Início Breves

Breves

  1. Universidade do Minho instala-se em Famalicão
  2. Boris Johnson abre portas ao Brexit sem acordo
  3. Consumidores preocupados com o ambiente
  4. Levi’s lança plataforma de customização
  5. Norte-americanos abraçam tecnologias no retalho
  6. Under Armour melhora ajustes com avatares 3D

1Universidade do Minho instala-se em Famalicão

A academia minhota vai criar um laboratório de formação, investigação e conhecimento na área da Biologia Alimentar, em Vila Nova de Famalicão. A estrutura ficará instalada no edifício da Didáxis, em Vale S. Cosme. A criação deste laboratório será o resultado mais imediato de um protocolo de cooperação entre a Universidade do Minho (UM) e o município de Vila Nova de Famalicão, que foi aprovado, esta segunda-feira, em reunião do executivo municipal. Até ao final do ano, cerca de 30 investigadores da UM estarão a trabalhar em Famalicão, mas o objetivo é expandir o laboratório e alargá-lo a outras áreas. Para além dos laboratórios de investigação, o espaço terá ainda um conjunto de salas para formação e uma incubadora. Os sectores a privilegiar, no âmbito alimentar, são as carnes, as bolachas e produtos relacionados e os lacticínios, áreas identificadas como sendo de referência para o município. Para o presidente da câmara municipal, Paulo Cunha, o espaço representa uma «mais valia para o concelho», pois «vem acrescentar uma nova resposta ao nível do ensino e da investigação». Além da Universidade do Minho, o edifício acolherá, a partir de setembro, um polo do Instituto Politécnico de Cávado e do Ave, que se vai juntar ao polo do Instituto Politécnico de Bragança, com oferta de Cursos Técnicos Superiores Profissionais em várias áreas.

2Boris Johnson abre portas ao Brexit sem acordo

A nomeação de Boris Johnson como primeiro-ministro do Reino Unido aumentou o risco do país sair da União Europeia (UE) sem acordo. Boris Johnson, sucessor de Theresa May na liderança do Partido Conservador, foi uma das maiores figuras da campanha de saída do Reino Unido da UE em 2016. O novo primeiro-ministro britânico tornou claro que pretende que a saída da UE aconteça até 31 de outubro, com ou sem acordo. «Apesar de Boris Johnson ter admitido que pretende negociar uma saída com acordo até essa data [31 de outubro], também admitiu que estaria preparado para uma saída sem acordo, caso não seja possível chegar a um entendimento até ao final de outubro. Acreditamos que um Brexit sem acordo teria efeitos negativos significativos no Reino Unido», afirmam analistas da Moody’s Investors Service. Os analistas referem ainda que um acordo parece, agora, menos provável, ainda que não haja um apoio maioritário parlamentar a uma saída sem acordo. A expetativa do Reino Unido, até ao momento, foi de que o entendimento preserve muitas das características dos atuais acordos comerciais. «Parece agora pouco provável que seja possível unir esforços», admitem os analistas, acrescentando que não há nenhuma opção alternativa em cima da mesa. O Reino Unido tem agora até 31 de outubro para retificar o acordo ou (na ausência de outra extensão de prazo) sairá da UE sem acordo. Os analistas da Moody’s recordam que as férias parlamentares no Reino Unido decorrem de 25 de julho a 1 de setembro, restando ao parlamento dois meses até à data definida. Thomas Brereton, analista de retalho da GlobalData, aponta que vários retalhistas – especialmente de supermercados – já expressaram as suas preocupações relativamente a outubro e estão ansiosos com o potencial aumento da pressão sobre as cadeias de aprovisionamento e nos stocks, já que o período coincide com o Halloween e a preparação do Natal.

3Consumidores preocupados com o ambiente

As crescentes preocupações com questões ambientais estão a ter um papel essencial nas decisões de compra dos consumidores em relação a artigos de vestuário, indica um novo estudo, com a transparência acerca do uso de fibras naturais a tornar-se cada vez mais importante para retalhistas e marcas de vestuário. As conclusões, reveladas pela Cotton USA decorrem de um estudo solicitado pelo Cotton Council International e conduzido pela Harris Insights & Analytics. A pesquisa mostra que 86% dos consumidores de vários países de todo o mundo estão a ter em conta aspetos sustentáveis e o impacto que as suas decisões têm no ambiente em vários momentos do seu quotidiano – com 57% dos inquiridos a admitirem que, no último ano, tiveram mais em conta questões sustentáveis. Ainda que estes resultados provem que as questões ecológicas preocupam mais consumidores nas compras de alimentação, eletrodomésticos e automóveis, 61% dos inquiridos admitem que têm em conta questões ecológicas quando compram artigos de vestuário. Neste âmbito, quase dois terços dos inquiridos garantem que se esforçam para encontrar vestuário etiquetado como “amigo do ambiente”. Além disso, quando questionados sobre as razões que os preocupam em termos de sustentabilidade, 38% dos consumidores afirmam que apoiar marcas e retalhistas que estão a ter um impacto positivo no ambiente é fundamental. A este fator segue-se a necessidade de tomar uma posição contra as marcas e retalhistas que não tratam os trabalhadores de forma justa (35%) e os que não mostram ter práticas sustentáveis nos seus processos produtivos (33%). «É imperativo que as marcas e retalhistas globais da atualidade estabeleçam e mantenham uma imagem forte de sustentabilidade e sejam transparentes com os consumidores acerca das medidas que estão a levar a cabo», alerta Stephanie Thiers-Ratcliffe, diretora de marcas e retalhistas europeias na Cotton USA. Olhando especificamente para o algodão, uma «vasta maioria» dos consumidores de todo o mundo (83%) acredita que a matéria-prima é segura para o meio-ambiente, com o algodão dos EUA a ser considerado uma escolha amiga do ambiente (69%). O estudo tem como base 7.635 entrevistas realizadas nos EUA, Reino Unido, Índia, Alemanha, Itália, México e China, com pelo menos mil entrevistas por país.

