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  1. Nike mostra-se otimista
  2. Vestuário britânico em alta
  3. Avanço nos futuros do algodão
  4. Primark reduz impacto do dólar
  5. Benchmarking de sustentabilidade
  6. EUA alargam limite de importações

1Nike mostra-se otimista

A Nike mostra-se otimista face ao período fiscal vigente, tendo reportado ganhos e vendas superiores ao esperado em território chinês, no primeiro trimestre do ano. Os lucros subiram 23% para 1,18 mil milhões de dólares nos três meses terminados em agosto, refletindo o forte crescimento da receita, aumento da margem bruta, alavancagem das vendas e despesa administrativa e uma taxa de imposto mais reduzida. A margem bruta expandiu 90 pontos base para 47,5%, principalmente devido aos preços médios de venda mais elevados e crescimento contínuo da margem superior do segmento de negócios de venda direta ao consumidor, parcialmente compensados por custos de produção e de armazenagem mais elevados. As receitas cresceram 5% face ao ano anterior, fixando-se em 8,41 mil milhões de dólares, e as vendas globais aumentaram 14%, excluindo flutuações cambiais. A China liderou o mercado da marca, com fortes ganhos de receita de 30%, totalizando 886 milhões de dólares. Susan Anderson, analista do FBR & Co, assinalou o «impressionante» crescimento das vendas em território chinês, impulsionado por ganhos substanciais no segmento desportivo, de corrida e de basquetebol. A Nike adiantou que as encomendas futuras, que refletem os produtos com entrega prevista para os próximos seis meses, aumentaram 9% em base global, e 17% em base de moeda neutra. «O ano fiscal de 2016 começou muito bem», afirmou Mark Parker, CEO da Nike. «O nosso ritmo incessante de crescimento é impulsionado pela estratégia comprovada de colocar o consumidor em primeiro lugar, aplicar inovação em tudo o que fazemos e alavancar o poderoso portefólio. Estamos bem posicionados para continuar a gerar um crescimento de longo prazo, que seja sustentável e rentável».

2Vestuário britânico em alta

No Reino Unido, as vendas a retalho de vestuário cresceram 2,4% nas 24 semanas terminadas a 2 de agosto, superando a média dos últimos cinco anos, revelaram as estimativas. De acordo com dados divulgados pela Kantar Worldpanel, as últimas 12 semanas do período registaram um crescimento ligeiramente mais rápido, com o mercado a crescer 2,6%, impulsionado pelo aumento de volume de 2,8% e compensado pela deflação de preços de 0,2%. Entre as empresas que apresentaram um melhor desempenho durante este período destacam-se a Primark, com um desempenho acrescido de três pontos percentuais, e a cadeia de supermercados Sainsbury, com 5,5 pontos percentuais. A Marks & Spencer, Next e Tesco, por sua vez, apresentaram uma performance inferior, em 3,1 pontos percentuais, 0,2 pontos percentuais e 7,1 pontos percentuais, respetivamente. A Asos e a Zara conquistaram quota de mercado, enquanto a H&M perdeu marginalmente. Relativamente às duas últimas entidades, os analistas da Berstein observaram que «a Zara apresentou uma reviravolta na sequência de alguns períodos de mau desempenho no mercado do Reino Unido e continuamos a preferir a Inditex, considerando o preço relativo da Zara no mercado, face à H&M, que acreditamos estar sob crescente pressão da concorrência dos retalhistas focados no valor».

3Avanço nos futuros do algodão

A Intercontinental Exchange (ICE) lançará o antecipado contrato de futuros de algodão global no dia 2 de novembro, uma iniciativa que irá permitir que a rede mundial de intercâmbios e de câmaras de compensação determinem os preços da entrega do algodão produzido no estrangeiro, proveniente de múltiplas origens, com destino a diversos locais à escala mundial. Isto é comparável com a atual exigência de que todo o algodão produzido no âmbito de um contrato de futuros de algodão americano tem de ser amostrado e classificado pelo Departamento de Agricultura dos EUA. Esta restrição tem dificultado o desenvolvimento de novos contratos de futuros de algodão destinados a cobrir riscos de mercado para o algodão americano e estrangeiro comercializado no exterior. O novo contrato atuará paralelamente ao contrato de benchmark Cotton Nº2 da ICE, que só engloba o algodão cultivado nos EUA. «O novo contrato é baseado em extensas conversações com os nossos clientes sobre a necessidade de um ponto de referência de preços mais amplo, que reflita a natureza global dos mercados de algodão atuais», explicou o presidente da divisão americana da ICE Futures, Benjamin Jackson. «Temos trabalhado em estreita colaboração com participantes da indústria de algodão no sentido de concebermos um contrato que complemente o nosso contrato Cotton Nº2, potenciando a capacidade dos produtores de algodão e consumidores de gerirem de forma eficiente o seu risco de preços», acrescentou Jackson.

