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  1. Índia aumenta produção de algodão sem OGM
  2. Programa da incubadora da PVH acelera design 3D
  3. Vendas de vestuário em queda no Reino Unido
  4. Investigação em microfibras revela fragmentação complexa
  5. Descontração toma conta da nova coleção de Gio Rodrigues
  6. Zippy oferece dia muito especial às mães

1Índia aumenta produção de algodão sem OGM

A Fairtrade Foundation lançou um programa de três anos na Índia para cultivar sementes de algodão sem OGM (Organismos Geneticamente Modificados), numa iniciativa que pretende ajudar os produtores a alcançar os mercados de maior valor, do algodão orgânico e do comércio justo. O projeto é financiado pela Traid, organização britânica de solidariedade de reutilização de vestuário, numa parceria com a Pratibha Syntex, uma produtora verticalmente integrada e orientada para a sustentabilidade de têxteis e vestuário de malha. O objetivo do programa é desenvolver híbridos não geneticamente modificados que tenham os parâmetros exatos da fibra de algodão que a indústria têxtil e da moda necessitam. As sementes resultantes vão ser produzidas comercialmente e disponibilizadas aos agricultores, permitindo que estes tenham mais escolha na forma como cultivam. Atualmente, quase dois terços de todo o algodão cultivado globalmente é geneticamente modificado, o que quer dizer que é difícil para os agricultores encontrarem variedades de sementes geneticamente não modificadas que devem ser usadas para produzir algodão orgânico e de comércio justo. O programa é conduzido por um profissional especialista no desenvolvimento de sementes e já produziu bons resultados depois da fase experimental, quando cerca de 1.500 produtores de algodão tiveram acesso a 9.200 pacotes de sementes produzidas pela própria cooperativa. A segunda fase do projeto vai centrar-se no desenvolvimento de novas linhas-mãe. «Ter acesso a sementes geneticamente não modificadas vai trazer todos os benefícios ambientais e sanitários do cultivo de algodão orgânico e ainda um preço mais elevado, uma vez que os agricultores podem aceder a mercados de alto valor, de comércio justo, com o seu algodão», afirma Subindu Garkhel, líder sénior de têxteis e algodão da Fairtrade Foundation. «Ao eliminar pesticidas tóxicos, os agricultores evitam problemas de saúde e mortes comuns na produção de algodão não orgânico e isso também reduz o custo de produção», aponta. Segundo a Fairtrade Foundation, as sementes geneticamente modificadas que estão disponíveis para a maior parte dos agricultores são criadas para a agricultura intensiva, o que significa que os agricultores precisam de usar regas, pesticidas e fertilizantes sintéticos caros. Só na Índia existe um monopólio de 95% no mercado de sementes, o que faz com que seja quase impossível para os pequenos agricultores que querem cultivar algodão orgânico e de comércio justo obter sementes geneticamente não modificadas, refere a Fairtrade Foundation. «Aumentar a produção de algodão orgânico contribui significativamente para a redução do impacto ambiental da indústria de moda, ao mesmo tempo que diminui o uso de pesticidas nocivos», sublinnha Maria Chenoweth, diretora-executiva da Traid.

2Programa da incubadora da PVH acelera design 3D

A Browzwear, especialista em software está a alargar a parceria com a Stich, incubadora da tecnologia da PVH Europe num programa de formação e certificação que visa preparar os designers e especialistas em desenvolvimento de produto para o design 3D e para o fluxo de trabalhos digitais. As soluções 3D da Browzwear já são uma parte do processo de trabalho de vestuário digital da Stitch, cuja colaboração com o novo Stitch Accelerator Program vai ajudar a garantir que todos os profissionais responsáveis por design, criação de padrões ou desenvolvimento de produto tenham experiência prática com as tecnologias, «alimentando a transformação digital de todo o sector». A iniciativa, que segue os planos da Tommy Hilfiger, pertencente à PVH, para ter um processo de trabalho de design 100% digital, vai acelerar o alcance desses objetivos até 2022 ao aumentar o número de designers de moda com experiência em tecnologias que potenciem o futuro da indústria. O programa vai preparar os participantes para o método de trabalho de vestuário digital criado pela Stitch e implementado recentemente pela PVH Europe, incluindo formação prática com o Vtithcer, o software de desenvolvimento de vestuário 3D da Browzwear. Os participantes no programa vão ter a oportunidade de trabalhar com as marcas interessadas em aumentar as atividades 3D, como o PVH Amsterdam, o primeiro cliente da Stitch. A Stitch está a demonstrar como pode a tecnologia ajudar as empresas de moda a operar de forma mais eficiente e sustentável através do uso de protótipos realistas, para substituir amostras físicas tanto para os designers e criadores de padrões nos processos de design, prototipagem, montagem e vendas. No âmbito da parceria, a Browzwear vai continuar a construir soluções com a Stitch para apoiar a automatização eotimização dos processos de trabalho de design e merchandising, reduzir o desperdício de recursos físicos e impulsionar uma maior rapidez no mercado para marcas como a PVH, a Tommy Hilfiger e a Calvin Klein. «Sabemos, pela nossa vasta experiência, que adotar soluções 3D traz às empresas uma vantagem competitiva num ambiente de negócios desafiador. Para maximizar essa vantagem, é indispensável trabalhar juntos para reformular o ciclo de vida do produto no futuro», afirma Sharon Liim, cofundadora e CEO da Browzwear. «O design 3D está a ganhar velocidade na indústria da moda e, com a Stitch, estamos a esforçar-nos por construir uma cadeia de valor digital escalável. Com o Stitch Accelerator Program desenvolvemos talentos em design 3D para apoiar a cadeia de valor a 3D para os nossos clientes e oferecer-lhes o potencial do 3D, enquanto se transformam na sua organização e talento», acrescenta Dominic Sluiter, diretor da Stitch3D.

