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  1. MO de cara nova na Covilhã
  2. Vendas da Next continuam em alta
  3. Tricotagem 3D produz camisola com zero desperdício
  4. Gap quer reciclar mais e melhor
  5. Geração Z tem mais influência sobre as compras
  6. GOTS certifica mais 25% nos EUA

1MO de cara nova na Covilhã

A marca de moda do grupo Sonae reabriu a loja no Serra Shopping, na Covilhã, com um espaço reorganizado a pensar no cliente. O ponto de venda localiza-se no piso 0, em frente ao Continente, tem uma área de aproximadamente 220 m2 e insere-se na estratégia de crescimento da marca em Portugal. Esta loja da MO, que emprega sete colaboradores, promete apresentar um formato mais «moderno e luminoso, com uma nova organização que facilita o contacto com os produtos» refere em comunicado. Os clientes da marca podem encontrar várias gamas de produtos como vestuário, acessórios, calçado e interiores. O espaço oferece também vestuário e calçado para criança. Além disso, o serviço “in-store sales” é uma das novidades e permite reservar os produtos com as características de cor ou tamanho que o cliente desejar, que não estejam disponíveis no momento. A reorganização da loja inclui ainda uma área de levantamento de encomendas feitas online.

2Vendas da Next continuam em alta

A retalhista britânica revelou que as vendas diminuíram 6,3% de julho a outubro, apesar daquelas ao preço total terem crescido 2% em relação ao ano passo e o online ter aumentado 9,7%. No comunicado relativo ao terceiro trimestre da empresa, terminado a 26 de outubro, a Next refere que as fortes vendas de julho impulsionaram as do mês seguinte, enquanto setembro foi afetado pelas condições meteorológicas adversas que se refletiram numa temperatura anormalmente quente. Por outro lado, quando a meteorologia voltou ao frio, a empresa notou uma melhoria «significativa» das vendas em outubro. «Acreditamos que o crescimento das vendas em outubro recuperou algumas das perdidas em setembro e não esperamos que o crescimento para o resto do ano seja tão forte como em outubro», afirma a Next. Neste sentido, a empresa registou, em 2019, um aumento das vendas a preço total de 3,5%, comparativamente ao ano anterior, revelando-se particularmente forte no mercado online, com uma subida de 11,1%, enquanto o comércio a retalho caiu 4,8%. No futuro, a Next planeia manter as mesmas diretrizes de vendas e lucro para o resto do ano, descritas em setembro, o que inclui expectativas de lucro anual bruto de 725 milhões de libras (839 milhões de euros), um aumento de 0,3% em relação ao ano passado, e vendas a preço total com um crescimento de 3,6%. Sofie Willmott, analista da GlobalData, observa que, embora o retrocesso nas vendas da Next, a empresa manteve as mesmas diretrizes anteriormente impostas, o que demonstra que conseguiu lidar com a incerteza económica de 2019 e impulsionar o crescimento através da melhoria da sua proposta, apesar da fraca confiança do consumidor. Acrescenta ainda que «as lojas da Next podem apresentar-se muito diferentes no futuro, tornando-se mais parecidas com grandes armazéns, tendo em consideração os vários parceiros de concessão que introduziu, dedicando uma proporção crescente da sua área útil a serviços e menos a produtos». Willmott sustenta que evoluir a proposta do espaço físico é essencial para salvaguardar a sua longevidade, já que as lojas desempenham um papel importante no crescimento online, onde 50% dos pedidos são ali recolhidos, o mesmo meio usado para 82% das devoluções. Por outro lado, a Next continua a crescer digitalmente, expandindo a sua oferta, através da atração de marcas como a Topshop, Topman, New Look e extensão da sua linha de F&F para moda infantil e masculina», aponta a analista, tornando-se «uma ameaça cada vez maior aos seus concorrentes, que incluem Very.co.uk e Asos». Além disso, Richard Lim, CEO da Retail Economics, observa que «o mercado em geral continua sob pressão e as notícias de uma eleição geral pouco antes do Natal não poderiam vir em pior altura para os retalhistas». Contudo, Greg Lawless, analista da Shore Capital, argumenta que a Next «continua a ser uma empresa bem gerida, com um controlo rígido dos custos e stocks, uma estratégia clara bem executada e uma equipa de gestão experiente».

