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  1. ModaLisboa muda-se para o Campo de Santa Clara
  2. Primeira metade do ano positiva para a Next
  3. China multiplica produção de poliéster
  4. Gap celebra meio século com denim
  5. Norte-americanos gastam menos em vestuário
  6. Lojas físicas favorecem cliques

1ModaLisboa muda-se para o Campo de Santa Clara

A 53.ª edição da ModaLisboa, sob o leitmotiv Collective, irá decorrer nas Antigas Oficinas Gerais de Fardamento e Equipamento, no Campo de Santa Clara, de 10 a 13 de outubro. O evento, que é uma co-organização da Associação ModaLisboa com a Câmara Municipal de Lisboa, teve lugar, nas últimas edições, no Pavilhão Carlos Lopes. Em comunicado, a Associação ModaLisboa afirma que «habitamos, hoje, um lugar em que só o espírito de corpo nos pode levar mais longe. Cada um em função do outro, cada outro em função de um bem maior. Collective é um todo maior que a soma das suas partes, é um esforço coletivo que avança com alicerces na individualidade de cada criativo e que forma uma só força, uma só voz. Uma voz mais alta».

2Primeira metade do ano positiva para a Next

Dadas as dificuldades que se fazem sentir na high street do Reino Unido, os resultados da Next estão entre os mais aguardados. A gigante do retalho trouxe boas notícias, com a revelação da sua performance no segundo trimestre e da primeira metade do ano. As vendas a preço total registaram uma subida de 4% em relação ao ano passado, acima do esperado, originando um aumento de 3,8% na primeira metade do ano. Deste modo, a retalhista melhorou as suas perspetivas anuais de crescimento das vendas e dos lucros. Porém, nem tudo foi positivo. As vendas a retalho no segundo trimestre, até 27 de julho, foram um ponto negativo, com uma baixa de 4,2%, depois de uma queda de 3,6% no primeiro trimestre, resultando numa descida de 3,9% na primeira metade do ano. As boas notícias surgem no comércio eletrónico, com as vendas online a subirem 12% no segundo trimestre, acima da subida de 11,8% no trimestre anterior, ou seja, um total de crescimento no primeiro semestre de 11,9%. «No seguimento de uma performance nas vendas mais positiva do que a antecipada no segundo trimestre, vamos aumentar a nossa perspetiva de crescimento das vendas a preço total para a segunda metade do ano de 1,7% para 3%, em linha com o aumento registado nas vendas a preço total em maio e junho», explica a empresa. A estimativa é que os lucros anuais cresçam 0,3% para 725 milhões de libras (cerca de 793 milhões de euros).

3China multiplica produção de poliéster

O país asiático deverá triplicar a sua capacidade produtiva do químico p-Xileno, usado na produção de poliéster, até 2025, com o objetivo de pôr fim a uma grande lacuna nas importações, revela Fu Xiangsheng, vice-presidente da Federação Chinesa da Indústria do Petróleo e Química. O responsável refere que a China terá a capacidade de produzir 44 milhões de toneladas por ano de p-Xileno até 2025, em comparação com as 13,8 milhões de toneladas de 2018. O país é o maior produtor e consumidor do mundo de p-Xileno e de poliéster, essencial para a indústria têxtil nacional. Até ao momento, a indústria chinesa tem importado cerca de metade do p-Xileno que necessita. O produto químico, fabricado em refinarias de petróleo, chega à China proveniente de locais como a Coreia do Sul, Japão, Índia e Médio Oriente. «Até 2025, a produção doméstica de p-Xileno e a procura do mesmo irão atingir quase um ponto de equilíbrio», assegura Fu Xiangsheng. Estão atualmente a ser construídas 11 novas unidades produtivas e mais seis encontram-se planeadas, com uma capacidade de produção total de 31,4 milhões de toneladas.

