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Cada cabeça, sua sentença

A filosofia dos anos 50 está de volta e parece querer trazer consigo – na máxima força – os laços, as flores, os chapéus, as penas e até as fitas de cetim para usar na cabeça. A escolha é variada e, numa época em que existe uma verdadeira “obsessão” pela diferenciação, este acessório pode funcionar na perfeição como complemento para tornar uma roupa diferente, original e apelativa. Isto porque estes acessórios são ideias para dar cor e incutir algum divertimento a uma estação marcada pela invasão do preto nos guarda-roupas. Elegante ou descontraído, o chapéu e a boina são os “acessórios reis” da estação Outono-Inverno 2007/2008. O segredo? Provavelmente porque a versatilidade deste tipo de acessório combina na perfeição com qualquer tipo de roupa e é apropriado não só para os momentos de lazer mas também para ocasiões de cerimónia. Mas, ao contrário dos restantes acessórios para usar na cabeça, quando se fala de um chapéu ou de uma boina, há que ter em conta algum know-how, de forma a privilegiar o bom-senso e equilíbrio.

  • Rostos largos não conjugam com chapéus pequenos, gorros ou boinas apertadas.
  • Rostos pequenos tornam-se “invisíveis” com chapéus muito largos ou vistosos.
  • Formatos de rosto diferentes combinam com chapéus que primem também pela diferença.
  • Modelos arredondados suavizam rostos com traços angulosos, enquanto os de forma geométrica favorecem o rosto redondo.
  • Ainda levando em consideração a forma, os chapéus com abas assentam melhor em pessoas com cabelos curtos, médios ou presos.

Também as flores parecem ser uma opção válida para as pessoas mais extrovertidas e originais. De vários tamanhos e formas, este acessório dá um ar jovial e alegre na produção, assim como alguma sofisticação. De igual forma, os arcos, as faixas e os lenços devem continuar em alta nas colecções de Primavera/Verão 2008. Numa influência forte dos anos 60 – quando esses acessórios eram “um objecto de culto” – a marca internacional Chloé apresentou-os como uma alternativa que parece ter arrecadado o estatuto de “fashion”. A palavra de ordem – quase se fala de moda – deve ser sempre: “simplicidade”, e embora os acessórios para a cabeça sirvam como uma forma de “dar nas vistas”, os mesmos podem ser usados de maneira discreta. Para isso, há que saber escolher os tons ideais. Sendo assim, o mais sensato será optar por cores próximas do tom do cabelo ou neutras, que chamem menos à atenção, para além de combinarem com qualquer tipo de indumentária. Para não errar no visual, basta apenas não se exceder na mistura de estilos ou excesso de detalhes. Se a decisão é enfeitar a cabeça, o vestuário escolhido deve ser o mais discreto possível. Dessa forma, os acessórios, quando bem combinados, podem ser considerados como “a cereja em cima do bolo” de uma indumentária perfeita.