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  1. Filo cancelada por causa do Coronavírus
  2. H&M lança primeira coleção com Circulose
  3. Amazon bate recordes
  4. Forever 21 troca de mãos
  5. Exportações de ITV da Índia tropeçam
  6. YKK cria fecho magnético

1Filo cancelada por causa do Coronavírus

A Filo, em Milão, é a mais recente feira a ser cancelada devido ao surto de coronavírus, à medida que o número de pessoas infetadas sobe para mais de 200 em Itália, contabilizando já cinco mortes. Planeada para os dias 27 a 29 de fevereiro no Centro de Convenções de Milão, os organizadores afirmam que a decisão tem por base a «severidade de emergência», confirmada pelas medidas impostas pelas autoridades públicas durante o fim de semana. Cerca de uma dúzia de cidades italianas estão bloqueadas para tentar conter a propagação do Covid-19, incluindo a região de Lombardia, após o decreto assinado no domingo (23 de fevereiro) pelo respetivo presidente, Attilio Fontana, e o ministro da saúde Roberto Speranza, que prevê a suspensão de quaisquer eventos, iniciativas ou outro tipo de reuniões em lugares públicos ou privados. Em comunicado, a organização da Filo explica que «a rápida – e extremamente crítica – evolução da emergência de saúde no Norte de Itália, e particularmente na região de Lombardia, tornou esta decisão necessária, determinada por razões de força maior, protegendo a segurança dos expositores e dos visitantes, bem como dos seus colaboradores e famílias». Acrescenta ainda que «cancelar a 53.ª edição da Filo é, portanto, uma decisão tomada com grande pesar, mas ao mesmo tempo com um grande sentido de responsabilidade». Já na semana passada, a feira Denimsandjeans anunciou novas datas para a primeira edição do seu evento no Japão, devido ao impacto do coronavírus na segurança e planos de viagens do compradores, visitantes e expositores internacionais. Este é só um exemplo entre os vários certames – maioritariamente na Ásia e nos EUA – obrigados a redefinir datas por solicitação do governo chinês, que colocou restrições às viagens da população – um dos principais grupos de nacionalidades envolvidos nas feiras. De acordo com a Sky News, a Áustria está a montar uma equipa de combate ao coronavírus e a discutir a possibilidade de introduzir um controlo da fronteira com Itália. Também o diretor-geral de saúde francês, Jérôme Salomon, expressou a sua preocupação pela proximidade ao território italiano, que já despertou novos casos de coronavírus em França. No entanto, para já ainda não estão planeados quaisquer sistemas de controlo das fronteiras gaulesas, assim como na Alemanha. Em comunicado, a Comissão Europeia declarou que a prioridade é a contenção da doença nas áreas amplamente afetadas, assim como o reforço na preparação. Neste sentido, a organização já prometeu um pacote de ajuda de 232 milões de euros.

2H&M lança primeira coleção com Circulose

O grupo sueco prepara-se para apresentar a sua primeira coleção com o material recentemente patenteado Circulose. A coleção Conscious Exclusive irá integrar o material que provém do algodão reciclado, marcando a primeira vez que fibras quimicamente recicladas são usadas na produção de vestuário em grande escala. Desenvolvida pela Re:newcell, a Circulose é uma nova fibra que advém de têxteis descartados, substituindo a matéria-prima florestal, em quantidades comerciais, sem
comprometer a qualidade. «Estamos muito orgulhosos da nossa colaboração com a Re:newcell, já que o seu trabalho se alinha na perfeição com a nossa visão de nos tornarmos totalmente circulares», revela Erik Karlsson, gestor de investimentos para a moda sustentável da CO:LAB, parceira de investimentos do grupo. Estreando-se a 26 de março, a coleção incluirá um vestido, em que 50% da sua composição é Circulose, reaproveitada de jeans recicladas, e os outros 50% advêm de viscose de madeira com a certificação FSC (Forest Stewardship Council). «Trata-se de um marco importante para o sector», afirma Patrik Lundström, CEO da Re:newcell. «Pela primeira vez, as pessoas poderão entrar numa loja e comprar peças feitas com Circulose. Estamos imensamente orgulhosos desta parceria com o grupo H&M, uma empresa com uma agenda sustentável ambiciosa. Juntos, provamos que a reciclagem têxtil em escala funciona», explica.

