Início Arquivo

Britânicos foram às compras

Apesar da greve dos maquinistas da rede de Metro de Londres, o centro comercial Brent Cross, no noroeste da capital, anunciou vendas de 1.000 libras (cerca de 1.200 euros) por segundo, com os consumidores britânicos, conscientes em termos de dinheiro, a saírem em massa à procura de pechinchas. Milhares de pessoas fizeram também fila em Birmingham, no centro de Inglaterra, para deitarem as mãos a artigos em saldo nas lojas Next e Selfridges. A retalhista de gama alta Selfridges confirmou que bateu o seu recorde de vendas no Boxing Day – como é conhecido na Grã-Bretanha o dia depois do Natal – registado em 2009. O negócio nas suas lojas em Londres, Manchester e Birmingham aumentou 15% em comparação com os números de 2009, revelou a empresa. «Apesar das interrupções no Metro e de termos lançado os saldos num Domingo, tivemos vendas recorde na primeira hora», indicou o diretor de operações da Selfridges, Sue West. «Acessórios e joalharia de senhora foram as principais atrações, com as peças de diamante a impulsionar as vendas da Wonder Room da Selfridges», acrescentou. O negócio em Oxford Street, a principal rua de comércio do centro de Londres, foi interrompido quando um homem foi esfaqueado até à morte em plena luz do dia. A polícia fez várias detenções após o homem, no final da adolescência ou nos vinte anos, ter sido morto perto da estação de Metro de Bond Street. Apesar da trágica interrupção, os retalhistas na icónica rua londrina registaram fortes vendas. Jace Tyrrell, da New West End Company, que representa os comerciantes da Oxford Street, Regent Street e Bond Street, revelou que os eletrodomésticos e acessórios de moda «voaram das prateleiras». O centro comercial Bluewater, no sudeste de Inglaterra, indicou igualmente que calculava em cerca de um milhão o número de pessoas em busca de pechinchas, atraídas por descontos de 80% em alguns artigos. Algumas lojas começaram a reduzir os preços em mais de 50% ainda antes do Natal. O serviço de Metro de Londres esteve praticamente parado devido à greve dos maquinistas, com os consumidores a serem forçados a usar autocarros ou táxis para chegar às lojas. Os maquinistas recusaram-se a entrar ao serviço porque a entidade patronal se recusou a pagar mais e a dar um dia de folga para trabalharem no Boxing Day. A Câmara de Comércio e Indústria de Londres acusou o sindicato de manter a capital britânica e os seus negócios «sob arresto com mais uma greve do Metro».