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Breves

  1. Retalho americano forte para 2016
  2. Adidas em grande forma
  3. Sapatos inteligentes no mercado
  4. Westfield responde aos consumidores
  5. Hunkemöller cresce na Índia
  6. Relógios inteligentes impulsionam vendas

1Retalho americano forte para 2016

As vendas a retalho nos EUA deverão ultrapassar a média nacional da última década, de acordo com as previsões económicas da National Retail Federation (NRF). Segundo o CEO da NRF, Matthew Shay, «todos os especialistas concordam que o consumidor está no lugar do condutor e a guiar a recuperação económica». Contudo, a NRF também sublinhou que apesar dos preços mais baixos dos combustíveis estarem a aumentar o rendimento disponível, o crescimento acima da média em 2016 será em parte devido ao facto de mais americanos terem um emprego e poderem gastar e não porque os consumidores estão a abrir mais os cordões à bolsa. A NRF antecipa que as vendas (excluindo automóveis, combustíveis e restaurantes) irão crescer 3,1%, acima da média de 2,7% dos últimos 10 anos, enquanto as vendas fora das lojas físicas irão crescer a uma taxa entre 6% e 9%. «A estagnação salarial está a abrandar, está a ser criado emprego e a confiança dos consumidores continua estável. Por isso, apesar dos ventos contrários que a nossa economia enfrenta de desenvolvimentos internacionais – sobretudo na China –, pensamos que 2016 será favorável para o crescimento na indústria de retalho», indicou o CEO. «A melhor coisa que o governo pode fazer é ficar fora do caminho, deixar de propor leis e regulamentos que criam dificuldades a um maior investimento de capital e focar-se em políticas que ajudem os retalhistas a dar uma maior estabilidade de emprego e rendimentos aos seus trabalhadores», acrescentou. O economista-chefe da NRF, Jack Kleinhenz, afirmou ainda que «a economia teve uma viagem atribulada em 2015. Os preços baixos dos combustíveis estão a criar mais rendimento disponível para poupar, pagar dívidas e gastar em viagens, alimentação e serviços pessoais. Os retalhistas beneficiaram também e continuam a encontrar formas para concorrer e ser bem sucedido num ambiente muito atento aos custos».

2Adidas em grande forma

O otimismo invadiu a Adidas, que, segundo o CEO Herbert Hainer, está «em grande forma». Os números comprovam este sentimento, com os objetivos de vendas e lucros para 2015 a terem sido ultrapassados, o que levou inclusivamente a uma revisão em alta das previsões para 2016, para um crescimento de dois dígitos tanto no volume de negócios como nos lucros. Para o ano fiscal de 2015, o lucro líquido subiu 12%, para 720 milhões de euros, com as vendas do grupo a câmbios neutros a subirem 10%, com um crescimento mais forte na marca própria, com mais 12%, e com a Reebok, que aumentou 6%, a registar o 11.º trimestre consecutivo de crescimento no último trimestre. As vendas subiram 16%, para 16,9 mil milhões de euros, impulsionadas por um crescimento de dois dígitos na Europa Ocidental, na Grande China, na América Latina e na região do Médio Oriente, Ásia e África. No quarto trimestre, o grupo Adidas aumentou os seus investimentos em marketing para «estimular o crescimento do volume de negócios em 2016 e impulsionar o desejo pela marca a longo prazo». No total, os investimentos na notoriedade da marca subiram mais de 20% em 2015. «Estamos em grande forma. O nosso plano de negócios estratégico “Criar o novo”, com um foco claro no aumento da desejabilidade da marca, já começou a compensar. O dinamismo acelerado na América do Norte e na Europa Ocidental no quarto trimestre, assim como a continuação do crescimento a dois dígitos na maioria dos mercados emergentes, incluindo a Grande China, é prova da desejabilidade das nossas marcas. Em conjugação com o feedback positivo dos clientes aos nossos produtos em 2016, isso dá-nos confiança de que vamos crescer em toda a linha a uma taxa de dois dígitos», sublinhou Herbert Hainer.

3Sapatos inteligentes no mercado

O calçado inteligente da Digitsole está a ser equiparado ao canivete suíço do calçado, com aquecimento, tecnologia que segue os passos, uma luz frontal, deteção de choque e outras funcionalidades. Com um design que pode ser descrito como uma mistura entre Michael Jordan e Marty McFly, os sapatos, considerados «o primeiro calçado inteligente do mundo», têm um custo de 450 dólares (399,1 euros). Controlados por uma aplicação no telemóvel, os sapatos automaticamente apertam-se com o clique num botão. «Começámos a pensar, podemos dar conforto às pessoas?», explicou o CEO da Digitsole, Karim Oumnia durante o Consumer Electronics Show. «Não queríamos fazer um gadget. Queríamos algo realmente útil», acrescentou. O calçado deverá estar disponível no retalho em outubro de 2016 e é uma evolução das solas aquecidas Warm Series, que oferecem ainda contagem de passos e rastreia as calorias por 199 dólares.

