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  1. Vietname beneficia da guerra EUA-China
  2. Jeanologia e Browzwear são parceiras no denim
  3. Tommy Hilfiger adota tecnologia 3D
  4. RadiciGroup está mais verde
  5. TrendPulse afina tendências do retalho
  6. Ridley Scott faz casaco para a Barbour

1Vietname beneficia da guerra EUA-China

As exportações de têxteis e vestuário do Vietname aumentaram quase 9% nos primeiros dez meses do ano, o que indica que o país será um dos maiores beneficiários da guerra comercial EUA-China, numa altura em que as marcas e retalhistas de moda estão a mudar as suas fontes de aprovisionamento. O Gabinete de Estatística Geral do Vietname revela que o país acumulou 27,36 mil milhões de dólares (24,8 mil milhões de euros) em exportações de têxteis e vestuário entre janeiro a outubro deste ano, o que representa um aumento de 8,7% relativamente a 2018. Só no mês de outubro, as exportações subiram 9%, para 2,75 mil milhões de dólares, relativamente ao período homólogo anterior. Os EUA continuam a ser o mercado com maior procura pelos produtos do Vietname, seguidos pela União Europeia, Japão, Coreia do Sul e China. Por outro lado, os dados da Associação de Têxteis e Vestuário do Vietname evidenciam que as importações do país atingiram 21,9 mil milhões de dólares em 2018, um aumento de 15,3% relativamente ao ano anterior. De acordo com o just-style.com, o crescimento nas exportações de têxteis e vestuário do Vietname em 2018 registou o ritmo mais acelerado em oito anos, o que se justifica parcialmente pela transição da mão de obra da agricultura para a indústria e pelo aparecimento de novas cadeias de aprovisionamento, potenciado pelas tensões entre os EUA e a China. Deste modo, o Vietname espera conseguir chegar a 40 mil milhões de dólares em exportações de têxteis e vestuário este ano, o que significaria um crescimento de 10,8% relativamente a 2018. Contudo, à medida que cada vez mais empresas procuram fornecedores no Vietname, teme-se que a escassez de capacidade produtiva face à procura exponencial cause um aumento dos preços, com uma maior pressão de encomendas resultantes da participação do país em dois grandes acordos comerciais: o Acordo Global e Progressivo para a Parceria Transpacífica (CPTPP, na sigla original) e o Acordo de Comércio Livre UE-Vietname (EVFTA, na sigla original). A indústria de vestuário representa cerca de 15% das exportações totais do Vietname, com mais de 36 mil milhões de dólares em 2018, o que coloca o país entre os cinco principais exportadores de vestuário do mundo.

2Jeanologia e Browzwear são parceiras no denim

A especialista em tecnologia de acabamentos de denim Jeanologia está a colaborar com a plataforma de design digital 3D Browzwear para que os designers possam criar, visualizar e produzir vestuário em denim de forma mais eficiente e sustentável. As empresa que recorrerem ao software da Browzwear serão capazes de visualizar, com qualidade fotográfica, as suas criações com os acabamentos laser e ecológicos da Jeanologia. Quando os protótipos chegarem à fase da produção, as instruções para os acabamentos estarão incluídas em todas as peças, garantindo que o produto físico acabado é exatamente igual ao projetado digitalmente. «Há demasiado tempo que a indústria da moda é ineficiente e gera muito desperdício e o futuro do nosso planeta exige que empresas como as nossas, que estão a tomar uma atitude e a criar um impacto positivo, se juntem», sustenta Sharon Lim, cofundadora e CEO da Browzwear. «Esta tecnologia de integração é apenas o primeiro passo naquilo que imaginamos como uma parceria que acelerará o desenvolvimento de mais soluções sustentáveis», acrescenta. Enrique Silla, CEO da Jeanologia, adianta ainda que o objetivo é «incentivar a experiência e a criatividade e, através desta parceria, estamos confiantes de que os designers irão encontrar liberdade assim como responsabilidade».

3Tommy Hilfiger adota tecnologia 3D

A Tommy Hilfiger está a incorporar tecnologia 3D na sua sede na Holanda, para ser usada por todas as equipas de design de produto. O objetivo é que a coleção primavera-verão 2022 seja completamente desenhada usando esta tecnologia. A Tommy Hilfiger tem como objetivo tornar a cadeia de valor totalmente digital em todos os processos envolvidos. «O potencial do design 3D é ilimitado e permite-nos responder mais rápido e de uma forma mais sustentável às necessidades do consumidor» afirma Daniel Grieder, CEO da Tommy Hilfiger Global e da PVH Europa. «A tecnologia tornou-se uma ferramenta fundamental no design das nossas coleções e tem potencial para acelerar significativamente a nossa velocidade no mercado e substituir completamente a fotografia de produto. Para o outono 2020, as camisas masculinas serão desenhadas em 3D, não recorrendo à produção de amostras. A diferença será praticamente invisível relativamente às peças que desenvolvemos até agora. Este é o futuro», acrescenta. A empresa financiou uma incubadora tecnológica chamada STITCH que tem como função digitalizar as práticas de design da Tommy Hilfiger, que começou a jornada de design 3D em 2017. Várias equipas de engenharia de software e especialistas em design 3D e em transformação criaram um ecossistema de ferramentas que permite trabalhar de forma digital. O ecossistema alberga uma biblioteca digita de tecidos, padrões e cores, ferramentas de apresentação em 3D e tecnologia de renderização. Todas estas implementações virtuais aceleram o planeamento e integram-no mais facilmente nos Showrooms Digitais. No outono de 2020, a Tommy Hilfiger vai lançar uma coleção-cápsula que será desenhada, produzida e vendida de forma digital com a inclusão de produtos modelados em avatares virtuais para reduzir ao máximo a produção de amostras, poupando tempo e dinheiro. Todas as equipas da empresa vão receber formação em 3D.

