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  1. Modatex garante lugar na China e na Áustria
  2. Turquia quer exportar mais €1,2 mil milhões em vestuário
  3. Mango anuncia metas para 2025
  4. Comércio internacional mantém-se fraco
  5. ETI cria guia contra a escravidão moderna
  6. Vestuário vai ter classificação ecológica em França

1Modatex garante lugar na China e na Áustria

O Modatex – Centro de Formação Profissional da Indústria Têxtil, Vestuário, Confecção e Lanifícios destacou-se entre os 400 participantes do Campeonato Nacional das Profissões. A equipa constituída pelas alunas Beatriz Julião e Salomão Rosário venceu na profissão “Tecnologias de Moda” e garantiu ao centro de formação um lugar nos concursos EuroSkills 2020 e no WorldSkills em 2021. Nesta mesma categoria, a equipa Fabiana Teixeira e Niuka Oliveira e a dupla Inês Sousa e Joana Claro conquistaram o segundo e terceiro lugar, respetivamente. José Manuel Castro, diretor do Modatex, salientou a competência e o profissionalismo das jovens participantes que integram as formações de Design de Moda e Modelação de Vestuário do Modatex e afirmou que as participantes «demonstraram a qualidade do ensino ministrado no centro». Para José Manuel Castro, «estes três prémios são a confirmação de que no Modatex temos uma formação de excelência. Anualmente formamos centenas de jovens que rapidamente são absorvidos por um mercado de trabalho ávido de receber mão-de-obra altamente qualificada». A equipa merecedora do primeiro prémio, além de ter assegurado a presença no EuroSkills 2020 para a sétima edição do Campeonato Europeu das Profissões, que decorrerá na Áustria, vai ainda representar Portugal na 46.ª edição do WorldSkills, em 2021, em Xangai. «O resultado conseguido em Setúbal é mais um selo de qualidade para a formação do Modatex. Já em 2013, o Rúben Damásio tinha conquistado uma medalha de excelência no WorldSkills, em Leipzig, em 2014, a Ana Rita Gaspar e a Joana Filipa Caetano trouxeram a medalha de prata do EuroSkills, em Lille. e em 2018 a Beatriz Soares e o Bruno Feliciano conquistaram a Medalha de Excelência no EuroSkills, em Budapeste, o que nos enche de orgulho e demonstra a competência dos nossos formadores», conclui o diretor do Modatex.

2Turquia quer exportar mais €1,2 mil milhões em vestuário

A Turquia pretende exportar 19 mil milhões de dólares (17,59 mil milhões de euros) em vestuário em 2020, depois de não ter conseguido atingir a meta do ano passado. Em janeiro, o país registou um salto de 5,8%, em termos homólogos, em exportações de vestuário, para 1,5 mil milhões de dólares, segundo a Associação de Exportadores de Vestuário de Istambul (IHKIB, na sigla original). A Europa constituiu o maior importador da Turquia, durante o mesmo período, com a Alemanha, Espanha e Reino Unido na linha da frente. As remessas para a Alemanha subiram 4,7%, para 283 milhões de dólares, seguidas pelo crescimento de 8,7%, para 188,4 milhões de dólares, das importações de Espanha e de 3,9%, para 153 milhões de dólares, das que se dirigem ao Reino Unido. Além destes, também os Países Baixos, França, Itália, EUA, Iraque, Dinamarca e Polónia estão entre os maiores importadores de produtos de vestuário turcos. O presidente da IHKIB, Mustafa Gultepe, referiu anteriormente que os produtores de vestuário da Turquia poderiam assistir a um aumento de encomendas, potenciado pela procura de novos mercados de sourcing que se distanciem do surto de coronavírus que se originou na China. Contudo, o mais recente estudo da IHKIB alerta que os produtores turcos poderão sentir as repercussões do surto, que já se refletiu numa desaceleração do aprovisionamento de matérias-primas obtidas a partir da China. Deste modo, Gultepe espera que as exportações do país atinjam os 19 mil milhões de dólares esta ano (mais 1,3 mil milhões do que em 2019). Este objetivo continua a ser o mesmo dos dois últimos anos, mas ainda não foi cumprido. O total de exportações de vestuário em 2019 aumentou 0,4%, para 17,7 mil milhões de dólares. Contudo, em seis dos dez maiores mercados de exportação, o volume de remessas caiu, incluindo nos três principais (Alemanha, Reino Unido e Espanha). A associação nomeia a paridade euro/dólar e as questões geopolíticas, como a guerra comercial e o Brexit, como causas para o fraco desempenho das exportações.