3Tricotagem 3D produz camisola com zero desperdício

A startup dinamarquesa Son of a Tailor garantiu mais de 100 mil dólares (90 mil euros) em financiamento via Kickstarter para produzir o seu pulôver Zero Waste, que recorre a tecnologia de tricotagem 3D para ajudar a prevenir a sobreprodução e eliminar os resíduos têxteis resultantes do corte. A empresa atingiu o seu objetivo Kickstarter de 14,8 mil dólares em menos de 40 minutos e, desde então, levantou 104,573 mil dólares antes da data de encerramento da campanha, a 22 de novembro. Fundada em 2014 por Jess Fleischer e Sten Martin Jonsson, a Son of a Tailor oferece vestuário à medida para homem. Depois de t-shirts em vários modelos, a camisola Zero Waste foi adicionado à lista de produtos deste ano. O vestuário é fabricado sob encomenda e tricotado numa só peça. Os clientes fornecem informações sobre o seu peso, altura, idade e tamanho de calçado, aquando do pedido de encomenda e, através de um algoritmo que usa estes quatro critérios, são criadas as “medidas perfeitas”, de acordo com os dados recolhidos de 30 mil homens em todo o mundo. O resultado customizado garante uma taxa de devolução reduzida, afirma a empresa. A startup, que produz todos os seus artigos na União Europeia, sustenta que esta indústria acumulou uma estimativa de 92 milhões de toneladas de resíduos têxteis só em 2018, enquanto a produção e o transporte de vestuário representam cerca de 10% das emissões de carbono globais. «A produção convencional de vestuário desperdiça até 21% do tecido no processo de corte, e o método da Son of a Tailor reduz esse desperdício para menos de 1%», explica a empresa. Além disso, como cada peça é feita sob encomenda, a empresa não acumula stock. Fleischer aponta que «o sucesso da nossa campanha Kickstarter mostra que os consumidores estão prontos para isso [repensar a indústria da moda]: mais de 400 pessoas apoiaram a nossa camisola Zero Waste nas primeiras 24 horas, tornando-nos o projeto Kickstarter mais popular atualmente no sector de moda». O co-fundador da startup acredita que «a sustentabilidade não é uma escolha. Precisamos de alterar o impacto negativo do nosso consumo sobre o meio ambiente o mais rapidamente possível, o que só pode acontecer se todos os fabricantes repensarem e executarem as suas linhas de produção de forma mais ecológica».

4Gap quer reciclar mais e melhor

A Gap Inc pediu auxílio ao Instituto de Investigação de Têxteis e Vestuário de Hong Kong (HKRITA, na sigla original) para encontrar uma forma de remover o elastano dos tecidos e descolorir a ganga, previamente à reciclagem. Os dois projetos reúnem o prazo limite de dois anos e as tecnologias resultantes estarão disponíveis para licenciamento na indústria. O objetivo da iniciativa é desenvolver processos e produtos que permitam à indústria passar de um modelo linear para um modelo circular ao longo do ciclo de vida dos têxteis. O elastano é uma fibra comum usada para aumentar a elasticidade e o conforto do tecido. Contudo, a indústria têxtil atual não consegue separá-lo, de uma forma circular e ecológica, dos materiais com o qual é misturado nos tecidos, para os reciclar. Este projeto de investigação prevê a parceria da HKRITA com a produtora têxtil Artistic Milliners para desenvolver um método de separação ecológica que remova o elastano, através de biossolventes, para que os materiais separados possam ser reutilizados pela indústria têxtil. Por outro lado, a descoloração da ganga representa também uma das grandes problemáticas ao nível da sustentabilidade do sector. Atualmente, a prática comum envolve um tratamento químico, que pode prejudicar as propriedades do tecido e provocar impactos ambientais negativos. Este projeto, estruturado em colaboração com a Arvind Limited, visa desenvolver um método físico para descolorir a ganga, de forma a que o algodão possa ser facilmente reutilizado e tingido. Art Peck, presidente e CEO da Gap Inc, afirma que «a mudança exige inovação e uma nova mentalidade. A Gap Inc está numa posição única para resolver os desafios da sustentabilidade em grande escala, e a nossa parceria com a HKRITA é um passo importante para criar novas soluções que impactam o nosso planeta e são profundamente importantes para os nossos clientes em todo o mundo». Neste sentido, a HKRITA já encontrou uma forma de transformar mais têxteis de lã e algodão em novos fios e tecidos sem perda de qualidade, com o processo a ser ampliado e testado por várias marcas líder. Após um investimento inicial de 15 milhões de dólares de Hong Kong (1,71 milhões de euros), da empresa de fiação Novetex Textiles Limited, e após dois anos de desenvolvimento, as instalações em Tai Po, nos Novos Territórios de Hong Kong, foram expandidas para três linhas de produção, cada uma com capacidade para processar até uma tonelada de tecidos de lã e algodão por dia.