3Amazon bate recordes

Os recentes resultados da Amazon mostram que a gigante das vendas online alcançou o seu maior crescimento de receita no Reino Unido dos últimos cinco anos, atingindo uma taxa de 20,7% em 2019. Estas notícias são preocupantes para muitos concorrentes que lutam por impulsionar o crescimento durante a atual conjuntura comercial desafiante. De acordo com a GlobalData, a Amazon é a segunda maior empresa online no segmento de vestuário e calçado do Reino Unido, com uma quota de mercado de 4,8% – logo após a Asos, cuja representatividade situa-se nos 6,6%. Contudo, a multinacional apresenta uma parcela muito maior de vendas em vestuário masculino, previsto para chegar aos 13,8%, em 2019, face aos 4,1% registados para o segmento de senhora, capitalizando a falta de oferta dos seus concorrentes. Não obstante, as empresas que atuam unicamente online estão prontas para aumentar as vendas do comércio eletrónico de vestuário e calçado no Reino Unido, com uma quota prevista para subir de 35,7%, em 2019, para 42,5%, em 2024, potenciada pelo crescimento da dupla Asos e Amazon. O mercado beneficiará ainda do desempenho de várias retalhistas mais pequenas, como a Gymshark, SilkFred e a Sosandar, provando que estas também conseguem concorrer com grandes marcas, se assumirem uma forte identidade e posicionamento capazes de captar clientes. Emily Salter, analista de retalho da GlobalData, acredita que «outras empresas exclusivamente online estão melhor posicionadas para competir com a Amazon, já que as retalhistas online são ágeis e prontas para a rápida adaptação à mudança de hábitos do consumidor e tendências de moda». No fundo, «as empresas online pure-play estão constantemente a subir as expectativas dos consumidores na compra online, enquanto retalhistas multicanal de vestuário e calçado, como a Topshop e a Marks & Spencer, estão a ficar para trás». De igual modo, a analista considera que «ainda há oportunidade para a Amazon aumentar a sua quota de mercado, se melhorar a experiência do consumidor para o vestuário e calçado, já que por si só não é reconhecida como um destino inspirador para compras de moda, devido à interface adaptada apenas à comercialização dos artigos práticos pela qual é conhecida. Para concorrer com a Amazon num mercado altamente competitivo, outras retalhistas precisam de encontrar outras formas de potenciar uma nova compra com alguma forma de estratégia de fidelização».

4Forever 21 troca de mãos

A Forever 21 está prestes a ser adquirida pelos grupos Authentic Brands (ABG), Simon Property e Brookfield Property Partners, com o trio a forjar uma parceria estratégica para a compra da retalhista americana de moda adolescente. Sob os termos do acordo de 81 milhões de dólares (74,41 milhões de euros), o ABG e o Simon Property terão cada um 37,5% da propriedade intelectual e operações da retalhista enquanto a Brookfield Property Partners ficará com 25%. As lojas da Forever 21 deverão continuar a operar quer nos EUA quer nos territórios internacionais e os novos proprietários supervisionarão as operações a partir da sede em Los Angeles, mantendo o negócio online. Além disso, a Forever 21 procederá à conversão das suas operações atuais nas lojas próprias da América Central, América do Sul, México, Filipinas e Caraíbas num modelo de parceria licenciado. O acordo prevê ainda que o novo grupo de proprietários trabalhe com parceiros novos e atuais para expandir a retalhista ao longo de territórios-chave, como a América do Sul, Europa Ocidental e Oriental, China, Sudeste Asiático, Médio Oriente e Índia. «A Forever 21 é uma marca de retalho poderosa, com um alcance ao consumidor incrível e um potencial de riqueza inexplorado», destaca Jamie Salter, fundador, presidente e CEO da ABG. «Estamos ansiosos por trabalhador com a equipa da F21 e com os nossos parceiros globais. Juntos, iremos revitalizar o negócio principal da marca e ligar públicos em todo o mundo, através de novas ofertas de produtos e experiências», garante. A aquisição permite aumentar o valor do portefólio de marcas da ABG para 12,5 mil milhões de dólares, em vendas anuais de retalho. Além da Forever 21, o grupo adquiriu a Barneys New York em novembro do ano passado, juntando-a ao seu portefólio de marcas globais, onde se incluem Volcom, grupo Camuto, Juicy Couture, Aeropostale e Nautica.

