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    1. Zona Euro menos confiante
    2. Carrefour expande em Espanha
    3. Polyvore pisca o olho aos homens
    4. Retalho alemão supera expectativas
    5. H&M reincide com o Coachella
    6. Comércio móvel ganha pontos

1Zona Euro menos confiante

A confiança da Zona Euro caiu mais do que o esperado em fevereiro, provocado por um aumento do pessimismo nos sectores do retalho, serviços e indústria e entre os consumidores e serviços financeiros. Segundo os mais recentes dados da Comissão Europeia, a confiança económica nos 19 países que partilham o euro caiu para 103,8 em fevereiro, em comparação com uma ligeira revisão em alta para 105,1 em janeiro. O indicador de clima de negócios da Comissão caiu acentuadamente para 0,07 face a 0,29 em janeiro. Os analistas esperavam apenas um ligeiro declínio para 0,28. O índice de confiança dos consumidores também caiu para -8,8 em comparação com -6,3 em janeiro. A confiança no sector do retalho baixou de 2,7 em janeiro para 1,6. Já na indústria, a confiança baixou de -3,1 para -4,4 e nos serviços a queda foi de 11,5 para 10,6. De acordo com os dados da Comissão Europeia, os consumidores esperam também que os preços subam mais rapidamente nos próximos 12 meses, com o índice de inflação expectável a aumentar para 3,7 em fevereiro, depois de uma queda acentuada em janeiro, em que ficou em 2,3.

2Carrefour expande em Espanha

O grupo de retalho francês Carrefour Group assinou um acordo com o espanhol Eroski Group para comprar 36 hipermercados “compactos”, com 235 mil metros quadrados, juntamente com oito centros comerciais. O negócio, cujos termos não foram divulgados, vai permitir ao Carrefour aumentar a sua rede de lojas e marcar presença em 27 novas cidades, sublinhou. «O Carrefour continua assim a sua expansão multiformato e omnicanal para o benefício dos seus clientes», indicou o grupo francês. O Carrefour opera atualmente 173 hipermercados e 126 supermercados em Espanha.

3Polyvore pisca o olho aos homens

O site de moda Polyvore está a entrar no vestuário de homem. A plataforma detida pela Yahoo lançou no início do mês de fevereiro a sua quarta categoria, que se junta assim a moda de senhora, artigos de beleza e artigos para a casa, e simboliza a primeira adição desde que a Yahoo adquiriu o website no ano passado por 230 milhões de dólares. O site, que conta nove anos de existência, é mais conhecido por deixar os utilizadores criarem online “colagens” de moda a partir do vasto catálogo de artigos que o site tem ou a partir de uploads de artigos dos próprios utilizadores. O Catálogo da Polyvore pode ainda ser comprado, servindo muitas vezes como forma dos utilizadores descobrirem novos artigos para comprarem para o seu guarda-roupa. Segundo o Polyvore, o vestuário de homem tem sido uma categoria muito requisitada pela sua comunidade de utilizadores, por isso decidiu lança-la durante a Semana de Moda de Homem de Nova Iorque. O Polyvore tem mais de 20 milhões de utilizadores ativos por mês, um número que não tem sido atualizado publicamente desde 2012, e atualmente 84% deles serão mulheres, segundo o website. Uma porta-voz do Polyvore indicou à Fortune que a plataforma está «sempre à procura de novas formas de agradar aos nossos utilizadores e ajudá-los a dar e receber inspiração de estilo da nossa comunidade mundial», reiterando que está a responder à procura por parte dos utilizadores, tanto homens como mulheres. O Polyvore destacou ainda que um estudo de 2015 da empresa de pesquisa de mercado IbisWorld concluiu que as vendas online de vestuário de homem aumentaram, em média, 17,4% por ano entre 2010 e 2015. O estudo projeta ainda que a categoria registe um crescimento anual superior a 14% nos próximos cinco anos, o que o Polyvore vê como uma oportunidade.

4Retalho alemão supera expectativas

As vendas a retalho na Alemanha começaram o ano em força, com um aumento de 0,7% em termos mensais em janeiro, tendo ultrapassado as expectativas dos analistas, que esperavam uma queda de 0,1%. As vendas a retalho caíram, contudo, 0,8% em termos anuais mas, de acordo com o gabinete oficial de estatística Destatis, janeiro de 2016 teve menos um dia de compras do que os 26 do primeiro mês do ano passado. As vendas de produtos não-alimentares desceram 0,3% em termos anuais, enquanto os artigos alimentares, bebidas e tabaco registaram uma quebra anual de 1,4% em janeiro.

5H&M reincide com o Coachella

A H&M volta a associar-se ao festival de música Coachella, para uma segunda presença que, garante, será ainda mais ousada do que no ano passado. A nova coleção da H&M em parceria com a Coachella estará nas lojas americanas a partir de 24 de março (com uma antevisão agendada para o dia anterior sob a hashtag #HMLovesCoachella). Segundo a H&M, as raparigas podem esperar blusas folk, tops com franjas e contas, jumpsuits com estampados all-over, peças em denim e acessórios essenciais, incluindo chapéus, óculos de sol e botas rasas. As bainhas são curtas e os adornos dão um ar «artesanal». Para os rapazes, as peças-chave são as t-shirts estampadas, bermudas e calções em denim. «No ano passado, a H&M foi a primeira marca a associar-se ao Coachella para desenvolver uma coleção de vestuário. O sucesso foi tão imediato e abrangente, que decidimos voltar a fazer uma parceria para criar uma oferta ainda mais rica», afirmou o designer da H&M, Ross Lydon. A H&M vai ainda ter novamente uma loja pop-up no local, onde os festivaleiros poderão encontrar a coleção «e disfrutar de uma experiência social interativa», adiantou a retalhista sueca. O Coachella está já esgotado, mas a H&M irá dar passes para o festival ao longo do mês de março.

6Comércio móvel ganha pontos

      Os smartphones e os tablets são agora responsáveis por mais vendas online na Grã-Bretanha do que os computadores, segundo o estudo IMRG Capgemini Quarterly Benchmarking. Durante a época de Natal e de saldos, entre novembro e janeiro, o comércio móvel atingiu uma quota recorde de 51% das vendas online – um aumento de 45% face ao trimestre anterior e de 40% em comparação com o ano anterior. Embora o crescimento dos smartphones tenha sido súbito, os tablets são ainda os principais dispositivos móveis usados para fazer compras, com uma quota de 33% em comparação com 18% para os telemóveis. Os computadores, contudo, ainda representam a maior parte das vendas de comércio eletrónico, com uma quota de 49%, mas que está a diminuir rapidamente. A transição para dispositivos móveis é ainda mais evidente quando se mede apenas o tráfego online em vez das vendas. Nessa base, os dispositivos móveis representaram 66% das visitas aos sites, em comparação com 63% no trimestre anterior e 53% no ano anterior. O IMRG cita uma maior confiança dos consumidores no comércio móvel, as melhorias nos websites dos retalhistas e ecrãs maiores nos telemóveis como responsáveis pela mudança. Tina Spooner, diretora de informação na IMRG, afirmou que «os smartphones tiveram um papel importante no processo de compras online durante muito tempo – muitas vezes usados para fazer pesquisas e comparações na rua – mas no último ano começaram realmente a tornar-se uma grande parte do processo de finalização de compra e é isso que está a impulsionar este salto na penetração móvel».