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Breves

  1. Museu de Lanifícios lança iniciativa familiar
  2. Hugo Boss ultrapassa previsões de crescimento
  3. Economia global em fase de recuperação
  4. Panamá na linha de mira da H&M
  5. Blockchain para caxemira mais transparente
  6. Zadig & Voltaire atrai novos investidores

1Museu de Lanifícios lança iniciativa familiar

O Museu de Lanifícios da Universidade da Beira Interior criou um programa para famílias intitulado de “Sábados no museu” que permite que as crianças visitem o espaço com atividades educativas enquanto os acompanhantes conhecem as exposições permanentes “Da manufactura à industrialização dos lanifícios” nos dois núcleos museológicos das instalações. As atividades pedagógicas da Oficina Têxtil destinam-se às crianças e jovens com idades compreendidas entre os 5 e os 15 anos. A iniciativa permite que os visitantes possam explorar o museu com preços mais acessíveis (total de 12 euros para duas crianças e dois adultos) e decorrerá nos dias 1, 8, 15, 22, 29 de fevereiro, 7, 14, 21, 28 de março e ainda 4 de abril. A entrada nestas condições só é válida durante as tardes de sábado e destina-se a grupos de oito a 20 participantes que devem fazer uma inscrição prévia até às 17h30 do dia anterior à visita.

2Hugo Boss ultrapassa previsões de crescimento

A marca de moda alemã anunciou um crescimento de vendas no 4.º trimestre superior às previsões. O aumento das vendas foi impulsionado pela renovação de lojas, que suscitou uma maior procura e também pelo crescimento das vendas online. As vendas no 4.º trimestre aumentaram 4% para 825 milhões de euros, ajustadas pelas variações de cambio, superando a previsão média dos analistas de 805 milhões de euros. As ações da Hugo Boss, que desceram mais de um quarto no ano passado, aumentaram 2,4% nas pré-negociações. O lucro operacional cresceu 9% para 122 milhões de euros durante esse período, compensando o declínio dos primeiros meses do ano. Em outubro, a Hugo Boss não quis fazer uma previsão de ganhos para 2019 devido à fraca procura nos EUA e em Hong Kong, mas uma recuperação no 4.º trimestre não foi surpresa para a marca. Na perspetiva da Hugo Boss e, apesar do cenário continuar difícil em Hong Kong e a China continental ter verificado um crescimento de dois dígitos, as vendas ajustadas caíram 7% na América comparativamente com uma queda de 8% no 3.º trimestre. Depois da Hugo Boss ter aberto novas lojas, incluindo uma flagship nos Champs Elysées em Paris, as vendas ajustadas no retalho subiram 7%, enquanto as vendas online aumentaram 52%.

3Economia global em fase de recuperação

O crescimento económico global deverá chegar aos 2,5% em 2020, à medida que o investimento e o comércio recuperam gradualmente da queda acentuada do ano passado. Contudo, o risco de quebra mantém-se. De acordo com o Banco Mundial, o crescimento dos mercados emergentes e das economias em desenvolvimento deve registar uma aceleração para 4,1%, enquanto as economias avançadas, como um conjunto, deverão cair para 1,4%. O estudo indica que cerca de um terço dos mercados emergentes e das economias em desenvolvimento antecipa um abrandamento em 2020, devido ao nível de exportações e de investimentos abaixo do previsto. Pelo contrário, um pequeno conjunto de grandes economias assistirão a melhorias de performance. «Dado que o crescimento das economias emergentes e em desenvolvimento provavelmente continuará lento, os legisladores devem aproveitar a oportunidade para aplicar reformas estruturais que impulsionem um grande crescimento, essencial para a redução da pobreza», alerta Ceyla Pazarbasioglu, vice-presidente de crescimento equitativo, finanças e instituições do Banco Mundial. «Medidas para melhorar o clima comercial, o estado direito, a gestão da dívida e a produtividade podem ajudar a atingir um crescimento sustentável», aponta. No caso dos EUA, prevê-se uma desaceleração de 1,8%, refletindo o impacto negativo dos aumentos tarifários anteriores e do clima negocial de elevada incerteza. A tendência mantém-se para a Zona Euro, com uma taxa de crescimento de 1%, devido à fraca atividade industrial. O estudo aponta ainda para a prevalência de um risco de quebra, onde se inclui um novo crescendo das tensões e da incerteza política comerciais, uma desaceleração mais profunda das principais economias e um desequilíbrio financeiro nos mercados emergentes e economias em desenvolvimento. Ainda assim, o sul da Asia antecipa uma subida de 5,5%. A Índia deverá sofrer uma desaceleração para 5% no ano fiscal de 2019/2020 (que termina a 31 de março) após o qual recuperará para 5,8%; o Paquistão espera uma subida para 3%, entre 2020/2021 – mais 0,6 pontos percentuais do que no ano fiscal anterior (que terminará a 30 de junho) –, o Bangladesh prevê uma diminuição para 7,2%, até 30 de junho e uma subida para 7,3 no ano fiscal seguinte, enquanto o Sri Lanka deverá subir para 3,3%. Na Europa e Ásia Central, o crescimento regional poderá chegar aos 2,6%, assumindo a estabilização dos preços das commoditys principais, um crescimento na Zona Euro e a recuperação da Turquia (para 3%) e da Rússia (para 1,6%). Por outro lado, no Leste Asiático e Pacífico prevê-se uma diminuição para 5,7% em 2020, refletindo uma desaceleração moderada da China para 5,9%. Contudo, excluindo a China da análise, esta região deverá assistir a uma recuperação para 4,9%, à medida que a procura interna beneficia de condições financeiras vantajosas na sua generalidade, a par de uma inflação baixa e maior intensidade de fluxos de capital nalguns países, devido ao início de operações de grandes projetos de infraestruturas públicas, como é o caso das Filipinas e da Tailândia. Além disso, o crescimento regional também beneficiará de uma redução global da incerteza das políticas comerciais e da recuperação moderada do comércio global.