4Levi’s lança plataforma de customização

A gigante dos jeans introduziu uma nova plataforma online de customização. Através da plataforma, os consumidores podem personalizar os jeans com detalhes únicos. A tecnologia foi desenvolvida através da sua iniciativa Project FLX, que digitaliza o design e os acabamentos em denim. A plataforma Future Finish, que atualmente apenas está disponível nos EUA, permite aos consumidores selecionar um par de jeans da Levi Strauss – modelos 501 Original e 502 Taper para homem ou 501 Short e 721 Skinny para mulher – e escolher entre as lavagens mais claras ou mais escuras, selecionar entre três diferentes tonalidades, seis padrões e adicionar pormenores como rasgões. Os consumidores também podem escolher entre seis diferentes cores para a etiqueta, possibilitando a criação de 3.400 modelos diferentes. Com a encomenda pronta, esta é enviada para a unidade da Levi Strauss em Nevada, onde os jeans são acabados – com menos químicos do que nos métodos tradicionais e com 100% água reciclada – para depois serem envidados com uma embalagem visivelmente especial. «Há décadas que os fãs da Levi’s têm vindo a customizar os nossos jeans», afirma Jennifer Sey, diretora de comunicação da Levi Strauss & Co. «Eles sentam-se em banheiras para diminuir o seu tamanho, colocam-lhes remendos, … Agora, com a Future Finish, estamos a tornar mais fácil criar um par de jeans customizado, que certamente será a peça de vestuário preferida de cada consumidor», destaca.

5Norte-americanos abraçam tecnologias no retalho

Os consumidores do EUA estão a abraçar o uso de tecnologia no retalho para melhorar a sua experiência de compra, incluindo inovações como provadores inteligentes, a Realidade Aumentada ou ajustes virtuais, segundo o relatório trimestral Consumer View, realizado pela National Retail Federation (NRF). O estudo mostra que 63% dos consumidores admitem que as tecnologias e as inovações no retalho melhoraram a sua experiência de compras em dispositivos móveis, enquanto 66% afirmam que a melhoria aconteceu nas lojas físicas e 80% online. «A tecnologia tornou-se parte do nosso dia-a-dia e os consumidores estão abertos a adotar novas ferramentas que tornam as compras mais fáceis», acredita Mark Mathews, vice-presidente da NRF para a investigação e análise da indústria. «Os retalhistas sabem isto e estão a abraçar investimentos em tecnologias que melhoram o serviço aos consumidores e a experiência dos consumidores, seja online, em loja ou em dispositivos móveis», acrescenta. Há várias formas de os retalhistas simplificarem o caminho que o consumidor tem que percorrer até à compra, aponta o relatório. Os consumidores estão interessados em tecnologias que mostram se o produto está disponível em stock (55%), que os ajudem a comparar preços ou a ler críticas (49%), e tornem mais fácil encontrar um produto ou a sua localização (47%) ou mesmo experimentar um artigo antes de o comprar (38%). «Os consumidores estão muito interessados em soluções que retiram a parte da incerteza do ato de compra. A capacidade de ir de encontro a estas necessidades já está a moldar as decisões de compra dos consumidores», concluem os autores do relatório.

6Under Armour melhora ajustes com avatares 3D

A gigante desportiva norte-americana uniu-se à Alvanon para digitalizar os formatos dos seus ajustes e criar uma série de avatares digitais em 3D, com tamanhos dos 0 aos 5XL de homem. Os novos avatares replicam os seus ajustes exclusivos e representam o espectro completo de corpos de mulheres, homens e crianças – e está a ajudar a Under Armour a criar melhores produtos, através de melhorias nas dimensões e na uniformização. Muitas empresas, incluindo a Under Armour, têm vindo a apostar na tecnologia 3D para reduzir significativamente o tempo e o custo de design e desenvolvimento dos produtos, assim como minimizar o número de amostras. Contudo, «quando se adapta os produtos à escala de tamanhos, nem sempre se segue uma equação matemática de classificação tradicional», explica Jami Dunbar, vice-presidente para o desenvolvimento de vestuário e acessórios e operações de cadeia de aprovisionamento da Under Armour. A empresa norte-americana trabalhou com a Alvanon para compreender e definir essas matizes e incorporá-las nos avatares. «Uma das coisas que trabalhar com volumes nos permitiu fazer foi considerar diferentes tipos de formatos de corpos. Agora podemos apostar no 3D com mais facilidade», revela Jami Dunbar. Tracy Rickert, consultor sénior na Alvanon, afirma que «os consumidores de hoje em dia esperam que o vestuário se ajuste e lhes assente bem, seja em que tamanho for. É aí que o 3D pode ajudar».