4Westfield responde aos consumidores

O grupo Westfield, especialista em centros comerciais, está a atualizar a experiência nos seus centros comerciais após um estudo que revela que os compradores querem experiências mais vibrantes, envolventes e estimulantes. O estudo, que inquiriu mais de 13 mil consumidores nas operações do Westfield nos EUA e no Reino Unido, concluiu que mais consumidores estão a optar por lojas que oferecem demonstrações ou informação sobre a marca, assim como novas experiências de compras que são mais sensoriais ou combinam o retalho físico com realidade virtual. Os clientes estão igualmente mais abertos ao aluguer de produtos em vez de os comprar, sobretudo no que diz respeito a vestuário, mobiliário, artigos para a casa e equipamentos de ginásio. A diretora de marketing do Westfield, Myf Ryan, disse ao The Australian que a mudança nas atitudes pode significar que as lojas de moda terão de ter um aspeto completamente diferente no futuro. «Elas podem atrair consumidores para estarem presentes num clube de vestuário vintage, recompensá-los financeiramente por reciclarem as suas roupas antigas, ajudá-los a escolher novas roupas com realidade virtual e depois emprestá-las para uma festa no fim de semana», afirmou. A empresa acrescentou que o estudo permitiu ter uma visão sobre como pode funcionar com os arrendatários e os clientes no futuro e algumas lojas estão já a adaptar a tecnologia para responder às novas expectativas dos consumidores.

5Hunkemöller cresce na Índia

A marca holandesa de lingerie Hunkemöller vai abrir três lojas na Índia até março, respondendo ao subdesenvolvido mercado de lingerie no país depois da estreia bem sucedida em Deli em dezembro. Esta loja, com cerca de 74m2 no centro comercial DLF Promenade, tem registado um tráfego superior ao esperado. O diretor do negócio da  Hunkemöller na Índia, Puneet Behal, afirmou que a loja está a registar uma taxa de conversão de quase 40% – uma posição boa para uma loja num centro comercial. A marca fez um acordo de franchise a longo prazo com o conglomerado de retalho local Reliance Brand no início do ano e está igualmente a explorar localizações potenciais em centros comerciais em Bombaim, Pune, Calcutá e Chennai. «A lingerie é um segmento muito lucrativo, em grande parte porque mais de 95% do negócio não é organizado», explicou Behal, acrescentando que os retalhistas indianos de lingerie são sobretudo multimarca ou não têm uma presença física. Behal acrescentou que a recente aquisição da Hunkemöller pela empresa de private equity Carlyle Group não terá impacto nas suas operações na Índia.

6Relógios inteligentes impulsionam vendas

Na batalha por ter um lugar no corpo dos consumidores, os relógios inteligentes, ou smartwatches, parecem estar na liderança. A Gartner prevê que o mercado de wearables cresça 18,4% em 2016, com vendas de 274,6 milhões de unidades, equivalente a 28,7 mil milhões de dólares (25,45 mil milhões de euros), até ao final do ano. A maior parte do crescimento será impulsionada pela venda de relógios inteligentes, que deverão representar 11,5 mil milhões de dólares. Outros dispositivos que deverão crescer incluem os dedicados à realidade virtual, como o Oculus Rift ou o Microsoft HoloLens. A Gartner espera a venda de 1,43 milhões de unidades de dispositivos de realidade virtual em 2016, em comparação com 140 mil em 2015. Os wearables para fitness, como pulseiras e vestuário inteligente, deverão continuar a crescer, parcialmente devido à forma como os programas de bem-estar nos EUA englobaram os dispositivos. Angela McIntyre, diretora de pesquisa na Gartner, afirmou que «de 2015 a 2017, a adoção de relógios inteligentes terá um crescimento de 48% em grande parte devido à popularização dos wearables pela Apple como tendência de lifestyle. Os smartwatches terão o maior potencial entre todos os wearables até 2019, atingindo 17,5 milhões de dólares». A crescente procura por wearables, destacou Angela McIntyre, não chegará, contudo, ao ponto de desafiar o domínio dos smartphones. «Embora as vendas de smartwatches sejam um dos wearables mais fortes, a sua adoção irá ficar muito abaixo das vendas de smartphones», sublinhou. «Por exemplo, em 2016 mais de 374 milhões de smartphones serão vendidos nos países com mercados maduros e em grandes áreas urbanas dos mercados emergentes, por exemplo, em Hong Kong e em Singapura», indicou a diretora de marketing.