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  1. Franceses mais confiantes
  2. La Perla já tem diretor criativo
  3. Retalho japonês em queda
  4. Under Armour soma e segue
  5. Suécia testa empréstimo de roupa
  6. Britânicos procuram negócios online

1Franceses mais confiantes

A confiança dos consumidores franceses subiu em janeiro, graças a uma menor preocupação com o desemprego e maior confiança na altura de comprar artigos com preços mais elevados. O instituto nacional de estatística do país, o Insee, indicou que o índice de confiança dos consumidores subiu para 97 em janeiro, em comparação com 96 em dezembro. Os consumidores inquiridos em janeiro afirmaram estar mais propensos a comprar artigos cujo preço é mais elevado, com o índice de intenção de grandes compras a subir para -6 em comparação com -14 em dezembro e novembro. As preocupações com o desemprego também diminuíram em janeiro, com os receios de desemprego a descerem para 34, em comparação com 45 em dezembro. O Insee prevê que o consumo aumente 0,4% no primeiro trimestre, o que deverá ajudar ao aumento do PIB para 0,4% em comparação com 0,2% no quarto trimestre do ano passado. As expectativas em relação ao padrão de vida nos próximos 12 meses melhoraram, com o índice a subir de -29 para -25.

2La Perla já tem diretor criativo

A marca de lingerie La Perla contratou o seu primeiro diretor criativo de sempre, com o brasileiro Pedro Lourenço a assumir o leme da criação de lingerie, roupa de dormir, loungewear e acessórios para homem e senhora. O novo diretor criativo será ainda o responsável da coleção Atelier apresentada na Semana de Alta-Costura. A primeira coleção de senhora, contudo, será revelada numa apresentação durante a Semana de Moda de Milão, que acontece no final deste mês. O designer, que irá manter a sua marca epónima, revelou que «sempre admirei a La Perla. Sou fascinado pelos primeiros tempos da marca: um pequeno atelier focado em corpetes feitos com os padrões mais altos e desenhados para realçar a beleza da mulher. A fundadora, Ada Masotti, uma mulher visionária, estava atenta ao facto da moda estar constantemente a sofrer revoluções e a lingerie ter de mudar com ela. No seu universo, a modernidade andava a par da feminilidade e a funcionalidade não se opõe à criatividade. Ela mudou a forma como o mundo pensa em lingerie. Estou maravilhado com a filosofia que ela criou e quero trazê-la de volta». Já o presidente do conselho de administração da La Perla, Silvio Scaglia, considera que «o talento, o estilo e a maturidade criativa de Pedro Lourenço são as razões da nossa escolha. A sua abordagem e estilo comunicam os nossos valores e refletem o caminho tomado pela marca nos últimos dois anos. A excelência da alfaiataria e a sensibilidade para o corpo feminino combinados com uma busca pela inovação são os pilares da La Perla e correspondem às capacidades e ao talento deste jovem designer». A La Perla, que tem 215 lojas em todo o mundo, espera encerrar o atual ano fiscal com um crescimento de 30% do volume de negócios, em comparação com os 112 milhões de euros do ano fiscal anterior.

3Retalho japonês em queda

As vendas a retalho no Japão caíram 1,1% em termos anuais em dezembro de 2015, devido à baixa procura por vestuário de inverno, combustíveis e novos automóveis. Os mais recentes dados do Ministério do Comércio apontam para vendas a retalho no valor de 13,4 biliões de ienes (cerca de 101,3 mil milhões de euros), uma queda pelo segundo mês consecutivo e a uma taxa mais rápida do que o esperado. A queda nas vendas de combustível e automóveis foi parcialmente compensada por um aumento das vendas em têxteis, vestuário e artigos pessoais, que cresceram 3,9%, assim como por bebidas e produtos alimentares, que subiram 3,2%. Por formatos de retalho, as vendas em grandes armazéns e supermercados aumentaram 0,9%, enquanto as vendas nas lojas de conveniência subiram 5,1%. Junichi Makino, economista-chefe na SMBC Nikko Securities, disse à Reuters que a retoma no consumo é modesta, apesar da melhoria dos rendimentos, com as famílias a manterem “o cinto apertado” devido ao aumento dos preços dos bens alimentares. A economia do Japão tem estado em recuperação, mas o progresso tem sido lento já que o reduzido crescimento dos salários tem pesado sobre o consumo privado e familiar. Para o ano completo de 2015, as vendas a retalho no Japão desceram 0,4%.

