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  1. Ambiente abre candidaturas para o programa Talents
  2. Mo e Cristina Ferreira juntam-se ao IPO na prevenção do cancro da mama
  3. Economia circular tem novo duo Burberry-RealReal
  4. Canadá, Austrália & C.ª apelam ao fim da guerra EUA-China
  5. Birla Cellulose quer reduzir 50% do consumo de água até 2025
  6. Fibras de madeira e seda de aranha criam plástico verde

1Ambiente abre candidaturas para o programa Talents

De 7 a 11 de fevereiro de 2020 realiza-se a maior feira internacional de decoração de interiores e de artigos para o lar em Frankfurt. Está previsto que o certame acolha mais de 4.300 expositores, de várias nacionalidades, nas três áreas distintas, mas ao mesmo tempo complementares, Dining, Living e Giving. O programa Talents da Ambiente, que regressa, uma vez mais, na próxima edição, é um espaço destinado a jovens designers, que lhes permite criar e desenvolver um projeto inovador e apresentá-lo aos visitantes internacionais que irão estar presentes na feira, o que se pode traduzir numa rede de contactos alargada que abrange expositores, visitantes profissionais e jornalistas de todo o mundo. Esta oportunidade pode ser agarrada por qualquer jovem designer da área de design de interiores que queira arriscar e candidatar-se a um stand gratuito no Hall 8.0 Interior Design. Os designers selecionados para o programa Talents têm direito a um stand gratuito, devidamente equipado, bem como o registo gratuito no catálogo oficial da feira, o material promocional e a devida divulgação à imprensa internacional. A viagem, o alojamento e as despesas pessoais não estão incluídos na oferta da Ambiente. Quem estiver interessado em candidatar-se deve preencher o formulário presente no site https://ambiente.messefrankfurt.com/frankfurt/en/programme-events/talents.html e enviá-lo para talents.ambiente@messefrankfurt.com, juntamente com fotos dos trabalhos desenvolvidos e do currículo. As candidaturas podem ser feitas até dia 22 de outubro.

2Mo e Cristina Ferreira juntam-se ao IPO na prevenção do cancro da mama

No mês internacional de prevenção do cancro da mama, a marca de moda portuguesa Mo e a apresentadora Cristina Ferreira uniram forças numa campanha solidária em parceria com o Instituto Português de Oncologia. Cristina Ferreira é a cara de promoção do Movimento Rosa da campanha associada à marca com o mote “Há causas que nos vestem bem”. O cancro da mama é o segundo tipo de tumor mais frequente no mundo e, em Portugal, em cerca de cinco milhões de mulheres surgem seis mil casos de cancro da mama por ano. Na Mo, o mês de outubro veste rosa e a iniciativa pretende atuar como um alerta e incentivo à prevenção, uma vez que o diagnóstico precoce pode ser crucial para o tratamento ser bem sucedido. Neste âmbito, estão disponíveis três t-shirts solidárias bordadas com frases inspiradoras diferentes: “O teu sorriso é o meu superpoder”, “O meu coração é amor e força” e “Sim, sou uma supermulher”. As três frases foram escolhidas e desenhadas pela ilustradora Clara Não. As camisolas estão à venda nas mais de 100 lojas físicas Mo e também na loja online. As t-shirts de algodão custam 7,99 euros e, por cada t-shirt vendida, 3 euros reverterão para o IPO de Porto, Coimbra e Lisboa. Além disto, durante todo o mês de outubro, a Mo vai ter uma edição especial de sacos de papel cor de rosa e os colaboradores da marca vão usar um laço rosa associado a esta causa. Susana, Cristina e Ana são três mulheres que venceram o cancro da mama e partilham agora o testemunho real num vídeo da Mo com o objetivo de transmitir força e esperança para outras mulheres a travar a mesma batalha. No dia 19 de outubro, Dia Mundial do Cancro da Mama, a Mo convida todos os clientes a vestirem a causa e tirarem fotografias com as t-shirts para divulgar nas redes sociais com a hashtag #hacausasquenosvestembem.

