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  1. Adidas e Beyoncé desenvolvem coleção sem género
  2. Trabalhadores da ITV do Bangladesh inspiram filme
  3. Wrangler, Lee & C.ª atingem zero desperdício
  4. Desigual e Ecoalf lançam linha sustentável
  5. Dolce & Gabbana deixa marca à família Dolce
  6. Kendall Jenner é a modelo mais popular do mundo

1Adidas e Beyoncé desenvolvem coleção sem género

A marca desportiva alemã e a artista norte-americana estão a trabalhar numa coleção sem género, cuja estreia está prevista para 18 de janeiro, no relançamento da insígnia de activewear Ivy Park. Criada por Beyoncé em parceria com a marca de vestuário Topshop, a Ivy Park pertence agora exclusivamente à cantora desde o ano passado. A nova linha inclui calçado, vestuário e acessórios, dominada pelo laranja, bege e bordeaux. Entre os vários artigos disponíveis encontram-se macacões, calças cargo, camisolas e calções de ciclismo. A parceria surge numa altura em que a Adidas procura atrair mais clientes do género feminino, para recuperar terreno às rivais Nike e Puma. No entanto, segundo o CEO Kasper Rorsted, a Adidas não espera que a coleção sem género seja um fenómeno de vendas, mas que estas aumentem com o tempo. «Vão ver muitos lançamentos a chegar, mas não vão ter impacto significativo nas receitas e isso faz parte do plano. Vão ver essa mudança ao longo do próximo ano», acrescenta. Nos últimos anos, a marca germânica ultrapassou a Nike no mercado americano, fruto de colaborações com celebridades como Kanye West e Pharrell Williams, mas a Nike continua a crescer mais rápido na Europa e na China, uma tendência que se tem vindo a manter nos últimos resultados.

2Trabalhadores da ITV do Bangladesh inspiram filme

Um novo filme sobre a vida dos trabalhadores da indústria de vestuário no Bangladesh está a desafiar estereótipos atribuídos às mulheres ao retratá-las a conduzir a economia e a lutar pela justiça nas fábricas. Com o título “Made in Bangladesh”, a história baseia-se na vida de Daliya Akter, uma trabalhadora do sector que escapou de um casamento em criança e passou a liderar um sindicato que luta pelos direitos dos trabalhadores na capital do país, Daca. Daliya Akter combateu todas as adversidades no Bangladesh, que é o segundo maior exportador de vestuário do mundo. Quase 80% dos quatro milhões de pessoas que trabalham nesta indústria, que aprovisiona empresas como a H&M e a Next, são mulheres que laboram durante demasiadas horas, recebem o salário mínimo e são vistas como funcionárias «passivas e impotentes». «Há uma narrativa de que os trabalhadores do vestuário são sempre oprimidos. Mas enquanto trabalhava no filme, percebi que essas mulheres lutam arduamente e têm poder», afirma a diretora de cinema Rubaiyat Hossain à Thomson Reuters Foundation. «Estas trabalhadoras precisam de ser ouvidas. É por causa delas que a nossa economia está a melhorar e temos que as reconhecer», explica. A indústria de vestuário do Bangladesh está a ser constantemente pressionada para melhorar as condições das suas fábricas e os direitos dos trabalhadores, principalmente depois do colapso do Rana Plaza, que originou 1.136 mortes e fez com que as fábricas sejam inspecionadas com maior frequência. “Made in Bangladesh” estreou nos EUA a 6 de dezembro e Daliya Akter, interpretada pela atriz Rikita Shimu, espera que o filme sirva de exemplo para os trabalhadores do Bangladesh quando for apresentado no próximo ano. «Hoje existem muitos mais sindicatos do que em 2013, mas ainda há trabalhadores que têm medo de expressar as preocupações e o filme vai ajudá-los nesse sentido», acredita Daliya Akter.

3Wrangler, Lee & C.ª atingem zero desperdício

A Kontoor Brands, empresa que inclui no portfólio marcas de denim como Wrangler e Lee, conseguiu alcançar a meta de zero desperdício nos centros de distribuição na América do Norte. O marco significa que, pelo menos, 95% dos resíduos das instalações serão reciclados, compostados ou reutilizados, em vez de irem para aterros. Estas unidades localizam-se na Cidade do México, El Paso no Texas, Hackleburg no Alabama, Luray na Vírgina, Mocksville na Carolina do Norte e Seminole em Oklahoma. De acordo com a Kontoor Brands, o objetivo foi atingido através do «uso eficiente dos materiais e a conservação dos recursos naturais». «Atingir e manter uma designação de zero desperdício nos nossos centros de distribuição na América do Norte é um marco importante para o nosso compromisso ter um impacto positivo nas comunidades e ambientes em que operamos», afirma Randy Fortenberry, vice-presidente da cadeia de aprovisionamento da Kontoor Brands. A empresa também confirmou que quer atingir esta designação ecológica nos centros de distribuição de todo o mundo. Grandes empresas da moda estão a melhorar aspetos relacionados com a sustentabilidade em todas as suas cadeias de aprovisionamento. A Ralph Lauren, por exemplo, estabeleceu as próprias metas de redução de gases de efeito de estufa para 2020, enquanto a Gap Inc. anunciou a abertura de um novo centro de inovação também para o próximo ano, que visa reduzir o desperdício de água na indústria têxtil. A americana PVH Corp., detentora da Calvin Klein e da Tommy Hilfiger, também divulgou os objetivos futuros, que assentam na eliminação de emissões de carbono e no uso de energias renováveis, adotando uma política de zero desperdício e a eliminação de químicos perigosos em todos os processos.

