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  1. Bangladesh exporta mais para a UE
  2. Kit and Ace é das mais inovadoras
  3. Avestruz na linha de mira da Peta
  4. Atraso do TPP causa prejuízos
  5. Moda mais barata no Reino Unido
  6. Vendas da Uniqlo cresceram em fevereiro

    1Bangladesh exporta mais para a UE

    O valor das importações de têxteis e vestuário da União Europeia subiu 9,6% em 2015, com as importações da maior parte dos países asiáticos a registar um crescimento de dois dígitos. De acordo com os números do Textile and Clothing Information Centre, as importações da China subiram 6% em termos anuais, para 29,97 mil milhões de euros, com 30 mil milhões de peças de vestuário vendidas no mercado da UE. Um valor que é o dobro do segundo maior fornecedor, que é o Bangladesh, que registou um aumento de 24% dos envios, para 13,72 mil milhões de euros. Camboja (+31%, para 2,95 mil milhões de euros), Vietname (+26%, para 2,8 mil milhões de euros) e Índia (+11%, para 5,14 mil milhões de euros) registaram igualmente fortes aumentos. As importações da Turquia, que é o terceiro maior fornecedor em valor, cresceram 2%, para 9,44 mil milhões de euros, e o Paquistão, que beneficia de importações sem taxas aduaneiras para a UE desde janeiro de 2014 sob o programa GSP+, enviou mais 25% durante o ano, para 2,28 mil milhões de euros. Com uma subida de 79%, para 419,9 milhões de euros, Myanmar está agora na 17.ª posição do ranking dos principais fornecedores de vestuário da UE. O valor das exportações da UE aumentou 3,6% em 2015, com o crescimento de dois dígitos nos envios para os EUA, o principal cliente, a ser impulsionado por taxas de câmbio favoráveis: as exportações de têxteis aumentaram 16%, para 2,73 mil milhões de euros, e as de vestuário subiram 21%, para 3,09 mil milhões de euros. Entre os principais consumidores dos têxeis europeus está a China (+6%, para 1,9 mil milhões de euros) e a Turquia (+4%, para 1,76 mil milhões de euros). As exportações têxteis para a Rússia, contudo, caíram 27%. Já nas exportações de vestuário, os destaques vão, para além dos EUA, para Hong Kong (+20%, para 1,94 mil milhões de euros) e para a China (+19%, para 1,27 mil milhões de euros).

    2Kit and Ace é das mais inovadoras

    A Kit and Ace, a marca de vestuário de «caxemira técnica» lançada pela família do fundador da Lululemon Athletica, foi considerada uma das empresas mais inovadoras do mundo pela revista Fast Company. Lançada poe JJ Wilson e Shannon Wilson – o filho e esposa do fundador da Lululemon, Chip Wilson – a Kit and Ace cresceu de uma loja em Vancouver em julho de 2014 para mais de 60 pontos de venda na América do Norte, Austrália e Japão. A empresa é especialista em vestuário de performance com base nos seus tecidos Technical Luxury que derivam de fibras nobres, incluindo um tecido em caxemira e fibras técnicas, com elasticidade, que pode ser lavado à máquina. A empresa afirma que ao longo de um ano desenvolveu 150 tecidos próprios, 50 dos quais foram comercializados. «O meu passado é no design e desenvolvimento de tecidos – é a minha paixão. O meu foco com a Kit and Ace era criar streetwear técnico e funcional a trabalhar com as minhas fibras favoritas, como seda e caxemira», explica Shannon Wilson, cofundadora e diretora criativa. «Estamos a introduzir esta primavera o Technical Silk e vamos continuar empenhados em criar tecidos próprios que valorizem o tempo das pessoas e a função», acrescenta. Ironicamente, o reconhecimento da empresa, que integrou o ranking das 50 Empresas Mais Inovadoras em 2016, coincidiu com o despedimento de 35 trabalhadores, cerca de 10% da força de trabalho na sede. Contudo, sem revelar detalhes, o CEO Paul Wilson, afirmou que «tal como outras start-ups na área da tecnologia, estamos em constante aprendizagem, melhoria e ajustamento da nossa estratégia». No início de 2015, Chip Wilson abandonou a Lululemon para se focar no negócio da Kit and Ace.

    3Avestruz na linha de mira da Peta

    Retalhistas de luxo, incluindo a Hermès e a Prada, estão a ser impelidos a deixar de vender carteiras, sapatos e cintos de pele de avestruz e outras peles exóticas após uma investigação ter exposto violações em duas quintas e matadouros na África do Sul. O grupo de defesa dos animais Peta revelou um vídeo que mostra aves recém-nascidas a serem separadas da mãe em espaços de confinamento em terra estéril em dois matadouros geridos por dois dos maiores produtores de avestruzes no mundo, que fornecem 85% de todos os produtos de avestruz em todo o mundo. Depois recebem choques, são mortas, depenadas e esfoladas para criar a textura usada nas carteiras Birkin e Prada. O grupo está a pedir às grandes marcas de luxo para deixarem de usar peles de avestruz e a pedir aos consumidores que não comprem este tipo de artigo. No entanto, a Hermès já refutou as acusações, descrevendo-as como «sem fundamento». A Hermès afirmou que as quintas mostradas no vídeo não pertencem à empresa e que opera a um nível secundário nesta indústria. As pequenas quantidades de pele de avestruz que usa, acrescentou a marca francesa, não vêm de quintas mas de empresas de curtumes que, tal como todos os fornecedores da Hermès, são sujeitos a controlos constantes e exigentes. Contudo, a vice-presidente da Peta, Tracy Reiman, sublinhou que «apesar das chamadas “auditorias” que podem ocorrer, tudo no que a Peta mostrou prova que são os executivos da Hermès que têm a cabeça na areia». No ano passado, a Hermès comprometeu-se a tomar medidas contra fornecedores que não respeitem os regulamentos de bem-estar animal após uma investigação da Peta ter revelado violações nas empresas de curtumes usadas pelo grupo de luxo.

