Início Breves

Breves

  1. Viaje até África com Mia Costa no Museu dos Lanifícios
  2. Lemon Jelly é oficialmente vegan
  3. COS transforma roupa velha em nova
  4. Gap prescreve energia 100% limpa até 2030
  5. Taxas chinesas espantam Guess
  6. Made in Portugal valoriza calçado

1Viaje até África com Mia Costa no Museu dos Lanifícios

“Em Terras de África” é o nome da exposição de pintura de Mia Costa que terá lugar na Galeria da Real Fábrica Veiga do Museu de Lanifícios da UBI entre 14 de setembro e 3 de novembro. A artista plástica estará presente na inauguração da exposição dia 14 de setembro às 17 horas, numa exibição aberta ao público. Apesar de viver na Covilhã, Mia Costa é natural de Oliveira de Azeméis. No entanto, expandiu horizontes até África onde morou durante dois anos, em Moçambique e África do Sul. Todas estas vivências inesquecíveis proporcionaram uma bagagem de inspiração que se manifesta nos cerca de 30 retratos de paisagens, animais e pessoas, quer seja em tela ou em porcelana. Os lugares que visitou fazem sentir-se presentes nas cores das obras. A abundância de tons vermelhos, castanhos, amarelos e laranjas fazem-nos viajar, como o nome da exposição sugere, até terras de África. O percurso de Mia Costa foi delineado desde cedo, quando aos nove anos descobriu o gosto pela pintura. Desde então, participou em várias exposições e competições a nível nacional e internacional, em tela e em porcelana. A artista dá formação no Atelier de Artes “O Baú”, na Covilhã, e também faz assessoria artística com a artista plástica Tânia Lopes. A exposição é gratuita e está aberta ao público de terça a domingo, das 9h30 às 12h e das 14h30 às 18h.

2Lemon Jelly é oficialmente vegan

A marca portuguesa de calçado Lemon Jelly foi reconhecida pela PETA, a maior organização mundial de proteção animal, como oficialmente vegan. Desde sempre que a Lemon Jelly teve como preocupação a não utilização de elementos animais no fabrico de todos os produtos e afirmou que não iria usar couro, penas, lã ou outro tipo de produto de origem animal por esse mesmo motivo. Por acreditar que as ações refletem as crenças, a marca portuguesa entrou em negociações com todos os fornecedores e parceiros, de forma a conseguir não utilizar quaisquer componentes de origem animal nos seus produtos. A marca pode agora anunciar que é oficialmente vegan e que o calçado é 100% reciclável, apoiando assim a moda inofensiva. Além das preocupações ambientais, a Lemon Jelly pretende contribuir para um mundo sustentável a todos os níveis.

3COS transforma roupa velha em nova

A marca detida pelo grupo H&M aliou-se à Renewal Workshop para desenvolver uma coleção, que consiste em antigas peças de vestuário impróprias para venda que foram recuperados e devolvidos às lojas. Lançada a 4 de setembro, a coleção Restore consiste em peças restauradas que vieram da cadeia de aprovisionamento da COS ou foram devolvidas pelos clientes. Os artigos selecionados foram remendados e limpos pela Renewal Workshop e estão agora prontos para serem revendidos. Ao longo do processo, a H&M consegue monitorizar exatamente a poupança de água, CO2 e energia resultante do resgate destes produtos, informação esta a ser exibida nas lojas em que forem vendidos. «A coleção Restore é um teste importante para alargar os nossos horizontes relativamente a novos modelos de negócio para uma economia circular», assegura Laura Coppen da empresa The Laboratory, parceira de inovação do grupo H&M. «É essencial idealizar novas soluções para um impacto mais reduzido no ambiente, ao mesmo tempo que oferecemos qualidade e produtos bonitos e duradouros aos clientes», explica. Ao cuidar das peças já existentes, a marca pretende alargar a vida útil dos seus produtos e dar uso àquilo que de outra forma seria considerado excedente. «Ao trabalhar no sentido do nosso compromisso de sustentabilidade e da nossa visão de nos tornarmos totalmente circulares, esta coleção teste representa a viagem do grupo H&M na exploração de novos modelos de negócio e na tentativa de nos tornarmos ainda mais sustentáveis e de reduzir o nosso impacto ambiental», refere a empresa. A H&M revela ainda que o processo de lavagem dos artigos usa uma tecnologia sem água de última geração, o que permite poupança e evita contaminação. A coleção está disponível exclusivamente em três lojas COS localizadas em Berlim, Estocolmo e Utrecht.

