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Burberry não recorre a ajudas estatais para pagar salários

A marca de luxo britânica não vai recorrer a ajudas de Estado para pagar o salário dos seus funcionários, mesmo que não possa reabrir as lojas devido à pandemia de Covid-19.

Apesar de registar uma quebra nas vendas da ordem dos 30%, a Burberry prefere reduzir a despesa em áreas não essenciais, tendo mesmo optado por baixar o salário dos quadros superiores em 20% para o período compreendido entre abril e junho. O montante resultante desses cortes será doado a um fundo de solidariedade.

A retalhista britânica não segue, assim, outras homólogas, como a Marks & Spencer, a Next ou o grupo Arcadia de Philip Green, que aproveitaram as ajudas estatais, em que o Governo paga 80% dos salários dos funcionários.

A Burberry faz questão de sublinhar que «esta decisão não altera o nosso compromisso de proteger empregos e apoiar os esforços de socorro durante esta emergência de saúde global», segundo avança a Reuters.

A casa de moda emprega um total de 10 mil funcionários, doa quais 3.500 na Grã-Bretanha.

Para além de não recorrer ao plano de apoio ao emprego britânico, a Burberry doou mais de 100 mil peças de equipamento de proteção individual (EPI).

O grupo transformou a sua fábrica em Castleford, no norte de Inglaterra, para fabricar vestuário de proteção para os profissionais de saúde e está também a fornecer máscaras cirúrgicas para os serviços de saúde britânicos e instituições de solidariedade.

Célebre pelas suas gabardinas e echarpes de xadrez, a Burberry tem lojas em mais de 33 países, mas para já apenas reabriu as lojas da China e da Coreia do Sul.

No seguimento da crise causada pelo novo coronavírus, a empresa adiou a apresentação de resultados para maio. A Burberry, desde o início do ano, já viu as suas ações caírem 41% em bolsa.