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  1. África implementa zona de comércio livre
  2. Native cria calçado 100% biodegradável
  3. Assistente de voz não serve para o vestuário
  4. Luta contra o plástico no outdoor
  5. Indústria mexicana em queda
  6. YKK avança na sustentabilidade

1África implementa zona de comércio livre

Um acordo de comércio livre histórico, que remove a maioria das taxas e outras barreiras comerciais no continente africano, avançou para a fase operacional, com 54 nações africanas a concordarem com o processo de implementação do acordo. No âmbito da cimeira da União Africana, na capital do Níger, Niamey, os países estabeleceram os mecanismos que irão sustentar o acordo, incluindo a determinação das regras de origem, o sistema de pagamento digital, uma ferramenta online para a listagem de produtos e taxas e um sistema de monitorização para lidar com as barreiras não comerciais. O Acordo de Livre-Comércio Continental Africano obriga os governos a uma maior integração económica, com os países signatários a darem início a um processo que deverá demorar vários anos de remoção das barreiras comerciais, incluindo taxas que atingem 90% das mercadorias. Prevê-se que o acordo impulsione as trocas comerciais na região, enquanto simultaneamente apoia os países a libertarem-se da exportação de matérias-primas e a desenvolverem a sua capacidade de produção para atrair empresas internacionais. O acordo inclui agora 54 signatários, depois do Benim e da Nigéria terem assinado o acordo durante a cimeira. Marrocos deverá assinar o acordo nos próximos dias. «A Nigéria é a maior economia africana e o país mais populoso», frisa o presidente da Nigéria, Mahamadou Issoufou. «Sem a Nigéria, a área de comércio livre seria limitada», acrescenta.

2Native cria calçado 100% biodegradável

O calçado que usamos pode ter um aspeto inofensivo, mas contém várias formas de plástico e, muitas vezes, peles, o que lhe confere uma elevada pegada ambiental. Com as empresas a tentarem evitar o uso de plástico, também os produtores de calçado estão a tentar desenhar novos modelos com menor impacto. Exemplo disso é a empresa Native Shoes que criou umas sapatilhas totalmente biodegradáveis, uma vez que todas as suas componentes são feitas a partir de materiais derivados de plantas. O “Plant Shoe” é feito a partir de fibras duráveis e naturais, como casca de ananás. «O desafio foi descobrir como poderíamos fazer calçado biodegradável», explica Mike Belgue, diretor criativo da Native. Com este novo desenvolvimento, a Native quer lançar o debate acerca do que é possível na criação de calçado totalmente sustentável. Fundada em Vancouver, no Canadá, a Native Shoes tem usado técnicas de produção de calçado únicas desde a sua fundação, em 2009. Recentemente, lançou uma iniciativa para reciclar o seu calçado, tendo recolhido cerca de 40 mil pares. «Pensamos sempre: qual é o próximo passo? Como é que se pode eliminar totalmente o desperdício e criar um produto que vem da terra e volta naturalmente à terra sem a prejudicar?», questiona Mike Belgue. O Plant Shoe, em fim de vida, poderá ser colocado num recipiente de compostagem, onde, quando exposto a bactérias e agentes naturais, se decompõe em cerca de 45 dias.

