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Breves

  1. Zona Euro regressa ao crescimento
  2. Marques’Almeida desfila em Londres
  3. Agricultores americanos apostam no algodão
  4. Ralph Lauren vende menos
  5. Alibaba sob ataque
  6. Benetton faz campanha pela diversidade

1Zona Euro regressa ao crescimento

As vendas a retalho na Zona Euro subiram pela primeira vez em quatro meses em dezembro, de acordo com os dados do Eurostat. O gabinete europeu de estatística revelou que as vendas subiram 0,3% em termos mensais e 1,4% em termos anuais – o primeiro aumento desde agosto. O Eurostat reviu ainda em alta os dados para novembro, para +0,3%. Os dados sugerem que o aumento do rendimento disponível das famílias devido aos preços mais baixos do combustível continuou a impulsionar o consumo noutros bens e serviços. As vendas relacionadas com a época de Natal de produtos alimentares, bebidas e tabaco lideraram em dezembro, tendo aumentado 0,6% em termos mensais. Entre as principais economias da Zona Euro, as vendas a retalho em dezembro subiram 1,3% em França em termos mensais, que traduziu em parte uma retoma após as vendas em novembro terem sido afetadas pelos ataques terroristas em Paris. Contudo, as vendas em Espanha subiram apenas 0,1%, enquanto na Alemanha registou-se mesmo uma queda de 0,2%. A empresa de recolha de dados Markit indicou que o índice PMI, o índice que mede a atividade dos gestores de compras, resultante do inquérito a 5.000 empresas na Zona Euro, caiu para 53,6 em janeiro, em comparação com 54,3 em dezembro. Uma leitura acima de 50 indica um aumento da atividade, enquanto um valor abaixo desse nível aponta para um declínio. A Markit tinha inicialmente a expectativa de uma queda do PMI para 53,5. O resultado é consistente com o crescimento económico de 0,4% no primeiro trimestre de 2016, de acordo com a Markit, apesar da agitação nos mercados financeiros e das preocupações com o futuro da China.

2Marques’Almeida desfila em Londres

Londres está já a preparar-se para a próxima Semana de Moda, com a capital britânica a abrir as portas aos desfiles de moda, que decorrem de 19 a 23 de fevereiro, um dia depois de Nova Iorque fechar as suas. A coleção para o outono-inverno 2016/2017 de Sadie Williams será a primeira a pisar a passerelle, enquanto Xiao Li tem a honra de fechar o evento a 23 de fevereiro. Do calendário oficial faz parte ainda o desfile da Marques’Almeida, a marca da dupla de designers portugueses Marta Marques e Paulo Almeida, também no último dia, mas às 12h.

3Agricultores americanos apostam no algodão

Os agricultores de algodão deverão aumentar a área de cultivo em 6,2% este ano, com os preços mais baixos das colheitas rivais, incluindo milho e soja, a levar a uma maior atenção para a fibra. Segundo o National Cotton Council (NCC), a área de cultivo de algodão deverá aumentar para 3,7 milhões de hectares em 2016, ligeiramente menos do que as expectativas de 3,9 milhões de hectares da sondagem da Reuters. No ano passado, segundo a NCC, os agricultores plantaram 3,5 milhões de hectares de algodão – o valor mais baixo desde 1983, de acordo com os dados do governo dos EUA. Com uma taxa de abandono de 11%, apenas 3,3 milhões de hectares foram colhidos no ano passado. O estudo do NCC, que é visto como um dos primeiros indicadores da produção para a próxima época, baseia-se num questionário enviado em meados de dezembro para os produtores nos 17 estados americanos que produzem algodão. O grupo indicou que embora os preços do algodão tenham registado poucas alterações no último ano, as quedas nos preços dos grãos, que competem com a fibra por área cultivada, provavelmente está a incentivar os agricultores a plantar algodão. Os preços do milho fecharam 2015 com uma queda de cerca de 10% e os preços futuros da soja desceram quase 15% no ano passado. «O rácio de preço do algodão em relação a colheitas concorrentes está um pouco mais favorável do que em 2015», sustenta Jody Campiche, vice-presidente de análise económica e política do NCC.