4Gap prescreve energia 100% limpa até 2030

A retalhista de vestuário norte-americana está a tomar medidas para garantir que atinge os seus objetivos de redução de emissões em 2020, através de um novo acordo de energia renovável, e estipulou um novo objetivo para alcançar 100% de energia renovável em todas as suas instalações até 2030. A empresa sediada em São Francisco afirma que o acordo de 12 anos de compra de poder virtual (VPPA) de 90 megawatts para o Projeto Aurora Wind com a Enel Green Power North America é um dos maiores contratos externos de energia renovável assinados por uma retalhista de vestuário. A Enel Green Power North America irá construir, deter e operar o Projeto Aurora Wind nos condados de Williams e Mountrail, na Dakota do Norte. Uma vez completo, será capaz de gerar aproximadamente 1,3 terawatts-hora anualmente, evitando, simultaneamente, as emissões de 880 mil toneladas de CO2 por ano. O projeto deverá entrar em vigor a partir do final de 2020 e irá permitir à Gap alcançar o seu objetivo de reduzir a emissão de gases com efeito de estufa nas suas instalações para 50% comparativamente a 2015. «Temos a responsabilidade de reduzir o nosso impacto climático. Para a Gap Inc, fazer parte da solução climática significa realizar investimentos estratégicos na geração da energia limpa. Atualmente temos assegurado o caminho para atingir o nosso objetivo de 2020, mas é preciso fazer mais», afirma o CEO Art Peck. A retalhista de moda opera em mais de 3.300 lojas, a nível mundial, mas tendo em conta que a vasta maioria é distribuída em locais arrendados, edifícios ou centros comerciais de outros proprietários, a insígnia está limitada para implementar ativos de energia renovável. O acordo com a Enel Green Power permite-lhe atingir o seu objetivo de energia renovável, através da agregação da sua carga de eletricidade distribuída nos EUA e da compra de energia eólica equivalente às necessidades energéticas de mais de 1.500 das suas lojas. A produção de eletricidade eólica adquirida pela Gap da parcela de 90 dos 299 megawatts do Projeto Aurora da Enel Green Power deve totalizar cerca de 374 gigawatts-hora por ano, o que irá reduzir as emissões de gases com efeito de estufa equivalentes à redução de carbono conseguida pela remoção de 60 mil carros de passageiros da estrada anualmente, aponta o retalhista.

