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Burberry com resultados recorde

A Burberry bateu os seus recordes de crescimento, com as vendas comparáveis a aumentar 15 por cento no exercício de 2003/2004, encerrado a 31 de Março. As vendas atingiram o milhar de milhão de euros, ultrapassando todas as previsões da empresa. O lucro por acção aumentou 28 por cento. «Visto que a recepção foi favorável, no que diz respeito à nossa colecção de Outono/Inverno 2004, prosseguimos com confiança o exercício em curso» refere a Rose-Marie Bravo, directora-geral da marca.

 

A Burberry conta aumentar a sua superfície de venda em oito por cento a nível mundial ainda este ano centrando-se, especialmente, na Rússia e na Ásia. Segundo Stacey Cartright, directora-financeira da marca, as licenças geraram também lucros confortáveis, em particular os perfumes. Cartright refere ainda que a empresa deverá aumentar o seu controle na gestão das licenças mas este, será feito de forma progressiva.

 

Os bons resultados da Burberry vão criar uma vaga de resultados positivos na Gus, a casa-mãe. Os lucros do grupo aumentaram 29 por cento no exercício 2003-2004, encerrado a 31 de Março. Antes de impostos e amortizações, o benefício atingiu 1,23 mil milhões de euros, ao nível mais elevado de que atingiu o mercado. As vendas do distribuidor britânico aumentaram 6,2 por cento para 11,3 mil milhões de euros.

 

Sob a pressão dos investidores, o grupo Gus anunciou entretanto, que a «direcção vai examinar todas as suas opções estratégicas». O grupo comporta em efeito três pólos: a Burberry, a Argos e a Homebase, duas sociedades distribuidoras de artigos de grande consumo por catálogo, seguidas da Experian, especialista dos serviços de informações financeiras. Esta estrutura actual de conglomerado tem causado algum desagrado e um grande número de accionistas do grupo reclamam uma cisão.