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  1. Cortefiel investe no retalho
  2. Preço do algodão em queda
  3. Moda britânica em recuperação
  4. Jeans Wrangler resistem ao fogo
  5. Vietname é o principal beneficiário do TPP
  6. Importações chinesas afetam crescimento mundial

1Cortefiel investe no retalho

O Grupo Cortefiel, um dos maiores retalhistas de moda da Europa, adotou o pacote de software de planeamento de retalho desenvolvido pela empresa JustEnough, que permitirá um planeamento consistente, eficiente e preciso, transversalmente aplicável a toda a organização. O retalhista, que opera mais de 2.081 lojas em 86 países, através das marcas Cortefiel, Springfield, Women’Secret, Pedro del Hierro e Fifty Factory, investiu nos módulos de planeamento financeiro de mercadorias, planeamento de gama de produtos, previsão da procura e dos stocks, concessão e reposição. Esta solução de planeamento totalmente integrada permitirá «planear e gerir as nossas gamas e inventário em toda a empresa», disse Enrique Martin, diretor de sistemas e organização do Grupo Cortefiel. Em particular, este pacote irá potenciar a eficiência do seu inventário de omnicanal à escala mundial, acrescenta Malcolm Buxton, presidente e CEO da JustEnough.

2Preço do algodão em queda

Os preços do algodão deverão cair «acentuadamente» nos EUA na temporada 2015/2016, devido à fraca procura global e redução dos preços do poliéster, de acordo com as últimas previsões. O Departamento de Agricultura americano (USDA) sugere, no âmbito do seu relatório mensal sobre a oferta mundial e estimativas de procura, que a produção doméstica cairá em 90.000 fardos, fixando-se em 13,3 milhões na temporada 2015/2016. Os stocks finais estão agora estimados em 3,1 milhões de fardos, ou 22% do uso total, ante 3,2 milhões no mês passado. O recurso a unidades domésticas e os valores das exportações manter-se-ão inalterados. No entanto, a organização previu que o preço médio do algodão deverá cair três cêntimos, face à previsão de 54 cêntimos a 64 cêntimos por 453 gramas (uma libra) apontada no mês anterior. A produção mundial cairá 1,4 milhões de fardos, fixando-se em 107,4 milhões, incluindo reduções assinaladas na China, Paquistão e Brasil. Simultaneamente, a previsão de consumo foi reduzida para o território chinês, paquistanês e indiano. Porém, os stocks iniciais foram elevados em 880.000 fardos, somando 111,8 milhões, principalmente devido a uma redução do consumo na China, que reflete exportações líquidas de têxteis de algodão inferiores ao esperado. Com o comércio mundial praticamente inalterado desde o mês passado, os stocks finais aumentaram 710.000 fardos, totalizando 107 milhões.

3Moda britânica em recuperação

No decorrer do mês anterior, o retalho britânico assistiu a uma retoma da despesa do consumidor, assinalando o melhor mês de setembro dos últimos três anos. Os retalhistas de moda assinalaram o maior crescimento de vendas desde março, testemunhando um aumento de 2,8%, um resultado que contrasta com a queda de 5,9% registada no mês de setembro de 2014. A firma de consultoria e contabilidade BDO adiantou que a procura de bens se revelou mais consistente depois de um verão particularmente dececionante para o sector da moda, com os consumidores a aderirem amplamente à coleção outonal no princípio do mês de setembro. O segmento de calçado foi particularmente favorecido por este aumento da despesa, com as vendas a crescerem 6% em base anual. A aplicação de promoções esporádicas permitiu impulsionar os volumes de vendas no final do mês, ainda que esta iniciativa se tenha repercutido nas margens dos retalhistas. Sophie Michael, responsável pelo segmento de retalho e grossista da BDO, adiantou que esta reviravolta nas tendências de compra é sintomática da melhoria da confiança do consumidor. «A combinação de um clima imprevisível, opções baratas no exterior e descontos fragmentados traduziu-se em  momentos difíceis este verão», disse Michael. «Porém, os salários estão a melhorar e a inflação regressou a zero em setembro, com pouca influência das taxas de juros, devolvendo às pessoas o poder de compra que perderam durante a crise financeira».

