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  1. Primark cresce com vendas das épocas festivas
  2. Consumidores insatisfeitos evitam segunda compra
  3. Nike lança coleção mais flexível
  4. Processo de devolução condiciona vendas online
  5. Vietname pronto a produzir seda de aranha
  6. Postos de trabalho no retalho em queda

1Primark cresce com vendas das épocas festivas

As vendas das 16 semanas até 4 de janeiro da Primark aumentaram e, segundo a retalhista, estão 4,5% mais altas comparativamente ao período homólogo anterior em moeda constante e 3% em vendas reais, impulsionadas pelo esforço em aumentar o espaço de venda. As vendas comparáveis também melhoraram devido a uma «recuperação acentuada da zona euro», onde até mesmo as negociações no mercado alemão mostraram indícios de uma «melhoria notável», refere em comunicado. As operações principais do Reino Unido também continuaram com um bom desempenho com mais 4% do que no mesmo período do ano passado, impulsionadas por uma forte contribuição de novos espaços de vendas, embora tenha havido um «declínio marginal» nas vendas comparáveis nesse período. «As negociações foram particularmente boas em novembro e dezembro. Como consequência, entregamos um aumento adicional na participação total de mercado de vestuário, calçado e acessórios», aponta a retalhista. As vendas na zona euro aumentaram 5,1% em relação ao não passado na moeda constante devido ao aumento do espaço de vendas e ao crescimento das vendas comparáveis, «com um forte progresso na França e em Itália». A melhoria das vendas comparáveis no último ano fiscal também se verificou. As novas apostas nos EUA proporcionaram o crescimento das vendas comparáveis nesse período o que fez com que a margem de lucro operacional descesse «com o efeito de compras contratadas a uma taxa de câmbio do dólar mais alta do que no ano passado, mas parcialmente aliviadas pelas reduções dos custos de bens e encargos gerais». Assim, espera-se que a expansão da Primark continue a um ritmo acelerado em 2020. Com uma rede atual de 376 lojas, cerca de 1,5 milhões de metros quadrados, com mais 83.600 mil metros quadrados de espaço de vendas adicional previstos para este ano financeiro, principalmente na Europa de Leste. Isso incluirá um total de 18 novas lojas e várias realocações, enquanto o espaço de vendas da Alemanha será reduzido, visto que o reequilíbrio de mercado continua.

2Consumidores insatisfeitos evitam segunda compra

De acordo com o um estudo da empresa de consultoria Accenture, consumidores frustrados têm três vezes maior probabilidade de evitar comprar de um retalhista ou de uma marca uma segunda vez. Contudo, as empresas que estão consistentemente a exceder as expectativas dos consumidores podem aumentar significativamente as receitas, ao cobrar um prémio pela experiência. Com base num estudo que envolveu 20.736 consumidores, distribuídos por 19 países, na América do Norte, Europa, Ásia, América do Sul e África, 42% dos inquiridos afirmam ficar frustrados se a sua experiência de compra não for ao encontro das suas expectativas e 47% deste grupo de consumidores frustrados confirmam evitar estabelecer um negócio com o retalhista, evidenciando que a fraca experiência tem um impacto significativamente negativo no que toca à lealdade à marca. Por outro lado, 47% da amostra geral refere estar disponível para pagar sempre mais por uma experiência que excede as suas expectativas – esta percentagem quase duplica entre o grupo de consumidores frustrados. «Apesar das tecnologias digitais potenciarem uma explosão de oportunidades para interagir com os consumidores ao longo da sua experiência de navegação pela web e compra, muitos retalhistas e marcas ainda têm dificuldade em oferecer uma experiência perfeita em todo o mercado integrado», explica Laura Gurski, diretora e chefe do departamento de prática de bens e serviços da Accenture. «Atender ou exceder as expectativas exige uma reflexão completa», continua, «e com tantos consumidores dispostos a pagar mais por uma experiência que excede as expectativas, há um potencial pote de ouro a ser oferecido a quem acertar [na resposta]». A investigação destaca algumas variações consoante a localização geográfica: os inquiridos na China têm maior probabilidade (81%) de assegurar que estão dispostos a pagar mais por uma experiência que excede suas expectativas, enquanto nos EUA e Reino Unido este grupo representa uma percentagem menor (31% e 28%, respetivamente). É também importante salientar que os consumidores frustrados estão mais predispostos a assegurar que pagariam mais por essa experiência (62%) comparativamente aos consumidores satisfeitos (36%). «Ao substituir programas tradicionais baseados em pontos pré-definidos por conceitos responsáveis, adaptados a dispositivos móveis e focados no cliente, os retalhistas e as marcas podem obter um novo tipo valor de negócio: uma experiência digital personalizada extremamente conveniente em troca de novos perspetivas sobre as preferências e comportamento dos consumidores», permitindo «orientar toda a empresa à volta daqueles com o maior potencial de vida útil», reforça Jill Standish, diretora administrativa e chefe da área de retalho da Accenture.

