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  1. FAUL forma sobre o Horizonte 2020
  2. Zonas económicas especiais tornam-se verdes
  3. Delta Apparel inaugura fábricas de estamparia digital nos EUA
  4. Tangcell: a nova viscose obtida a partir de algodão reciclado
  5. FMI alerta para as consequências das tensões comerciais
  6. Elon Musk perto de ligar cérebros à internet

1FAUL forma sobre o Horizonte 2020

Nos dias 24 e 25 de setembro, a Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa (FAUL) vai realizar uma formação de dois dias subordinado ao tema “Innovative Horizon Europe & H2020 proposal writing”. O objetivo da formação é proporcionar um conhecimento sólido sobre o programa Horizonte 2020 na sua vertente teórica e prática. «A ideia é que, no final da formação, os participantes fiquem aptos a redigir propostas de candidaturas mais competitivas no quadro da dinâmica de um projeto, já com novas abordagens ao Horizonte Europa», refere a PAUL.

2Zonas económicas especiais tornam-se verdes

A crescente procura pela sustentabilidade por parte das empresas e dos investidores poderá conduzir ao surgimento de novas zonas económicas especiais verdes em todo mundo, incluindo em centros de aprovisionamento de têxteis e de vestuário. Segundo a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), devido a uma nova onda de políticas industriais e ao aumento da competitividade em relação ao investimento internacional registou-se um aumento no estabelecimento de zonas económicas especiais. Atualmente, existem 5.400 zonas económicas especiais a nível mundial, face às 4 mil há cinco anos. Estas zonas, que oferecem incentivos fiscais e a agilização das medidas para atrair investimento internacional, são comuns na maioria das economias desenvolvidas e em muitos países em desenvolvimento. A China, por exemplo, produtora de vestuário, contabiliza atualmente 2.543 zonas económicas especiais. As Filipinas operam 528 zonas económicas especiais, seguidas pela Índia com 373 e pelos EUA com 262. A Turquia opera 102 e o Bangladesh opera 39 zonas económicas especiais. A UNCTAD refere que as zonas económicas especiais estão a remodelar-se, com os investidores a privilegiarem mais do que a produção, em linha com as alterações na economia mundial. Enquanto alguns investidores se focam em novas indústrias, como altas tecnologias, serviços financeiros ou turismo, outros procuram uma boa performance ambiental, desenvolvimento regional ou regeneração urbana. «As políticas designadas para promover a integração da sustentabilidade nas empresas e nas praticas de investimento estão a deixar de ser de nicho para se tornarem dominantes», escreve a UNCTAD.

3Delta Apparel inaugura fábricas de estamparia digital nos EUA

A empresa norte-americana vai inaugurar duas novas unidades de estamparia digital. As duas novas fábricas da sua subsidiária DTG2Go localizam-se em Dallas, Texas, e em Cranbury, New Jersey, e deverão abrir no final do verão. Ambas unidades, localizadas em regiões estratégicas dos EUA, irão ajudar a Delta Apparel a melhorar a sua velocidade de chegada ao mercado, assim como os serviços de apoio ao consumidor, com envios mais rápidos para cerca de metade dos consumidores norte-americanos, incluindo os residentes das áreas metropolitanas de Nova Iorque e Dallas. Adicionalmente, a expansão irá aumentar a capacidade de resposta da empresa para potenciar o «crescimento substancial» antecipado em 2020. «Estas novas instalações irão permitir alavancar o nosso negócio de activewear, com a estamparia digital inovadora da DTG2Go», afirma Deborah Merrill, CFO e presidente da Delta Apparel Inc. «Esta solução de aprovisionamento é única no mercado e permitir aproveitar oportunidades de crescimento entre vários canais de venda fora da base de clientes tradicional da DTG2Go», explica. Atualmente, a DTG2Go opera uma rede de unidades industriais em Miami, Clearwater (Florida), Reno (Nevada), Storm Lake (Iowa) e Fayetteville (Carolina do Norte). A empresa subsidiária da Delta Apparel exporta para mais de 100 países de todo o mundo.

