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  1. Mango sob fogo
  2. LVMH bate expectativas
  3. Dança das cadeiras na moda masculina
  4. Americanos virados para a poupança
  5. Retalhistas britânicos travam encomendas
  6. Dov Charney regressa ao mercado

1Mango sob fogo

A Mango está a ser criticada por ter escolhido Kendall Jenner como rosto da sua coleção “African Tribal Spirit”. Os críticos questionam a decisão de usar uma modelo caucasiana para representar uma coleção inspirada em África. Xavier Tio, diretor da Udutama Association, uma organização que apoia as minorias em Espanha, considera que «a Mango devia apoiar as pessoas cujas culturas inspiram as suas coleções. Seria uma forma simpática de retribuir o favor. Teria sido uma decisão sensata contratar uma manequim africana e a campanha teria tido mais sucesso nos media». Em declarações à WWD, o vice-presidente da Mango, Daniel López, afirmou que acredita que a manequim americana é a pessoa mais adequada para a coleção, destacando a força dos seus seguidores nas redes sociais, que incluem 47,5 milhões de pessoas no Instagram.

2LVMH bate expectativas

O LVMH, o maior grupo de luxo do mundo, registou um lucro anual superior às estimativas, com as vendas de moda e artigos em pele a ultrapassarem as expectativas no último trimestre. O lucro operacional aumentou 16%, para 6,61 mil milhões de euros – os analistas tinham previsto, em média, 6,5 mil milhões de euros. O volume de negócios no quarto trimestre subiu 5%, ultrapassando os 3,9% esperados pelo mercado. A presença do grupo em seis grupos de produtos diferentes, da moda ao champanhe, ajudaram o LVMH a combater o abrandamento da procura de luxo. A marca Louis Vuitton está a crescer novamente, a procura pela joalharia da Bulgari compensou as vendas mais fracas de relógios e as vendas de champanhe como Krug e Veuve Clicquot ajudaram a compensar o consumo mais baixo de conhaque X.O. na China. A moda e os artigos em pele são, contudo, a área mais representativa do LVMH, representando mais de um terço das vendas e mais de metade dos lucros brutos. As vendas trimestrais na unidade subiram 3%, superando as expectativas de um crescimento de 1%.

3Dança das cadeiras na moda masculina

Berluti e a Brioni estão a “divorciar-se” dos seus respetivos diretores criativos e há rumores que apontam também para a saída de Stefano Pilati do Ermenegildo Zegna Group. A casa de moda italiana Brioni já confirmou a saída, por mútuo acordo, de Brendan Mullane. «A paixão, visão e carisma de Brendan sempre emergiram no seu trabalho e estamos muito gratos pela sua dedicação empenhada à empresa», afirmou o diretor-executivo da Brioni, Gianluca Flore. Segundo um comunicado, a empresa, detida pelo grupo Kering, vai anunciar um novo diretor criativo «no devido tempo». A coleção para a primavera-verão 2017 será desenvolvida pela equipa de design interna. Também a Berluti, sediada em Paris, confirmou a saída de Alessandro Sartori. O designer, que esteve cinco anos na casa de moda detida pelo LVMH, estará de saída, alegadamente, para agarrar uma nova oportunidade, que não foi contudo anunciada. A coleção para o outono-inverno 2016, que foi revelada na semana de moda de homem de Paris no mês passado, terá sido a sua última. A Berluti opera cerca de 46 lojas e tem 20 clientes grossistas em todo o mundo.

4Americanos virados para a poupança

As temperaturas mais elevadas registadas em dezembro mantiveram o consumo estagnado e contribuíram para a taxa de poupança mais elevada nos últimos três anos. O consumo ficou inalterado em dezembro, depois de ter aumentado 0,5% em novembro, segundo revelou o Departamento de Comércio. Os rendimentos subiram 0,3%, o mesmo registado em novembro. A estagnação do consumo reflete as temperaturas anormalmente altas no último mês de 2015, o que reduziu a procura por vestuário de inverno. Os analistas culpam ainda a chuva por travar a compra de automóveis. A procura por bens não duráveis, como vestuário, caiu 0,9%, o mesmo acontecendo com os automóveis e outros bens duráveis. A procura por serviços subiu 0,4%. Os rendimentos mais altos em conjugação com a estagnação do consumo contribuíram para aumentar a taxa de poupança para 5,5%, o nível mais alto desde dezembro de 2012. Os números mais recentes destacam a cautela dos consumidores nos últimos três meses do ano, que travou o crescimento da economia americana, que abrandou para um aumento de apenas 0,7% no quarto trimestre. Os analistas também esperam que a melhoria no mercado de trabalho alimente o dinamismo do consumo e ajude a economia a atingir novamente um crescimento acima de 2% no atual trimestre, que decorre até março.

5Retalhistas britânicos travam encomendas

Os retalhistas britânicos assistiram a uma queda nos volumes de vendas em janeiro, com o volume de encomendas junto dos fornecedores a descer para o valor mais baixo desde maio de 2013. O Distributive Trades Survey da Confederação da Indústria Britânica (CBI na sigla original) concluiu que o balanço do volume de vendas desceu para +16% em janeiro, em comparação +19% em dezembro. Os analistas tinham antecipado um resultado de +18%. Entretanto, o balanço esperado para fevereiro subiu para +10%, em comparação com +9% em janeiro. O resultado mais surpreendente, contudo, foi a quebra nas encomendas, para -13% em janeiro, em comparação com +8% em dezembro, representando o número mais baixo desde maio de 2013. O estudo mostrou que as encomendas deverão voltar a cair em fevereiro, para -10%. As vendas, no entanto, mostram números mais positivos, com um balanço de +16% a afirmar que as vendas de janeiro ficaram acima da média, em comparação com +4% que disseram o mesmo em dezembro. «Os retalhistas tiveram um início do ano estável durante o período de saldos de janeiro. Contudo, com a concorrência a manter-se acérrima e com a persistente deflação dos preços no sector, não é surpreendente que as previsões para os retalhistas em fevereiro esteja subjugada», afirmou Rain Newton-Smith, diretora de economia na CBI.

6Dov Charney regressa ao mercado

O fundador da American Apparel, Dov Charney, está de volta ao retalho de moda com uma nova insígnia. O ex-CEO da American Apparel está a trabalhar com o presidente do Hagan Capital Group, Chad Hagan, numa nova empresa, segundo a imprensa americana. A nova marca estará focada em básicos para homem e senhora e ficará sediada completamente nos EUA, num modelo de negócio semelhante ao da American Apparel, da qual Charney foi despedido em 2014. «O que é importante para nós agora é sermos capazes de criar este novo negócio e colocar Dov ao leme e vamos fazer básicos novamente», afirmou Hagan ao WWD. «Não queremos simplesmente começar com uma marca online engraçada. Vamos fazer o que o Dov faz melhor e depois estabelecer um sistema de comércio eletrónico robusto. Mas não vamos estrear-nos apenas como um retalhista online», acrescentou.