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Breves

  1. Dólar prejudica Levi’s
  2. Burberry processada nos EUA
  3. Balmain à venda?
  4. Columbia Sportswear tem ano recorde
  5. Hilfiger democratiza a passerelle
  6. Online soma adeptos na Coreia do Sul

    1Dólar prejudica Levi’s

    A valorização do dólar prejudicou «significativamente» as vendas do quarto trimestre da Levi Strauss & Co, uma situação que se deverá prolongar nos próximos tempos. «Mas numa base de câmbios constantes, sentimo-nos bastante bem com os resultados», afirmou o CEO Chip Bergh. O volume de negócios caiu 7,4%, para 1,29 mil milhões de dólares (1,15 mil milhões de euros), com as questões cambiais a “retirarem” 85 milhões de dólares. As vendas a câmbios neutros desceram apenas 1%. Embora as vendas nas Américas tenham caído 9%, para 894 milhões de dólares e tenham descido 13% na Europa, para 258 milhões de dólares, na Ásia houve um crescimento de 6%. O lucro da Levi’s atingiu 101 milhões de dólares, em comparação com o prejuízo de 6 milhões de dólares um ano antes. Apesar das questões cambiais, Bergh revelou que «vamos continuar a nossa estratégia em curso, sentimos que podemos acelerar o crescimento. Continuamos a aumentar o nosso negócio direto ao consumidor e registamos uma resposta muito positiva dos consumidores aos produtos que introduzimos no outono. Em 2016 vamos continuar a investir na nossa rede de retalho, no comércio eletrónico e nas nossas marcas para apoiar o nosso objetivo de crescimento rentável a longo prazo». A empresa vai ainda reduzir a despesa, através do outsourcing em áreas como finanças, recursos humanos, tecnologias de informação e serviços ao consumidor. A margem bruta no quarto trimestre subiu para 51,2% do volume de negócios em comparação com 49% no ano anterior, sobretudo devido a custos mais baixos com os produtos e maior eficiência das operações na cadeia de aprovisionamento.

    2Burberry processada nos EUA

    Depois de ter processado os grandes armazéns JC Penney por uma alegada violação de marca registada, a Burberry enfrenta agora uma ação legal nos EUA, onde é acusada de usar etiquetas de preço propositadamente enganadoras nas suas lojas outlet para levar os consumidores a acreditar que estão a fazer ótimos negócios. A empresa, que produz especificamente alguns dos produtos para as suas lojas outlet, está a ser acusada de intencionalmente apresentar informação de preços errada em produtos que nunca foram vendidos nas suas lojas de retalho para enganar os consumidores, indica a Reuters. A Burberry ainda não fez comentários.

    3Balmain à venda?

    Os herdeiros de Alain Hivelin, o presidente do conselho de administração e acionista maioritário da Balmain, que faleceu em 2014, decidiram abdicar do controlo da marca, segundo o jornal francês Les Echos. Segundo a notícia, a família deu um mandato de venda ao Bucéphale Finance, um banco de investimento, que pode valorizar a empresa num valor entre 300 e 400 milhões de euros. Os restantes 30% da empresa, detidos por outros familiares, também devem ser postos à venda na eventualidade da transação da quota maioritária. Alegadamente há já interesse manifestado por investidores franceses, britânicos e asiáticos. Desde 2011, quando Hivelin nomeou Olivier Rousteing como diretor criativo, a casa de moda histórica – que foi fundada pelo designer epónimo Pierre Balmain em 1945 – ganhou protagonismo, em parte, graças à sua presença nas redes sociais e ligação com celebridades como as Kardashian. Em novembro, a colaboração da Balmain com a H&M causou um enorme frenesim nas lojas da H&M, onde esgotou depois dos consumidores terem feito longas filas durante a madrugada e manhã de lançamento (ver Balmain x H&M lança o caos). Segundo fontes do mercado, o volume de negócios anual da Balmain é de aproximadamente 30 milhões de euros.