4Jeans Wrangler resistem ao fogo

A marca de denim Wrangler estabeleceu uma parceria com a Westex by Milliken para o lançamento de calças jean resistentes ao fogo, que incorporam uma tecnologia flexível para maior conforto. As novas calças jeans “Wrangler Flame Resistant (FR) Advanced Comfort” incorporam o novo tecido denim Westex Indigo, que é confecionado a partir de uma «mistura única de fibras destinadas a aumentar a mobilidade, durabilidade e conforto», disse a empresa. Este material excede os requisitos de resistência ao fogo impostos pelos órgãos de proteção líderes, incluindo a Agência Nacional de Proteção Contra Incêndios americana (NFPA, na sigla original), a Sociedade Americana de Testes e Materiais (ASTM) e a Administração de Segurança Ocupacional e Saúde (OSHA). Este modelo de calças jean incorpora a tecnologia “room2move” que permite uma maior amplitude de movimento em todas as direções, tendo reforçado os bolsos traseiros para uma maior durabilidade e aprofundado os bolsos frontais de forma a acrescentar funcionalidade. Este modelos estará disponível a partir de março de 2016.

5Vietname é o principal beneficiário do TPP

Os fabricantes de vestuário e calçado do Vietname figuram entre os principais beneficiários do Acordo de Parceria Transpacífico (TPP), de acordo com dois novos relatórios. O acordo, finalizado no decorrer da semana anterior, é benéfico para os doze países participantes, mas particularmente para aqueles localizados no continente asiático, disse a Moodys Investors Service. Em particular, destaca os fabricantes de vestuário e calçado do Vietname, que poderão beneficiar de impostos à importação mais reduzidos em expedições com destino aos EUA e Japão. Paralelamente, analistas da Daiwa Capital Markets afirmam que o TPP será um «propulsor de longo-prazo para a indústria têxtil do Vietname». Porém, acrescentaram: «O Vietname tem o maior défice de infraestruturas de produção de tecido e tingimento, o que poderá dificultar a potencialização dos benefícios decorrentes do TPP, ao abrigo da regra de yarn-forward [a exigência de que os tecidos devam ser confecionados com recursos a fios provenientes de países membros do TPP, a fim de alcançar o estatuto de isenção tarifária]». A Moody adiantou que, embora os detalhes do acordo não tenham ainda sido divulgados, este irá «reduzir o custo das transações e disponibilizar novas oportunidades de investimento, apoiando o crescimento». E acrescenta: «O maior acesso dos seus bens ao mercado dos EUA converterá os países asiáticos nos maiores beneficiários do TPP, em termos de produto interno bruto». Outro aspeto positivo decorrente das negociações comerciais prende-se com o facto de estas atuarem como um catalisador da reforma em vários países da região, como o Japão e o Vietname.

6Importações chinesas afetam crescimento mundial

A desaceleração das importações chinesas impeliu a Organização Mundial do Comércio (OMC) a reduzir a sua previsão anual de crescimento para o comércio mundial. A mais recente atualização emitida pelo corpo de comércio prevê que o crescimento do comércio mundial será de 2,8% em 2015, ante a previsão de 3,3% apresentada em abril. Em acréscimo, a estimativa para 2016 foi também reduzida, fixando-se em 3,9%, face à previsão de 4% anteriormente apresentada. Estas revisões surgem em resposta a um conjunto de fatores que afetaram o desempenho da economia global no primeiro semestre de 2015, incluindo a diminuição das importações em diversas economias emergentes, a queda dos preços do petróleo e de outras mercadorias primárias, e flutuações significativas das taxas de câmbio. Porém, refletem simultaneamente a volatilidade nos mercados financeiros, a incerteza face à política monetária nos Estados Unidos da América e os dados económicos recentes, que revelam sinais divergentes. Se as projeções atuais se confirmarem, o crescimento anual do sector do comércio ficará aquém dos 3%, crescendo a um ritmo equivalente ao do PIB mundial pelo quarto ano consecutivo, por oposição ao ritmo de crescimento duas vezes mais rápido assinalado na década de 1990 e início de 2000. De acordo com a OMC, a composição do produto de importação de mercadorias da China sugere que essa desaceleração poderá estar relacionada com a transição em curso, que alterará o foco da economia nacional, até ao momento estimulada pelo investimento, para uma economia de consumo.