4Primark reduz impacto do dólar

A cadeia de moda Primark prevê um aumento anual de 13% das vendas, devido à ampliação do número de espaços de loja da marca, que deverá crescer em 9%, mas adianta que a sua margem de lucro será potencialmente menor devido ao aumento das remarcações e ao impacto da valorização do dólar. As vendas comparáveis para o período anual terminado a 12 de setembro deverão aumentar 1%. As previsões revelam um abrandamento do crescimento, em comparação com os ganhos de vendas de 16% e 4%, respetivamente, registados no mesmo período do ano passado. Em resultado do enfraquecimento do euro face à libra esterlina, as vendas deverão fixar-se 8% acima das taxas de câmbio reais. A Primark inaugurou 90 mil metros quadrados de espaço de vendas durante o exercício em curso, aumentado o seu total para um milhão de metros quadrados, numa rede de 293 lojas. O grupo anunciou ter um amplo portefólio de lojas a inaugurar ao longo dos próximos anos, com 140 mil metros quadrados previstos para o próximo ano, especialmente concentrados no nordeste dos Estados Unidos, onde abriu recentemente a sua primeira loja, Reino Unido e Espanha. Os contratos de aprovisionamento da Primark estão, na sua maioria, indexados em dólares, pelo que a empresa já afirmou que a valorização do dólar, particularmente face ao euro, terá um efeito negativo sobre as margens da marca no próximo ano fiscal, especialmente no primeiro semestre.

5Benchmarking de sustentabilidade

As marcas e retalhistas de vestuário têm adotado, cada vez mais, uma política concertada de sustentabilidade. Porém, um novo relatório sobre o progresso efetuado sugere que existe, ainda, espaço para melhorias. A organização internacional sem fins lucrativos Textile Exchange avaliou o progresso de 57 empresas têxteis nos seus esforços face à adoção de políticas mais sustentáveis, tendo como objetivo final a promoção da colaboração entre estas entidades, através da partilha de melhores práticas. No âmbito do “Programa de Benchmark de Materiais de Algodão Orgânico e Preferenciais”, as empresas apresentaram dados detalhados sobre o seu algodão orgânico e o uso de materiais preferenciais, posteriormente analisados e comparados com as práticas da indústria. O programa permite às empresas acompanhar o seu próprio progresso e relacioná-lo com a experiência e resultados de terceiros em quatro áreas principais: estratégia de sustentabilidade, cadeia de aprovisionamento, uso de materiais e vendas e marketing. Na primeira fase do projeto piloto, as empresas receberão uma análise de base do seu desempenho de sustentabilidade, comparando-o com a média do sector. «O Programa de Benchmark da Textile Exchange fornece um quadro para a indústria», destaca Liesl Truscott, diretora de materiais e estratégia do grupo para a Europa. «As empresas interessadas em melhorar o seu impacto sobre o meio ambiente, recursos naturais, pessoas e animais podem comparar as melhores práticas e resultados. O nosso objetivo é fazer com que essas empresas aprendam entre si e sintam, inclusive, uma urgência em efetuar melhorias semelhantes às dos seus colegas na indústria. À medida que avançamos para lá da fase piloto incentivaremos, também, as mais empresas a participar», resume.

6EUA alargam limite de importações

Os limites das importações de artigos de vestuário produzidos com tecidos regionais e provenientes de países terceiros sob a Lei de Crescimento e Oportunidades para África (AGOA) foram aumentados, tendo aplicação no próximo ano fiscal. Os novos números foram divulgados pela Comissão para a Implementação de Acordos Têxteis (CITA) para o período compreendido entre 1 de outubro de 2015 a 30 de setembro de 2016. No caso dos artigos de vestuário inteiramente produzidos num ou mais países africanos beneficiários, a partir de tecido totalmente produzido num ou mais países beneficiários, a partir de fios originários dos EUA ou de um ou mais países beneficiários, o limite relativo a 2016 foi ampliado para 1,935,096,830 metros quadrados equivalente (SME) – um aumento de 5,5% face ao período anterior. Desse montante, 967.548.415 SME estarão disponíveis para artigos de vestuário importados sob o regime especial, aplicado aos países menos desenvolvidos, que prevê um tratamento preferencial para os artigos de vestuário produzidos num ou mais países beneficiários menos desenvolvidos, independentemente do país de origem do tecido utilizado. Uma vez superadas estas quantidades, os artigos de vestuário serão sujeitos a tarifas de outro modo aplicáveis.