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  1. Activewear vai impulsionar vendas
  2. Mali quer produzir um milhão de toneladas de algodão
  3. Birkenstock e Barbour juntas no Colombo
  4. Consumidores compram com significado e inspiração
  5. Giambattista Valli x H&M chega já em novembro
  6. Luxo cresce no top 100 da Interbrand

1Activewear vai impulsionar vendas

Usar activewear nunca foi tão casual. Optar por este tipo de roupa para o dia a dia prima pelo conforto e pelos recursos especiais que vão impulsionar as vendas de vestuário nos EUA, revela um estudo do NPD. Apesar do crescimento significativo dos últimos anos, o activewear representa ainda uma pequena parte do mercado total de vestuário masculino e feminino. De acordo com o relatório, o casualwear não ativo constitui mais de metade das vendas anuais do sector – 103 mil milhões de dólares (cerca de 93 mil milhões de euros) no ano terminado a junho. «O futuro da moda depende do vestuário casual» afirma Marshal Cohen, consultor-chefe da indústria do grupo NPD. «Mas, hoje, a moda casual é diferente do chamado “sportswear” na indústria de moda americana», garante. Os consumidores querem vestuário que lhes permita fazer mais. As vendas em dólares do vestuário casualwear não ativo, que possui popriedades específicas como resistência a manchas, absorção de humidade e agentes antimicrobianos, cresceu 7% no ano passado, com quase todas as categorias a contribuir para o crescimento. O relatório revela que os consumidores estão cada vez mais a misturar diferentes estilos de roupa, marcas, lojas e preços. O casualwear não ativo (excluindo activewear, artigos feitos por medida, vestuário exterior, meias, roupa interior, camisolas interiores e soutiens) mantém lugar no armário dos consumidores. As peças básicas de vestuário como calças casuais, camisolas golf, polo e rugby, casacos e blazers estão de novo em voga. Mais de um quarto dos gastos neste segmento de vestuário é da geração X (39-54 anos), mais 2% do que no ano passado. As lojas especializadas e grandes armazéns estão no topo das vendas gerais de casualwear, com 29% e 15% do mercado respetivamente. As retalhistas off-price não ficam muito atrás na classificação com 14% das vendas anuais em dólares. O crescimento está a ser conduzido pelas lojas off-price e de fábrica, o que remete para as mudanças de compra do consumidor e para o novo cenário dos retalhistas. «Atualmente a definição diária de vestuário não tem limites definidos e esta é a perspetiva que os fabricantes e retalhistas precisam de adotar. Trata-se de produzir vestuário que resolva os problemas dos consumidores para que eles se mantenham fiéis à marca» acrescenta Marshal Cohen.

2Mali quer produzir um milhão de toneladas de algodão

Mali, o maior produtor africano de algodão, espera aumentar a produção para um milhão de toneladas anuais, de acordo com informações fornecidas, em entrevista à Reuters, pelo ministro da agricultura. Moulaye Ahmed Boubacar pediu ainda aos grandes produtores mundiais para atentarem aos subsídios prejudiciais para que o sector possa prosperar em África. O Mali tem como objetivo, para 2019/2020, alcançar um recorde de produção de 800.000 toneladas este ano. Se tal se verificar, este valor vai tornar o Mali no maior produtor africano, ultrapassando a Burkina Faso, ainda que as exportações sejam apenas uma parte das produtoras gigantes de algodão como a Índia. «Atualmente, estamos a projetar um milhão de toneladas nos próximos dois três anos» avançou Boubacar numa conferência sobre o algodão na Organização Mundial do Comércio em Genebra. O ministro da agricultura do Mali referiu ainda que o país não tem planos para considerar variedades de algodão geneticamente modificadas e salientou as dificuldades de qualidade com que o Burkina Faso se depara. «Temos opções para aumentar a nossa produção sem recorrer a algodão geneticamente modificado» afirmou. «Somos o maior produtor de África e queremos continuar a ser», sublinhou. Outro membro da delegação do Mali confidenciou que estão a ser feitos estudos sobre novas variedades, mas não adiantou detalhes sobre os dados do estudo nem quando seriam introduzidas essas variedades. Os produtores africanos do chamado “Cotton Four” – Mali, Chade, Benin e Burkina Faso – reuniram com outros estados membros da OMC em Genebra para discutir medidas que promover o comércio. A maioria dos delegados africanos usou túnicas feitas com o algodão produzido no próprio país para ilustrar o empenho. Um dos principais temas que esperavam abordar era a redução e remoção dos subsídios estatais que, na perspetiva deles, criaria condições equivalentes para os exportadores. Sem mencionar nomes, Moulaye Ahmed Boubacar explicou que os subsídios estatais contribuíram para um total de 5,9 mil milhões de dólares (cerca de 5,31 mil milhões de euros) em 2017/2018. «O efeito (dos subsídios) é que os nossos produtores, que vêm frequentemente dos grupos mais vulneráveis da sociedade, são cada vez mais precários» justificou. «Estão sujeitos a injustiças nos subsídios, além dos preços instáveis e dos efeitos nocivos das mudanças climáticas» acrescentou, apontando as secas frequentes no Sahel. Os EUA e o Brasil são os maiores exportadores de algodão à escala mundial. Os países “Cotton Four” juntam-se na quinta classificação, com cerca de um milhão de toneladas exportadas ao ano, segundo um documento da OMC. O algodão é um dos maiores contribuidores para o orçamento dos produtores africanos. Neste sentido, estão a tomar medidas para produzirem tecidos africanos em vez de cultivarem só o algodão. Na reunião dos países “Cotton Four” com outros produtores como a Índia e a China, o objetivo foi discutir os subsídios, mas o debate ficou aquém das expectativas e comprometeram-se apenas a «discutir mais sobre fatores com impactos negativos para o comércio e para o mercado de algodão» de acordo com o comunicado.