5Exportações de ITV da Índia tropeçam

A indústria têxtil e vestuário da Índia exportou um valor total de 29,3 mil milhões de dólares (26,92 mil milhões de euros) durante os primeiros 10 meses do ano fiscal, o que significa um declínio face ao período homólogo anterior. De acordo com os dados da Associação de Produtores de Vestuário da Índia (CMAI, na sigla original), as exportações de têxteis e vestuário, desde abril de 2019 a janeiro de 2020, desceram 3,34%, dos 28,35 mil milhões de dólares registados no ano anterior. A quebra apoia-se numa diminuição superior a 6% das exportações têxteis, que contabilizaram 16,5 mil milhões de dólares. Pelo contrário, as exportações de vestuário subiram 0,15%, para 12,88 mil milhões de dólares. A junção dos dois segmentos representou 10,69% do total de exportações da Índia, menos 0,15 pontos percentuais do que em 2018. Do outro lado da balança, o país importou 1,69 mil milhões de dólares de fios, tecidos e peças acabadas, o que significa um aumento de 4,6% face ao período homólogo anterior. No início deste mês, os produtores de têxteis e vestuário da Índia anunciaram uma série de mudanças políticas a ser implementadas, por ordem do governo nacional. Lançadas a 1 de fevereiro, as reformas incluem a abolição do direito de anti-dumping sobre a principal matéria-prima do poliéster, o PTA (ácido tereftálico purificado), empréstimos mais baratos a pequenas unidades industriais e exportadores, um investimento de 200 milhões dólares no desenvolvimento da indústria indiana de têxteis técnicos e uma revisão dos princípios subjacentes a futuras negociações sobre acordos de comércio livre (ACL), respondendo principalmente às preocupações resultantes das importações baratas do Bangladesh. Estas medidas podem ajudar a evitar um declínio nas exportações indianas de têxteis e vestuário ao longo dos próximos dois anos.

6YKK cria fecho magnético

A YKK desenvolveu um novo zíper com um sistema de fecho magnético para facilitar as trocas rápidas de vestuário. Ao contrário dos fechos convencionais, os novos Magnet Zippers podem ser engatados na caixa de retenção e fechados através da força magnética, juntando simplesmente ambos os lados do fecho. «Este sistema facilita a operação de fechar o zíper, sem necessidade de olhar para as mãos», explica a empresa. Esta nova solução deverá ser utilizada numa grande variedade de indústrias, como o vestuário desportivo e infantil. Além disso, os Magnet Zippers irão auxiliar as pessoas mais idosas ou deficientes, que, muitas vezes, têm dificuldade em abrir e fechar peças que recorrem a este tipo de sistemas. Esta inovação segue-se ao lançamento do fecho Click-Trak, no verão passado, que substitui o pino de inserção por um botão de encaixe que pressionado fecha o zíper. As peças abertas giram automaticamente e engatam quando sobrepostas para se poderem fechar, através da ação de pressão, como qualquer outro botão. A YKK planeia começar a produção em massa do Magnet Zipper a partir de 2021.