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Breves

  1. Olicargo mais próxima dos clientes
  2. Brexit sem acordo pode custar mil milhões ao sector da moda
  3. Prémio da H&M de olho em inovações circulares
  4. Indústria de moda italiana espera paragem em 2019
  5. Indorama Ventures compra produtora de poliéster Sinterama
  6. Athleisure vai dominar vestuário nos próximos cinco anos

1Olicargo mais próxima dos clientes

A transportadora, que opera em 190 países, garante estar atenta «à evolução do mercado, necessidades e exigências dos nossos clientes» e, por isso, decidiu apostar na criação de um contacto para usar especificamente no WhatsApp, de forma a ficar mais próxima dos clientes. «Cada vez mais os nossos clientes utilizam a plataforma WhatsApp na vertente profissional, seja no âmbito de pedidos de informação, cotações ou conversações de negociação. Revela-se cada vez mais um canal simples, rápido e eficaz de comunicação e interação», justifica a empresa em comunicado.

2Brexit sem acordo pode custar mil milhões ao sector da moda

O British Fashion Council (BFC, na sigla original) alertou para o facto de o Brexit sem acordo poder custar entre 850 e 900 milhões de libras (940 a 995 milhões de euros), se tiver de negociar segundo as normas da Organização Mundial do Comércio (OMC). Estes cálculos baseiam-se nos dados de exportação referentes a 2018 e preveem que o controlo mais restrito do transporte internacional possa também afetar a indústria da moda britânica. O primeiro-ministro, Boris Johnson, tornou clara a sua preferência para que o Reino Unido abandone a União Europeia até 31 de outubro, independentemente do acordo de retirada estar em vigor ou não. No entanto, o BFC aponta ao governo a urgência de procurar uma solução com a União Europeia que garanta o crescimento saudável e estável da indústria da moda, ao mesmo tempo que permita o acesso ao investimento para estimular a contínua competitividade internacional dos designers britânicos, através de acordos comerciais, acesso a financiamento, liberdade de circulação de talento e apoio à promoção, e apresente todos os possíveis cenários de atuação e respetivas consequências sobre a indústria da moda, revelando as melhores soluções para enfrentar o desafios comerciais. A indústria da moda representa 32 mil milhões de libras do PIB do Reino Unido e emprega mais de 890 mil trabalhadores. A transição para as regras da OMC suscita um conjunto de preocupações, que incluem a avaliação do impacto das tarifas e a incerteza relativamente a quem sofre com os custos adicionais – se as empresas ou os consumidores finais. Outras questões envolvem o impacto na logística, já que as empresas de transportes não conseguem preparar-se adequadamente até que se tornem claras as regras sobre as importações e exportações. Também no que diz respeito às amostras, o processo ainda não foi esclarecido, sabendo-se apenas que as tarifas e o contribuinte lhes será aplicado. O BFC também coloca em causa as dúvidas relativas à imigração: o governo recomenda que o nível dois do visto de trabalho tenha um mínimo salarial de 30.000 libras – postos qualificados na indústria da moda recebem normalmente abaixo deste valor. Simultaneamente, a lista de ocupação escassa – um recurso que contém todos os empregos disponíveis que o mercado nacional não consegue preencher anualmente – não cobre quaisquer funções exigidas pela indústria de moda de alta qualidade. O BFC quer que o limite salarial e a lista de ocupação em falta sejam revistos com urgência.

3Prémio da H&M de olho em inovações circulares

A Fundação sem fins lucrativos da H&M está à procura de ideias de design com um conceito circular e ideias digitais que liguem os pontos ao longo da cadeia de valor da moda para a abertura da 5.ª ronda do seu prémio anual Global Change Award. Atraindo mais de 14 mil entidades de 182 países desde 2015, o prémio de inovação circular oferece financiamento e uma formação de um ano aos criadores de soluções para desencadear uma mudança no sentido da indústria da moda circular, protegendo o planeta e as condições de vida. «Este ano, procuramos inovações dentro de três temas: ideias que colocam o consumidor no centro, ideias digitais que interliguem os pontos ao longo da cadeia de valor da moda, e ideias de design com um conceito circular – desde o vestuário às embalagens em que são enviadas as roupas. O denominador comum é a oportunidade urgente que os temas fornecem à moda para operar dentro das barreiras planetárias», revela Erik Bang, líder de inovação da Fundação H&M. Os vencedores deverão ter o potencial de tornar a moda circular e escalonável. Outros critérios prendem-se com a novidade e os conceitos de economicamente sustentável e de compromisso em fazer a diferença por parte da equipa de inovação. Para além da subvenção de 1 milhão de euros, os cinco vencedores irão embarcar num programa acelerador de inovação, com a duração de um ano, que os levará a Estocolmo, Nova Iorque e Hong Kong. Na Fundação H&M, a Accenture e a KTH Royal Institute of Technology darão apoio aos vencedores para impulsionar as suas ideias, elevando-as à escala e à expansão no mercado o mais rapidamente possível, para maximizar o impacto na indústria. «No seu quinto ano, o Global Change Award provou ser um excelente ponto de partida para os inovadores no sentido de entrarem na indústria de moda e transformá-la a partir do interior. Vimos vencedores anteriores a passarem da mesa de trabalho para o mercado – mas acima de tudo, a inspirar uma nova geração de criativos, cientistas e empreendedores a reduzir o impacto ambiental da indústria da moda através da inovação», afirma Karl-Johan Persson, membro do conselho da Fundação H&M e CEO da H&M. Um painel de especialistas internacionais com conhecimento extensivo no âmbito da moda, ambiente, circularidade, empreendedorismo e inovação selecionará cinco vencedores, que serão coroados na cerimónia Grand Award, na câmara de Estocolmo, em abril de 2020. O prazo para submissão de propostas termina a 16 de outubro.