5Geração Z tem mais influência sobre as compras

Um novo relatório evidencia que o consumo das famílias americanas está a sofrer uma alteração, com a Geração Z a exercer uma influência significativa nas compras domésticas, incluindo o vestuário. Segundo a Consumer View, um relatório trimestral sobre o comportamento do consumidor, da Federação de Retalho Nacional (NRF, na sigla original), 87% dos pais afirmam que os seus filhos exercem alguma influência nas suas aquisições, nomeadamente no âmbito do vestuário, passeios, brinquedos e alimentação, e tendem a gostar de comprar do seu próprio bolso. «Estamos a assistir a uma mudança na forma como as famílias compram, [nos sectores] onde as crianças estão muito mais envolvidas com a tomada de decisão», revela Mark Mathews, vice-presidente da NRF para o desenvolvimento de investigação e análise da indústria, acrescentando que «este ano, durante o regresso às aulas, pré-adolescentes e adolescentes estavam fortemente implicados nas decisões de compra e contribuíram significativamente com mais fundos próprios comparativamente há uma década atrás». Embora a geração Z nem sempre espere estar envolvida nas decisões de compra da família, os seus pais consideram importante incluí-la, por vários motivos: serão os filhos a usar o artigo (57%), a sua opinião é importante para os pais (57%) e representa uma forma de educar os mais novos para a tomada de decisão (56%). Por outro lado, os filhos integram o processo de decisão maioritariamente no final da compra, pesquisando sobre as características e comentários relativos ao produto e verificando o seu preço ou disponibilidade. O relatório indica também que Geração Z influencia diferentes aspetos das compras, incluindo a seleção da marca (52%), hierarquização de características importantes do produto (48%) e consideração sobre os retalhistas (41%). Mathews argumenta que «fazer compras é uma ótima maneira de os pais se relacionarem com os filhos» e «à medida que a indústria continua a evoluir, os retalhistas têm uma enorme oportunidade de expandir a oferta inclusiva a toda a família».

6GOTS certifica mais 25% nos EUA

A Global Organic Textile Standard, que garante que a cadeia de aprovisionamento de fibras orgânicas certificadas em vestuário cumpre estritamente critérios pré-definidos sociais e ambientais, registou um crescimento de 25% nas certificações na América do Norte durante o ano passado. O mais recente relatório indica que agora existem mais de 100 empresas individuais nos EUA certificadas pela GOTS, além das oito contabilizadas no Canadá e das três no México. As fábricas beneficiam da verificação GOTS, se reivindicarem o seu cuidado pela utilização de fibra orgânica, processos têxteis seguros e conformidade com critérios sociais rigorosos e, após aprovação, estarão presentes num banco de dados público que permite que retalhistas e consumidores tenham acesso aos produtos e empresas com esta certificação. De acordo com o Relatório Anual 2018, a certificação GOTS alcançou um crescimento de 25% na América do Norte de 2017 a 2018, contribuindo para um total de 5.760 fábricas registadas em todo o mundo – mais 736 do que em 2017. Além disso, o número de trabalhadores presentes nestas fábricas aumentou para mais de 2,02 milhões, mais 180 mil do que em 2017, a nível global. A GOTS é uma norma global voluntária para todo o processamento após a exploração da matéria-prima, isto é, avalia a fiação, tricotagem, tecelagem, tingimento e produção de vestuário e têxteis-lar fabricados com fibra orgânica certificada (como algodão orgânico e lã orgânica) e inclui critérios ambientais e sociais. As principais disposições reúnem a proibição do uso de organismos geneticamente modificados (OGM), de produtos químicos altamente perigosos e de trabalho infantil, ao mesmo tempo que exigem fortes sistemas de gestão de conformidade social e práticas rigorosas de tratamento de águas residuais.