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Breves

  1. Greenpeace aponta o dedo ao outdoor
  2. Camisa com fecho magnético chega ao mercado
  3. Gap lança linha Athleta para meninas
  4. Turquemenistão acusado de trabalho forçado
  5. Epson melhora estampados sobre preto
  6. Tribunal aprova plano da American Apparel

    1 Greenpeace aponta o dedo ao outdoor

    Marcas de outdoor incluindo a The North Face, Patagonia e Mammut estão a ser incitadas a eliminar todos os PFCs (compostos perfluorados) dos seus produtos e cadeia de aprovisionamento depois de terem sido descobertos químicos perigosos no seu vestuário, calçado e equipamentos de outdoor. Na sua mais recente investigação, a Greenpeace revelou que dos 40 produtos de 19 países e regiões testados, foram encontradas grandes concentrações de PFCs em 18 artigos. Nomeadamente foram identificados elevados níveis de PFOA (ácido perfluorooctanico), um PFC de cadeia longa que está ligado a vários efeitos nocivos sobre a saúde, incluindo cancro, cuja utilização está já restringida na Noruega. Os PFCs perigosos foram encontrados não só em calçado e vestuário de outdoor mas também em equipamento de montanhismo e campismo, como mochilas, tendas e sacos-cama. Apenas quatro produtos não continham químicos deste tipo. A investigação parece mostrar ainda que estão a ser usados químicos perigosos em produtos vendidos por marcas de outdoor. Ao mesmo tempo, os testes mostram uma mudança no tipo de PFCs usados para PFCs de cadeia curta – químicos que são igualmente persistentes mas menos bem conhecidos em alguns aspetos. Na apresentação do relatório na feira de desporto Ispo Munich, Mirjam Kopp, que lidera o projeto Detox no outdoor, afirmou que «estes são resultados desapontantes para os amantes de outdoor que querem que as suas roupas sejam tão sustentáveis e limpas como os lugares que exploram». As marcas, que incluem ainda a Columbia e a Haglofs, estão a ser impelidas a deixar de usar substâncias perigosas na sua cadeia de produção. «Juntamente com a comunidade de outdoor, desafiamo-los a mostrar-nos o que significa uma verdadeira liderança e respeito pela natureza: deixem de usar químicos perigosos e desintoxiquem os equipamentos já», sublinhou Kopp. A Greenpeace indicou que este foi o primeiro teste de produto pensado com a participação do público. Foram recolhidos mais de 30 mil votos, com o grupo a enviar os 40 produtos mais votados para o laboratório. O relatório surge quatro meses após a Greenpeace ter apelado às marcas e retalhistas de outdoor para que eliminem os PFCs das suas cadeias de aprovisionamento depois dos químicos terem sido descobertos em regiões remotas em todo o mundo.

    2Camisa com fecho magnético chega ao mercado

    A gigante do vestuário PVH Corp vai lançar camisas clássicas e desportivas para homem com fechos magnéticos MagnaReady em vez de botões, depois de ter assinado uma licença com a empresa epónima que desenvolveu a tecnologia. O sistema de fecho magnético MagnaReady foi desenvolvido pela CEO Maura Horton depois do marido ter começado a perder mobilidade nos dedos devido à doença de Parkinson. Para além de ser «uma salvação para pessoas com problemas de mobilidade», permite também uma incrível poupança de tempo para o homem médio», afirma. A PVH, a maior empresa de camisaria e detentora das marcas Calvin Klein e Tommy Hilfiger, vai lançar as primeiras coleções de camisas clássicas e desportivas com a tecnologia, que estarão disponíveis em grandes armazéns com a marca PVH já este ano. O sistema de fecho MagnaReady funciona simplesmente com a pressão das duas partes da camisa para colocar os ímanes no sítio certo. Os fechos estão escondidos entre camadas de tecido e botões ou outros tipos de fechos tradicionais, para que não se note a diferença de uma peça de vestuário convencional.

    3Gap lança linha Athleta para meninas

    A Gap Inc vai lançar uma linha de vestuário para meninas sob a marca Athleta numa tentativa de capitalizar o crescimento da categoria de vestuário ativo para senhora nos EUA. A linha Athleta Girl vai incluir vestuário de performance e casual e irá ficar disponível online e em lojas selecionadas nos EUA a partir do verão. Segundo os dados do NPD, as vendas na categoria de vestuário ativo de senhora aumentaram 20%, para 19,6 mil milhões de dólares (cerca de 18 mil milhões de euros), em 2015, com parte do crescimento a ser atribuído a consumidores mais jovens, incluindo pré-adolescentes e adolescentes. Nancy Green, presidente da Athleta, afirma que «as raparigas hoje vestem-se de forma desportiva. Tal como as suas mães, irmãs, tias e amigas, têm vidas mais ativas. Vemos a Athleta Girl como uma oportunidade para oferecer roupas que são confortáveis, com estilo, de elevada qualidade, feitas para se mover e com performance para elas». No lançamento, a Athleta Girl vai oferecer artigos de vestuário para vários desportos, incluindo corrida, futebol, dança, ginástica, basquetebol e natação. Vai também incluir uma categoria de lifestyle ativo. Direciona-se para meninas entre os 6 e os 14 anos, incluindo artigos como calções de corrida, bermudas e tops. A Gap comprou a Athleta por 150 milhões de dólares em setembro de 2008, tendo expandido a base de consumidores da retalhista americana para um novo sector. A empresa californiana foi criada em 1998 e evoluiu para uma marca lifestyle que oferece vestuário para diversos desportos, incluindo ioga, corrida, ski, snowboard e surf através dos seus catálogos e website.