3Mango anuncia metas para 2025

No âmbito do programa “Take Action”, que surgiu da união da Mango ao Fashion Pact, uma coligação mundial que visa impulsionar a sustentabilidade ambiental dos sectores têxtil e da moda, a Mango anunciou as metas ecológicas para 2025. O objetivo é aumentar o uso de poliéster reciclado até 50% e, até 2030, que 100% das fibras celulósicas usadas nos artigos tenham uma origem controlada de modo a melhorar a rastreabilidade dos materiais. Neste seguimento, a “Mango Committed” vai tornar-se uma coleção permanente da empresa e vai incluir todas as peças com características sustentáveis das diversas linhas da Mango. Em comunicado, a retalhista afirma estar a fazer progressos rumo a uma indústria de moda mais sustentável e, nos próximos anos, prevê «executar um plano ambicioso para dar resposta a um dos seus pilares estratégicos: a transformação sustentável da marca». «Os objetivos que estabelecemos para a nossa coleção são o resultado de uma firme vontade de continuar com a transformação sustentável da Mango como um pilar estratégico da marca e todos os que integram a empresa estão envolvidos neste processo», revela Toni Ruiz, diretor geral da Mango que, em 2019, produziu um total de 18 milhões de peças com características sustentáveis, o que se traduziu numa duplicação comparativamente com o ano anterior.

4Comércio internacional mantém-se fraco

De acordo com o Barómetro Comercial de Bens da Organização Mundial do Comércio (OMC), o comércio internacional de bens deverá manter-se fraco no início de 2020. Os dados em tempo real das tendências comerciais caíram de 96,6, em novembro, para 95,5, este mês, muito abaixo da linha de base de 100 (a partir do qual o crescimento é superior à tendência). Esta performance abaixo das expectativas pode ainda acentuar-se mais, pela ameaça global de saúde protagonizada pelo coronavírus. O barómetro oferece informação sobre a trajetória do comércio global relativamente às tendências recentes, baseando-se nas previsões futuras mais otimistas. Não contabiliza os últimos desenvolvimentos, como o surto de Covid-19, o novo tipo de coronavírus, que pode aprofundar ainda mais a depressão. No total, o volume do comércio mundial de mercadorias desceu 0,2%, no terceiro trimestre de 2019, face ao ano anterior. A OMC explica que, mesmo que os dados do quarto trimestre possam refletir uma recuperação ligeira, a leitura do mais recente barómetro não aponta nenhuma indicação sustentada nesse sentido e o crescimento pode voltar a cair no primeiro trimestre de 2020. A quebra foi causada principalmente por uma diminuição adicional registada em áreas como o transporte em contentores (94,8) e matérias-primas e agrícolas (90,9), bem como no nível do índice de produtos automóveis (100,0). Apesar do índice para ordens de exportação (98,5), transporte aéreo (94,6) e componentes eletrónicos (92,8) estarem abaixo da linha de base, parecem ter estabilizado e, por norma, antecipar-se-ia o respetivo crescimento nos próximos meses. «Todos os componentes do barómetro do comércio de mercadorias serão influenciados pelo impacto económico do Covid-19 e pela eficácia dos esforços para tratar e conter a doença», destaca a OMC.