3Vendas de vestuário em queda no Reino Unido

As vendas a retalho do Reino Unido desceram para um novo recorde em março, com o volume de vendas nas lojas de calçado e vestuário a verificar uma queda de 34,8% em relação ao mês anterior. Os dados são os primeiros emitidos pelo Instituto Nacional de Estatística (ONS, na sigla original) desde o bloqueio do Reino Unido, que começou a 23 de março com o encerramento temporário de muitas lojas consideradas não essenciais, para tentar combater a disseminação do novo coronavírus. No geral, o volume de vendas no retalho do Reino Unido caiu 5,1% no mês passado comparativamente a fevereiro, registando uma queda mensal no valor das vendas de retalho que atingiu os 5,1%. As lojas de alimentação e de bens essenciais foram as únicas a registar ganhos em março, sendo que as lojas de alimentação evidenciaram um forte crescimento, de 10,4%. As vendas online, fruto de toda a situação vivida com o retalho, alcançaram um recorde de 22,3% em março, uma vez que os consumidores tiverem que optar por comprar online durante o período de confinamento exigido pela pandemia. As lojas de vestuário sofreram um grande impacto, com um declínio de 35,5% em relação ao mês anterior. Comparativamente com março do ano passado, o valor percentual de vendas vestuário baixou 28,1%, como consequência de um consumo focado nos bens de primeira necessidade e não em artigos como roupa. No entanto, os grandes armazéns verificaram um aumento nas vendas, contrariando a tendência decrescente dos últimos tempos, uma vez que continuaram a comercializar online e a fornecer opções de entrega. Contudo, à medida que registavam mais encomendas de comida, artigos domésticos e outros produtos não alimentares, as vendas de vestuário verificaram uma queda acentuada de 34,4% em março. Ainda que muitos retalhistas online tenham tido a possibilidade continuar a vender durante a pandemia de coronavírus, as vendas de vestuário sofreram um declínio mesmo assim. O valor das vendas online de produtos alimentares cresceu 101% no mês anterior, mas as vendas online de vestuário colapsaram em 0,8%. «A combinação do bloqueio em todo o Reino Unido com o encerramento de muitas lojas físicas e a confiança do consumidor com níveis baixos históricos representam um desafio significativo para todos os retalhistas, mas com diferentes consequências nos vários sectores de retalho», destaca Ian Geddes, diretor de retalho da Deloitte. Já Richard Lim, CEO da Retail Economics, acredita que os «retalhistas estão em modo crise, pois o impacto do Covid-19 levou as vendas para novos mínimos». «O choque imediato tem criado novos comportamentos de compra e um foco no essencial. Mas as preocupações com a saúde, segurança no trabalho e perspetivas da economia estão a fazer com que alguns consumidores cortem em todos os gastos não essenciais e hibernem», explica Lim. «O trauma vai ser mais grave para os retalhistas de vestuário, que estão a gerir desesperadamente o fluxo financeiro para tentar manter o capital de trabalho. Apesar dos apoios do Governo, já vimos alguns retalhistas a entrar em insolvência e é inevitável que o mesmo aconteça a mais», acrescenta. «Não obstante, o efeito vai ser sentido de forma irregular noutros sectores de retalho. O encerramento de lojas de retalho não essenciais requereu uma mudança para o online, proporcionando uma oportunidade aos retalhistas que investiram fortemente nas operações online», conclui o CEO da Retail Economics.