3Nike lança coleção mais flexível

A Nike desenvolveu um tecido de performance que oferece quase o dobro da elasticidade de um tecido de elastano. Chama-se Nike Infinalon e está presente na mais recente coleção de yoga da marca, lançada no primeiro dia de janeiro. Este é o resultado de mais de dois anos de investigação, orientando-se pelo objetivo corporativo de oferecer «movimento sem restrições». «Com a mesma quantidade de força aplicada, o alongamento e recuperação da Infinalon é quase o dobro da de um tecido de elastano», revela a empresa. «Ao contrário das restrições da elasticidade do spandex, o Infinalon oferece um ajuste confortável e consistente através de um sistema de compressão suave, mas não restritivo que se move consigo», explica. A Nike Infinalon tem um tecido mais fino – porém mais forte – e mais opaco e resistente, sem sacrificar o revestimento, permitindo que os praticantes de yoga beneficiam de uma sensação leve e respirável. A Nike sustenta que o Infinalon oferece «uma superfície e sensação suaves» e providencia «um contorno e modelagem sem sacrificar o conforto». O Infinalon foi «desenhado para ser inclusivo, atendendo a todos os géneros e tipos de corpo», reflete a empresa. «O posicionamento cuidado da costura e os acabamentos mínimos contribuem para uma experiência de vestuário com zero distrações», acrescenta. A coleção inclui leggings, calças, calções e bodys, além de outros artigos que deverão ser adicionados no dia 1 de abril.

4Processo de devolução condiciona vendas online

De acordo com um estudo da empresa Splitit, sediada em Nova Iorque, 52% dos consumidores norte-americanos já desistiram de fazer uma determinada compra com medo de um difícil processo de devolução. Assim sendo, ter uma boa política de retorno é um aspeto fundamental para a experiência geral de compra do cliente. A análise sugere que este processo afeta diretamente a taxa de conversão do site e, consequentemente, os resultados dos retalhistas. Espera-se que as taxas de retorno online aumentem drasticamente depois da época festiva de 2018 que gerou cerca de 360 mil milhões de euros em devoluções ao longo de todo ano, sendo que 25% desses retornos foram feitos na época de Natal. Cerca de 10% dos bens de consumo vendidos nos EUA durante o ano voltam para os retalhistas, o que resulta num total de aproximadamente 333 mil milhões de vendas perdidas, segundo um relatório da Appriss Retail and National Retail Federation. Na perspetiva de Greg Buzek, fundador e presidente do IHL Group, uma empresa de pesquisa e consultoria, o vestuário é a área que mais contribui para as devoluções, chegando a atingir, em algumas categorias, 50% devido aos tamanhos inconsistentes nas marcas. «Isso causa uma grande despesa para os retalhistas», afirmou ao destacar que as perdas anuais globais nas devoluções nos retalhistas são quase de um bilião, um valor bastante superior comparativamente com os cerca de 540 mil milhões registados em 2015. A previsão foi de mais de um milhão de artigos de vendas online devolvidos diariamente no mês de dezembro com o maior número de retornos previsto para o dia 2 de janeiro, aproximadamente 1,9 milhões de retornos, estimados pela UPS que batizou a data como “National Returns Day”. A análise da Splitit revelou que quase 60% dos consumidores devolveram uma compra online e 38% devolveram 10% de todas as compras online já fizeram. 12% dos inquiridos devolveram uma compra no mês passado, 11% nos últimos seis meses e 18% no último ano. O inquérito também descobriu que 48% dos entrevistados compraram vários artigos com a intenção de devolver um ou mais, o processo conhecido como “bracketing”. Numa perspetiva de negócio, o estudo da Splitit mostrou que a devolução é uma parte importante na taxa de conversão online, visto que é um fator de peso na decisão de compra dos consumidores. Recordando os 52% que abandonaram uma compra online com receio de um processo de devolução complicado, o valor ainda aumenta para 67% no que diz respeitos aos millennials (25-34 anos), salientando a importância de um processo de devolução otimizado para geração que já cresceu familiarizada com as compra online. 10% dos consumidores mencionaram estar insatisfeitos com a última experiência de devolução e, uma vez que existe um elevado número de devoluções, faz com que as vendas gerais sejam postas em causa. «Quer seja o medo do remorso ou a incerteza do comprador face à forma que as peças assentam no corpo, o nosso estudo mostra que, hoje em dia, as devoluções são uma consideração importante para os consumidores mesmo antes da compra estar finalizada», destaca Brad Peterson, CEO da Splitit. «Mais do que nunca, estamos a ver a importância de um processo fácil de devolução para dar aos clientes segurança neste aspeto e aumentar as receitas, porque os retornos determinam as compras muito antes dos clientes chegarem à caixa. Ao combinar uma política de devolução simples e transparente com opções flexíveis de pagamento como pagamentos em prestações, instantâneos ou pagar mais tarde, os retalhistas conseguem dar aos consumidores a confiança e o tempo necessário para fazer a compra certa, sem sobrecarregarem as finanças», completa. A análise revelou ainda as qualidades mais procuradas pelos consumidores neste tipo de processo. 20% dos inquiridos afirmou que se fosse aplicada uma taxa de devolução, a probabilidade de comprarem a esse retalhista seria menor, 39% mencionou os portes de envio gratuitos na devolução como a política mais atrativa e 30% consideram uma devolução sem justificações o melhor aspeto de devolução. O inquérito, conduzido em novembro de 2019, foi realizado em parceria com o Google Consumer Surveys e foi baseado numa amostra representativa de mais de 500 inquiridos dos EUA com idades compreendidas entre os 18 e 65 anos.