    4Turquemenistão acusado de trabalho forçado

    Um relatório final sobre a colheita de algodão em 2015 no Turquemenistão afirma que no ano passado o governo forçou mais pessoas a colher algodão e fez mais pressão para cumprir as quotas de colheita em resposta a uma colheita tardia e pouco produtiva. Segundo o grupo de defesa dos direitos humanos Alternative Turkmenistan News (ATN), dezenas de milhares de cidadãos foram mobilizados para a colheita, incluindo estudantes e professores. As crianças também participaram numa área em particular. O grupo, que é membro da Cotton Campaign, indicou que a colheita de algodão começou em agosto mas foi afetada por inundações, seca e sistemas de rega avariados – e que a resposta do governo do Turquemenistão a uma colheita de algodão atrasada e longa foi pressionar os responsáveis locais para reunirem mais pessoas para os campos de algodão. Os responsáveis locais implementaram de forma rigorosa as quotas de colheita, exigindo que o algodão fosse colhido ou pago, e forçaram milhares a continuarem a trabalhar nos campos ao frio até meio do mês de dezembro. O ATN afirma que o Turquemenistão continuou a violar as suas obrigações internacionais sob as convenções e está a apelar ao governo do Turquemenistão para impor as leis nacionais que proíbem trabalho forçado, permitir que os cidadãos denunciem preocupações sobre trabalho forçado sem medo de retaliação e convidar a Organização Internacional do Trabalho a monitorizar a colheita de algodão de 2016 sem restrições. Também pretende que haja uma reforma no sector algodoeiro do país, incluindo o fim da produção de algodão obrigatória e quotas de colheita, fim das penalizações aos agricultores e cidadãos que não cumpram as quotas, transparência financeira do consumo e volume de negócios do algodão e aumento e eventual fim das cotações oficiais do algodão.

    5Epson melhora estampados sobre preto

    A especialista em estamparia e impressão Epson revelou uma atualização ao seu software Garment Creator, que alegadamente oferece uma qualidade de imagem superior para roupa preta e reduz o tempo gasto no design de produto. O novo software para a máquina de estamparia SureColor F2000 inclui uma característica “uso de vestuário preto” para poupança de tinta e um toque e aspeto melhores quando se faz a estamparia em vestuário preto. «Agora com a adição do nosso software atualizado Garment Creator, estamos a cumprir as nossas exigências de prioridade mais elevadas e os nossos clientes vão ser capazes de atingir novos níveis de qualidade de imagem, ao mesmo tempo que reduzem os custos de tinta associados com imagens no segmento muito popular de vestuário preto», afirma Larry Kaufman, gestor de produto de imagem profissional na Epson America. A mais recente versão do software Garment Creator, disponível para os sistemas operativos OS X e Windows, reconhece automaticamente e elimina as áreas pretas de um ficheiro de imagem e usa o tecido preto da peça de vestuário. Estará disponível para download gratuito a partir do website da Epson ainda este mês. A SureColor F2000 faz a estamparia diretamente na peça de vestuário, incluindo t-shirts, camisolas, casacos com capuz e carteiras – tanto em peças 100% algodão como com misturas 50%/50% de algodão e fibras sintéticas.

    6Tribunal aprova plano da American Apparel

    O plano de recuperação da American Apparel foi aprovado por um tribunal americano. No início do mês, a American Apparel conseguiu uma extensão de 90 dias para implementar o seu plano de reorganização, que foi aprovado pelos credores após o pedido de insolvência submetido no final do ano passado. O ex-CEO da empresa, Dov Charney, entretanto, juntamente com duas empresas de private equity, tinha feito uma oferta de compra de 300 milhões de dólares (275,5 milhões de euros) pela retalhista. Contudo, a aprovação do tribunal do plano de reorganização na passada segunda-feira, 25 de janeiro, acaba com as pretensões de Charney. O plano prevê que as dívidas de 230 milhões de dólares sejam convertidas em capital por parte dos credores, a que se soma uma injeção de 40 milhões de dólares em capital através da hipoteca de bens. A retalhista espera sair da situação de bancarrota em pouco tempo. A nova CEO, Paula Schneider, acredita que a empresa pode recuperar rapidamente. «Continuamos focados em executar o nosso plano de recuperação e posicionar a American Apparel para o futuro com a criação de produtos novos e relevantes, lançando novas iniciativas de design e merchandising, crescimento do negócio de comércio eletrónico e criação de campanhas de marketing criativas e excitantes para partilhar a história do nosso progresso», referiu. A notícia da aprovação do tribunal deixou Dov Charney «desapontado». O ex-CEO considera que «o caminho que está a ser seguido pela administração da empresa é a estrada para a ruína», acrescentando que «a verdade é que eles não entendem o modelo de negócio único que a American Apparel tem de seguir como produtora integrada verticalmente». Dov Charney, canadiano, criou o negócio em 1989 mas os últimos dois anos têm sido tumultuosos para a American Apparel, depois da retalhista ter despedido o ex-CEO por má conduta, o que levou ao pedido de insolvência. «A triste realidade é que a American Apparel, a maior produtora de vestuário nos EUA, não vai sobreviver a este ritmo e não acredito que a atual administração tenha o talento para a trazer de volta à saúde», acusa Charney.