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  1. Indústria do denim na Turquia considerada perigosa
  2. Burberry de Tisci convence mercado
  3. Que responsabilidade têm as empresas sobre a desflorestação?
  4. Depois de deixar a Kering, Stella McCartney junta-se à LVMH
  5. Vendas de jeans em alta
  6. Tommy Hilfiger regressa a Nova Iorque

1Indústria do denim na Turquia considerada perigosa

O efeito adverso na saúde do spray de permanganato de potássio é, há muito tempo, reconhecido na indústria do denim. A utilização do laser ajuda a evitar o spray, porém, este ainda é amplamente usado. A Clean Clothes Campaign (CCC) da Turquia está, por isso, a apelar à mudança, em nome dos trabalhadores na indústria do denim. Num novo relatório, a organização documenta os efeitos adversos do spray em trabalhadores que fazem a descoloração do denim. O estudo, batizado “Bleached Denim, Bleached Souls” investiga a natureza da substância, que é uma alternativa popular ao jato de areia usado nas empresas de vestuário da Turquia. O relatório revela as condições laborais dos trabalhadores – que normalmente são do Paquistão e emigraram para a Turquia para trabalhar, muitas vezes ilegalmente – e detalha os seus problemas de saúde, incluindo doenças respiratórias e de pele. Segundo os investigadores entrevistados no relatório, doenças respiratórias, como a bissinose e a silicose, são muitas vezes mal diagnosticadas, como consequência da resistência dos pacientes a mostrarem o seu histórico de trabalho. A CCC também revela que existe falta de inspeção e de protocolos de segurança dentro das empresas analisadas. Além disso, houve ocasiões onde os trabalhadores necessitaram de cuidados médicos, que não lhes foram concedidos. A CCC apela a que haja uma maior investigação por parte dos profissionais de saúde para um melhor tratamento e a diagnóstico de doenças, assim como de profissionais que possam implementar regulamentações para manterem os trabalhadores seguros.

2Burberry de Tisci convence mercado

A casa de moda do Reino Unido anunciou que o primeiro trimestre do corrente ano fiscal foi «um bom período na nossa jornada de transformação», com as receitas e as vendas comparáveis a subirem 4%. A Burberry refere que a estimativa para o ano permanece «de modo geral, estável». Os resultados representam uma resposta «excelente» à estreia de Riccardo Tisci como diretor criativo, com «as novas coleções a revelarem um forte crescimento a dois dígitos, quando comparadas com as coleções equivalentes do ano anterior, em linha com as nossas expetativas», afirma a casa de moda. A Burberry aumentou a disponibilidade dos produtos desenhados por Riccardo Tisci em 50% nas principais lojas, «enquanto continuamos a mudar a perceção dos consumidores da casa de moda e a alinhar a nossa rede de lojas com a nossa nova visão criativa», indica a Burberry. Marco Gobbettti, CEO da Burberry, considera que «a resposta do consumidor é muito promissora e revela um forte crescimento das nossas novas coleções. Estamos em linha com os nossos planos e podemos confirmar as nossas estimativas para o ano financeiro 2020». As receitas, nas 13 semanas até 29 de junho, cresceram 4% (2% em moeda neutra) para 498 milhões de libras (cerca de 551 milhões de euros). As vendas comparáveis no período também cresceram 4%, uma melhoria em relação ao aumento de 3% do ano passado, com o crescimento a ser impulsionado pelos novos produtos. A região Ásia Pacífico conduziu o crescimento, com o impulso da China, enquanto a EMEA (Europa, Médio Oriente e África) subiu «apoiada pelos gastos dos turistas, que beneficiaram particularmente o Reino Unido», adianta a casa de moda.

3Que responsabilidade têm as empresas sobre a desflorestação?

A maioria das grandes empresas não revela o impacto das suas operações nas florestas, apesar de se comprometerem em divulgar a pegada ecológica e a levar a cabo maiores esforços para combater as alterações climáticas. A plataforma ambiental sem fins lucrativos CDP nomeou a marca francesa L’Oreal e a produtora de bens de consumo alemã Beiersdorf como líderes na procura por fontes sustentáveis de óleo de palma. A CDP afirma que 70% das 1.500 grandes empresas inquiridas não providenciaram dados acerca do seu impacto nas florestas, em resposta aos inquéritos no ano passado. «O silêncio é ensurdecedor no que concerne à resposta corporativa à deflorestação», afirma Morgan Gillespy, diretora global para as florestas na CDP, anteriormente conhecida como Carbon Disclosure Project. «Os consumidores querem, cada vez mais, saber que o seu cesto de compras não está a contribuir para a destruição da Amazónia, a extinção dos orangotangos ou a crise climática», acrescenta. Das 306 empresas que revelaram os seus dados, 24% mostraram nenhuma ou ações limitadas para reduzir a deflorestação. A CDP avisa que a vasta maioria das empresas não está a tomar as ações necessárias para preservar as florestas. Algumas empresas que não responderam aos inquéritos da CDP acerca das florestas afirmaram que os seus compromissos são mais amplos do que a questão das florestas.

