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Breves

  1. Fruit of the Loom galardoada
  2. Gap revela-se otimista
  3. Mudanças no mundo dos soutiens
  4. Orgânico acelera em 2015
  5. Under Armour reafirma previsões
  6. EUA aproximam-se do Laos

1Fruit of the Loom galardoada

A produtora de vestuário Fruit of the Loom recebeu dois prémios do Wal-Mart, incluindo fornecedor omnicanal do ano. O Wal-Mart Apparel atribuiu este prémio à empresa de vestuário americana por ter demonstrado «a melhor performance a ligar a experiência de compra entre o Walmart.com, localizações móveis e físicas». O prémio também reconhece as empresas que foram bem sucedidas a desenvolver e melhorar o seu negócio. A Fruit of Loom também recebeu o prémio “Fornecedor do Ano 2015” do Wal-Mart Mexico na categoria de fornecedor de vestuário, que reconhece o crescimento das vendas, abordagem analítica e inovação. Este é o terceiro ano consecutivo em que a empresa foi nomeada para o prémio, tendo recebido o mesmo em 2013. A Fruit of Loom afirmou que a sua relação com o Wal-Mart Mexico tem sido reforçada através de uma abordagem colaborativa à cadeia de aprovisionamento, gestão de categorias e análise dos principais indicadores de performance. A produtora de vestuário também indicou que usou «abordagens inovadoras» para permitir que novos produtos cheguem ao mercado mais cedo. «É uma honra para as nossas equipas terem sido reconhecidas com estes prémios por um dos maiores retalhistas do mundo», afirmou Rick Medlin, CEO da Fruit of Loom. «É verdadeiramente um esforço de equipa e o culminar de muito trabalho. Estamos orgulhosos por ser parceiros do Wal-Mart e estamos entusiasmados para aumentar o sucesso este ano», concluiu.

2Gap revela-se otimista

A Gap Inc afirmou estar «encorajada» pela resposta inicial à sua coleção de primavera, apesar da gigante americana ter registado mais um declínio nas vendas mensais comparáveis. A empresa sediada em San Francisco, que opera mais de 3.300 lojas, registou uma queda de 2% nas vendas comparáveis, devido especialmente por um declínio de 11% na Banana Republic. A Gap e a Old Navy registaram vendas comparáveis estagnadas. As vendas totais desceram 3,3%, para 888 milhões de dólares (810,7 milhões de euros), nas quatro semanas até 28 de fevereiro, em comparação com 918 milhões de dólares no mesmo período do ano anterior. «Sentimo-nos encorajados pela resposta inicial dos consumidores à coleção de primavera das marcas da Gap e continuamos focados em melhorar os resultados no nosso portefólio», afirmou a diretora financeira Sabrina Simmons. Richard Jaffe, analista da Stifel, indicou que os resultados estão em linha com a sua estimativa. As vendas comparáveis da Gap e da Old Navy marcam «uma tendência encorajadora» e uma reversão da tendência negativa do quarto trimestre, explicou. «Além disso, cada marca tem mais novidades a chegar em março, que podem continuar a impulsionar o tráfego e as vendas», acrescentou. Embora fevereiro seja o mês mais pequeno do trimestre, Richard Jaffe acredita que «as melhorias têm de continuar para terem um impacto positivo nos resultados trimestrais».

3Mudanças no mundo dos soutiens

Os hábitos de compras de soutiens das consumidoras da geração “millennial” são substancialmente diferentes das gerações anteriores e oferecem novas oportunidades para a indústria de roupa interior. De acordo com o estudo Bra Journey Insights 2015 do The NPD Group, 80% das compras de soutiens entre as consumidoras de todas as idades são planeadas e a necessidade de substituição é a principal razão citada para comprar um novo. Mais de 50% das mulheres compram três ou mais soutiens ao mesmo tempo, experimentam em casa e não os devolvem. Contudo, as millennials abordam a categoria de forma muito diferente em termos de estilos, marcas e a forma como compram. No geral, têm mais soutiens do que as mulheres de outras gerações, usam diversos estilos e citam a novidade e a mudança de tamanho como as principais razões de compra. Enquanto as millennials preferem os modelos desportivos, push-up e de cobertura total, as não-millennials escolhem soutiens de cobertura total, sem arames e de desporto. «A indústria de roupa interior tem de abraçar as diferenças ao mesmo tempo que encontra a moeda comum entre as consumidoras de soutiens de hoje», afirma Marshal Cohen, analista-chefe da indústria no The NPD Group. «Embora as noções de conforto possam ser diferentes, as millennials ou não-millennials vão comprar mais do que um soutien quando encontram o modelo que se adequa ao seu estilo de vida», acrescenta. «O conforto e usabilidade da tendência de vestuário athleisure, que está embebida no vocabulário de estilo das millennials, vai levá-las a procurar o mesmo tipo de conforto e facilidade de movimentos ao longo da sua pesquisa por soutiens que, em último caso, as leva a ter diferentes comportamentos de compra do que as gerações mais velhas», indica Cohen. «Inovação e variedade de produtos direcionados, promoções e a localização vão continuar a servir bem a indústria de soutiens, numa altura em que navegam nesta nova viagem com uma base de consumidores diversa», resume.

