Início Breves

Breves

  1. Portugal lidera crescimento no retalho
  2. Metro analisa expansão
  3. Adidas aposta na China
  4. Rihanna desenha com Manolo Blahnik
  5. Valentino aproxima-se dos mil milhões de euros
  6. EUA começam o ano com o pé direito

1Portugal lidera crescimento no retalho

O volume de vendas a retalho na Zona Euro registou um crescimento mensal de 0,4% e de 2% em termos anuais em janeiro, com os consumidores a aproveitarem os saldos. O volume de vendas tinha já aumentado 0,6% em termos mensais em dezembro e 0,1% em novembro. As vendas de produtos não-alimentares lideraram em janeiro, tendo aumentado 0,7% em termos mensais e 3% em termos anuais. Entre os países da Zona Euro, as vendas a retalho subiram acentuadamente em Portugal, com um aumento de 5,9%, enquanto na Alemanha as vendas cresceram 0,7%. Na França, as vendas mantiveram-se estagnadas.

2Metro analisa expansão

O gigante alemão de retalho Metro está a considerar expandir-se em Myanmar e no Irão, confiante no aumento do mercado de retalho nestes dois mercados. O retalhista vai tomar uma decisão até ao final do ano, indicou a Agence France Press, numa altura em que está a preparar a expansão do seu negócio de hipermercados. O diretor-executivo Olaf Koch afirmou que Myanmar tem um elevado potencial de crescimento, com a abertura política no país, e que o Irão representou novas oportunidades depois do fim das sanções ocidentais. O Metro tem lojas em 30 países da Europa e da Ásia, incluindo as cadeias de eletrónica e eletrodomésticos Media Markts e Saturn, a cadeia de supermercados Real e a cadeia de hipermercados Metro Cash& Carry.

3Adidas aposta na China

A Adidas AG vai abrir 3.000 lojas novas na China até 2020, para aproveitar o aumento da riqueza e atenção ao bem-estar para impulsionar o seu negócio mundial. As novas lojas vão elevar o total da Adidas para 12 mil em 2.200 cidades na China e a empresa vai focar-se mais em vestuário de desporto para criança, numa altura em que a política de filho único foi eliminada, indicou o diretor da Adidas para a China, Colin Currie, numa conferência em Xangai. «Cada vez mais vemos um otimismo para o crescimento porque a quantidade de consumidores chineses que estão a praticar desporto é enorme», afirmou Currie. A Adidas está numa corrida com a rival Nike e as marcas chinesas Anta Sports Products e Li Ning para aproveitar a procura de uma classe média cada vez mais atenta aos benefícios do exercício para a saúde. A indústria de desporto da China vai crescer mais de 19% anualmente, para atingir 3 biliões de yuans (419,7 mil milhões de euros) até 2025, estima o Credit Suisse Group AG. O número de pessoas que pagam para fazer exercício subiu para 164 milhões em 2014 em comparação com 98 milhões em 2007, segundo um estudo nacional levado a cabo no ano passado. A Adidas não tem sentido impacto no seu negócio com o abrandamento da economia na China e a empresa não tem planos para fusões ou aquisições no país. A empresa planeia manter a maior parte da sua produção na China, apesar do aumento dos custos de produção, afirmou Colin Currie. Cerca de 29% do vestuário e 23% do calçado da Adidas, segundo o relatório anual de 2014. As vendas da marca na Grande China subiram 38%, para 2,47 mil milhões de euros em 2015, em comparação com 1,79 mil milhões de euros em 2014, segundo o relatório. A Grande China representa agora cerca de 15% das vendas mundiais da Adidas, em comparação com 12% em 2014.

4Rihanna desenha com Manolo Blahnik

A cantora Rihanna está a trabalhar com Manolo Blahnik para criar a Denim Dessert, uma coleção-cápsula com seis modelos, que será lançada na próxima primavera. Os sapatos em denim, com salto stiletto, são inspirados nas tatuagens da cantora e têm bordados e lantejoulas. A coleção tem botins, stilettos e botas de cano alto em seis modelos de edição limitada. «Apenas produzimos 45 pares porque são extremamente caros na produção», explicou Manolo Blahnik num comunicado de imprensa. «É uma colaboração muito excitante e estou muito satisfeito com o resultado», afirmou o designer. «Trabalhar com a Rihanna foi uma experiência fantástica. A sua energia, paixão, criatividade e estilo estão refletidos no design do calçado, para um fabuloso resultado final. Acho que todo o mundo vai adorar vê-los», acrescentou. A coleção estará à venda a 5 de maio e estará disponível nas lojas Mabolo Blahnik em Londres, Nova Iorque e Hong Kong, a preços entre 895 e 3.995 dólares (de 816 a 3642 euros).

5Valentino aproxima-se dos mil milhões de euros

A marca de luxo Valentino irá em breve, tornar-se membro do clube restrito de empresas com mil milhões de euros em vendas, mas a entrada em bolsa ainda não está no horizonte. Com o CEO Stefano Sassi a chamar a 2015 «um ano excecional» depois do volume de negócios ter aumentado 48%, para 987 milhões de euros, e com a casa de moda italiana a antecipar que o crescimento a dois dígitos vai continuar em 2016, os investidores estão ansiosos por poder comprar a sua parte numa história de sucesso. Mas terão de esperar. «Vai haver uma IPO antes de 2017», afirmou Sassi ao WWD, sublinhando, contudo, que «nunca foi apontada nenhuma data». Desde que o negócio foi adquirido pela Mayhoola for Investments, do Qatar, em 2012, o volume de negócios mais do que triplicou, impulsionado pela forte estética criada pela dupla Maria Grazia Chiuri e Pierpaolo Piccioli. O CEO destacou «um crescimento orgânico muito sólido em todos os mercados» em 2015, com um ganho de 20% nas vendas comparáveis. «Os câmbios ajudaram e também somamos 30 lojas no ano passado», referiu. Sem adiantar previsões financeiras, Sassi referiu que o crescimento no retalho será «controlado e equilibrado», com mais 20 a 30 lojas, incluindo relocalizações, a abrirem este ano.

6EUA começam o ano com o pé direito

O consumo nos EUA aumentou 0,5% em janeiro, a maior subida desde março do ano passado, com a inflação a subir pela taxa máxima desde 2012. Já o PIB cresceu 1% em termos anuais no quarto trimestre, segundo o Departamento de Comércio. O consumo melhorou numa altura em que as famílias aumentaram as compras de vários tipos de bens e o regresso das temperaturas de inverno aumentou a procura por vestuário sazonal e aquecimento. O consumo subiu 0,1% em dezembro. O índice de preços ao consumidor aumentou 0,1% depois de ter caído 0,1% em dezembro. Excluindo artigos alimentares e energia, os preços aumentaram 0,3% depois de um aumento de 0,1% em dezembro. A Universidade do Michigan, por seu lado, indicou que o índice de confiança dos consumidores subiu para 91,7 em fevereiro, depois de ter caído para 90,7 no início do mês. Richard Curtin, economista-chefe dos estudos da universidade, afirma que a confiança dos consumidores sobre as perspetivas relativas às suas próprias finanças melhorou para o melhor nível numa década. Tendo registado subidas modestas nos salários nos últimos anos, os consumidores antecipam um aumento nos seus rendimentos ajustados à inflação no próximo ano.