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Breves

  1. Gerber inaugura centro de inovação
  2. Estudantes da UMinho premiados na China
  3. Alber Elbaz junta-se à Richemont
  4. Moda casual, a favorita dos adolescentes
  5. UE e ESA estendem laços comerciais
  6. H&M Home estreia-se nas parcerias com Jonathan Adler

1Gerber inaugura centro de inovação

A Gerber Technology abriu um novo centro de inovação em Nova Iorque para aproximar os atores do sector às últimas tendências e tecnologias da moda, e atuar como um centro de fóruns, workshops e sessões de trabalho colaborativo. «Os visitantes conhecerão os nossos especialistas e experienciarão, em primeira mão, a forma como a nossa plataforma, de ponta a ponta, pode permitir um fluxo de trabalho a pedido, levando as exigências personalizados dos consumidores do design à impressão, corte e costura, numa questão de horas», explica Mohit Uberoi, CEO da Gerber Technology. «Desconhecemos qualquer outra instalação no mundo que permita que os visitantes experienciem uma plataforma de ponta a ponta, que apresenta as mais recentes soluções 2D/3D CAD e PLM, assim como máquinas inteligentes habilitadas para a Indústria 4.0», acrescenta. Por outro lado, o espaço serve também como centro de inovação para instituições educacionais e grandes empresas de todo o sector. Além disso, assume-se ainda como um espaço para parceiros, associações industriais, estudantes, designers e produtoras para «se reunirem para redefinir o futuro». De igual modo, o centro está disponível para eventos industriais na moda, casa e lazer, transporte e outros mercados de alta tecnologia. A estrutura de 18 mil metros quadrados foi inaugurada ao mesmo tempo que a conferência anual de tecnologia de moda Ideation, no dia 24 de outubro, e localiza-se no 19.º piso do Edifício Starrett-Lehigh, em Nova Iorque.

2Estudantes da UMinho premiados na China

Um grupo de estudantes da Universidade do Minho, ligados aos doutoramentos de Matemática e Engenharia Eletrónica e Computadores, foram distinguidos na “Competição Internacional de Computação Inspirada no Cérebro”, que teve lugar em Pequim, na China, durante o mês de outubro. O trio português, composto por Weronika Wojtak, Flora Ferreira e Paulo Vicente, apresentou um robô que aprende sequências sobre o que fazer e quando o fazer, usando-as depois de forma flexível em vários contextos de interação e colaboração humano-robô. A competição juntou 200 equipas de todo o mundo, que, na fase final, foram reduzidas a 15 – oriundas dos EUA, Alemanha, Reino Unido, Austrália, Singapura e China. Os portugueses conquistaram o terceiro prémio, recebendo um diploma e uma compensação de cerca de 4 mil euros (30 mil yuan). Flora Ferreira considera que este reconhecimento internacional «mostra a qualidade da investigação da Universidade do Minho, dá visibilidade à ciência nacional e abre caminho a futuros projetos na área da robótica e cognição artificial». Em comunicado, a universidade refere que «a ideia do projeto foi capacitar robôs para aprenderem sequências complexas com restrições temporais, de modo a melhorar a suavidade e fluência das interações humano-robô». Deste modo, a equipa desenvolveu «um modelo neuro-computacional, com mecanismos de processamento bioinspirados que suportam a aquisição eficiente e a reprodução flexível das sequências», continua. Ao ser testar em experiências no mundo real, a equipa verificou que o robô adquiriu conhecimentos por demonstração e, mais tarde, recordou essas informações, tendo em conta potenciais restrições de velocidade e outras circunstâncias. O projeto premiado, “Learning sequences with time constraints”, foi desenvolvido em parceria com o Centro de Matemática e o Centro Algoritmi, sob a orientação dos professores Wolfram Erlhagen e Estela Bicho.

