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  1. UMinho é a universidades portuguesa mais sustentável
  2. Matosinhos recebe o concurso novos criadores PFN
  3. Kering quer comprar Moncler
  4. Honduras com mais emprego e exportações têxteis em 2020
  5. McDonald’s lança primeira coleção de moda
  6. EUA ameaçam tarifas de 100% para o luxo francês

1UMinho é a universidades portuguesa mais sustentável

A Universidade do Minho foi considerada a melhor instituição portuguesa e obteve a 55.a classificação a nível mundial no GreenMetric World University Rankings 2019 da GreenMetric, que avalia a sustentabilidade ambiental de 780 universidades de 85 países. Desde 2017, a Universidade do Minho é líder nacional e, na avaliação deste ano, destacou-se por indicadores de energia e alterações climáticas, resíduos, educação e investigação. As universidades de Wageningen (Holanda), Oxford (Reino Unido) e Califórnia Davis (EUA) ocupam o pódio da classificação. Em comunicado, a Universidade do Minho refere que a sustentabilidade faz parte de um compromisso estratégico de liderança nesta área. O reitor da instituição, Rui Vieira de Castro, afirma que as instituições de ensino superior têm «uma responsabilidade social adicional» nesta temática e que são a única solução para os desafios globais, segundo entidades como as Nações Unidas, o Fórum Económico Mundial e o Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável. A Universidade do Minho recebeu também o título de melhor instituição de Portugal, a terceira ibérica e 83.a no mundo a cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, de acordo com a primeira edição do “The Impact Rankings”, uma publicação da Times Higher Education que destacou a academia no âmbito de parcerias, educação de qualidade, cidades e comunidades sustentáveis, saúde de qualidade e indústria, inovação e infraestruturas. A UMinho reforça a estratégia sustentável através do volume de publicações científicas, eventos e unidades curriculares sobre o tema e a valorização dos resíduos produzidos, o uso de mobiliário exterior inovador e a redução de gastos de energia.

2Matosinhos recebe o concurso novos criadores PFN

O Mercado Municipal de Matosinhos vai receber, na próxima sexta-feira, a 2.ª edição de 2019 do Concurso Novos Criadores Portuguese Fashion News (PFN), uma iniciativa da Selectiva Moda. Organizada pela ESAD – Escola Superior de Arte e Design, com o apoio da Câmara Municipal de Matosinhos, concurso irá apresentar os trabalhos de 20 estudantes que representam 14 escolas nacionais, com os materiais de 20 produtores têxteis portugueses, sob o mote Manipulation. O júri será composto por cinco profissionais do mundo da moda e selecionará o vencedor, tendo em conta a forma como trabalhou os tecidos dos fabricantes nacionais. «Cada coordenado será avaliado com base em critérios de originalidade, criatividade técnica, artística e inovação, assim como combinação e utilização de novos materiais», explica a ESAD. Além disso, também estarão expostas as coleções de dois finalistas de Design de Moda da ESAD, Fabiana Pereira e Marcelo Almiscarado, «com as coleções Post-its, uma nostálgica reflexão sobre a existência, com o foco nas sobreposições representativas da acumulação de vivências, e Torto, que traduz com assimetrias e materiais técnicos, as deformações físicas causadas por uma deficiência motora», descreve a escola.

3Kering quer comprar Moncler

O grupo francês do sector do luxo está na lista de potenciais compradores da marca italiana Moncler. A Bloomberg já tinha anunciado que as duas entidades estavam em negociações, apesar de o acordo não estar ainda fechado. A empresa de vestuário outdoor apresenta um valor de mercado de cerca de 10 mil milhões de euros, o que significa um negócio de menos 4,61 mil milhões de euros do que a compra da Tiffany pela LVMH, no final de novembro. Segundo a Bloomberg, o acordo está muito dependente dos interesses de Remo Ruffini, CEO da Moncler, o maior acionista da empresa italiana, com uma quota de 22,5%. No início de dezembro, Ruffini conquistou o prémio de Business Leader nos British Fashion Awards. O CEO confessa que, até ao momento, ninguém avançou efetivamente com uma proposta e que este não é o momento ideal para vender a empresa, embora as circunstâncias possam mudar nos próximos três a quatro anos. Em 2018, as receitas da Moncler atingiram 1,42 mil milhões de euros e o EBITDA ajustado chegou aos 500,2 milhões de euros. A China tornou-se o seu principal mercado, com uma rede de cerca de 50 lojas. Os consumidores chineses impulsionaram o crescimento de 12% das vendas, em câmbio constante, para quase um mil milhão de euros, nos primeiros nove meses do corrente ano.

