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Breves

  1. Português ao leme da Federação Mundial de Engenheiros
  2. Mar Shopping Matosinhos tem novas lojas
  3. Nobull inova com camisola com bolhas de ar
  4. Zappos destaca marcas sustentáveis
  5. Ralph Lauren regressa ao Bangladesh
  6. Roteiro promove joalharia portuguesa

1Português ao leme da Federação Mundial de Engenheiros

José Vieira é o primeiro português a presidir a Federação Mundial de Associações Profissionais de Engenharia (WFEO). O professor catedrático da Universidade do Minho afirma sentir-se «muito honrado» pela função que «prestigia a engenharia de Portugal, a Ordem dos Engenheiros e a UMinho». A Federação, com sede em França, representa mais de 30 milhões de engenheiros de 100 países e foi criada há 51 anos sob os auspícios da UNESCO. «A engenharia tem um papel fundamental face aos desafios do esgotamento de recursos, aumento da urbanização, degradação ambiental e mudanças climáticas. A WFEO deve envolver-se nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, reconhecendo que altos padrões de segurança e bem-estar nas sociedades modernas podem ser alcançados através dos avanços da engenharia», refere José Vieira. Em comunicado, a Universidade do Minho explica que os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU estão na senda da Declaração de Paris e do memorando daquela federação com a UNESCO em 2018. «Considerando a força histórica da nossa rede global de profissionais altamente diversificada, queremos afirmar a engenharia num mundo em transformação, construindo o progresso social para servir a humanidade e proteger o ambiente. A recente aprovação pela UNESCO de 4 de março como o Dia Internacional da Engenharia para o Desenvolvimento Sustentável «permitirá uma maior visibilidade da relevância e valor da engenharia junto dos cidadãos», acrescenta. José Vieira pretende ainda «envolver governos dos países membros da WFEO em projetos conjuntos como atrair a juventude aos cursos superiores de engenharia, mostrando que é uma área com muito emprego, vive uma grande internacionalização e é essencial para o progresso da indústria, da tecnologia e da inovação, o que exige também a atualização constante dos seus profissionais». O docente foi o candidato português indicado pela Ordem dos Engenheiros e foi considerado pelo bastonário Carlos Mineiro Aires «a pessoa certa» para representar os engenheiros em todo o mundo e para promover a profissão «determinante para um presente e futuro sustentável» pela sua formação técnica e profissional.

2Mar Shopping Matosinhos tem novas lojas

No seguimento do aumento da oferta de lojas e serviços, o Mar Shopping de Matosinhos vai abrir espaços dedicados à Friking, Xiaomi e The Barber Shop. Com o objetivo de diversificar as propostas do centro comercial, a abertura das três lojas insere-se num conjunto de várias inaugurações realizadas nos últimos meses. T-shirts, acessórios de moda e outros produtos com ilustrações de artistas internacionais são os produtos que a Friking vai disponibilizar. A marca chinesa Xiaomi é conhecida pelos preços acessíveis e por ter uma gama tecnológica low cost, o que se pode traduzir em «muitos fãs devido à variedade de gadgets». Já a The Barber Shop estará encarregue dos cuidados profissionais e especializados com a barba e o cabelo. Para o Mar Shopping Matosinhos, 2019 foi um ano cheio de novidades com a integração de várias marcas no centro comercial. Kidiliz, Pisamonas, Hawkers, Rosamala, Scalpers, B Strong, Tiendanimal, Starbucks, Nespresso e Note são alguns exemplos do plano de expansão para uma maior diversidade de produtos e serviços.

3Nobull inova com camisola com bolhas de ar

Os fundadores da Nobull, Marcus Wilson e Michael Schaeffer, lançaram a empresa de activewear em 2015 para criar sapatilhas que resistissem às exigências de um treino de Crossfit, que tende a desgastar rapidamente o material do calçado comum. Os dois empresários desenvolveram por isso umas sapatilhas de um material leve e resistente à abrasão, denominado por SuperFabric, que rapidamente se tornou popular entre os atletas e fãs de fitness. A marca está agora a expandir-se para o vestuário e o objetivo dos fundadores é produzir peças igualmente inovadoras e que deem uma resposta tão eficaz a eventuais desafios da prática do desporto. A sua mais recente inovação é uma camisola de 98 dólares (cerca de 90 euros) inspirada no material de plástico com bolhas (usado para embalar e proteger objetos delicados), dirigida a homens e mulheres. À superfície, a camisola aparenta ser perfeitamente comum, com uma gola alta e um design texturizado. Contudo, está equipada com uma nova tecnologia, desenvolvida pela empresa de inovação em têxteis Polartec. O novo material em malha, denominado Power Air, cria bolsas de ar que permitem reter o calor, sem provocar muito volume, assemelhando-se ao efeito de usar várias camadas de material isolante. Tal como o calçado da Nobull, este produto promete ter durabilidade e está projetado para resistir ao pilling e à libertação de microfibras, perdendo cinco vezes menos microfibras do que materiais sintéticos comparáveis, o que constitui um benefício ambiental. A Nobull é uma das primeiras empresas a adotar esta tecnologia mas o Power Air tem o potencial para ser tornar verdadeiramente popular na indústria da moda, como substituto das malhas polares tradicionais. Ao longo dos próximos meses, a Nobull irá continuar a lançar novos produtos, incluindo outerwear e streetwear.