    4Columbia Sportswear tem ano recorde

    A Columbia Sportswear registou um ano fiscal «extraordinário», segundo o CEO Tim Boyle. O lucro no quarto trimestre da especialista em vestuário e calçado de outdoor subiu 14%, para 63,4 milhões de dólares (56,7 milhões de euros), em comparação com 55,6 milhões de dólares no ano anterior. As vendas subiram 3%, para 699,4 milhões de dólares, equivalente a um aumento de 7% em câmbios neutros, acima dos 678,8 milhões de dólares esperados pelos analistas. As vendas nos EUA subiram 10% graças a um aumento nas encomendas de outono por parte dos clientes grossistas. Já na região EMEA (Europa, Médio Oriente e África), as vendas caíram 15%, ou 6% a câmbios constantes, para 58,2 milhões de dólares. Na América Latina e na Ásia a queda foi inferior (-4% ou -2% a câmbios neutros), para 149,7 milhões de dólares. A empresa registou ainda declínios nas vendas nos mercados asiáticos, embora o Japão e a China tenham registado um crescimento em termos cambiais neutros. Para o ano completo, o lucro atingiu 174,3 milhões de dólares e o volume de negócios foi de 2,33 mil milhões de dólares. «2015 foi mais um ano extraordinário para a Columbia Sportswear. Vendas recorde, lucro operacional recorde, aumento da margem operacional e lucro líquido recorde validam que as nossas estratégias estão a impulsionar o crescimento e a melhorar a rentabilidade», acredita o CEO. A Columbia projeta lucros de 2,55 a 2,65 dólares por ação no ano fiscal de 2016, acima das expectativas dos analistas, que antecipam um valor de 2,54 dólares. A empresa espera ainda um crescimento das vendas por um dígito médio.

    5Hilfiger democratiza a passerelle

    As ações para “democratizar” a passerelle têm mais um apoiante, com a Tommy Hilfiger a ser a mais recente marca a levar as coleções apresentadas em desfile diretamente para as lojas a partir de setembro. «O investimento na New York Fashion Week (NYFW) para a Tommy Hilfiger será canalizado para uma produção de desfile transmitida por vários media para consumidores e jornalistas, com todos os estilos imediatamente disponíveis para compra através dos canais de retalho, vendas por grosso e comércio eletrónico», revelou a empresa, detida pela PHV. «Esta mudança canaliza o poder, influência e visibilidade mundial dos desfiles para dar aos consumidores uma gratificação imediata “compre agora, use agora”», acrescentou. O desfile de setembro da marca irá marcar ainda a estreia pública da colaboração cápsula de Gigi Hadid com a Tommy Hilfiger, batizada TommyXGigi. «Fundei a minha marca para ser acessível e inclusiva e sempre considerei o consumidor como o aspeto mais importante do nosso negócio», afirmou o fundador Tommy Hilfiger. «Nos últimos 30 anos, abrimos o caminho da fusão entre moda e entretenimento. Esta filosofia foi sempre parte do meu sonho de estar conectado aos nossos consumidores mundiais para experiências de moda inspiradoras e inesperadas», referiu, acrescentando que «a progressão natural desta abordagem de democratização da passerelle é fazer com que o entusiasmo e a energia da NYFW fique diretamente acessível aos nossos consumidores de uma forma com impacto global». Após a transição no outono de 2016 com o lançamento da coleção cápsula TommyXGigi, as coleções de senhora para a primavera de 2017 vão estar disponíveis ao consumidor em fevereiro de 2017.

    6Online soma adeptos na Coreia do Sul

    As vendas a retalho na Coreia do Sul atingiram o valor mais alto nos últimos cinco anos em dezembro devido a uma forte procura de mobiliário, produtos de beleza, comida e bebidas. As vendas totais subiram 2,7%, para 33,2 biliões de won (24,6 mil milhões de euros), tornando-o no aumento mensal mais elevado desde janeiro de 2010, segundo o gabinete sul-coreano de estatística. O mobiliário liderou todas as categorias de produto, com um crescimento de 6,4% em termos anuais, seguido dos produtos alimentares e bebidas, com mais 4,1%, e dos produtos de beleza (+3%). As categorias que registaram quebras incluem vestuário, telemóveis e eletrodomésticos. As vendas online, entretanto, subiram 15,3%, para 5,3 biliões de won, representando 16,1% de todas as vendas a retalho no mês. As compras feitas através de dispositivos móveis aumentaram 41,7%, para 2,7 biliões de won, representando quase metade de todas as vendas online.