4Indústria de moda italiana espera paragem em 2019

Os especialistas da indústria da moda italiana preveem uma estagnação das receitas este ano, com um crescimento de apenas 0,1%, longe da média anual de 3% que o sector tem apresentado durante a última década. Contudo, deverá recuperar em 2020. O negócio é o principal sector exportador em Itália, onde se incluem marcas como Prada Gucci, Armani, Dolce & Gabbana ou Salvatore Ferragamo, com cerca de 75% do seu volume gerado no exterior. «Tem sido um ano difícil, pressionado por um ambiente internacional desfavorável. No próximo ano, esperamos recuperar as taxas de crescimento a que estamos habituados», assegura Carlo Capasa, presidente da Câmara de Moda Nacional de Itália. Os grupos deste sector apontam como causa das vendas baixas as tensões causadas pelo conflito comercial entre os EUA e a China, a questão do Brexit e os protestos em Hong Kong.

5Indorama Ventures compra produtora de poliéster Sinterama

A produtora mundial de fibras e químicos Indorama Ventures Public Company Limited (IVL) adquiriu a Sinterama SpA, fabricante de fios de poliéster. A aquisição compreende cinco locais de produção, distribuídos por Itália, Brasil, China e Bulgária, sendo este último um mercado novo para a IVL. A Sinterama oferece uma variedade de fios de poliéster para vestuário, transportes, mobiliário e aplicações técnicas. A IVL afirma que o portfólio, a base de consumidores e a presença geográfica das duas empresas irão abrir um novo mercado de oportunidades e aumentar o valor para os seus clientes, ao permitir aproveitar as capacidades de produção e cadeias de aprovisionamento já existentes da IVL. «Esta compra significa um importante marco na nossa aliança estratégica com a Sinterama, que tem sido uma parceira da Trevira desde 2011 e é também a parceira de eleição da indústria para fios de filamentos de alta qualidade», explica Aloke Lohia, CEO da Indorama Ventures. A IVL assumiu o controlo da produtora alemã de fibras e filamentos de poliéster Trevira em 2017, comprando a restante participação pertencente à Sinterama, que havia adquirido o negócio da Trevira em 2011. Paolo Piana, presidente da Sinterama, afirma que se trata de «uma grande oportunidade para a Sinterama de se juntar a um grupo tão forte como a Indorama Ventures, líder global no mercado do poliéster. A combinação perfeita sela 20 anos de colaboração e conduz ao estabelecimento de um líder global em fios e aplicações de alto valor agregado». Esta iniciativa é a mais recente numa longa linha de acordos com a Indorama Ventures, que recentemente investiu 29,88 mil milhões de rupias (366,2 milhões de euros) numa participação de 31,79% na produtora de poliéster indiana Indo Rama Synthetics. Além disso, deu o primeiro passo no Brasil com a aquisição da M&G Fibras Brasil, que produz e fornece fibra de poliéster, e expandiu a sua presença na Europa ao comprar a produtora de fios de lã Schoeller.

6Athleisure vai dominar vestuário nos próximos cinco anos

O mercado global de athleisure deverá crescer em 9%, este ano, e continuar a superar o mercado total de vestuário e calçado depois de 2023, impulsionado pelo desejo do consumidor por um guarda-roupa multifuncional. A empresa de dados e análises GlobalData indica que, nos últimos dois anos, a tendência athleisure tem crescido exponencialmente, devido à procura pelo conforto e estilo. Com efeito, 68% dos consumidores que compram roupas desportivas não se limitam apenas a usá-las para a atividade física: no Reino Unido, de resto, 20% compra-as especificamente para atividades de lazer e tempo livre. Honor Strachan, analista principal da GlobalData, afirma que «ao longo dos próximos cinco anos, o mercado de roupa desportiva será um dos sectores líder de retalho. As marcas de activewear estão a vender aos consumidores um estilo de vida e os retalhistas de moda estão a tirar partido das suas credenciais para produzir gamas de fitness acessíveis para vender juntamente com as coleções de roupa casuais e formais». Ao mesmo tempo que as tendências de moda e os influencers incentivam o sucesso do mercado athleisure, o movimento sustentável continuará a apoiar o desejo de um guarda-roupa multifuncional. Os consumidores estão a comprar de forma mais consciente e a reduzir a sua despesa em fast fashion, apostando nas marcas que evidenciam a versatilidade, durabilidade e qualidade dos seus artigos. Por outro lado, a busca pelo conforto estimulou também o sucesso das vendas de activewear e dos fatos de treino, com as marcas a recorrer aos seus conhecimentos técnicos para garantir que os produtos moldam bem o corpo e lhe proporcionam ajuste, liberdade de movimento e controlo da temperatura e do suor. «A tendência athleisure cresce a um ritmo lento no continente asiático», destaca a GlobalData. As marcas nacionais e internacionais estão, por conseguinte, a aproveitar as redes sociais, plataformas de venda de terceiros e embaixadores de marcas para vender o desejo de ter um guarda-roupa influenciado pela tendência desportiva e de rua. «A marca chinesa Li-Ning explorou os seus conhecimentos enquanto fabricante de desporto para produzir roupas casuais de high fashion, que podem ser usadas para a atividade física ou lazer, enquanto o estilo de roupa da Nike fornece inspiração sobre como usar peças para múltiplos contextos, incentivando os consumidores da China, Taiwan, Coreia do Sul e Japão a incorporar roupa desportiva no seu guarda-roupa habitual», aponta Strachan.