4Gap celebra meio século com denim

A retalhista norte-americana celebra este ano 50 primaveras e irá regressar às origens, no outono, apostando no denim. Recentemente, lançou uma campanha nas redes sociais, batizada It’s Our Denim Now, que olh para o denim «através de lentes modernas», contando com «estilos e ajustes para todas as dimensões da geração de hoje», adianta a Gap. A 20 de agosto irá adicionalmente lançar uma coleção cápsula denominada “Denim through Decades”. A retalhista de moda permanece «na vanguarda do progresso e da inclusão… [continuamos] a celebrar a inclusão e a trabalhar com talentos criativos para retratar isto através de uma campanha de marketing integrada», afirma. O vídeo da campanha It’s Our Denim Now foi dirigido por Fleur Fortuné e tem como banda sonora a canção Move Together de Ndidi O. A letra da música inclui a frase “se formos juntos, podemos chegar lá mais rapidamente”. «Esta música é um hino à união, referindo-se à longa história de uma marca que pôs fim a lacunas e uniu pessoas, mesmo em tempos de divisão, enquanto também inspira a geração atual a criar o seu próprio caminho, em conjunto», explica a Gap. As imagens da campanha, fotografadas por Tyler Mitchell, retratam manequins em várias gamas de modelos e tamanhos. Segundo a Gap, a coleção cápsula de edição limitada inclui «modelos icónicos dos anos 70, 80 e 90, melhorados com detalhes modernos». «Este outono será importante para a Gap, já que celebramos o nosso 50º aniversário e uma nova era para a marca. A It’s Our Denim Now é a nossa primeira grande campanha com a qual quisemos fazer uma afirmação impactante e celebrar a história da Gap como líder, enquanto cimentamos o nosso futuro como uma marca para todas as gerações. Isto é só o início do que está para vir», assegura a diretora de marketing da Gap, Alegra O’Hare.

5Norte-americanos gastam menos em vestuário

Nos EUA, os gastos dos consumidores em vestuário e calçado caíram 0,25% para 409,9 milhões de dólares (aproximadamente 370 milhões de euros) em junho, depois de três meses consecutivos de aumento, anunciou o Bureau of Economic Analysis (BEA). A quebra reflete a descida anual de 1,6% no número de lojas de vestuário e acessórios, valores revelados pelo Departamento do Comércio dos EUA, ainda que as vendas no sector tenham crescido 0,5% em relação ao mês anterior. O relatório anual do BEA mostra que, de modo geral, as despesas de consumo pessoal (PCE) aumentaram 0,3%, ou seja, 41 mil milhões de dólares, em junho. O valor real de crescimento das PCE, ajustado à inflação, foi de 0,2%. O índice de preços PCE subiu 0,1%, enquanto o índice geral, excluindo alimentação e energia, incrementou 0,2%. O aumento real de 21,4 mil milhões de dólares nas PCE em junho reflete um crescimento de 19,5 mil milhões de dólares nos gastos com bens de consumo não duráveis e uma subida no gasto em serviços de 4,6 mil milhões de dólares, que foi parcialmente anulado por um declínio de 1,5 mil milhões de dólares nos gastos com bens duráveis. Estes valores estão de certa forma em linha com o aumento de 0,6% nas vendas a retalho em junho. «São resultados impressionantes que mostram que os cidadãos permanecem envolvidos e que os gastos dos consumidores deram um impulso à economia no segundo trimestre», resume Jack Kleinhenz, economista sénior na National Retail Federation.

6Lojas físicas favorecem cliques

Embora o comércio eletrónico domine as tendências de retalho, as lojas físicas têm uma verdadeira influência nos padrões de compra dos consumidores. Na verdade, os consumidores que fazem as suas compras nas lojas físicas são fortemente coagidos a realizar compras online das mesmas marcas e retalhistas que visitam pessoalmente, revela um estudo do International Council of Shopping Centers (ICSC), que detalha um padrão comportamental de compra designado como “efeito halo”. Os inquiridos admitem ter realizado uma média de 1,3 compras ou online ou em loja após um período relativamente curto (15 dias) de terem realizado uma compra ou online ou em loja da mesma marca. Além disso, quando uma marca abre uma nova loja, o seu tráfego online cresce cerca de 37%, aumentando a quota de tráfego online dentro do seu mercado em cerca de 27%. Tanto as marcas emergentes como as estabelecidas beneficiam da abertura de lojas físicas no mundo digital. Das marcas que o ICSC inquiriu no seu relatório “Halo Effect: How Bricks Impact Clicks”, cerca de um terço (32%) de marcas emergentes ou retalhistas registou um aumento nas visitas ao seu site depois de abrir um novo espaço, enquanto quase de um quarto (27%) das retalhistas e marcas mais antigas também observou o aumento no tráfego do seu website. A relação entre os mundos online e físico reflete-se em marcas de todos os sectores. Cerca de um quarto das marcas de vestuário (26%) conheceu um aumento nas visitas ao seu website depois de abrir uma loja, enquanto a mesma percentagem de marcas que não é do sector do vestuário admitiu o mesmo. A maioria (80%) dos retalhistas e das marcas de várias categorias reconhece que a inauguração das lojas faz com que os consumidores realizem mais compras online. Sem surpresas, encerrar lojas tem um efeito negativo no mundo digital. No sector do vestuário, as visitas aos sites diminuem em média 9,5% num dado mercado caso uma marca ou retalhista feche uma loja. «Temos que olhar para estas ligações e também compreender os efeitos negativos no negócio digital se um retalhista fechar a sua loja num mercado específico», afirma Michael Brown, sócio da A.T. Kearney’s.