3Alber Elbaz junta-se à Richemont

A Richemont anunciou, no final de outubro, uma parceira com o designer Alber Elbaz, numa altura em que os grupos de artigos de luxo disputam a contratação de nomes de referência do meio. Mais conhecida pelo seu negócio de joalharia e relojoaria com marcas como a Cartier, a Richemont ofereceu poucos detalhes sobre o novo acordo com o criador de moda. O projeto representa um ponto de alavancagem para a Richemont, cuja participação no mercado é inferior à dos seus rivais, como os grupos LVMH e Kering. Neste sentido, a empresa tem apostado na expansão através de negócios de aquisição, assumindo já a propriedade das marcas Chloe e Azzedine Alaia. O empreendimento, batizado AZfashion, concentrar-se-á no «desenvolvimento de soluções para as mulheres dos dias de hoje», explicou Alber Elbaz, em comunicado. Durante os seus 14 anos na direção criativa da Lanvin, o designer foi reconhecido por reflorescer o negócio da casa francesa, com abordagens modernas de design feminino. Assim que se despediu da Lanvin, em 2015, as vendas da casa de moda começaram a descer, culminando com a sua aquisição pela chinesa Fosun. Desde então, Elbaz tem sido fortemente procurado por várias marcas de luxo, chegando a colaborar com a Tod’s no design de calçado e bolsas. Nos últimos anos, a estratégia de contratar designers de referência tem-se revelado muito popular entre as marcas de luxo, tal como aconteceu com a britânica Burberry que assinou com a ex-estrela da Givenchy, Riccardo Tisci. Por outro lado, várias empresas estão também a testar a mesma experiência com celebridades, para atrair consumidores mais jovens, como é o caso da LVMH, que lançou uma nova colaboração com a cantora pop Rihanna. As marcas de joalharia da Richemont, em particular, têm vindo a registar um crescimento estável. Contudo, a empresa está exposta aos conflitos de Hong Kong, um dos grandes mercados do sector do luxo. O grupo prepara-se para publicar a atualização de vendas a 8 de novembro.

4Moda casual, a favorita dos adolescentes

Marcas de desporto como a Lululemon e a Nike continuam a tornar-se cada vez mais populares entre os adolescentes dos EUA, à medida que estes jovens privilegiam um estilo mais casual. Contudo, os seus gastos registaram o valor mais baixo em oito anos, de acordo com o estudo do banco Piper Jaffray. De facto, o consumo assumido por esta faixa etária diminuiu 4%, para 2,4 mil dólares (2,17 mil euros), desde 2018. Por outro lado, o estudo evidencia também as tendências de consumo e preferências de marcas entre 9,5 mil adolescentes distribuídos por 42 estados americanos. Neste sentido, verificou-se que os consumidores da geração Z (nascidos entre meados dos anos 90 até aos primeiros anos de 2000) – a primeira que não chega a conhecer um mundo sem smartphones e aparelhos digitais – contribuem com cerca de 830 mil milhões de dólares para as vendas a retalho, anualmente. Enquanto a alimentação continua a ocupar o topo das prioridades do sexo masculino (23%), a maioria das jovens adolescentes prefere comprar vestuário (27%), cedendo à moda casual – onde marcas formais como a Sperry, Ralph Lauren e Vineyard Vines perdem quota de mercado para as desportivas. Com efeito, 36% das marcas de vestuário favoritas são de desporto, mais 2 pontos percentuais do que no ano anterior. A Lululemon, em particular, atingiu o seu valor histórico mais alto, ocupando o 7.º lugar nas preferências de marcas dos adolescentes, uma subida de 4 posições desde o ano passado, enquanto a Nike aumentou a sua quota dentro do já conquistado primeiro lugar, ultrapassando quer o ranking de vestuário quer o de calçado. Dentro desta última categoria, as Crocs também atingiram um novo recorde, posicionando-se em 7.º lugar nos favoritos dos adolescentes, e 52% dos inquiridos nomearam a Amazon como o melhor website para compras online. No entanto, Erinn Murphy, analista da Piper Jaffray, reforça a descida dos gastos dos adolescentes, revelando que «as duas categorias mais desafiantes foram bolsas e cosmética, à medida que as mulheres redefinem as suas prioridades de consumo, privilegiando a alimentação e o calçado/vestuário».