5Taxas chinesas espantam Guess

A Guess Inc quer reduzir a dependência na China para limitar o impacto das novas tarifas impostas às importações para os EUA. O CEO Carlos Alberini afirma que a empresa, até agora, conseguiu «mitigar com sucesso o risco tarifário na China, através de negociações produtivas com os vendedores» e espera minimizar também o impacto no ano financeiro atual pelo potencial aumento das taxas. Já no próximo ano, a Guess prevê reduzir o risco tarifário nas importações chinesas para apenas 12% da sua produção total. Esta alteração rápida da situação tarifária obrigou os EUA a impor, no dia 1 de setembro, novas taxas sobre outras parcelas de importações da China, o que significa que cerca de 31 mil milhões dólares (28 mil milhões em euros) em têxteis, vestuário e têxteis-lar estão agora sujeitos a uma tarifa adicional de 15%. As novas taxas chegarão a 92% dos produtos de vestuário e a 53% do calçado importado da China para os EUA. Os restantes 160 mil milhões de dólares de importações da China – incluindo 4,7 mil milhões em têxteis, vestuário e têxteis-lar – estão previstos para suportar uma tarifa adicional de 15% a partir de 15 de dezembro. A Guess Inc. atualizou as suas previsões para todo o ano, no sentido de contabilizar quaisquer novos potenciais aumentos. Para o exercício fiscal de 2020, espera que a receita líquida cresça entre 3% a 5%. A perspetiva de margem operacional ajustada é de 5,3% a 5,6% e o lucro por ação ajustado deverá estar entre os 1,28 e 1,36 dólares. «No que diz respeito ao desenvolvimento e aprovisionamento do produto, atribuímos uma supervisão global à nossa equipa de liderança europeia. Esta equipa está a trabalhar com a nossa nos EUA, focando-se na integração do desenvolvimento comum e de tecidos-chave, consolidando vendedores e minimizando o aprovisionamento em países de origem barata, particularmente da China», afirma Albernini. No segundo trimestre deste ano, a Guess reportou um crescimento de 5,8% em dólares (ou 8,8% em moeda constante) de receita líquida, para 683,2 milhões de dólares. As vendas na América aumentaram 0,9% em dólares (1,2% em moeda constante) enquanto as da Ásia registaram num crescimento de 0,6%, sentido esse seguido também pela Europa, cujas receitas evidenciaram uma evolução de 9,1%. O lucro líquido ajustado totalizou 27,4 milhões de dólares, uma descida de 6,9% comparativamente ao segundo trimestre de 2019.

6Made in Portugal valoriza calçado

Na edição de fevereiro da feira internacional de calçado MICAM, dezenas de compradores avaliaram, em prova cega, a qualidade do calçado de vários países e,no final, valorizaram em 28% o calçado “made in Portugal”. Uma equipa da Católica Porto Business School deslocou-se a Milão para avaliar o contributo das ações de comunicação da APICCAPS para os ganhos de imagem do calçado português, a influência do país de origem na perceção de valor que os clientes estrangeiros têm do calçado português e ainda para identificar drivers de melhoria contínua para o sector. O objetivo de conseguir percecionar o efeito do país de origem no valor do calçado português, foram selecionados 80 profissionais de 26 nacionalidades diferentes, de forma aleatória, entre os visitantes da feira e, posteriormente, foram submetidos a uma prova cega. A seleção da amostra foi composta por pessoas das mais diversas funções: retalhistas (maioritariamente), grossistas, fabricantes de calçado, agentes independentes, designers, estudantes de moda e clientes finais. O segredo desta prova estava em não ser revelada a origem do produto enquanto os participantes valorizavam os vários modelos de calçado masculino e feminino. Como resultado, depois da revelação da identidade, Portugal aumentou o valor que os profissionais estavam dispostos a pagar em 28%. Uma mudança bastante positiva face ao défice de imagem na ordem dos 30%, diagnosticado em 2005, que só foi possível minimizar em 2015. De acordo com a APICCAPS, estes resultados foram «fruto de décadas de investimento em promoção comercial externa por parte das empresas, mas também da aposta institucional na melhoria da imagem coletiva do sector». Em 2009, a associação lançou uma campanha com a finalidade de melhorar a imagem do calçado “made in Portugal” e das suas empresas. Como consequência, 10 anos depois, as exportações cresceram cerca de 50% (aumentaram em mais de 7 milhões de euros no final do ano passado e, no cluster, foram criados mais de 11 mil postos de trabalho). De acordo com o comunicado, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que as campanhas «foram arrojadas e mostraram ao mundo o que produzimos e fazemos de melhor, com qualidade, inovação e diferenciação. E quem compra sapatos portugueses reconhece e percebe essa energia nova dos empreendedores portugueses – que a campanha que dura há uma década ajudou a tornar visível». Já o Primeiro-Ministro confessou que a indústria «se soube reinventar, juntando a inovação produtiva ao design, a qualidade do produto à promoção externa».