4Desigual e Ecoalf lançam linha sustentável

A desenvolver esforços para uma moda mais responsável, a Desigual criou uma coleção obtida a partir de desperdícios de materiais em parceria com a marca espanhola Ecoalf. Os artigos estão já disponíveis nas lojas Desigual e também no website da retalhista, que propõe um casaco curto fabricado com resíduos têxteis, um casaco comprido de poliamida reciclada e mochilas e ténis de poliéster reciclado proveniente de garrafas de plástico. Esta gama sustentável surge com o objetivo de intensificar a vertente mais ecológica da marca. «Quando ouvimos falar em limpar o Mediterrâneo e pensar em design através da transformação, não podíamos estar mais felizes. É por isso que começamos a trabalhar numa coleção cápsula projetada pela Desigual e produzida pela Ecoalf», refere a Desigual em comunicado. Esta linha com artigos de inverno visa reduzir significativamente o consumo de recursos naturais e incentivar os consumidores a comprar peças duráveis.

5Dolce & Gabbana deixa marca à família Dolce

Depois de terem afirmado que não queriam que a marca Dolce & Gabbana (D&G) continuasse se algum dos criadores falecesse, os designers Domenico Dolce e Stefano Gabbana anunciaram que gostariam que a família Dolce assumisse o lugar deles. «Adoraríamos dar à família os nossos trabalhos», afirmou, à Vogue Business, Stefano Gabbana que criou a D&G com Domenico Dolce em 1985. Os membros da família Dolce reuniram-se para discutir o futuro da empresa e o anúncio conferiu uma reviravolta aos planos de sucessão da marca que, em abril de 2018, deixou claro que estaria fora de questão continuar com a D&G depois da morte dos fundadores. «Quando estivermos mortos, estaremos mortos. Não quero que um designer japonês comece a criar para a Dolce & Gabanna», explicou Domenico Dolce ao jornal diário italiano Corriere della Sera. A família Dolce tem já um grande envolvimento na empresa, uma vez que os pais de Domenico Dolce, por exemplo, mudaram-se de Sicília para Milão, de modo a conseguir ajudar a dupla de designers a lançar a marca. Além dos pais, a irmã de Stefano Dolce, Dora, é responsável pelo departamento de pesquisa e desenvolvimento da linha de vestuário e Alfonso, também irmão do designer, é o CEO da empresa. Domenico Dolce e Stefano Gabbana detêm 40% da marca, pertencendo o restante à família Dolce, aos irmãos Alfonso e Dora. O objetivo é passar a empresa para a família Dolce e não vendê-la sob qualquer circunstância. «És uma mãe, não podes vender os teus filhos. Tivemos sorte. Não nos queremos tornar nas pessoas mais ricas do cemitério», admitiu Stefano Gabbana.

6Kendall Jenner é a modelo mais popular do mundo

Além de serem solicitadas para desfiles e campanhas de grandes marcas de moda, as modelos líderes à escala mundial são também uma fonte de inspiração para os admiradores que as seguem nas redes sociais. Com toda a influência que exercem e o papel ativo que desempenham, conseguem reunir mais de 100 milhões de seguidores no Instagram, como é o caso de Kendall Jenner. De acordo com dados do site especialista Models.com, que apresentou um panorama geral dos seguidores do Twitter, Facebook e Instagram, a modelo americana é, uma vez mais, a mais popular do ano. Torna-se difícil imaginar Kendall Jenner a descer do 1.º lugar, visto que além da carreira no mundo da moda, faz parte da família Kardashian, cuja presença nas redes sociais é impossível de ignorar. Gigi Hadid, que ocupa a 2.ª posição no ranking das modelos mais populares, com 64 milhões de seguidores nas três redes sociais, um número todavia bastante inferior ao de Kendall Jenner. O pódio fecha com Cara Delevingne com quase 60 milhões, seguindo-se depois Chrissy Teigen com cerca de 39 milhões e Emily Ratajkowski com 32 milhões. Na lista das modelos mais populares constam ainda nomes como Tyra Banks que, apesar de já não participar em desfiles, destaca-se nas campanhas publicitárias e consegue superar modelos mais jovens, ocupando a 6.ª posição. O mesmo acontece com Gisele Bündchen, em 8.º lugar, e Miranda Kerr, em 9.º, com mais de 25 milhões de seguidores.