4RadiciGroup está mais verde

O produtor italiano de fios RadiciGroup enumerou as suas conquistas sustentáveis no último relatório, entre as quais estão uma maior participação dos seus fornecedores e melhorias no consumo de energia e água. De acordo com os dados do relatório, em 2018, a eletricidade renovável, de origem hidroelétrica maioritariamente, representou cerca de 43,7% do total de energia consumida pela empresa, permitindo ao grupo reduzir em 29% as suas emissões de gases com efeito de estufa. Adicionalmente, a empresa registou uma poupança de 68% de água, através da reciclagem e da racionalização do consumo hídrico, em cada uma das suas empresas. No ano passado, os seus fornecedores foram convidados, pela primeira vez, a contribuir para a análise de materialidade sobre a qual assenta o seu relatório de sustentabilidade. A inovação também foi um elemento-chave do RadiciGroup, que culminou na criação de uma nova função corporativa denominada por “Inovação & Pesquisa”, para servir de reservatório de ideias a todas as atividades de design e desenvolvimento do grupo. «No que diz respeito a estes empreendimentos [produtos inovadores criados pela empresa], tem havido um forte compromisso em medir o seu impacto ambiental desde a fase pré-industrial, usando sistemas de medição científicos e profissionais reconhecidos internacionalmente», esclarece o CEO do grupo, Angelo Radici. Com cerca de 3.100 trabalhadores, vendas de 1,21 mil milhões de euros em 2018 e uma rede de mais 30 locais de produção e venda na Europa, América do Norte e Sul e Ásia, o RadiciGroup produz uma ampla gama de produtos químicos, polímeros de elevada performance, fibras sintéticas e não-tecidos.

5TrendPulse afina tendências do retalho

A plataforma Trendalytics atualizou a sua ferramenta de retalho TrendPulse para incluir recursos de análise preditiva aumentada para as tendências mais populares. «Estamos finalmente a cumprir o que prometemos aos nossos clientes no mercado no que toca a sermos realmente preditivos e a oferecer-lhes as respostas às perguntas que efetivamente precisam para a tomada de decisão», afirma Kathy Leake, CEO da Trendalytics, ao Sourcing Journal. A melhoria do serviço irá providenciar uma análise aprofundada de dados que poderá ajudar os retalhistas e respetivas equipas a decidir quanto gastar e quando adquirir um produto. Além disso, a plataforma também classifica as tendências com «pontuações de confiança», nas palavras de Leake, garantindo-lhes uma maior assertividade sobre o seu potencial de crescimento. A Trendalytics procura satisfazer a necessidade dos responsáveis de compras de estarem em constante atualização sobre as tendências de mercado. «Este é realmente o espírito da empresa e o motivo pelo qual existimos: constituir um mecanismo de previsão para os retalhistas», corrobora a CEO. A plataforma TrendPulse integra agora um novo centro de descoberta na página inicial que apresenta imediatamente as tendências mais relevantes do momento e a sua previsão de crescimento. Adicionalmente, os utilizadores têm à sua disposição filtros mais avançados, assim como indicadores de tendências. «A nossa nova plataforma permitirá que os retalhistas atuem de forma rápida e com maior precisão, o que resulta em desempenhos mais rentáveis», esclarece Leake. Sarah Barnes, diretora de marketing e comunicação da Trendalytics, divulgou já que, entre as tendências com potencial para dominar o ano 2020, os coordenados inspirados nos anos 70 estão de regresso, de acordo com os dados da TrendPulse. O vestuário inspirado na editora de soul e R&B Motown, juntamente com o estilo boho, promete dominar as vendas da primavera, aponta a diretora de marketing e comunicação da Trendalytics.

6Ridley Scott faz casaco para a Barbour

Para celebrar o seu 125.º aniversário, a marca Barbour criou um casaco em colaboração com o realizador de cinema Ridley Scott. O casaco foi pensado para ser prático e funcional e para se adequar ao tempo passado no exterior. Luke Scott, filho do realizador e também CEO do grupo Ridley Scott Creative, contribuiu também para o design, que se segue as linhas da Barbour. O casaco possui bolsos laterais para manter as mãos quentes, bolsos exteriores para guardar as chaves e bolsos interiores para walkie-talkies, uma gola de estilo militar e ainda um bolso onde é possível guardar um guião A4. Fechos zip e botões antirreflexo estão incorporados no casaco para passarem despercebidos nos locais de rodagem. A peça apresenta uma ilustração de um pássaro desenhada exclusivamente pelo realizador na etiqueta na parte de trás do casaco e em dois botões e possui um forro amovível para que o casaco se possa ajustar a qualquer altura do ano. A versão feminina do mesmo modelo foi desenvolvida em conjunto com a filha do realizador, Jordan Scott, que é também cineasta e fotógrafa. «Estamos muito satisfeitos por trabalhar com o Sir Ridley neste projeto único. A Barbour e o Sir Ridley Scott são provavelmente dos nomes mais conhecidos de South Shields. O casaco combina o melhor da experiência da Barbour em design com a funcionalidade e praticidade adequadas a uma finalidade, num casaco inovador que possui todos os recursos exigidos por um realizador de cinema de renome mundial. Os casacos são únicos – tanto podem ser usados em cenários de filmes como para o quotidiano dos aficionados de cinema que desejam um casaco resistente aos diferentes tipos de clima», considera Paul Wilkinson, diretor comercial e de marketing da Barbour. «Estou encantado por ter sido convidado pela Barbour para participar na celebração dos 125 anos desta grande marca britânica. O casaco é realmente espetacular», afirma Ridley Scott.