4Panamá na linha de mira da H&M

A H&M, a segunda maior retalhista de moda do mundo, revelou os planos de expansão para a América Central, com a abertura da primeira loja no Panamá prevista para o final de 2020. A cadeia sueca, que atualmente possui 50 plataformas online e lojas em 73 mercados, entre eles o Chile, México, Peru e Uruguai, afirmou, em comunicado, que vai operar na América Central através de um contrato de franquia com a Hola Moda, sediada no Panamá. «A América Central possui um elevado potencial e estamos entusiasmados com a abertura da primeira loja no Panamá no final de 2020», admitiu Karl-Johan Persson, CEO da H&M.

5Blockchain para caxemira mais transparente

A tecnologia blockchain tem vindo a ser usada para rastrear a caxemira da Mongólia, desde a origem até ao destino (uma unidade de processamento em Ulan Bator), numa aposta para aumentar a transparência e criar uma cadeia de aprovisionamento mais sustentável. Esta medida faz parte do Projeto de Caxemira Sustentável do Programa de Desenvolvimento da Nações Unidas e recorre à plataforma blockchain Backbone da empresa Convergence.tech. O sourcing mongol desta matéria-prima apresenta um conjunto de desafios que causam a instabilidade dos rendimentos auferidos pelos pastores, incluindo a falta de acordo nos processos de sustentabilidade e na cadeia de valor e a degradação acelerada das pastagens, que ameaça a viabilidade de toda a indústria. Além disso, o sector tem vindo a reclamar um maior grau de rastreabilidade, devido à diminuição da qualidade da caxemira da Mongólia, causada pelas alterações climáticas, o aumento da procura pelo aprovisionamento ético e sustentável e a exigência de provas para atestar as reivindicações ecológicas das empresas. Este projeto-piloto aplica uma tecnologia acessível que facilita, aos pastores, o rastreio da caxemira, através de uma aplicação móvel para dispositivos Android, que mostra um pino no mapa, ilustrando o local exato a partir do qual é extraída a matéria-prima. «A origem não pode, por consequência, ser questionada, o que constitui um enorme benefício tanto para os pastores como para os consumidores», refere a Convergence.tech. Além disso, os fardos e as guias de embalagem também estão equipados com etiquetas RFID, que contribuem para mitigar os erros do sistema. Deste modo, a blockchain Blackbone comporta um conjunto de vantagens, desde a visibilidade completa do percurso da mercadoria à maior facilidade na tomada de decisão ao nível do sourcing de matérias-primas éticas, ajudando a ligar compradores e vendedores que se regem por práticas sustentáveis. Agora, o projeto será alargado para integrar mais parceiros locais, que irão rastrear 150 fardos de caxemira, totalizando mais de cinco toneladas. Chami Akmeemana, CEO da Convergence.tech, considera que «a alavancagem da tecnologia blockchain na transformação da indústria da caxemira pode gerar inúmeros benefícios aos pastores, compradores e vendedores da Mongólia».

6Zadig & Voltaire atrai novos investidores

A marca francesa anunciou ter recebido novos fundos de investimento da empresa de capital privado Peninsula e que, mesmo assim, continua a ser propriedade maioritária do fundador Thierry Gillier, enquanto a TA Associates, a atual parceira minoritária, prepara-se sair do investimento. Os termos financeiros da transação não foram divulgados. «Esta transação marca a entrada da Peninsula em França e estamos contentes por fazer esse investimento numa empresa com uma marca tão única com oportunidades tremendas de crescimento a nível mundial», revelou Stefano Marsaglia, sócio-gerente da Peninsula.