4Depois de deixar a Kering, Stella McCartney junta-se à LVMH

O conglomerado francês adquiriu uma parte minoritária da marca homónima da designer britânica, um ano depois de esta cortar laços com o grupo rival Kering. Os detalhes do acordo só serão divulgados em setembro. Este acordo pretende ajudar a «acelerar o desenvolvimento mundial» da Stella McCartney, refere o grupo. O conglomerado de luxo francês garante que Stella McCartney irá manter a sua participação maioritária e continuará como diretora criativa. A designer irá tornar-se também «conselheira especial» do CEO do LVMH, Bernard Arnault, acerca de políticas de desenvolvimento sustentáveis. Segundo Arnault, trata-se de uma aquisição que irá de encontro à procura crescente por artigos de moda sustentáveis de alta gama, um «fator decisivo» para a compra. Stella McCartney foi «a primeira a destacar questões sustentáveis e éticas e construiu a sua casa de moda à volta desses temas», justifica. Já a designer britânica afirma que, desde a sua decisão de sair do grupo Kering, tem sido abordada «por várias partes que expressam o seu desejo de se ligarem ou investirem na marca. Estas abordagens foram interessantes, mas nenhuma foi de encontro à conversa que tive com Bernard Arnault e o seu filho Antoine».

5Vendas de jeans em alta

Um novo relatório da plataforma mundial de pesquisa Lyst mostra que o mercado do denim continua extremamente dinâmico e não dá sinais de abrandamento. O estudo “Denim – Data Deep Dive” aponta que uma média de 1,24 mil milhões de pares de jeans são vendidos anualmente e o crescimento anual das vendas de artigos em denim, de um modo geral, é de 30%. Os jeans registam uma média de 13 pesquisas a cada segundo e são os artigos mais pesquisados globalmente. As pesquisas relacionadas com denim aumentaram 11% anualmente, «com os compradores a procurarem por 100 diferentes combinações de estilos, cores, silhuetas e ajustes», revela a Lyst. Em média, os compradores de denim gastam mais 22% em casacos do que gastam num par de jeans e os homens estão a gastar 31% mais do que as mulheres em jeans. A análise da Lyst a mais de 60 milhões de pesquisas relacionadas com jeans ao longo de 12 meses mostra, sem surpresas, que sete em cada 10 compradores procuram por jeans azuis, destacando-se o facto de os consumidores estarem agora a favorecer silhuetas mais largas. Por isso, as skinny jeans, que dominaram o mercado ao longo de mais de uma década, «estão agora a ser superadas pela procura por estilos mais largos» enquanto os jeans «de cinta baixa estão a regressar», indica o relatório. De modo geral, os dados mostram que os consumidores estão a comprar mais denim do que nunca. Além disso, 8 mil artigos em denim são colocados online na plataforma Lyst todos os dias, o que significa que houve um aumento anual de 59% nos lançamentos de artigos em denim. A procura por swimwear em denim também aumentou 27% em abril e a procura por denim com dois tons subiu 25% este ano.

6Tommy Hilfiger regressa a Nova Iorque

A marca norte-americana irá apresentar-se em Nova Iorque, em setembro, depois de vários anos a desfilar em Los Angeles, Londres, Xangai e Paris. O palco será o Apollo Theater, em Harlem, a 8 de setembro, durante a Semana de Moda de Nova Iorque. O desfile irá servir para apresentar a coleção de outono de 2019, no âmbito da colaboração com a artista Zendaya, que terá influenciado a escolha do local do desfile. «O desejo da Zendaya de levar o TommyNow para Harlem representa a um próximo passo maravilhoso para expressar a sua visão para o futuro. O seu estilo pessoal, que emprega em tudo o que faz, torna-a uma inspiração – é uma honra continuar a providenciar-lhe uma plataforma na indústria da moda para o partilhar», afirma o designer. Aretha Franklin, Ella Fitzgerald e Patti LaBelle são alguns dos nomes que já pisaram o palco do The Apollo e, segundo a Tommy Hilfiger, a coleção de outono 2019 «inspira-se nestas mulheres confiantes e fortes, redesenhando uma era, com um toque arrojado e moderno». Tommy Hilfiger apresentou o seu conceito “TommyNow”, em 2016, que adota uma estratégia “ver agora – comprar agora”, que permite aos consumidores adquirirem as coleções propostas nos desfiles, assim que estas se apresentam em passerelle.