4Honduras com mais emprego e exportações têxteis em 2020

As Honduras preveem um aumento significativo no investimento privado – e cerca de 15 mil novos postos de trabalho no sector da produção – até 2020, graças a vários acordos estabelecidos pelo governo. A indústria de produção é uma das maiores fontes de exportação e de emprego do país e compreende aproximadamente 260 empresas a operar em 16 parques industriais. Atualmente, o sector gasta cerca 360 milhões de dólares (325,23 milhões de euros) em matérias-primas nacionais e 162 mil dólares em salários, segundo o presidente do país, Juan Orlando Hernández. Um dos acordos assinados recentemente irá «colocar as Honduras em pé de igualdade relativamente aos países vizinhos e criar aproximadamente 15 mil novos postos de trabalho até 2020», revela o governo, em comunicado. O acordo inclui reformas na lei de zonas de comércio livre, visando aumentar a competitividade, criar emprego e oferecer segurança jurídica para atrair novos investimentos. «São definitivamente boas notícias para os locais, [já que] falamos de um pacote muito atrativo que irá resultar num número significativo de postos de trabalho e potenciar o crescimento da indústria produtiva nas Honduras», afirma o presidente. A Associação de Produção das Honduras (AHM, na sigla original), estima que, no próximo ano, o investimento neste sector totalizará 410 milhões de dólares. A indústria produtiva do país engloba maioritariamente o têxtil, a eletrónica e os serviços. O presidente da AHM, Mario Canahuati, explica que estes esforços «permitem-nos obter uma boa referência para vender o país no estrangeiro». No início deste ano, os trabalhadores da indústria têxtil e vestuário conseguiram acordar um aumento de quase 40% nos salários, ao longo dos próximos cinco anos. O país tem vindo a trabalhar para um ambicioso plano Honduras 2020, cujo objetivo é triplicar as exportações de vestuário para 7,4 mil milhões de dólares e gerar 200 mil novos postos de trabalho no sector têxtil, para chegar aos 350 mil – tudo isto em 2020. No ano passado, vários empresários reconheceram que a iniciativa tinha já angariado mais de mil milhões de dólares – cerca de um terço do necessário para transformar a indústria têxtil –, mas enfrentava sérios atrasos.

5McDonald’s lança primeira coleção de moda

Composta por 20 artigos de vestuário e acessórios, a coleção está disponível na plataforma online da cadeia alimentar, Golden Arches Unlimited, e inspira-se no seu logótipo e menus de alimentação mais vendidos. Para a época natalícia, a empresa preparou artigos temáticos, onde se inclui uma camisola de Natal em tons vermelho e verde, com o respetivo logótipo. Além disso, também estão disponíveis meias com estampados de batatas fritas e t-shirts num tom amarelo dourado, característico da McDonald’s, onde se veem as alcunhas popularmente atribuídas à cadeia de fast food – Mickey D e McD. Os preços destes artigos variam entre 10 dólares (9,02 euros) e 65 dólares. «A McDonald’s está enraizada no tecido cultural há anos e possui um longo histórico de fãs que vestem a nossa marca com orgulho», afirma Colin Mitchell, vice-presidente sénior de marketing global da empresa. «Estamos entusiasmados por ajudar os clientes a vestir o amor pela marca, com a estreia da Golden Arches Unlimited, enquanto continuamos a inspirar momentos de bem-estar com a McDonald’s», revela. A empresa já colabora com marcas e retalhistas de moda desde os anos 80, tendo participado e inspirado o trabalho de vários designers ao longo do tempo.

6EUA ameaçam tarifas de 100% para o luxo francês

Os EUA ameaçaram impor taxas de 100% sobre 2,4 mil milhões de dólares (2,16 mil milhões de euros) de importações francesas de artigos de luxo, onde se incluem bolsas e produtos de beleza, como forma de retaliação pela criação da chamada taxa Google, que visa tributar as grandes tecnológicas norte-americanas. A ameaça seguiu-se a uma investigação por parte do governo americano que concluiu que o novo imposto sobre os serviços digitais na França prejudicaria as empresas dos EUA e intensificaria uma disputa comercial entre a Europa e os EUA. Tanto a França como a União Europeia (UE) revelaram estar prontas para responder, caso o presidente americano, Donald Trump, avançasse com a medida. «Este não é o comportamento que esperamos dos EUA relativamente a um dos seus principais aliados, a França, e ao mercado em geral, a Europa», sublinha Bruno Le Maire, ministro das finanças francês, que considerou as tarifas propostas como «inaceitáveis». Os EUA já impuseram taxas de 25% sobre vinho e queijo francês, em resposta às sanções atribuídas pela Organização Mundial do Comércio (OMC) pelos subsídios ilegais a aeronaves. A taxa Google de 3% aplica-se às receitas de serviços digitais obtidas por empresas com ganhos superiores a 25 milhões de euros de origem francesa, e 750 milhões de euros de todo o mundo. Contudo, uma investigação do departamento de representantes do comércio dos EUA caracteriza a taxa Google como «inconsistente relativamente aos princípios vigentes da política tributária internacional». A ameaça de Trump não terá efeito imediato, já que o representante comercial dos EUA pretende ainda compreender a opinião pública e proceder à realização de uma audiência em janeiro. Com base na experiência da guerra comercial com a China, as tarifas punitivas demorariam cerca de dois a três meses a entrar em vigor. Por outro lado, qualquer ação de retaliação da França teria de ser acompanhada por todos os países da UE, já que o bloco representa uma união aduaneira, com impostos e tarifas comuns, aplicados na sua fronteira.