5ETI cria guia contra a escravidão moderna

A Ethical Trading Initiative (ETI) publicou aquilo que acredita ser o primeiro guia gratuito e aberto para as empresas sobre como escrever um manifesto de escravidão moderna. O novo recurso é a versão online do Modern Slavery Statement Framework de 2018 da ETI, um claro padrão de qualidade para este tipo de comunicados, que oferece um guia estruturado e pormenorizado para as empresas sobre como escrever o seu próprio manifesto, bem como uma ferramenta para avaliar os respetivos pontos fortes e fracos. A Lei da Escravidão Moderna de 2015 estabelece que todas as empresas do Reino Unido com uma faturação mínima de 36 milhões de libras (43,05 milhões de euros) por ano têm de publicar um manifesto anual sobre a escravidão moderna e o tráfico humano, ao abrigo da Cláusula de Transparência nas Redes de Aprovisionamento. Contudo, nem todas as empresas são iguais, tal como aponta a ETI, em termos de capacidades, riscos sobre a sua cadeia de aprovisionamento global e mercados de sourcing, logo o manifesto tem de refletir essa diferença. Ainda assim, colocam-se alguns princípios gerais que devem ser comuns a todos, entre os quais estão a transparência em relação às incertezas e desafios e a demonstração do progresso contínuo pensado para um impacto a longo prazo. O guia estrutural define, assim, um padrão que garante margem para estas diferenças, ao mesmo tempo que incorpora todos os fatores fundamentais contra os quais será medido o progresso da empresa. Deste modo, são consideradas seis áreas, que advêm das orientações estatutárias do governo do Reino Unido sobre o conteúdo recomendado nos manifestos de escravidão moderna: estrutura, negócios e cadeias de aprovisionamento; políticas de escravidão e tráfico humano; identificação de riscos, etapas que podem ser executadas para prevenir e gerir estes riscos; processos de diligência; eficácia na garantia de que não há ocorrências de escravidão e de tráfico humano; e formação e capacitação dos edifícios. «A escravidão moderna destrói a vida de algumas das pessoas mais vulneráveis do mundo, afetando quase todos os países e sectores», alerta Victoria Atkins, Ministra da Salvaguarda e Vulnerabilidade. «Estou orgulhosa de ver o Reino Unido a ser o primeiro país a exigir que as empresas revelem as medidas que assumem para evitar a escravidão moderna nas suas operações e cadeias de aprovisionamento», acrescenta. A ferramenta da ETI também foi usada para ajudar a produzir o primeiro manifesto de escravidão moderna, que será publicado este ano.

6Vestuário vai ter classificação ecológica em França

A França está a ponderar a introdução de um sistema de pontuação para o vestuário que demonstre o seu nível de proteção ambiental. De acordo com uma notícia do jornal ConnexionFrance, o governo está a propor um novo sistema que classificará as peças de vestuário de A a E (onde A indica ecologia máxima e E a mínima) tendo em conta fatores de impacto ambiental, como a pegada de carbono na produção e transporte, o consumo de água no local de produção, o nível de toxicidade do tecido e do tingimento e a reciclabilidade do artigo. Deste modo, os consumidores poderão estar mais conscientes sobre a forma como as suas peças foram produzidas. A notícia revela ainda que o governo pretende tornar o selo obrigatório em todo o vestuário no prazo de dois anos. Já no início deste mês, o governo francês aprovou uma lei que proíbe que marcas e retalhistas destruam o stock não vendido e devolvido. A “Loi Anti Gaspillage” abrange também eletrónica, produtos de higiene e cosméticos, que agora devem ser reutilizados, redistribuídos ou reciclados, num total de 130 artigos aprovados a 21 de janeiro pelo Senado e Assembleia Nacional. Estas iniciativas fazem parte da estratégia de França para a economia circular. O objetivo é reduzir em 30% o consumo de recursos (tendo por base o PIB registado e antecipado entre 2010 e 2030); diminuir em 50% a quantidade de resíduos não perigosos depositados em aterros até 2025 (comparativamente a 2010); atingir os 100% de reciclagem do plástico até 2025, minimizar as emissões de gases com efeito de estufa; evitar a emissão anual de 8 milhões de toneladas adicionais de dióxido de carbono, através da reciclagem dos plásticos, e criar mais 300 mil postos de trabalho, incluindo novas profissões.