3Assistente de voz não serve para o vestuário

Mais de mil consumidores norte-americanos foram questionados pela Sumo Heavy acerca da possibilidade de realizarem compras utilizando assistentes de voz. Apenas 5% dos inquiridos incluíram os artigos de vestuário entre os que poderiam adquirir através desta tecnologia no futuro. A Sumo Heavy inquiriu 1.046 pessoas nos EUA com mais de 18 anos e os resultados mostram que os assistentes de voz estão a potenciar a imaginação dos marketers, mas não estão a cativar a maioria dos consumidores, apesar do seu potencial. Atualmente, a tecnologia, que é dominada pela Amazon e pela Google, tem vindo a ser rejeitada por alguns consumidores mais adversos a tecnologias, mas também suscita o interesse dos mais curiosos. As pessoas que usam os assistentes de voz com regularidade – diariamente ou semanalmente – representam 29% da amostra total e têm uma maior probabilidade do que os restantes de usar a tecnologia como mecanismo de compra (de 42% em relação aos 17%). Segundo o estudo designado “The Current State and Future of Voice-Assisted Shopping”, a utilização dos assistentes de voz resolve alguns problemas da experiência de compras, como as páginas que demoram algum tempo a carregar, as ligações que não existem ou as mensagens de erro dos websites. Estes problemas – e alguns são razões para as pessoas abandonarem os seus carrinhos de compras online – não existem com os assistentes de voz. Quanto às pessoas que estão familiarizadas com a tecnologia, 12% afirmam que podiam imaginar-se a usar a tecnologia para comprar artigos para a casa ou consumíveis, quase igual à percentagem de inquiridos (11%) que vê potencial nos assistentes de voz para comprar mercearia ou fazer o pedido de um serviço de entrega de comida. Outros 11% acreditam que os assistentes de voz seriam úteis para experiências de compra de bilhetes para eventos, marcação de voos e reservas de hotel. Segundo Bart Mroz, cofundador e CEO da Sumo Heavy, estas conclusões sugerem que «estamos perto de uma revolução. Quando os consumidores descobrirem que os assistentes de voz são capazes de mais do que executar tarefas simples (como descobrir canções ou dizer a meteorologia), vão usá-los para outras atividades, como compras», defende.

4Luta contra o plástico no outdoor

A The North Face juntou-se à National Geographic no combate à poluição por plástico. A marca de outdoor lançou a coleção cápsula, de edição limitada, “Bottle Source”, que conta com peças produzidas a partir de garrafas de plástico retiradas de áreas como o Parque Nacional de Yosemite, as Montanhas Great Smoky e o Parque Nacional de Grand Teton. A coleção inclui camisolas de manga comprida para homem, camisolas de manga curta para mulher e duas camisolas com capuz onde se lê o slogan “Waste is over”, juntamente com logótipos das duas entidades. De acordo com a HypeBeast, a The North Face prometeu doar 1 dólar (cerca de 0,89 euros) à National Park Foundation por cada peça vendida.

5Indústria mexicana em queda

O índice compósito de gestores de compras (PMI) para a indústria mexicana, publicado pela IHS Markit, decresceu para 49,2 pontos – o valor mais baixo dos últimos 20 meses. Um índice abaixo de 50 indica contração. «Os dados de junho mostram uma performance negativa da indústria mexicana, tendo sido este o trimestre mais fraco desde que o estudo teve início, em abril de 2011», afirma Pollyanna De Lima, economista na IHS Markit. As empresas consideram que o enfraquecimento da indústria se deveu, pelo menos parcialmente, às tensões comerciais. Uma diminuição da procura doméstica refletiu-se no número mais reduzido de encomendas desde que se começou a realizar a análise. As encomendas internacionais também diminuíram pela segunda vez este ano. Segundo os participantes no inquérito, a recessão nas vendas internacionais deveu-se a menor procura, às tarifas e a taxas de câmbio desfavoráveis. Quanto ao emprego, depois de três meses de descidas consecutivas, em junho manteve-se igual.

6YKK avança na sustentabilidade

A YKK lançou uma nova coleção de acessórios têxteis sustentáveis, que tem como objetivo a redução das emissões de carbono, da utilização de químicos tóxicos e de água. A coleção conta com o fecho Natulon – com certificação Bluesign – feito a partir de plástico PET, fibras usadas e vestígios de poliéster. A empresa calcula que 10 mil fechos Natulon de 60 centímetros representam a reciclagem de cerca de 3.660 garrafas de plástico. A gama de produtos sustentáveis da YKK inclui também o fecho GreenRise, que substitui o poliéster convencional, feito a partir de combustíveis fósseis, por um polímero que tem como base plantas, reduzindo, consequentemente, as emissões de dióxido de carbono no ciclo de produção. É feito a partir de melaço, que é resultante da etapa de centrifugação no processo de fabricação de açúcar. Também incluídos na coleção estão molas e botões mais sustentáveis, já que o processo de acabamento adotado reduz a energia e a água utilizadas, bem como os químicos tóxicos e os desperdícios.