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Caça aos wearables

A Topshop está a promover um “boot camp” para todos os empreendedores e startups que desejem apresentar novos produtos no campo das denominadas “tecnologias usáveis” e as candidaturas já estão a decorrer. O retalho entrou oficialmente na corrida aos wearables.

De acordo com o MarketResearch.com, ao longo de 2016, deverão ser lançados 26 milhões de peças de vestuário inteligente (ver Wearables de pedra e cal). São vários os fatores a contribuir para o aumento da quota de mercado deste segmento: há cada vez mais empresas a desenvolver vestuário inteligente, a tecnologia é mais estável e menos propensa a falhas e as pessoas tornam-se mais tecnologicamente dependentes de ano para ano (ver Os wearables do futuro).

Ainda assim, o principal fator é o mais simples: nem todos os consumidores querem usar um relógio/pulseira, mas todos precisam de usar roupas e é nisso que os fabricantes e as empresas têm vindo a apostar.

Nos últimos meses, a tarefa de citar uma marca de moda que não tenha, pelo menos, conhecido a vizinhança do território dos wearables, revela-se difícil – desde empresas de lifestyle americanas, como Ralph Lauren, Michael Kors e Tory Burch, às marcas globais de luxo, como a Gucci.

Todavia, salvo algumas exceções (a BaubleBar, por exemplo), na high street, a experimentação com a tecnologia wearable ainda é incipiente. Agora, a Topshop está a tentar mudar isso.

Apesar de a retalhista britânica ser frequentemente citada nos portais da especialidade devido às colaborações de sucesso que estabelece com designers e celebridades (ver Treinar com Beyoncé) ou pelos seus planos de expansão (ver A distinção da Topshop), a exploração do mercado wearable ainda não havia sido notícia associada à Topshop. Porém, esta semana, a entrada oficial da marca na esfera da inovação aconteceu via “Top Pitch”.

Na semana passada, a cadeia de moda deu o pontapé de saída do programa “Top Pitch” em colaboração com a investidora parceira L Marks. O programa de quatro semanas convida empreendedores e startups internacionais na área da tecnologia a candidatar-se a um “boot camp” intensivo que irá providenciar orientação, apresentações de especialistas e executivos da Topshop e workshops sobre temas que envolvem o crescimento de um negócio, o desenvolvimento de hardware e a apresentação de um produto ao mercado. As equipas escolhidas terão ainda a oportunidade de apresentar o seu produto com tecnologia wearable à Topshop e ao seu presidente, Philip Green, que irá cogitar no investimento.

Segundo a morada oficial do “Top Pitch” a meta para os participantes passa por «apresentar um produto elegante, funcional e em sintonia com o cliente Topshop, a um preço acessível». Os interessados não precisam de ter um protótipo – a sua ideia pode estar ainda em fase conceptual – e vão ter acesso a um escritório no centro do programa em Londres, de forma a poderem aceder a um espaço próprio durante todo o programa.

As candidaturas ao “Top Pitch” decorrem até ao dia 22 de maio.