixo das estimativas dos analistas. «O agravamento das tensões comerciais, nomeadamente com a imposição de mais taxas, parecer ter abalado a confiança dos consumidores», acredita a diretora sénior da Conference Board para os indicadores. Lynn Franco acrescenta que «esta diminuição também se deve a uma análise menos favorável das condições do mercado de trabalho e das empresas. As expetativas dos consumidores para o futuro a curto prazo também pioraram. Ainda que o índice permaneça num nível elevado, a contínua incerteza poderá resultar numa maior volatilidade, e, a certo ponto, poderá mesmo começar a afetar a confiança dos consumidores em relação à expansão económica».

4Bonmarché reconsidera proposta de compra

A direção da retalhista britânica de moda mudou de ideias e vai aceitar a proposta de compra de Philip Day, proprietário da produtora laneira Edinburgh Woollen Mill. Embora a oferta «não seja boa o suficiente», a administração da Bonmarché recomendou aos acionistas que a aceitem. A decisão surge depois da divulgação dos resultados do primeiro trimestre do presente ano fiscal, que, segundo a direção, foi um período «fraco, devido ao enfraquecimento do mercado do vestuário e às condições meteorológicas, particularmente em junho». A administração não antevê melhorias nos próximos tempos. «Nos últimos anos, poderia haver alguma expectativa de que, em determinada altura, melhores condições meteorológicas poderiam gerar um pico de vendas para compensar a descida registada no primeiro trimestre, mas, pela nossa experiência, o mercado de vestuário não segue os modelos dos últimos anos», refere a direção. «Apesar de o conselho de administração continuar a acreditar que a oferta não reflete adequadamente o valor da nossa empresa, a crescente incerteza do mercado, que se refletiu no posicionamento financeiro e comercial durante o primeiro trimestre, torna a oferta mais atrativa a curto prazo. Nesse sentido, a direção da Bonmarché… acredita agora que os termos da oferta são justos e aceitáveis. A administração recomenda, por isso, aos acionistas que aceitem a oferta», revela a Bonmarché. Deste modo, o empresário têxtil passará a deter cerca de 67% do Bonmarche, mas precisará de uma quota de 75% para privatizar a retalhista.

5Tmall Global fala inglês

A gigante chinesa do comércio eletrónico lançou uma versão em inglês do seu marketplace Tmall Global. O objetivo, em três anos, é duplicar o número de marcas internacionais albergadas na plataforma, para atingir as 40 mil. O grupo pretende que a Tmall Global, que atualmente conta com 20 mil marcas internacionais de 77 países, se torne mais apelativa a marcas pequenas, médias e de nicho de outros países. O novo portal surge numa altura que o grupo Alibaba tem registado um crescimento nas receitas do comércio eletrónico, apesar das ameaças da guerra comercial entre a China e os EUA e da concorrência mais feroz de rivais como a Pinduoduo. Lançado em 2014, o Tmall Global é uma extensão da plataforma Tmall e alberga marcas que querem chegar ao mercado chinês. «Acreditamos que o lançamento da versão inglesa do site irá facilitar às marcas o processo de introdução de produtos para chegarem aos consumidores chineses», frisou Yi Qian, diretor geral da Tmall Global. Até ao momento, as marcas interessadas em entrar em contacto com o Alibaba teriam que o fazer em feiras internacionais, contactos pessoais, ou através do website, em chinês, explica a empresa. No futuro, a ideia é tornar o portal ainda mais acessível, lançando versões em espanhol e japonês, segundo a gigante do comércio eletrónico.

6Guerra comercial EUA-China afeta comércio mundial

O Global Trade Barometer (GTB), da transportadora DHL, antevê uma ligeira contração no comércio mundial para os próximos três meses. As perdas conduzirão a uma diminuição geral no índice GTB em 8 pontos, fixando-se nos 48. O decréscimo é motivado por perdas «significativas» tanto nas trocas comerciais por vias aéreas como marítimas. Segundo o GTB, as trocas através de transporte aéreo diminuíam em seis pontos, atingindo os 49 pontos, enquanto por vias marítimas decreceram oito pontos, para 48 pontos. A descida dá continuidade à tendência dos últimos trimestres, mais precisamente desde meados de 2018. «Tendo em conta as tensões comerciais entre EUA e China, a previsão de diminuição para o comércio mundial no terceiro trimestre de 2019 não é uma surpresa. O mais recente GBT ilustra claramente por que razão as disputas comerciais não têm vencedores. Apesar disso, grandes potências económicas, como a Alemanha, continuam a registar crescimento», afirma Tim Scharwath, CEO da DHL Global Forwarding. Como uma das partes envolvidas nas atuais disputas comerciais, os EUA registaram, de longe, a maior perda entre os países analisados, com uma estimativa de diminuição em 11 pontos, fixando-se nos 44 pontos. Em segundo lugar em termos de perdas ficou a China, com uma diminuição de 7 pontos, para 49.