5UE e ESA estendem laços comerciais

A União Europeia iniciou as negociações com cinco países da África Oriental e Austral (ESA, na sigla original) com vista a aprofundar o acordo atual de parceria económica (Economic Partnership Agreement), no sentido de abranger mais áreas de ação, como barreiras técnicas ao comércio, aumento da produtividade e desenvolvimento sustentável. Os cinco países ESA – Comores, Madagáscar, Maurícia, Seicheles e Zimbabué – concordaram com a extensão de um acordo, que já conta com oito anos desde a sua implementação inicial, em 2012. Desde aí que as exportações da ESA para a UE aumentaram quase 25%, atingindo pouco menos do que 2,8 mil milhões de euros em 2018: Madagáscar mais do que duplicou, as Seicheles cresceram um terço e o Zimbábue registou um aumento de 12%, durante o período de oito anos. «A região da ESA é pioneira em toda a África no que diz respeito à nossa parceria comercial», afirmou a Comissária de Comércio da UE, Cecilia Malmström. O aprofundamento do novo acordo «impulsionará o comércio bilateral e os fluxos de investimento e contribuirá para a criação de empregos e maior crescimento económico nas respetivas regiões, promovendo o desenvolvimento sustentável», assegurou. A UE é o principal parceiro comercial da ESA. Além de melhorar o enquadramento dos negócios e investimentos, um acordo abrangente de livre comércio estimulará as economias dos cinco países e apoiaria a implementação da Aliança África-Europa para o programa Emprego e Investimento Sustentáveis, lançado em setembro de 2018. Adicionalmente, promoveria a integração económica regional e continental, incentivando os países da ESA a prepararem-se para implementar a Área de Livre Comércio Continental Africana (AfCFTA, na sigla original) sob a União Africana. A pedido dos cinco países, a UE concordou em prestar assistência financeira à criação de um Mecanismo de Coordenação de APE (Acordos Económicos e de Parceria). O objetivo é garantir uma coordenação e apoio técnico adequados à ESA, para que possam participar efetivamente no processo de negociação. Os APE visam a cooperação comercial e o desenvolvimento, atribuindo isenção de quota no acesso ao mercado da UE com base em regras favoráveis para os países parceiros e, consequentemente, apoiam a diversificação das exportações, a competitividade e promovem a criação de cadeias de valor locais.

6H&M Home estreia-se nas parcerias com Jonathan Adler

O negócio da casa do grupo sueco acaba de anunciar, pela primeira vez, uma colaboração com o designer, ceramista e autor americano Jonathan Adler. A coleção foca-se na vertente de decoração do grupo e inclui artigos «ousados e irreverentes, como esculturas, vasos, tabuleiro e caixas, bem como canecas, velas, almofadas e uma manta», revela a empresa em comunicado. O design propõe «cores vivas, padrões intensos e detalhes ousados», no sentido de encorajar os clientes a «viverem de forma glamorosa». Reconhecido pela estética irreverente, moderna e sofisticada, Adler fundou a sua empresa epónima em 1993. Com um início exclusivamente dedicado à área da cerâmica, o designer começou a expandir-se gradualmente para outros segmentos de decoração, desde mobiliário, iluminação, acessórios de casa, velas, tapetes a almofadas, inaugurando várias lojas nos EUA e Reino Unido, bem como uma plataforma online para fazer chegar os seus produtos a mais de 1,5 mil locais em todo o mundo. A colaboração entre a retalhista e Jonathan Adler concentra-se nas áreas sociais da sala de estar e de convívio, cujas imagens de campanha foram captadas na casa do designer, em Nova Iorque. Evelina Kravaev Söderberg, responsável pelo design e criatividade da H&M Home, acredita que a «inesgotável energia e paixão pela irreverência [do designer] impregna cada peça desta coleção e é com muito entusiasmo que oferecemos aos nossos clientes um pequeno vislumbre do mundo de Jonathan Adler». A coleção estará disponível em Portugal apenas no site online da H&M, a partir de 14 de novembro.