3Birkenstock e Barbour juntas no Colombo

A alemã Birkenstock e a inglesa Barbour juntaram-se numa nova loja no centro comercial Colombo, onde estão a apresentar as propostas para o inverno. A nova loja tem 90 metros quadrados e situa-se no segundo piso, perto da área de restauração. A marca de calçado Birkenstock tem presença em mais de 80 países e é conhecida pelas suas icónicas sandálias e pela utilização de matérias-primas mais sustentáveis, incluindo a cortiça portuguesa que usa nas palmilhas. Já a Barbour, que conta com mais de 40 mercados, é conhecida pelos casacos encerados.

4Consumidores compram com significado e inspiração

Um estudo feito a 3200 consumidores internacionais mostra que a experiência é um dos fatores cruciais para o envolvimento dos consumidores com a marca. O estudo da Momentum Worldwide, agência global de publicidade experimental, revela que “inspiração e significado” são as características mais procuradas nas marcas. Isto representa um aumento de 200%, para estas mesmas particularidades, em comparação com o ano de 2012. 76% dos consumidores preferem gastar em experiências do que em produtos físicos. Os dados indicam que os consumidores «já se cansaram de fazer compras», por isso, para fazê-los comprar mais artigos, é preciso ter algo mais para oferecer do que o convencional. «Em poucos anos, vimos uma enorme mudança no sentimento do consumidor face às marcas e ao envolvimento com as experiências ao vivo», indica Chris Weil, CEO da Momentum Worldwide. «Ao ritmo a que as expectativas do consumidor evoluem, as marcas estão a ser pressionadas para corresponder às necessidades. A verdade é que as expectativas do consumidor estão a transformar as experiências num escape aos desafios que enfrentamos hoje enquanto sociedade. As marcas precisam de estar conscientes desta exigência para que possam criar eventos excecionais que se relacionem com as pessoas a nível pessoal», refere. O último relatório «mostra uma clara evolução no relacionamento entre a marca e o consumidor, que vai ao encontro das experiências centradas no ser humano». Já a “utilidade”, que em 2012 foi identificada como um dos aspetos mais valorizados nas marcas, desceu 32%. A Momentum Worldwide acredita que as marcas têm «uma oportunidade única para se ligarem e causarem uma impressão impactante nos consumidores durante as experiências», visto que 58% dos inquiridos quer fazer parte da experiência para fugir do quotidiano, enquanto 70% querem uma experiência onde se possam rir e divertir. Contudo, não se trata só de divertimento, sendo que 63% também querem fazer parte de uma experiência onde possam aprender algo novo. E mesmo que as pessoas não possam dispensar os bens materiais por completo, o estudo mostra que já não é suficiente para uma marca desenvolver um produto. 86% dos consumidores «acreditam que é importante que as marcas melhorem o humor dos consumidores e os façam sentir melhor», comparando com apenas 23% em 2012. Os compradores também se preocupam com as causas sociais: 70% dos inquiridos estão mais envolvidos em causas ambientais e sociais, mais do que em estudos anteriores.