4Tangcell: a nova viscose obtida a partir de algodão reciclado

A produtora de viscose Tangshan Sanyou conseguiu produzir uma fibra descontínua de viscose, proveniente em 50% de algodão reciclado de têxteis pós-consumo. O objetivo é que a inovação ajude a indústria a deixar de recorrer a florestas virgens, campos de cultivo de algodão ou à indústria petrolífera para produzir matérias-primas. A nova fibra reciclada chama-se Tangcell e é proveniente de algodão reciclado fornecido pela empresa sueca Re:newcell. Os restantes 50% são obtidos a partir de pasta de madeira, com certificação da Forest Stewardship Council e auditada pela CanopyStyle. «A introdução da nova fibra, fabricada com 50% de algodão reciclado, representa um passo importante em frente da indústria têxtil e vestuário», garante Nicole Rycroft, fundadora e diretora executiva da associação sem fins lucrativos Canopy, que trabalha com 198 marcas de vestuário internacionais e retalhistas para proteger as florestas. Todos os anos, cerca de 20 milhões de toneladas de têxteis em algodão e 6,5 milhões de toneladas de têxteis em viscose são consumidos mundialmente e convertidos em peças de vestuário, têxteis-lar e artigos de higiene pessoal. «Esta descoberta prova que não precisamos de recorrer a florestas virgens, campos de cultivo de algodão ou à industria petrolífera para produzir matérias-primas de alta qualidade para a indústria da moda», considera Mattias Jonsson, CEO da Re:newcell. «Juntas, a Tangshan Sanyou e a Re:newcell criaram aquilo que a indústria da moda precisa para realizar a transição rumo à sustentabilidade. Trata-se de uma matéria-prima amiga do ambiente, de reduzido impacto ambiental e verdadeiramente circular. Vamos trabalhar conjuntamente com a Tangshan Sanyou para apostar neste produto e introduzir milhares de toneladas de materiais reciclados no mercado», afirma.

5FMI alerta para as consequências das tensões comerciais

As tensões comerciais e as incertezas relacionadas com as mesmas estão a afetar o investimento e o crescimento mundial, especialmente em sectores integrados na cadeia de aprovisionamento mundial, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI). O relatório anual sobre o sector externo do organismo mostra que, mundialmente, os excedentes orçamentais atingiram 3% do PIB mundial em 2018. O estudo sugere que entre 35% a 45% dos excedentes orçamentais e do défice foram considerados excessivos em 2018. No entanto, o relatório mostra que as tensões comerciais, para já, não afetaram significativamente os equilíbrios orçamentais, já que as trocas comerciais foram redirecionadas para países sem taxas ou com tarifas mais reduzidas. Em vez disso, as tensões comerciais e as incertezas estão a pesar no crescimento e no investimento global. Apesar da redução dos desequilíbrios orçamentais mundiais, os desequilíbrios no stock continuam a aumentar. Os desequilíbrios no inventário dos países atingiram valores históricos e são quatro vezes mais elevados do que no início de 1990, refere o FMI. Além disso, a divida externa bruta dos governos e das empresas subiu em algumas economias, nos últimos anos. Segundo o FMI, a intensificação das tensões comerciais e geopolíticas, com repercussões negativas no crescimento mundial poderá afetar as economias que são altamente dependentes da procura externa ou de financiamento externo. A médio prazo, na ausência de políticas corretivas que reduzam os desequilíbrios, as tensões comerciais poderão enraizar-se. Além disso, um aumento das dívidas externas em certos países poderá despoletar a necessidade de proceder a ajustes dispendiosos, que poderão alastrar-se ao resto do mundo. «É imperativo que todos os países evitem medidas que perturbem as trocas comerciais. As políticas comerciais recentemente tomadas estão a afetar o fluxo comercial, o investimento e o crescimento mundial, afetando inclusivamente a confiança e mesmo a cadeia de aprovisionamento mundial, sem um impacto discernível nos desequilíbrios financeiros, para já», avisa o FMI.

6Elon Musk perto de ligar cérebros à internet

A Neuralink, empresa criada pelo fundador da Tesla, Elon Musk, em 2017, saiu da sombra e revelou novos passos na conceção de um sensor que pode ler a mente dos utilizadores. Num evento na California Academy of Sciences, em São Francisco, nos EUA, Elon Musk mostrou a tecnologia, que inclui pequenos fios que são implantados cirurgicamente no crânio do utilizador, chegando ao cérebro. A intenção é que os implantes, feitos através de um robô «semelhante a uma máquina de costura» e cujos fios vão medir o correspondente a um quarto do diâmetro de um fio de cabelo, recolham informações e as transmitam para um chip recetor colocado na superfície do crânio. O recetor, por sua vez, passará a comunicar, via bluetooth, com um sensor no exterior, colocado atrás da orelha e alimentado por uma bateria. Este dispositivo poderá permitir aos utilizadores controlar virtualmente qualquer dispositivo apenas com a mente, de smartphones a televisões, até veículos elétricos, através de uma ligação sem fios. Contudo, atualmente, não se sabe se o dispositivo funcionará em humanos. A Neuralink testou o dispositivo, com sucesso em ratos e macacos. A empresa espera dar início a testes clínicos em humanos no próximo ano, já que a tecnologia pretende, igualmente, contribuir para a melhoria da qualidade de vida de pessoas com algum tipo de deficiência motora, nomeadamente amputados. «Isto vai soar um pouco estranho, mas, na verdade, vamos atingir a simbiose com a inteligência artificial. Isto não é algo obrigatório. É algo que podemos escolher se queremos. Isto é algo que acho que vai ser muito importante para os cidadãos», afirmou Elon Musk.