5Vietname pronto a produzir seda de aranha

A empresa de biotecnologia Kraig Biocraft Laboratories Inc. anunciou estar prestes a concluir o segundo ciclo de produção de seda de aranha recombinante, estreando a sua unidade de produção do Vietname. Os casulos de seda serão transformados num fio de seda de aranha recombinante, que posteriormente será enviado aos EUA para teste e entrega aos clientes. A Kraig Biocraft transferiu as operações de produção em outubro para a fábrica Prodigy Textiles, a sua subsidiária vietnamita. Nos últimos dois meses, tem vindo a aumentar a rentabilidade desta unidade, quase triplicando a sua força de trabalho qualificada para apoiar as suas operações em rápido crescimento. O diretor de operações Jon Rice está atualmente no Vietname a supervisionar o processo de produção, auxiliando os preparativos para esta primeira experiência e orientando a implementação de controlos adicionais. Além disso, a unidade também está a trabalhar com as autoridades do governo local para avaliar e planear a alocação de terrenos e instalações adicionais no sentido de aumentar as operações da Prodigy. «A nossa equipa de produção continua a cumprir as elevadas expectativas que temos delineadas», declara Rice, acrescentando que «com o progresso da produção em escala e a primeira remessa programada para ser entregue em breve, eu e a administração da Prodigy estamos a avançar com uma visão ainda maior para estender o potencial da instalação». A Kraig Biocraft antecipa que a unidade do Vietname atinja uma capacidade de produção superior a 8 toneladas métricas da sua fibra especializada em 2020, com uma capacidade total de aproximadamente 40 toneladas por ano, assim que esteja completamente operacional. A seda de aranha apresenta-se como uma matéria-prima mais resistente do que o aço, o que a torna adequada a uma grande variedade de aplicações militares, industriais e de consumo.

6Postos de trabalho no retalho em queda

De acordo com George MacDonald, editor executivo da Retail Week, perderam-se quase 150 mil empregos no retalho em 2019 devido aos grandes custos que a indústria está a enfrentar e também aos hábitos de consumo. Joshua Bamfield, diretor do The Centre for Retail Research, afirma que a perda de postos de trabalho mostra que o «retalho estava em crise», uma vez que o lucro foi ultrapassado pela combibação de custos e pela mudança para de compras para as plataformas online. «Esses problemas são sentidos pela maioria das empresas que operam em lojas físicas, nas ruas ou em shoppings. O baixo crescimento nos gastos do consumidor desde 2015 significa que o crescimento das vendas online ocorreu às custas do crescimento das vendas de rua», explica Joshua Bamfield. O estudo mostrou que 38 103 trabalhos foram perdidos quando os retalhistas entraram em colapso na administração e 26 462 resultaram do fecho de lojas deficitárias. O número total de empregos perdidos no retalho aumentou em mais de um quinto comparativamente com os 117 425 postos de trabalho perdidos em 2018. Joshua Bamfield, mencionou as taxas de negócio como «um problema enfrentado por todo o sector de retalho que seja nas empresas gigantes e nas pequenas». «Todas precisam de ajuda para que a rua principal não só sobreviva, mas também prospere». The Centre for Retail Research prevê que se a intervenção do governo nos grandes retalhistas, a perda de empregos poderá subir para 171 mil em 2020.