5Giambattista Valli x H&M chega já em novembro

A coleção de Giambattista Valli para a H&M foi apresentada numa festa no Palazzo Doria Pamphilj, um dos locais mais emblemáticos de Roma, que pretendeu destacar «o espírito informal, os designs espetaculares e a sofisticação deslumbrante da coleção», refere a H&M em comunicado. As peças foram mostradas numa passerelle cor-de-rosa por onde desfilaram várias celebridades e modelos, incluindo Kendal Jenner, que fechou desfile com um vestido vermelho da coleção. Troye Sivan, Sofia Carson, Alexa Demie, Halima Aden, H.E.R, Cameron Monaghan, Chiara Ferragni e Chris Lee foram alguns dos convidados que se apresentaram com coordenados da coleção. O mesmo aconteceu com Luís Borges, que também usou peças da Giambattista Valli x H&M. «Criei a minha casa de moda em Paris, mas é com orgulho que reconheço as minhas raízes: o meu coração pertencerá sempre à Cidade Eterna e por isso é que optei por organizar o desfile em Roma, em particular no Palazzo Doria Pamphilj. Com o seu caráter eclético, Roma definiu integralmente as minhas opiniões e a minha personalidade. Foi maravilhoso ver tudo isto ganhar vida na minha cidade natal», afirma Giambattista Valli. «Realizar o evento de lançamento da coleção Giambattista Valli x H&M numa noite genuinamente romana, cheia de diversão e glamour, com um toque de “Dolce Vita” foi algo simplesmente fantástico. O espírito desta coleção única ganhou vida em salas de grande esplendor histórico, com a nova vaga de “Valli Girls” e “Valli Boys” a percorrerem a passarela, a postos para conquistarem a noite e as ruas», considera a consultora criativa da H&M Ann Sofie Johansson. A coleção será lançada dia 7 de novembro.

6Luxo cresce no top 100 da Interbrand

O relatório das melhores marcas globais “Best Global Brands” da Interbrand revelou que o luxo continua a ser o sector que mais cresce nas marcas. O luxo registou a maior alteração do valor médio da marca, em relação aos valores do ano passado, com um aumento de 11%, equivalente a 117.785 dólares (cerca de 106 mil euros). No entanto, grandes nomes a nível mundial não conseguem ter lugar no top 10. Apple, Google e Amazon ocupam os três primeiros lugares, seguidas pela Microsoft, Coca-Cola, Samsung, Toyota, Mercedes-Benz, McDonald’s e Disney. O Facebook desceu cinco lugares e está agora no 14.º lugar, depois do valor da marca ter baixado 11,8%, para 39,85 mil milhões de dólares. A rede social entrou pela primeira vez para o relatório da Interbrand “Best Global Brands” em 2012 com o lugar 69.º. Em 2017 alcançou o oitavo lugar. Já a Uber e o LinkedIn entraram para o top 100 pela primeira vez, nas posições 87.ª e 98.ª, respetivamente. A Nike conquistou o pódio nas marcas de vestuário e calçado, com um aumento de 7% no valor da marca, para 32,3 mil milhões de dólares. Segue-se a Louis Vuitton, em 17º lugar, com um crescimento de 14%, para 32,2 mil milhões de dólares. Na posição 22.ª está a Chanel, com mais 11% para 22,1 mil milhões de dólares. Com um aumento de mais de 9%, para 17,9 mil milhões de dólares, está a Hermès, no 28.º lugar. A Zara no 29.º, com uma descida de 3%, para 17,17 mil milhões de dólares, a H&M com uma queda de 3%, para 16,34 mil milhões de dólares, a Gucci em 33.º. com uma subida de 23%, para 15,9 mil milhões de euros e a Adidas em 45.º, com um aumento de 11% para 11,99 mil milhões de dólares. A L’Oréal surge em 51.º, com mais 4%, para 11,59 mil milhões de dólares, Dior em 82.º, com um aumento de 16%, para 6 mil milhões de dólares, e a Burberry, em 96.º, com mais 4%, para 5,2 mil milhões de dólares. Das 100 marcas classificadas, 26 denotaram um crescimento percentual de dois dígitos. «Durante décadas, toda a disciplina de construir uma marca baseou-se no conceito de posicionamento, mas nos mercados acelerados de hoje, as expectativas do consumidor superam as posições da marca. As marcas não podem ser analisadas separadamente das empresas e serão julgadas pelo que fazem e não apenas pelo que dizem. Não se trata só da entrega, mas também da confiança», afirma Charles Trevail, diretor-executivo global da Interbrand. «A era de posicionamento de marca chegou ao fim. Num mundo onde as expectativas do consumidor vão continuar a progredir mais rapidamente que as empresas, as posições estáticas da marca e as mudanças incrementadas vão manter as marcas em jogo, mas é preciso coragem e movimentos “icónicos” para conseguir que a marca supere as expectativas do consumidor para que, finalmente, possa entregar resultados extraordinários», resume.