O resultado líquido da Burberry aumentou 10% nos últimos seis meses, em termos reportados, e 9% em base comparável, fixando-se em 1,42 mil milhões de libras. As receitas provenientes do segmento de retalho da casa de moda subiram 14% em termos reportados e 13% em base comparável, para 1,06 mil milhões de libras.

As vendas, no universo comparável de lojas, aumentaram 9% durante o semestre até março, apresentando um crescimento de duplo dígito nas Américas, 18% em termos reportados e 15% em base comparável, para 378 milhões de libras. No EMEA, designação geográfica que consagra as regiões da Europa, Médio Oriente e África, as vendas subiram 8% em termos reportados e 12% em base comparável, atingindo os 459 milhões de libras.

O comércio grossista, excluindo o segmento de beleza, caiu 3% em base comparável para 331 milhões de libras, como antecipado. O segmento de beleza aumentou 8% em base comparável, mantendo-se consistente face à previsão anual de crescimento de 25%. Os licenciamentos aumentaram 3%, para 33 milhões de libras.

Apesar das dificuldades generalizadas de negociação na região Ásia-Pacífico, a Burberry relatou um crescimento das vendas nesse território, de 7% em termos reportados e 4% em base comparável, alcançando os 553 milhões de libras, mostrando-se capaz de superar a «crescente desaceleração em Hong Kong». O comércio digital voltou, uma vez mais, a liderar em todas as regiões.

A entrada tardia no segmento de acessórios de luxo não impediu o notável crescimento de 11%, ou 10% em base comparável, para 506 milhões de libras. O segmento feminino da marca aumentou 11% para 427 milhões de libras e o masculino 9%, ou 8% em base comparável, fixando-se nos 310 milhões de libras. A moda criança subiu 2% para 41 milhões de libras e o segmento de beleza 9%, ou 10% em base comparável, atingindo os 106 milhões de libras, refletindo o sucesso do lançamento da fragância “My Burberry”, extensamente promovida através da campanha publicitária que juntou Kate Moss e Cara Delevingne.

Apesar dos desafios externos que se apresentam no corrente ano, a Burberry permanece confiante face à sua estratégia de longo-prazo. A casa de moda vai continuar a inaugurar novos espaços comerciais e afirma que o espaço líquido da marca contribuirá em menos de um dígito percentual para as receitas no ano fiscal de 2016, com a abertura de 15 a 20 lojas da linha principal e um número equivalente de encerramentos. Isto inclui uma evolução do portfólio da Burberry em território chinês.

O sector grossista deverá permanecer inalterado no semestre corrente, mas o segmento de beleza deverá aumentar, fixando-se numa percentagem de duplo dígito. Devido ao termo da licença japonesa, a Burberry espera uma quebra do licenciamento de cerca de 40% no ano fiscal de 2016.

A marca britânica irá ajustar os preços em resposta às flutuações da moeda e medidas similares por parte da concorrência. «Iremos manter o nosso posicionamento de preço em relação aos nossos pares imediatos. À medida que os preços se alteram, nós também os aumentaremos e diminuiremos da mesma forma», afirmou a CFO da Burberry, Carol Fairweather, no decorrer de uma conferência de imprensa, realizada no âmbito da divulgação dos resultados do segundo semestre.

As flutuações cambiais criaram diferenças de preço significativas, superando os 50% para o mesmo artigo de luxo entre as grandes cidades chinesas e europeias, incentivando os consumidores asiáticos a adquirirem produtos na Europa.