4Zappos destaca marcas sustentáveis

A retalhista online de vestuário e calçado Zappos anunciou uma nova plataforma para evidenciar mais de 150 marcas ecológicas e socialmente conscientes que oferecem produtos ambientalmente mais responsáveis, dando aos consumidores uma forma de as identificar mais facilmente. A Goods for Good providencia aos consumidores uma «experiência de compra com curadoria que identifica as marcas dedicadas a iniciativas de solidariedade, sustentabilidade e ao estilo de vida vegano», ao mesmo tempo que «facilita a compra de marcas de qualidade que contribuem para o bem-estar das comunidades e promovem práticas sustentáveis», descreve a retalhista. Os produtos da Goods for Good inserem-se nas seguintes categorias: Veganos (produzidos sem recorrer a animais e sem quaisquer componentes sintéticos de animais, como a cola), produtos Dar de Volta (que exercem algum impacto na comunidade, incluindo marcas que realizam doações ou lideram iniciativas ativistas), Sustentavelmente Certificados (artigos qualificados por uma organização certificada com pelo menos um standard da indústria para o impacto ambiental ou socioeconómico), Orgânicos (compostos por algodão orgânico ou outro material com menor impacto ambiental) e Reciclados (cujos materiais que os constituem são total ou parcialmente provenientes da reciclagem). «Sabemos que para os nossos consumidores cada compra importa e que querem investir em produtos que contribuem para um bem maior», explica Steven Bautista, diretor das doações de solidariedade da Zappos. «Procuramos garantir o melhor serviço e experiência de compra possíveis, portanto tornamos fácil e rápido o acesso [dos consumidores] a produtos relevantes e o conhecimento sobre os objetivos de cada marca», resume.

5Ralph Lauren regressa ao Bangladesh

A Ralph Lauren Corporation retomou o aprovisionamento de Bangladesh, seis anos depois de sair do país, devido ao desabamento do edifício da fábrica Rana Plaza, em 2013. «Trabalhamos com uma ampla gama de fornecedores por todo o mundo para criar os produtos de qualidade que os nossos consumidores gostam e estamos a transpor parte da nossa produção de quatro marcas para o Bangladesh, um mercado que está a reter um investimento significativo em instalações e trabalhadores», revela um porta-voz da empresa ao just-style.com. O anúncio foi formalizado na primeira semana de novembro, depois de a Ralph Lauren Corporation ter aberto um novo escritório em Daca, capital do Bangladesh. «Antes de qualquer decisão de produção, procedemos a uma análise abrangente do fabrico e parceiros de produção para assegurar que conseguimos manter os nossos standards e reputação em termos de ética e excelência», acrescenta o porta-voz, que destaca ainda que a empresa tem o cuidado de «garantir um ambiente seguro, saudável e de respeito para os trabalhadores», assim como para os seus parceiros, através das iniciativas WRAP – Waste and Resources Action Programme (Programa de Ação para o Desperdício e Recursos), a Better Work e HER Project. No início de novembro, a Ralph Lauren registou um crescimento do lucro de 7%, para 182 milhões de dólares (165,38 milhões de euros), assim como um aumento das vendas de 1%, para 1,7 mil milhões de dólares. A empresa manteve as suas previsões de receitas para o ano fiscal de 2020, após um segundo trimestre melhor do que o previsto, impulsionado por uma forte procura da Ásia – especialmente na China.

6Roteiro promove joalharia portuguesa

A AORP – Associação de Ourivesaria e Relojoaria de Portugal criou uma iniciativa chamada “Portuguese Jewellery Guide” que visa promover os pontos de venda de joalharia portuguesa a partir de um roteiro e de eventos que passam por todo o país. O guia abrange desde lojas tradicionais aos ateliers de design de autor e das concept stores aos projetos coletivos, para dar a conhecer a nova dinâmica do sector. Os eventos promovidos pela AORP têm entrada livre e gratuita, com a primeira edição a fazer as honras ao calendário com um tema natalício. Machado Joalheiro (Porto), Ourivesaria Tavares (Póvoa de Varzim) e Arneiro 1969 (Sintra), dois espaços de marca própria – Eugénio Campos (Porto), Mesh (Porto) e Made to Envy (Lisboa) – e ateliers de design de autor – Diogo Dalloz (Porto), Cris Maria Jewelry (Lisboa) e Joana Mota Capitão (Lisboa) – fazem parte do roteiro da primeira edição. Exposições, cocktails, lançamentos de coleções ou até mesmo uma visita guiada a uma loja histórica são alguns dos eventos presentes na agenda da “Portuguese Jewellery Guide”. «A joalharia portuguesa está a mudar e o comércio é uma das faces mais visíveis dessa mudança. Seja por força das alterações legais, seja por adaptação às novas dinâmicas de consumo, nos últimos anos assistimos a um boom de novas lojas e de reestruturação das lojas mais tradicionais. Mas é importante fazer chegar esta mensagem ao público e fazemo-lo em jeito de celebração», afirma Nuno Marinho, presidente da AORP.