4Ralph Lauren vende menos

A Ralph Lauren Corp registou um declínio acima do esperado nas vendas no trimestre que incluiu o Natal, agravado pelas temperaturas anormalmente amenas e redução do número de turistas que visitaram as suas lojas na América do Norte. O tempo mais quente em novembro e dezembro afetou as vendas de vestuário de inverno, nomeadamente camisolas, casacos e luvas, sobretudo nos grandes armazéns. A Macy’s, que representou cerca de 12% das vendas totais da Ralph Lauren em 2015, registou um declínio das vendas no período de Natal e baixou as previsões de lucro pela segunda vez em dois meses. A Kohl’s Corp também reviu em baixa as estimativas de lucro para o ano terminado em janeiro de 2016, citando uma procura inferior por produtos de inverno. A Ralph Lauren, cujas marcas incluem a Polo Ralph Lauren, Club Monaco, American Living e Chaps, indicou que «dificuldades com o sortido de produtos sob a marca Lauren» contribuíram para o declínio das vendas no trimestre. O dólar mais forte também afetou o volume de negócios, representando 3% no declínio de 4,3% do volume de negócios trimestral, indicou a empresa. As vendas totais caíram 7% no trimestre terminado a 26 de dezembro. Em média, os analistas esperavam uma queda de 2,7%, segundo o Consensus Metrix. A Ralph Lauren indicou que espera agora que o volume de negócios caia cerca de 3% para o ano que termina em abril de 2017, com o dólar forte a baixar o volume de negócios em 4%. A empresa previa anteriormente que as vendas se mantivessem estagnadas pelo período. A empresa antecipa ainda que o volume de negócios no trimestre atual se mantenha estável ou registe uma queda até 2%. O lucro líquido da Ralph Lauren caiu quase 40%, para 131 milhões de dólares (116,4 milhões de euros), no terceiro trimestre. O volume de negócios desceu para 1,95 mil milhões de dólares, abaixo dos 2,03 mil milhões de dólares esperados pelos analistas. As ações da empresa caíram 18,7%, para 94,02 dólares, o valor mais baixo desde outubro de 2010.

5Alibaba sob ataque

Hackers na China tentaram aceder a mais de 20 milhões de contas ativas no site Taobao, do Alibaba, usando o próprio serviço do Alibaba “na nuvem”, segundo uma publicação no website do regulador da Internet. Os analistas indicaram que a notícia levou a uma queda de 3,7% das ações do Alibaba no mesmo dia. Um porta-voz do Alibaba, contudo, já afirmou que a empresa detetou o ataque «no primeiro momento», apelou a que os utilizadores alterem as palavras-passe e está a colaborar com a investigação policial. As empresas chinesas estão a registar um aumento acentuado no número de ataques cibernéticos e os especialistas em segurança na Internet afirmam que há um longo caminho a percorrer até que as defesas estejam ao nível dos homólogos americanos, indicou a Reuters. No caso, os hackers obtiveram uma base de 99 milhões de nomes e palavras-chave a partir de diversos websites, segundo um estudo independente gerido pelo Ministério de Segurança Pública. Os hackers usaram depois a plataforma do Alibaba para inserir os detalhes no Taobao e, dos 99 milhões de utilizadores, concluíram que 20,59 milhões estavam igualmente a ser usados em contas no Taobao. Os sistemas do Alibaba descobriram a tentativa e bloquearam a grande maioria das tentativas de entrada, segundo o website do Ministério de Segurança Pública. «O sistema do Alibaba nunca foi violado», garantiu um porta-voz. Os 20,59 milhões de contas representam cerca de 1 em cada 20 compradores ativos nos mercados do Alibaba.

6Benetton faz campanha pela diversidade

A United Colors of Benetton está a lançar uma nova campanha mundial, “O Rosto da Cidade”, para celebrar a diversidade étnica. Centrando-se em seis capitais mundiais de moda – Londres, Paris, Berlim, Nova Iorque, Milão e Tóquio – a campanha começou com uma pesquisa da Benetton da diversidade étnica encontrada em cada uma destas cidades. Ao misturar fotografias de mulheres que representam esta diversidade étnica, a imagem final representa e celebra a mistura cultural única em cada uma das capitais de moda e em todo o mundo. A campanha vai ser lançada juntamente com a coleção-cápsula “carnaval”, que foi pensada para juntar dois dos principais valores da marca: cor e diversidade. A campanha e a coleção-cápsula irão invadir as lojas durante este mês de fevereiro.