3Economia circular tem novo duo Burberry-RealReal

A britânica Burberry juntou-se ao marketplace The RealReal numa iniciativa sustentável para manter o vestuário em circulação durante mais tempo. A nova parceria tem o objetivo de apoiar e promover os benefícios de uma economia circular para a moda, encorajando os consumidores a alargar a vida útil dos seus produtos, através da revenda. Lançado a 7 de outubro, o projeto está disponível em algumas lojas da Burberry espalhadas pelos EUA e aplica-se aos produtos da marca que sejam adquiridos em espaços The RealReal. Pam Batty, vice-presidente de responsabilidade corporativa da Burberry, assegura que a parceira «partilha a nossa ambição de promover uma economia circular e manter as roupas em uso durante mais tempo», acrescentando que, com este projeto, «esperamos não só defender um futuro mais circular como também encorajar os consumidores a considerar todas as opções que lhes estão disponíveis quando procuram renovar os seus armários». A Fundação Ellen MacArthur estima que mais de 500 mil milhões de dólares (cerca de 455 mil milhões de euros) são perdidos diariamente por causa da ineficácia da reciclagem e desperdício da roupa, já que algumas peças nos EUA são descartadas após 7 a 10 utilizações. De acordo com a The RealReal, a procura pela revenda da Burberry tem aumentado 64% anualmente, potenciada pelos milennials e pelos consumidores da geração Z. Julie Wainwright, CEO da The RealReal, afirma que «uma marca tão famosa quanto a Burberry a apoiar a economia circular demonstra o poder do impacto da revenda tanto no mercado do luxo como no planeta», esperando que, no futuro, todas as marcas de luxo sigam a mesma tendência. Neste sentido, as duas parceiras fizeram uma doação ao programa Materials for the Arts, para apoiar a sua iniciativa de educar o público sobre a importância e os meios para a reutilização criativa.

4Canadá, Austrália & C.ª apelam ao fim da guerra EUA-China

Os ministros da finança e do tesouro de quatro nações diferentes – Indonésia, Austrália, Canadá e Singapura – formaram uma coligação, que, indiretamente, apela aos EUA e à China para resolverem o seu conflito, cujos efeitos têm fortemente agravado a economia global. Numa carta que alude aos dois países em guerra comercial, sem nunca os mencionar, Josh Frydenberg (Austrália), Heng Swee Keat (Singapura), Sri Mulyani Indraati (Indonésia) e Bill Morneau (Canadá) apontam que o «risco de danos colaterais está a aumentar», como resultado das «tenções comerciais crescentes». A carta defende que «a incerteza sobre as expectativas está a contribuir para uma desaceleração do comércio e da atividade de produção», alegando ao «retrocesso da volatilidade do mercado financeiro, instabilidade e diminuição dos fluxos de capital para economias emergentes», bem como aos efeitos negativos sobre «a confiança do investidor, o investimento comercial e produtividade». Conclui também que «o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional continuam a prever uma diminuição do crescimento económico». Neste sentido, o grupo rejeita o protecionismo e o unilateralismo, esclarecendo que a «proteção de mercados livres e abertos garantirá um crescimento mais forte e maior prosperidade para todos». Os ministros argumentam que o sistema multilateral, nomeadamente órgãos como o G20, pode devolver a economia global a um ambiente transparente e cooperativo. Na última atualização da guerra comercial entre as duas superpotências, Donald Trump, presidente dos EUA, atrasou por duas semanas o aumento da mais recente tarifa de 250 mil milhões de dólares (228 mil milhões de euros) sobre as importações chinesas, previsto agora para entrar em vigor a 15 de outubro – o que representa um crescimento das tarifas de 25% para 30%. Os produtos envolvidos nesta lista incluem, desde maio, cerca de 3,7 mil milhões de dólares em produtos de vestuário importados da China, como fibras, tecidos e fios. A Reuters explica que o adiamento da tarifa foi anunciado no mesmo dia em que a China decidiu isentar das represálias os medicamentos de tratamento do cancro, entre outros bens. A agência noticiosa acrescenta que, em comunicado, Trump refere que a decisão da China «representou uma “grande jogada” de Pequim e um gesto positivo antes dos negociadores comerciais dos dois países se encontrarem em Washington». Em contrapartida, desde o início de setembro, que a indústria do vestuário tem vindo a sofrer as novas tarifas de 15% sobre as importações chinesas, que devem ser alargadas a outros bens, em meados de dezembro, contabilizando um total de cerca de 300 mil milhões de dólares em importações.