4Orgânico acelera em 2015

As vendas de produtos orgânicos, incluindo têxteis, continuaram a crescer em 2015 – tornando este o terceiro ano de crescimento consecutivo para o sector orgânico no Reino Unido. Segundo o Organic Market Report 2016 da Soil Association, o mercado de produtos orgânicos do Reino Unido cresceu 4,9% em 2015, com o sector avaliado atualmente em 1,95 mil milhões de libras (2,5 mil milhões de euros). Os consumidores gastaram mais 1,73 milhões de libras por semana em produtos orgânicos no ano passado e o crescimento sustentado que se tem sentido no país espelha uma tendência mundial de crescimento e maior interesse no sector orgânico, aponta o estudo. Os números deste ano também destacam uma mudança nos hábitos de compras dos consumidores, que estão a aproximar-se mais de retalhistas independentes. As vendas de produtos orgânicos em retalhistas independentes aumentaram 7,5%, enquanto as vendas de artigos orgânicos em supermercados subiram 3,2%. O estudo indica que o interesse sustentado no orgânico é parcialmente impulsionado pelos jovens “millennials”, que têm fortes valores sociais, éticos e ambientais. Estes consumidores estão a escolher cada vez mais orgânico porque querem conhecer as origens dos seus alimentos e estão dispostos a pagar mais por produtos com padrões de qualidade assegurados que apoiam o bem-estar animal, social e ambiental. «É uma altura extremamente excitante para o sector orgânico, com o mercado a dever ultrapassar a marca dos 2 mil milhões de libras em 2016 e atingir níveis vistos antes da recessão», afirmou Martin Sawyer, diretor-executivo da certificação Soil Association. «Graças ao crescimento do online, é agora possível para os retalhistas ligarem os consumidores com a escolha mais vasta de produtos orgânicos», acrescentou.

5Under Armour reafirma previsões

A Under Armour reiterou as suas previsões de vendas e lucros para 2016, apesar de um dos seus principais clientes ter apresentado um pedido de proteção à bancarrota. A Under Armour afirmou que a The Sports Authority é «um cliente antigo» da empresa e que vai apoiar a retalhista ao longo da sua reestruturação, compensando qualquer impacto através da continuação das vendas à empresa e outros canais e clientes. A The Sports Authority submeteu um pedido de proteção à bancarrota na semana passada, tendo revelado que irá encerrar cerca de 140 das suas 450 lojas. Com base na atual visibilidade, a Under Armour revelou que continua a esperar um volume de negócios de cerca de 4,95 mil milhões de dólares (4,5 mil milhões de euros) em 2016, representando um crescimento de 25% face a 2015. O lucro operacional deverá atingir 503 milhões de euros (+23% face a 2015), em linha com as últimas previsões.

6EUA aproximam-se do Laos

Os EUA assinaram um acordo bilateral de comércio e investimento com o Laos, abrindo as portas a uma maior interação económica entre os dois países. Inicialmente, o acordo cria um fórum para debater questões como propriedade intelectual, trabalho, ambiente e aumento de capacidade, assim como para coordenar questões regionais e multilaterais, incluindo as relacionadas com a Asean (Associação das Nações do Sudeste Asiático), da qual o Laos faz parte. O comércio entre os EUA e Laos quintuplicou nos últimos 10 anos, para 70 milhões de dólares (63,9 milhões de euros), com o comércio de vestuário a representar 9,1 milhões de dólares desse valor. Contudo, as importações de vestuário caíram 9,6% em valor no ano passado, enquanto o volume caiu 18,8%, para o equivalente a cerca de 2 milhões de metros quadrados. O pequeno país, que faz fronteira com o Vietname, Tailândia e Myanmar, deverá, juntamente com o Camboja, perder posição nas cadeias de aprovisionamento mundial assim que a Parceria Transpacífico – que inclui os EUA e Vietname – entre em vigor. Enquanto país menos desenvolvido, o Laos beneficia de baixos custos laborais e acesso sem taxas alfandegárias ao mercado da União Europeia sob o sistema generalizado de preferências (GSP). Mas embora os cadernos de encomendas estejam cheios e a procura internacional esteja em crescimento, os problemas de encontrar e manter os trabalhadores pode ser um travão às ambições do Laos de aumentar as suas exportações de vestuário.