    4Atraso do TPP causa prejuízos

    O atraso ou não concretização do acordo de Parceria Transpacífico (TPP na sigla em inglês) pode custar aos exportadores dos EUA cerca de 94 mil milhões de dólares (86,3 mil milhões de euros), segundo um novo estudo, que também sugere que as dificuldades mundiais deverão continuar a prejudicar o crescimento dos EUA no futuro próximo. O “Estudo Económico do Presidente” de 2016, escrito pelo Council of Economic Advisers e enviado por Barack Obama ao Congresso, destaca a importância do TPP para a economia americana, que os autores antecipam que irá crescer 2,7% em 2016, 2,5% em 2017 e 2,4% em 2018. Contudo, o estudo adverte para os efeitos de um abrandamento mundial que pode pressionar as exportações americanas. «O crescimento mais lento no exterior do que nos EUA tende a colocar pressão de subida sobre o dólar americano e a pressionar negativamente as exportações, uma situação que foi observada em 2015», destacam os autores. O TPP, que envolve 12 países e abrange 40% da economia mundial, foi acordado em outubro do ano passado e submetido ao Congresso. O Council of Economic Advisers, contudo, acredita que o atraso ou não implementação do acordo pode trazer custos substanciais, que poderão rondar os 94 mil milhões de dólares se a implementação for adiada apenas um ano. «Ao mesmo tempo, a China, a União Europeia, o Japão e outras economias estão a negociar acordos de comércio preferenciais cujo efeito na ausência do TPP pode ser criar ou exacerbar as diferenças de taxas que colocam as exportações dos EUA em risco e podem reduzir os incentivos de indústrias produtoras de bens a investirem nos EUA», advertem os autores. Cerca de 45% dos 726,5 mil milhões de dólares de artigos e 25% dos 178,3 mil milhões de dólares de serviços exportados pelos EUA em 2014 tiveram como destino os países abrangidos pelo TPP. Os números indicam ainda que essas exportações sustentaram cerca de 4,2 milhões de postos de trabalho nos EUA em 2014.

    5Moda mais barata no Reino Unido

    Os preços do vestuário e calçado no Reino Unido caíram em fevereiro ao ritmo mais elevado desde abril do ano passado, com muitas categorias a registarem uma aceleração da taxa de deflação. Segundo o BRC­Nielsen Shop Price Index, a deflação nos preços do vestuário e calçado acelerou para 6,9%, em comparação com a queda de 6,4% registada em janeiro, representando a maior queda desde abril de 2015, quando a deflação atingiu 7,2%, e o sexto mês consecutivo em que a deflação fica em valores iguais ou superiores a 6%. A pressão negativa foi sentida especialmente no calçado, vestuário de homem e senhora e vestuário de bebé. Em termos mensais, os preços do vestuário e calçado desceram 0,3% em fevereiro, em comparação com a queda de 2,1% em janeiro. No geral, os preços nas lojas registaram uma diminuição de 2% em fevereiro, em comparação com a redução de 1,8% em janeiro, marcando o 34.º mês consecutivo de descida de preços. «Com a confiança dos consumidores a cair e com a subida dos salários contida, os retalhistas continuam a apoiar os seus clientes com preços e promoções para manter quota de mercado num ambiente comercial difícil», afirma a diretora-geral do BRC, Helen Dickinson. Mike Watkins, diretor de retalho e informação de negócio na Nielsen, acrescentou que «com as condições de mercado incertas, as ofertas e os descontos deverão continuar por enquanto».

    6Vendas da Uniqlo cresceram em fevereiro

    Graças ao lançamento de novas coleções de primavera, a marca de vestuário casual Uniqlo registou um aumento das vendas nas suas lojas japonesas em fevereiro, embora a um ritmo mais lento do que no mês anterior. A marca, detida pela Fast Retailing, indicou que as vendas comparáveis subiram 1,2% em termos anuais, enquanto as vendas em lojas próprias aumentaram 1,6%. As vendas totais, incluindo online, aumentaram 2,4%. A Fast Retailing reviu em baixa as suas previsões para o ano completo, depois de ter registado uma queda nos números do primeiro trimestre: os lucros desceram para 48 mil milhões de ienes (386,4 milhões de euros) nos três meses até 30 de novembro, em comparação com 68,8 mil milhões de ienes no mesmo período do ano anterior. O volume de negócios, contudo, aumentou 8,5%, para 520,3 mil milhões de ienes, em comparação com 479,5 mil milhões de ienes um ano antes. A empresa espera que o lucro do ano fiscal de 2016 atinja 110 mil milhões de ienes, enquanto o volume de negócios deverá atingir 1,8 biliões de ienes.