4Investigação em microfibras revela fragmentação complexa

O The Microfibre Consortium (TMC) partilhou os resultados iniciais de um novo método de ensaio de libertação de microfibras, para a indústria têxtil, que mostra que a fragmentação não está unicamente relacionada com a composição da fibra, mas também com a interligação de todos os elementos da produção têxtil. Desenvolvido pela Universidade de Leeds em nome do TMC, o método, lançado em novembro último, mede a perda de material microfibroso dos têxteis e foi concebido para ajudar os membros a acelerar investigação que leve à mudança no desenvolvimento do produto e a uma redução na libertação de microfibras nas indústrias da moda, desporto, lazer e têxteis-lar. Os resultados preliminares da primeira fase da investigação sugerem que a fragmentação é um processo complexo afetado pelos materiais, fibras, estrutura do fio e acabamentos. «Declarações simples de que um determinado tecido é pior do que outro ignoram esta complexidade e enganam as equipas de desenvolvimento de produto», explica Mark Sumner, docente da Universidade de Leeds. «Por exemplo, quando testamos dois tecidos que aparentemente são iguais, na medida em que são ambos tricotados com poliéster filamentar, o tecido B tem 30 vezes mais fragmentação de fibras do que o tecido A. Isto envolve muito mais trabalho para perceber completamente como o material e os fatores estruturais influenciam a fragmentação, mas o TMC está encarregue de desvendar esta complexidade», afirma. De acordo com o TMC, a próxima fase do seu vasto trabalho requer a contratação de um técnico de investigação a tempo inteiro para ajudar na construção de uma base de dados de entendimento sobre o impacto das diferentes fibras, fios, construções de tecidos e etapas processuais na libertação de fibras ao nível material. Os primeiros resultados do trabalho foram apresentados a 31 membros do TMC, que representam marcas globais, retalhistas, centros de investigação e parceiros de cadeias de aprovisionamento num fórum em março. «Esta última investigação é outro marco do progresso do nosso projeto. Já desenvolvemos um método de ensaio consistente para medir a perda de fragmentação da fibra (anteriormente referida como perda de microfibra) e agora dispomos de um conjunto de conhecimento dos fatores que contribuem, incluindo uma variada gama de tipos de material e processos. Isto contribuirá para a próxima fase do trabalho que estamos a realizar com a Universidade de Leeds e os nossos parceiros de investigação globais», revela Sophie Mather, diretora do TMC. «Todos estas ações aproximam-nos do desenvolvimento de soluções práticas que vão ajudar a indústria têxtil a minimizar a libertação e fragmentação de fibras durante a produção e o ciclo de vida das roupas», destaca.

5Descontração toma conta da nova coleção de Gio Rodrigues

A coleção primavera-verão 2020 de Gio Rodrigues já está disponível online, mas, desta vez, o designer apresentou modelos mais «descontraídos», ideais para o quotidiano, atribuindo mesmo assim «elegância e sofisticação», que incorporam a identidade da marca. As mais propostas contemplam t-shirts, calções, vestidos curtos, blusões e algumas peças-chave da estação quente. No lançamento da coleção, a marca oferece um desconto de 30% em todos os produtos da loja, com 15% do valor das vendas a reverter para a campanha “Nossos heróis”, uma iniciativa de Gio Rodrigues que visa produzir material de proteção individual para os profissionais da saúde. Além dos artigos de vestuário, o designer apresenta ainda a nova linha de ténis, onde a cor branca domina, juntamente com detalhes em pele e tons castanhos e azuis que atribuem para a «irreverência» dos modelos. As sapatilhas desenhadas por Gio Rodrigues, que tem uma loja e um atelier no Porto e ainda uma loja em Lisboa, possuem cordões em gorgorão e tiras em velcro que complementam cada artigo.

6Zippy oferece dia muito especial às mães

Para se fazer presente na altura de afastamento social que se vive, a marca de criança criou várias iniciativas para celebrar o Dia da Mãe através das plataformas digitais. «Sabemos que são as mães quem normalmente se disponibilizam para programas DIY, por isso desta vez desafiamos os pais e filhos a prepararem em conjunto um presente surpresa para as mães, com elementos que temos em casa, como frutas, flores e legumes», revela a marca em comunicado, anunciando o workshop que vai decorrer sexta-feira, dia 1 de maio, às 15 horas com Diana Bastos, responsável pela Eira. Já no dia oficial que celebra o Dia da Mãe, 3 de maio às 15 horas, Francisca Pavão, das Histórias que Nascem, vai apresentar um conto dedicado à efeméride, de modo a proporcionar um momento de entretenimento para as crianças, o que permitirá que as mães possam desfrutar de um momento de relaxamento. Depois de Francisca Pavão segue-se a Jump in by Tia Zana, que vai fazer 30 minutos de babysitting. A Meaningful Box, que está disponível no website, pretende proporcionar momentos em família ao listar atividades que podem ser feitas em conjunto. «Para nos aproximar quando somos obrigados a estar em casa afastados, queremos ser impulsionadores de bons momentos, mas também queremos que as mães saibam que podem contar connosco e que se sintam especiais», sublinha a Zippy.