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Breves

  1. Retalho italiano otimista
  2. Hugo Boss em renovação
  3. ITV do Vietname em greve
  4. Billabong animada para 2016
  5. G-III reforça ligação a Karl Lagerfeld
  6. Hilfiger veste crianças com deficiência

    1Retalho italiano otimista

    As estatísticas oficiais de Itália revelam que as vendas a retalho no país caíram inesperadamente em janeiro, mas os empresários estão a sentir-se mais otimistas. O Istat indicou que as vendas a retalho italianas caíram 0,1% no mês passado, um resultado melhor do que a queda de 0,2% em dezembro, mas inferior às expectativas dos analistas, que antecipavam um aumento de 0,5%. O Istat acrescentou que embora a confiança dos consumidores esteja em queda em Itália, os empresários estão mais otimistas. O índice de confiança dos consumidores caiu para 114,5 pontos em comparação com 118,6 há um mês, mas o índice de confiança dos empresários subiu de 101,4 pontos para 103,1 pontos.

    2Hugo Boss em renovação

    O CEO da Hugo Boss, Claus-Dietrich Lahrs, considerado um pilar do sucesso da marca nos últimos anos, deixou o seu cargo na semana passada. A decisão surge após um segundo aviso de lucro nos últimos seis meses, causado por vendas mais baixas na China e nos EUA. A gigante do vestuário já iniciou a busca por um substituto, que sai já hoje «a seu pedido como parte de um acordo mútuo». A crise à volta de Lahrs desenrolou-se na semana passada, com as notícias de lucros mais baixos, causados por uma revisão de preços para impulsionar as vendas. Lahrs, que já trabalhou na Cartier, Louis Vuitton e Christian Dior, esteve à frente da Hugo Boss durante oito anos, numa fase de forte expansão que levou a um aumento das vendas em quase dois-terços, abertura de centenas de novas lojas e transformação do negócio de senhora num sucesso. Mas o abrandamento económico na China e um ambiente altamente promocional nos EUA levaram ao abrandamento do crescimento.

    3ITV do Vietname em greve

    Mais de 17 mil trabalhadores no Vietname entraram em greve numa fábrica de vestuário e calçado que conta com a Adidas e a Nike entre os seus clientes, por causa das novas políticas da empresa que pretende cortar os seus salários por falta ao trabalho. A unidade, detida pela Pou Chen Corp, uma produtora de vestuário de Taiwan, recentemente impôs novas penalizações que saem dos salários e bónus dos trabalhadores quando estes faltam ao trabalho sem permissão. Doan Van Day, presidente-adjunto do conselho do sindicato controlado pelo governo Dong Nai, afirmou que apenas 20% dos mais de 20 mil trabalhadores estão atualmente a trabalhar na fábrica e as negociações estão em curso.

    4Billabong animada para 2016

    A Billabong registou um prejuízo de 1,6 milhões de dólares australianos (1,05 milhões de euros) no primeiro semestre do ano fiscal, terminado em dezembro de 2015, mas o aumento do volume de negócios nas principais marcas do grupo permite uma previsão positiva para o resto do ano. O volume de negócios das marcas Billabong, Element e RVCA subiu 4,5% em termos anuais, para 565,4 milhões de dólares australianos, enquanto a Tigerlily registou um aumento de 13% na região da Ásia Pacífico. As margens de lucro foram prejudicadas pela desvalorização do dólar australiano, indicou o CEO Neil Fiske, assim como pela greve nos EUA, que atrasou a chegada de stocks, e pelo encerramento de uma loja Billabong em Nova Iorque. O grupo está a terminar uma reestruturação de dois anos, depois de quatro anos de grandes prejuízos. Os lucros em janeiro e fevereiro de 2016 estão acima dos valores do mesmo período do ano passado, acrescentou o grupo.

    5G-III reforça ligação a Karl Lagerfeld

    O G-III Apparel Group adquiriu uma quota minoritária de 19% na Karl Lagerfeld. Segundo Pier Paolo Righi, CEO da Lagerfeld, «a aliança com este líder da indústria vai melhorar substancialmente a nossa capacidade de perseguir muitas oportunidades estratégicas importantes e impulsionar a marca e o negócio. É mais um grande marco para a nossa empresa». O G-III tem ainda uma quota de 49% na joint-venture na América do Norte, que detém os direitos da marca Karl Lagerfeld em produtos de consumo e vestuário nos EUA, Canadá e México, e a licença da joint-venture para a distribuição do vestuário de senhora, carteiras de senhora e vestuário de exterior para homem. O diretor do G-III, Morris Goldfarb, afirmou ao WWD que não coloca de parte a possibilidade de aumentar a quota mais tarde. «Acreditamos que podemos contribuir para o negócio de muitas formas, sendo a distribuição na América do Norte um componente central», indicou. A joint-venture da gigante do vestuário com a Lagerfeld começou no ano passado, na altura em que a marca de designer se voltou para o luxo acessível e para o mercado da América do Norte. Os envios de vestuário começaram apenas em novembro para a Lord & Taylor, a The Bay e a Dillard’s. Goldfarb revelou que a resposta até agora tem sido «muito boa», com a resposta aos artigos em couro e calçado a ser igualmente forte, antecipando que o negócio de vendas por grosso da Lagerfeld atinja os 300 a 400 milhões de dólares (272,5 a 363,4 milhões de euros) dentro de cinco anos.

    6Hilfiger veste crianças com deficiência

    A Tommy Hilfiger lançou uma linha de vestuário para crianças com deficiência, numa colaboração que começou com uma mãe que não conseguia encontrar jeans para o filho que usa um dispositivo de correção nas pernas. As 22 peças, que incluem jeans, vestidos e camisas com botões, são muito semelhantes às da linha TH Kids e têm também o mesmo preço, indicou a Tommy Hilfiger num comunicado publicado online. A diferença passa por fechos magnéticos e velcro em vez dos botões e fechos, para tornar mais fácil vestir e despir as peças. Os botões permanecem na peça, pelo que não há diferenças visuais. Os vestidos e as t-shirts podem ser abertos completamente na parte de trás, enquanto o comprimento das partes de baixo pode ser facilmente ajustado com um sistema de dobra e botão. A linha foi criada em parceria com a Runway of Dreams, um grupo que trabalha com a indústria da moda para adaptar vestuário para pessoas com deficiência, revelou a Tommy Hilfiger. A fundadora Mindy Scheier explicou que teve de alterar jeans para se adaptarem ao seu filho Oliver, que tem distrofia muscular e usa um dispositivo corretivo nas pernas. A nova linha surge após Scheier ter sido apresentada ao CEO da Tommy Hilfiger Americas, Gary Sheinbaum.