4Under Armour soma e segue

As ações da Under Armour tiveram o maior crescimento nos últimos dois anos depois do aumento das vendas de calçado terem impulsionado os ganhos do quarto trimestre, aliviando os receios de que o crescimento da empresa estava a abrandar. As ações subiram 21%, para 82,90 dólares (cerca de 76 euros) no dia 28 de janeiro, o maior ganho diário desde janeiro de 2014. Os lucros aumentaram para 0,48 dólares por ação no período, acima dos 0,46 dólares estimados pelos analistas, segundo a Bloomberg. As vendas cresceram para 1,17 mil milhões de dólares, ultrapassando as expectativas dos analistas de 1,12 mil milhões de dólares. A empresa, que começou com vestuário para futebol, também reviu em alta as previsões para 2016. Os resultados ajudaram a acalmar os investidores, que estavam preocupados que o inverno quente e o abrandamento das vendas no segmento feminino pudessem travar o crescimento. No início de janeiro, a Morgan Stanley cortou o rating das ações da Under Armour para o equivalente a “vender”, afirmando que a marca estava a perder quota de mercado, especialmente entre as mulheres. Apesar das temperaturas anormalmente altas no inverno, que prejudicaram os resultados de outras empresas, as vendas de vestuário da Under Armour subiram 22%, para 864,8 milhões de dólares. Um resultado em linha com a taxa de crescimento da categoria para o ano. A empresa vendeu igualmente muito calçado, graças em grande parte ao sucesso dos ténis de basquetebol ligados a Stephen Curry, atualmente o jogador mais valioso da NBA. As vendas de calçado subiram cerca de 95%, para 166,9 milhões de dólares no último trimestre e 57% no total anual. A empresa antecipa a continuação do crescimento, prevendo um aumento de 25% no volume de negócios este ano, para 4,95 mil milhões de dólares.

5Suécia testa empréstimo de roupa

Para reduzir os desperdícios, os cidadãos suecos estão agora a partilhar vestuário. O projeto ShareWear centra-se numa coleção de moda criada em colaboração com algumas das principais marcas suecas, incluindo Filippa K, Hope e Weekday. As roupas estão disponíveis para empréstimo para qualquer pessoa, desde que se comprometa a partilhá-las em seguida. Além disso, «encorajamos toda a gente a contribuir para o movimento ShareWear», pode ler-se no website do projeto. «Deixe que os seus amigos saibam que podem pedir as suas roupas emprestadas. Tire uma foto do artigo que deseja partilhar, faça o upload para o Instagram e coloque a etiqueta #sharewear». Assim que a foto é publicada, qualquer pessoa pode pedi-la emprestada, ficando a logística a cargo de um acordo entre quem empresta e quem pede emprestado. Depois de uma semana, é responsabilidade de quem pediu emprestado lavar a peça de roupa e colocá-la de novo para empréstimo. O projeto tem como promotores o instituto de promoção do turismo e o The Swedish Institute, uma agência pública que promove a Suécia em todo o mundo. O ShareWear faz parte do programa Democreativity, que afirma ser um «convite aberto para explorar o potencial da criatividade». Embora seja, em grande parte, uma ação de relações públicas para promover a imagem da Suécia, tem tido a adesão das pessoas e alguns artigos estão mesmo a ser enviados para o estrangeiro. «Milhões de toneladas de têxteis são deitados ao lixo todos os anos», indica o site do ShareWear. «Em vez de deitar fora as suas roupas quando já não as quer, pode dar-lhes a possibilidade de se apaixonarem por alguém novo». O objetivo é que as roupas «passem de pessoa para pessoa até que estejam completamente gastas».

6Britânicos procuram negócios online

Os consumidores britânicos vão cada vez mais à Internet para encontrar bons negócios, com muitos a fazer showrooming – a irem ver os artigos às lojas – para encontrarem melhores negócios noutros locais. Segundo uma pesquisa da gigante de redes móveis EE, 41% dos consumidores usam telemóveis para encontrarem o melhor negócio quanto estão às compras na high street. 74% afirma que prefere procurar artigos online em vez de numa loja física, enquanto 79% afirma que procura negócios online antes de comprar o que quer que seja. Os consumidores em Londres e Newcastle são os que mais fazem showrooming, com 47% dos consumidores nestas cidades a admitir que usou o telemóvel para o fazer enquanto estava fora de casa. Manchester, York e Birmingham completam o top 5. Já os consumidores em Norwich, Belfast e Bristol são os que menos fazem showrooming. Jeremy Spencer, diretor de produtos corporativos da EE, afirma que «a prática de showrooming não vai desaparecer. É compreensível que a ameaça do showrooming esteja na mente dos retalhistas, sobretudo em épocas de compras importantes como o Natal». Mas esta ameaça pode tornar-se numa vantagem. «Os retalhistas têm uma oportunidade significativa para envolver e reter os consumidores que fazem showrooming», afirma Spencer. «Encorajar os consumidores a procurarem informação adicional sobre os produtos em loja usando Wi-Fi grátis, oferecer uma aplicação com programas de fidelização e, como indica a nossa pesquisa, oferecer os mesmos preços encontrados online pode não só evitar o showrooming a curto prazo mas ajudar os consumidores a voltar», sublinha. O estudo mostra ainda que a Amazon é a aplicação mais popular entre os consumidores, seguida do eBay e da Tesco.