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  1. L Capital compra El Ganso
  2. H&M lança Lee no mercado
  3. Lagerfeld chaga a 97 países
  4. M&S abandona leste europeu
  5. Hermès cresce no primeiro semestre
  6. Investimento dispara no retalho espanhol

1L Capital compra El Ganso

O fundo de capital privado L Capital anunciou a recente aquisição de uma quota de 49% de participação da marca de vestuário El Ganso, que passará a integrar o seu vasto portefólio de marcas internacionais. Conjuntamente, as duas empresas desenvolveram um «ambicioso» plano de negócios que pretende revitalizar a marca e impulsionar o crescimento nos mercados internacionais, uma das principais estratégias de investimento do fundo. O L Capital, que também detém participações em marcas como Giuseppe Zanotti, Pepe Jeans, Sandro, Maje e Claudie Pierlot, está empenhado em aumentar o valor da marca, alargando a oferta de produtos e expandindo a rede de distribuição. A El Ganso, fundada por Álvaro e Clemente Cebrián, deverá terminar o atual ano fiscal com um volume de negócios de 70 milhões de euros, o que representa um crescimento de 50% face aos últimos cinco anos. A empresa somará, até ao final do ano, mais de 120 lojas independentes em 10 mercados, incluindo Espanha, França, Inglaterra, Bélgica, Chile, México, Holanda, Itália, Alemanha e Portugal.

2H&M lança Lee no mercado

O vencedor do Prémio de Design da H&M, Ximon Lee, irá estrear-se nas lojas da marca sueca já este mês, com uma coleção de oito peças unissexo que destacam o estilo do designer, evidenciando a forma, estrutura, volume e textura das peças. Lee é estudante da Parsons School of Design e é o primeiro designer masculino a ser premiado com este galardão. As peças, que Lee diz poderem ser usadas indistintamente por homens e mulheres, incluem um casaco de ganga, calções oversize pelos joelhos usados sobre leggings, e tops de desenhos jacquard. A coleção chega em loja a 22 de outubro.

3Lagerfeld em 97 países

Karl Lagerfeld marcará presença em 97 países a partir de novembro, em resultado da parceria estabelecida com o grupo Yoox Net-A-Porter, que pretende expandir globalmente a presença da marca do designer alemão no sector do comércio eletrónico. Este investimento irá traduzir-se num «resultado de duplo dígito em termos de percentagem de receita», afirmou Pier Righi, CEO do Karl Lagerfeld Group, salientando que as vendas on-line representam já «uma parte significativa do negócio». Righi revelou que a marca está a potenciar o elevado envolvimento decorrente da sua presença nos media sociais – reunindo mais de 1,6 milhões de seguidores na rede social Instagram nos últimos dois anos – e tráfego positivo no seu website, que excede os 100.000 visitantes por mês. De acordo com a empresa, os visitantes despendem uma média de três minutos no site e 40% procuram uma opção de compra, que os encaminha para uma loja física. Righi considera que as compras on-line se «adequam ao nosso consumidor, que está particularmente conectado, é jovem e moderno. Reconhecemos a existência de um público amplo que pretende adquirir os nossos produtos». A venda online incluirá novos produtos quinzenalmente e apresentará coleções-cápsula ocasionais, desenvolvidas especialmente para esta plataforma, estreando-se com a gama “Karl Around the World”, inspirada nas viagens do designer.

4M&S abandona leste europeu

A tensão crescente entre os países ocidentais e a Rússia tem afetado negativamente várias economias do leste europeu e afastado insígnias importantes, como a Marks & Spencer, que planeia retirar-se de cinco dos países da região. A saída da Croácia, Eslovénia, Bulgária, Sérvia e Montenegro conduzirá ao encerramento de algumas dezenas de lojas a partir de janeiro, refletindo-se num abrandamento da expansão da retalhista britânica, que pretendia reunir um portefólio de 250 novas lojas no exterior até 2017. Esta iniciativa recente enquadra-se numa revisão da estratégia internacional do grupo, fomentada pela crise política na região e por preocupações mais vastas sobre o crescimento económico global, especialmente na sequência de questões económicas na China e no Médio Oriente. No entanto, a M&S adota uma postura otimista e destaca que esta atitude não constituirá o fim do crescimento da marca na Europa de Leste. «Continuamos a gerir atentamente o nosso segmento internacional e a tomar medidas decisivas que pretendem assegurar que a nossa carteira de lojas se adequa ao futuro da M&S», revela.

5Hermès cresce no primeiro semestre

A casa Hermès anunciou um crescimento de 20% da receita operacional no primeiro semestre do ano fiscal, em resultado do aumento da procura entre os turistas no Japão, Estados Unidos da América e Europa. Paralelamente, o fabricante de artigos de luxo anunciou que a margem operacional será menor este ano face a 2014 em resultado das flutuações cambiais sentidas. A margem operacional de 32,5%, assinalada no primeiro semestre, ficou mais próxima do resultado de 32,6% registada no período anterior correspondente. A margem fixou-se em 31,5% em 2014, aquém dos 32,4% obtidos em 2013. A Hermès manteve o seu objetivo de aumentar as vendas anuais em 8%, a taxas de câmbio constantes. Os resultados semestrais apresentados por outras marcas de luxo, como o grupo LVMH e Gucci, publicados anteriormente, foram superiores ao esperado, impulsionados pelos consumidores provenientes do continente asiático em grandes cidades europeias, bem como no Japão e Coreia, que compensaram a redução das vendas sentida em Hong Kong. «Continuamos convencidos de que a Hermès é a marca mais defensiva do sector do luxo: uma longa lista de espera e um esforço deliberado de não responder à procura e manter um efeito de escassez funcionam de tal forma, que o seu crescimento e desempenho são mais estáveis do que os dos seus pares», refere o analista da Exane BNP Paribas, Luca Solca.

6Investimento dispara no retalho espanhol

O investimento em centros comerciais espanhóis ascendeu aos 2,58 mil milhões de euros no primeiro trimestre de 2015, representando um aumento de 42% face ao mesmo período do ano passado, segundo dados da empresa de investimentos imobiliários JLL. A empresa prevê que o volume de negócios no mercado de investimento de retalho espanhol deverá ascender a 3 mil milhões de euros até ao final do ano, face a 3,3 mil milhões de euros em 2014. Os investidores espanhóis foram responsáveis por 33% do volume total, seguidos por fundos provenientes dos Estados Unidos da América (24%) e da Alemanha (10%). Entre as restantes proveniências destacam-se a França, Brasil, Israel, México e Reino Unido. Os centros comerciais e parques de retalho foram as unidades mais procuradas, respondendo por 25% do volume de investimentos, superando as lojas de retalho e supermercados. De acordo com a JLL, entre as cerca de 50 transações de retalho concluídas nos primeiros nove meses de 2015, destaca-se a aquisição do outlet Megapark pela Lar España, avaliada em 170 milhões de euros.