5Birla Cellulose quer reduzir 50% do consumo de água até 2025

O negócio da polpa e fibras do grupo indiano Aditya Birla autoimpôs o objetivo de reduzir o consumo de água em 50% até 2025. A empresa anunciou que a tecnologia desenvolvida para o efeito basear-se-á no princípio 3R (Reduzir, Reutilizar, Reciclar). Neste sentido, distribuiu por todo o seu território geográfico as melhores práticas da área de gestão da água e inovações para a sua reutilização, bem como diversas tecnologias para limpar e reciclar as águas residuais, conseguindo, desde 2015 até ao momento, reduzir o consumo em 30%. O sucesso desta iniciativa possibilitou a criação, nalgumas das suas áreas de atuação, de novos parâmetros de referência para o consumo intensivo da água na indústria de viscose global. Dilip Gaur, diretor do negócio de polpa e fibras de Aditya, assume que as alterações climáticas e a escassez de água são atualmente as duas maiores preocupações da comunidade global e precisam de um esforço de atuação conjunto no sentido da «redução do consumo de água doce», que resultará numa igual diminuição do seu desperdício. A Birla Cellulose está em processo de aplicação «das mais rigorosas normas» em todos os locais de produção de fibras, implementando as regras europeias para a descarga de águas residuais. Alinhada com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 6 das Nações Unidas, a empresa anunciou o seu compromisso em melhorar a disponibilidade de água, cuja estratégia passará por conquistar a posição líder na implementação de práticas comerciais sustentáveis na indústria de fibra celulósica não natural. A Birla Cellulose integra o negócio de 48,3 mil milhões de dólares (44 mil milhões de euros) de polpa e fibras, pertencente ao grupo Aditya Birla. Com 12 unidades de produção e cinco centros de I&D em seis países, tem beneficiado de um crescimento contínuo nas últimas seis décadas. Esta área de negócio deverá continuar a fortalecer o portfólio de especialidades para soluções têxteis sustentáveis para o futuro do grupo indiano.

6Fibras de madeira e seda de aranha criam plástico verde

A Universidade Aalto desenvolveu uma investigação sobre uma combinação de fibras de madeira e seda de aranha que afirma poder substituir o plástico na indústria têxtil. Em parceria com a empresa VTT, a equipa de cientistas da universidade procura criar uma solução para tornar um tecido mais resistente e flexível. Neste contexto, criaram um novo material biológico muito firme e resistente, através da junção de fibras de celulose de madeira com a proteína de seda presente nos fios das teias de aranha, que poderá ser usado no futuro como uma alternativa ao plástico, integrando-o em compósitos biológicos, aplicações médicas, fibras cirúrgicas, indústria têxtil e embalagens. Markus Linder, professor da Universidade de Aalto, afirma que a natureza oferece ótimos ingredientes para o desenvolvimento de novos materiais, como a celulose e a seda. Neste caso, a vantagem de ambas está nas suas propriedades ecológicas, ou seja, ao contrário do plástico, são biodegradáveis e não prejudicam o ambiente. «O nosso trabalho ilustra as novas e versáteis possibilidades da engenharia da proteína. No futuro, poderíamos fabricar compósitos semelhantes a blocos de construção ligeiramente diferentes e obter conjuntos distintos de características para outras aplicações», revela Pezhman Mohammadi, investigador da VTT. O projeto de investigação faz parte do trabalho do Centro de Excelência em Engenharia Molecular de Materiais Híbridos Biossintéticos (Hyber, na sigla original).